Um Conto de Thommas Bradley [Parte III]: Pesadelo

Escrito por Gabi Waleska.

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Tom despertou antes de Christian mais uma vez. Possivelmente pelo sonho vívido e bom que tivera. Estava claro e havia um pequeno monte de neve no peitoril da janela. O clima era de conforto e novidade e ele começava a se sentir eufórico.

Ia levantar sem acordar Christian, mas ao olhá-lo, a inquietude de seu sono chamou sua atenção. A expressão era torturada e ele movia-se bruscamente, como se estivesse tentando se libertar do sono. Isto o preocupou, já tivera sonhos horríveis e a sufocante sensação de estar preso no sonho, mas com Chris o que quer que fosse era pior,  parecia doloroso. Continuar lendo “Um Conto de Thommas Bradley [Parte III]: Pesadelo”

Um Conto de Thommas Bradley [Parte II]: Inesperado

Escrito por Gabi Waleska.

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– Eyyy of th-thhigeeerrr – Tom e Christian clamavam alto, a pronúncia incerta e o timbre embriagado. Eles cambaleavam pela rua, um se apoiando no outro, cantando e rindo das próprias vozes. A neve voltara a cair, não era tão tarde, bem antes da meia noite, e eles queriam se divertir.

– Você é um cara muito legal – Christian disse de forma embolada, tentando não cambalear pela rua – Eu não sei porque éramos tão imbecis na escola! – Tropeça nas palavras, tentando falar com clareza. Continuar lendo “Um Conto de Thommas Bradley [Parte II]: Inesperado”

Um conto de Thommas Bradley [Parte I]: Velho Amigo

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Por Gabi Waleska.

Se havia uma coisa que Tom odiava eram as viagens “em família”. Com bastante ênfase na palavra família, já que visitar parentes na companhia de sua irmã, sendo levados e literalmente largados naquelas cidades no meio do nada por sua tia, não era o que se define por viajar em família. Não era por causa de sua incompreensível irmã gêmea, que preferia se afundar em livros e passeios solitários a socializar, completamente o oposto de si. Não a culpava, acreditava que sua mente estava sempre em outro estado de espírito, que não o terreno. Tampouco era por causa de sua afável, porém assoberbada tia, que os acompanhava, já que eram menores de idade até a casa dos parentes mais distantes e em seguida ia embora, para somente voltar para acompanhá-los no retorno.

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