Um Vulto na Água

51Por Gabriel Antoun

Muito pouco se sabe sobre o caso. Uma infinidade de perguntas sem respostas envolvem o que muitos consideram meramente um devaneio. O pouco que se sabe é considerado lenda e é contado e repetido pelos cantos mais remotos dos vilarejos sem que nenhum crédito devido seja dado.

Ao me mudar para o vilarejo de São Jorge, interior de Goiás, há aproximadamente 4 anos, percebi que a monotonia do lugar sempre fazia com que os moradores procurassem motivos para se encontrar e debater as mais recentes fofocas. Isso era o que os mantinham próximos e entretidos. Além dos rotineiros e frequentes viajantes que eram atraídos para os espetaculares pontos turísticos e que sempre causavam risadas, entre um trago de cachaça e outro, por possuírem hábitos, sotaques e principalmente roupas tão diferentes dos que ali moravam. Continuar lendo “Um Vulto na Água”

Dia 22… – João Pedro

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Por L. Orleander

Ficamos ali parados pelo o que pareceu tempo suficiente para cairmos na risada…

Em algum lugar da minha cabeça eu cantarolava Bet u wish u had me back¹ e sorria como se nunca tivéssemos nos separado um dia.

Quanto tempo… Eu não te vejo desde…” – a frase ficou perdida no ar. A última vez que me lembro de tê – lo visto, ele ainda se parecia com um nerd de filmes ou desses tutoriais de vídeo game que rolam pela internet hoje em  dia. Na formatura ele havia esticado, e parecia desengonçado com todo aquele tamanho, me lembro que na terceira valsa ele convidou uma garota que estudou conosco pra dançar, e ela disse não. Ana e eu nos revezamos, afinal de contas, J. P era nosso amigo. Continuar lendo “Dia 22… – João Pedro”

A Moira de Guadalupe P.4

A Moira de Guadalupe

Por Raven Ives

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A risada de Gaspar nunca pareceu tão estúpida aos ouvidos de Cibrán. Se sua felicidade por ter encontrado o relógio de bolso de seu pai não fosse maior, teria socado a cara do amigo. Depois de explicar com seriedade o que acontecera, incluindo seu quase encontro com a mulher misteriosa, Gaspar só faltou se mijar de tanto rir. Continuar lendo “A Moira de Guadalupe P.4”

Haunted…

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Por L. Orleander

A moça estava trajada com um vestido amarelo, mas as manchas vermelhas espalhadas em lugares distintos lhe conferiam uma aparência macabra.

Do alto do penhasco, de frente para o mar, o vento soprava com violência fazendo com que os fios do cabelo acobreado chicoteassem sua face, que sem pele, deixava á mostra as orbitas oculares que giravam desvairadas, a carne vermelha e o branco dos ossos. Continuar lendo “Haunted…”

Princesa Infernal [Parte 7] – A Última Calmaria

Escrito por: A.J. Perez

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Princesa Infernal – Capítulo 7: A Última Calmaria

— Bem, eu não faço ideia de como era o seu quarto no inferno, mas acho que isso vai servir. —  Ágape olhou atentamente para ela buscando mais informações da garota.

O quarto era simples. Possuía uma cama de solteiro, uma escrivaninha e um guarda roupas velho.

— Vai servir. —  Respondeu Samirah com um sorrido comedido.

Ágape se sentou na cama e a encarou. Não uma encarada de intimidação, era mais curiosidade do que qualquer outra coisa.

—  Então… você tinha um quarto no inferno? Quer dizer, você tinha uma casa ou algo assim?

—  Sim, —  respondeu a princesa pensativa —  eu tinha uma, —  ela ponderou — casa.

—  Como era?

— A maioria dos anjos caídos e seus descendentes moram em palácios ou mansões.

A jovem negra arregalou os olhos surpresa.

—  Achei que o inferno era mais… caótico, talvez… algo como cavernas.

— Temos cavernas mas só os animais vivem nelas.

—  Existem animais no inferno?

—  Sim…

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