A Lua do Caçador { parte I }

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        O suor cobria suas peles como uma membrana cintilante sob a meia-luz. Os homens gritavam xingamentos e palavras obscenas para as duas mulheres dentro do cercado de madeira, quase invadindo a área em um frenesi animalesco. Não havia como esperar menos do público cativo das lutas clandestinas. Nobres e pés-rapados não se preocupavam com as diferenças entre si, espalhados pelo porão abafado. O odor rançoso de urina e sangue não lhes causava asco. O perigo de contrair a gripe não os assustava. Apostavam quantias gordas ou as moedas para o almoço do dia seguinte, reunidos ali para se deleitar com a humilhação da raça considerada inferior à sua. Continuar lendo “A Lua do Caçador { parte I }”

In the Depths of her soul (Pt. 8) – Visita Indesejada [+18]

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O homem vagava pela floresta brumosa, profanando o silêncio com o suave farfalhar das folhas sob seus pés enlameados.

Parecia um viajante destemido, a postura firme como a de um militar. Seu rosto era duro, os olhos escuros como a noite fria. Os cabelos castanhos eram bem curtos e ele ostentava cicatrizes grotescas no pescoço, como se houvessem arrancado nacos da carne próximo á orelha esquerda. Cortesia de seus perseguidores bastardos. Seus lábios eram levemente curvados numa carranca.

Ele vestia uma calça jeans surrada e suja, o peito musculoso á mostra, açoitado pelo vento fustigante que assombrava as árvores.

Suas mãos másculas estavam fechadas em punho, onde exibia mais daquelas cicatrizes grotescas.

Um ruído suave se fez ouvir nas profundezas da floresta, interrompendo seus passos duros. Ele farejou o ar uma vez, varrendo os olhos pela imensidão de árvores. Ergueu os lábios sobre os dentes numa clara demonstração de aborrecimento e continuou seu caminho em silêncio. Continuar lendo “In the Depths of her soul (Pt. 8) – Visita Indesejada [+18]”

In The Depths of her Soul (Pt. 7) – Minguante [+16]

Por: Natasha Morgan

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Hugh morava num apartamento no centro, a duas quadras do bar de Erin, e foi lá que eles acabaram depois do expediente.

O edifício era um tanto desleixado, a faixada precisava urgentemente de uma pintura e as paredes que davam acesso às escadas estavam pixadas. O elevador não funcionava então o único acesso era o lance de escadas largas e manchadas. Era o tipo de prédio que jovens solteiros escolhiam para viver, como uma república de faculdade.

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