A Dama de Fogo (Final) – Dama da Meia-noite

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A Dama de Fogo – Capítulo 8 (Final)

Dama da Meia-noite

Escrito por: Morgana Owl.

Brigith fora obrigada a passar mais tempo do que desejara longe da sua vida. Afastara-se de tudo e todos, ficara vivendo apenas das coisas que a floresta lhe cedia. Vez ou outra o padre Dom lhe trazia mantimentos e uma palavra amiga. Ele não poderia fazer nada além disso, não poderia levantar suspeitas. Sempre que ia visitar Brigith na floresta, ele dizia aos seus superiores que precisava ir a um vilarejo próximo, ajudar uma família carente.

A cada visita do padre, Brigith agia de maneira meio animalesca em busca dos alimentos que ele lhe trazia. Na floresta os alimentos eram escassos, itens de higiene pessoal eram raros, ela economizava ao máximo cada coisa para durar muito. Era sempre um alívio quando ouvia o assobio longínquo do padre.

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As Duas Faces da Eternidade

 

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 Um Crossover de: Morgana Owl e Lillithy Orleander.

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Gostaria de contar uma breve história para vocês, sobre minha paixão não correspondida. Espero que vocês não se sintam triste por mim, pelo contrário, que fiquem apaixonados, assim como sou.

Sempre ouvi falar dela… toda misteriosa, ninguém sabe explicar exatamente como ela é de fato. Alguns até tentam, mas não passa de suposição. Os que a conhecem, não retornam para dizer como é, como age.

Por causa desse mistério, temem-na. Como temer algo que não conhecemos? Mas é exatamente isso que nos faz temer: o desconhecido. Porém, não canso de dizer que sou apaixonada por ela! Essa nuvem de terror que a envolvem, me deixa ainda mais fascinada. Continuar lendo “As Duas Faces da Eternidade”

Memórias de uma Vida

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Memórias de uma Vida

Escrito por: Lua Morgana

Aquele dia todo estava muito tenso. Havia acabado de me casar com o cara mais gentil da face da Terra e precisávamos de um lugar para construir nossa família. Fora uma cerimônia simples, só para nossos familiares e amigos mais íntimos, não queríamos festa. Era só para oficializar nossa união. Quando a vovó morreu, me deixou sua casa de herança. Eu era sua única neta, éramos muito amigas. Faziam dois anos desde o seu falecimento e não tive coragem de ir até a casa, tinham muitas memórias lá, não estava totalmente pronta ainda. Mas precisávamos mesmo de um lugar para morar e a casa era grande, bonita e bem localizada.

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Morena

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Morena

Escrito por: Lua Morgana

A semana estava estranhamente fria aquele mês. Em pleno verão e fazia frio. Não era típico de uma capital brasileira conhecida pelo sol, mar, calor e gente feliz na praia. Janaína não era exatamente esse tipo de carioca que esperavam. Ela era uma morena bonita, daquelas que chamam atenção pelo sorriso e cabelos caracolados volumosos. Ela não seguia padrões de beleza e seu estilo era único: meio geek, meio roqueira, meio fofa. Misturava todas essas características em um estilo só e cá entre nós, era demais!

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Paixão Obscura (Pt. 9) – O Fim dos Sacerdotes Brancos

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Capítulo 9 – O Fim dos Sacerdotes Brancos

Escrito por: Saul GuTerres e Morgana Owl.

Quando Carlos acordou, ele sentiu uma forte dor de cabeça, levou a mão até onde doía e sentiu que havia um curativo. Analisou rapidamente o local e se deu conta que estava em um hospital. Aos poucos foi recordando o que aconteceu. Após ver Eileen abanando para ele como se estivesse viva, ele perdera o controle do carro, bateu e desmaiou. Por sorte algumas pessoas que estavam próximas conseguiram chamar logo uma ambulância, e ele foi encaminhado ao hospital da cidade e rapidamente foi atendido.

Ouvindo algumas conversas que se aproximavam no corredor ele deitou novamente:

– A senhora pode ficar tranquila Dona Dalva, embora a batida tenha sido violenta seu marido apenas teve um corte na cabeça, mas a lesão não causou nenhum outro dano. Vou receitar algum medicamento e logo ele terá alta – Disse o médico do plantão abrindo a porta do quarto – Parece que já recuperou a cor! O senhor se sente bem Carlos? Perguntou o médico se aproximando e analisando seus sinais vitais.

– Sim doutor, estou apenas com uma dor de cabeça.

– Logo vai passar, o senhor se lembra do ocorrido? – Indagou o médico.

Carlos olhou para Dalva que olhava para ele com uma mistura de carinho e curiosidade.

– Sim…. Quer dizer um pouco…. Eu estava dirigindo e vi uma…

– Uma? – Perguntou Dalva, aflita.

– Uma… uma árvore… isso! Eu me distraí e quando vi já estava em cima dela. – Mentiu ele.

Dalva olhou para ele um pouco desconfiada, mas não queria lhe causar nenhum desconforto. O médico também desconfiou, mas como de fato o carro foi encontrado em cima de um canteiro, ele nada falou.

– Muito bem seu Carlos, espero que dirija com mais atenção na próxima vez. O senhor terá alta ainda esta tarde – O médico foi se retirando enquanto Dalva ajeitava Carlos na cama.

– Muito obrigada doutor por cuidar de meu marido! – Agradeceu Dalva e virou-se para Carlos.

– Que susto você nos deu hein?

– Desculpe minha querida, prometo que isso não acontecerá mais!

E Alicia, onde ela está? – Indagou Carlos. Dalva fez um ar preocupado e tentou evitar aquela conversa.

– Eu tentei ligar para ela, mas seu celular estava desligado… – Dalva fez um gesto peculiar com as sobrancelhas, entregando que ela estava mentindo. E Carlos como a conhecia muito bem logo questionou.

– Sua sobrancelha está tremendo, eu sei que não está falando a verdade! Conte-me o que houve! – Disse ele com ar preocupado.

– Nada demais, mas eu estava em casa e ligaram da escola dizendo que Alicia havia se envolvido em uma briga. Falaram que ela havia se machucado, mas que já estava na enfermaria. E quando eu estava indo para escola, o hospital me ligou para avisar sobre seu acidente. Então vim correndo para cá, ainda não sei exatamente o que ocorreu, mas alicia essa hora já deve estar em casa, e assim que nós deixar o hospital conversaremos com ela. – Carlos concordou com Dalva, porém ele sabia que algo estava errado, Alicia jamais se meteria em brigas, e aquela visão de Eileen o havia deixado de fato assustado. Para ela conseguir aparecer daquela maneira, era sinal de que agora ela já estava muito mais poderosa.

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Depois da confusão muitos alunos ficaram assustados. Alguns disseram que fogo saía dos olhos de Alicia e que ela estava com ar demoníaco. Quando a diretora chegou no local, ela apenas separou os alunos e levou Alicia, que agora era Eileen para enfermaria, não notando nada de anormal. Ela foi medicada, ouviu algum sermão da pedagoga da escola e depois foi liberada. Ela teve vontade de matar aquelas mulheres, mas ainda não estava com toda sua força, fingiu ser Alicia e depois foi para casa. Wilton e Anastácia que haviam saído correndo, esconderam-se na rua de trás da escola. Com medo do que Alicia pudesse fazer. Wilton nunca havia sentido medo, mas algo dentro dele dizia que dessa vez a brincadeira havia ido longe demais e que Alicia não era uma garota qualquer. Então ele despediu-se de Anastácia e foi correndo para casa.  Assim que chegou se trancou em seu quarto e não saiu mais.

Eileen andava pelas ruas encantada, agora que ela estava de volta no mundo, resolveu ver o que havia mudado, as roupas, as pessoas, tudo estava diferente. Ela sentia-se livre e mais linda do que nunca, afinal Alicia lembrava muito ela quando mais nova. E poder estar no corpo dela era mais que uma conquista. Sarah e Carlos, que eram os guardiões do livro haviam tentado durante muitos anos impedir que isto acontecesse, mas falharam, assim como todos que tentassem cruzar o seu caminho, pensava ela. E agora só faltava um detalhe, terminar com a linhagem dos sacerdotes brancos e da de Arthur. E ela começaria isso já. Estava indo para fazendo, onde sabia que o pai de Wilton estaria e sentiu-se fraca.

– O que está acontecendo? – Gritou ela com raiva – Então ela viu a imagem de Carlos desfazendo o círculo mágico de Alicia e tentando reverter o ritual de paixão obscura, e imediatamente se materializou até lá. Depois que Carlos e Dalva chegaram em casa, ele logo tratou de ver se Alicia estava em casa, mas não a encontrou. Ele sentia uma energia pesada no ar, e aproveitou que Dalva foi a farmácia e ao mercado para comprar o que necessitavam, ele correu até o porão. Quando abriu a porta levou um susto, o livro proibido de Sarah estava aberto e um círculo mágico no chão, não deixava dúvidas que Alicia havia realizado aquele feitiço. Ele sabia que não tinha poderes para desfazer tal ritual, pois há muito tempo havia abandonado a vida de guardião, mas mesmo assim em uma tentativa de salvar sua sobrinha, ele iniciou o ritual de purificação. Pegou algumas velas, sal e alecrim e começou sua reza. Nesse momento as velas se apagaram e quando ele olhou para trás Alícia, ou melhor Eileen estava atrás dele.

– Olá Carlos! Ou devo dizer Dainor? – Eileen disse com uma voz ameaçadora. E Carlos sabia que era ela, pois só ela saberia seu nome de sacerdote.

– O que você fez com a minha sobrinha? Sua bruxa! – Gritava Carlos.

– O que eu fiz? Deixe de ser tolo Dainor, você sabe que só o desejo de vingança da própria fedelha de Sarah conseguiria me libertar, então eu não tenho culpa! Hahahaha – Eileen ria com deboche de Carlos.

– Você vai pagar por isso Eileen! – Carlos começou a invocar o feitiço que estava fazendo para limpar Alice das energias e do controle mental de Eileen, mas Eileen apenas com um olhar atirou ele sobre as prateleiras. Carlos bateu com força no chão e por pouco não desmaiou novamente. Dalva que acabou de chegar em casa, e largou as compras na cozinha, chamou por Carlos. Como ele não respondia ela foi devagar até a cozinha e ouviu vozes vindo do porão. Ela sabia que Carlos era um antigo sacerdote, assim como sua irmã Sarah, mas Carlos há muito tempo havia deixado de praticar magia a pedidos seus, mas ela sabia que aquele porão era proibido a entrada de qualquer um, ela se aproximou lentamente e viu que eram Alicia e Carlos que gritavam. Abriu a porta e para sua surpresa Alícia, ou melhor, Eileen estava com a mão no pescoço de Carlos. Ele só teve tempo de dizer:

– Fuja daqui! Eu te amo, minha linda!

– Pare com isso Alícia! – Gritou Dalva – Ela tentou correr para salvar seu marido, mas Eileen ainda agarrada no seu pescoço esmagou sua traqueia com uma facilidade incrível, fazendo sua cabeça cair sobre o chão. Dalva gritou e correu para tentar salvar Carlos, mas foi inútil. Ela começou a chorar em desespero.

– Alícia, o que aconteceu com você? Por que matou seu tio? – Disse Dalva em prantos.

– Cala essa boca velha chata, Alicia já não vive mais neste mundo, eu sou Eileen aquela que seu marido e a idiota da Sarah sempre temeram! Agora estou livre para completar a minha vingança. E a primeira coisa que fiz foi exterminar os sacerdotes brancos. Agora ninguém poderá me deter hahahahahahahahaah. – Dalva sem entender nada do que Eileen estava falando, e em um ato de coragem atirou-se sobre ela para vingar seu marido, mas Eileen era muito poderosa e apenas com piscar de olhos atirou Dalva pela janela do porão, fazendo seu corpo sangrar até morrer sobre os vidros quebrados.

Eileen pegou o livro de Sarah e saiu com ele para o quarto de Alicia, ela sentia uma euforia forte. E da janela do quarto, ela viu a casa de Wilton. Agora faltava pouco para que todos que um dia a prejudicaram, estivessem mortos.

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