The Bite Pt. 2 – Fome Abrasadora

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As pessoas no trabalho a encaravam de forma diferente, uma certa cautela espreitava os olhos deles. Sempre recuavam um passo conforme ela se aproximava e mantinham uma distancia estudada.

Karen não estava, como ela já deveria supor. Sua mesa meticulosamente arrumada encontrava-se vazia. Exceto por uma carta sofisticada deixada propositalmente próxima a um porta-retratos com uma foto das duas. O envelope era vermelho, selado com uma fita de cetim. Seu nome constava numa letra cursiva muito elegante.

Lorah a abriu.

No interior havia um cartaz convidando todos para a festa da lua que aconteceria em alguns dias, num galpão abandonado no centro da cidade.

 

Espero você lá.

                            Beijos,

                                               Karen

 

A letra e o convite de Karen eram tão sensuais quanto seus lábios rubros.

Lorah guardou o envelope em suas vestes e mal percebeu que estava sorrindo. Continuar lendo “The Bite Pt. 2 – Fome Abrasadora”

Teardrop

Escrito por Gabi Waleska.

Teardrop (Gabi)

As pancadas na madeira me despertaram. Não sei por quanto tempo dormi, mas aquele som intenso e persistente era alto e me arrancou de um sono tão profundo que fiquei desorientada por alguns instantes, tentando me situar. O ambiente sulfuroso e abafado me trouxe à realidade e comprimia-me. O eco da madeira apodrecida cedendo era desesperançoso.

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Bloody Mary

Escrito por Naiane Nara

É uma dor estrondosa a que sinto; torna o simples ato de respirar me fazer ter vontade de morrer. Houve uma época em que senti amor e vi a vida como luminosa e bela… Mas isso foi quando eu era muito jovem. Agora sinto apenas o vazio e a dor. Física, dessa doença maldita que está me consumindo, e a dor na alma, a dor do abandono, o vazio puro e simples.

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Memórias

 

 

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Escrito por Naiane Nara

O entardecer traz o manto da noite mais uma vez, sem dar trégua ao calor. O tempo abafado me faz ansiar por chuva. A garganta seca anseia por falar, mas não tenho quem me ouça, então quedo-me a observar o horizonte em transe, tentando não pensar em nada. Não pedirei água, ainda não. Quero evitar os olhares de compaixão e pena dirigidos as minhas rugas, minha idade deveria inspirar respeito e não dó, mas por causa do abandono, o que me resta? Apenas engolir a saliva amargamente e me ater ao ferro da minha alma a fim de que não me permita chorar. Basta de lágrimas, elas não mudarão nada.

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O Pianista

 

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Por Lillithy Orleander

– Muito bem, Andreas! – mas ainda não está perfeito.

A professora bateu em suas mãos com a régua de madeira, sorrindo sarcasticamente, como se sentisse prazer naquela pequena tortura.

Os dedos dele doíam, mas ela queria a perfeição. E a perfeição Andreas alcançaria.

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