Um Vulto na Água

51Por Gabriel Antoun

Muito pouco se sabe sobre o caso. Uma infinidade de perguntas sem respostas envolvem o que muitos consideram meramente um devaneio. O pouco que se sabe é considerado lenda e é contado e repetido pelos cantos mais remotos dos vilarejos sem que nenhum crédito devido seja dado.

Ao me mudar para o vilarejo de São Jorge, interior de Goiás, há aproximadamente 4 anos, percebi que a monotonia do lugar sempre fazia com que os moradores procurassem motivos para se encontrar e debater as mais recentes fofocas. Isso era o que os mantinham próximos e entretidos. Além dos rotineiros e frequentes viajantes que eram atraídos para os espetaculares pontos turísticos e que sempre causavam risadas, entre um trago de cachaça e outro, por possuírem hábitos, sotaques e principalmente roupas tão diferentes dos que ali moravam. Continuar lendo “Um Vulto na Água”

O Mistério da Casa de Praia

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Por Gustavo Aveiro

Olá, meu nome é Gustavo, tenho 27 anos. Gostaria de contar um relato sobre uma experiência que realmente aconteceu com meus pais e comigo. Entretanto, os eventos deste relato aconteceram entre 1991 e 1992, nessa época eu tinha cerca de um ano de idade e não me lembro de absolutamente nada, era novo demais para ter discernimento do que acontecia a minha volta.

Tudo começou quando meus pais receberam uma proposta para trabalharem como caseiros em Ilhabela, litoral norte do estado de São Paulo, a proposta veio de uma de mulher que minha mãe tinha feito uns serviços na casa dela. Era uma proposta atraente, pois passávamos por dificuldades financeiras, meu pai estava desempregado e minha mãe fazia trabalhos esporádicos. Além de morar em um paraíso no litoral, o salário era razoável e o trabalho não era corrido, bastava manter a casa em ordem e recepcionar os patrões juntamente com seus familiares e amigos, preparar comida e realizar outros serviços pequenos. Além disso, meu pai se tornaria pescador e poderia ganhar um dinheiro extra. Continuar lendo “O Mistério da Casa de Praia”

O Fantasma da Torre

LS3.pngPor Lucas Samuel

Não pôde deixar de sorrir ao ver Argo à sua frente.

O rapaz era corajoso, sem dúvidas, mas uma eterna criança. Desde que avistaram a Torre o jovem ficara agitado e pôs-se a galopar, gritando e brandindo sua espada.

Hunter queria ter essa energia, mas seu corpo doía de combates passados e fios brancos já eram visíveis em sua cabeça. Era um caçador conhecido em todo o reino por sua bravura e habilidade, contudo o peso dos anos já se acumulava em suas costas. Continuar lendo “O Fantasma da Torre”