No Bosque da Solidão (Pt. I)

No Bosque da Solidão 01

“Disfarça e segue em frente, todo dia até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa, assume o jogo, faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto, já não quer ser o outro
hoje ela é um também”

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Mel não aguentava mais dirigir, pouco acostumada com grandes distâncias. Na verdade, ela odiava fazê-lo mesmo em trajetos curtos. Tirara a carteira após muita insistência do pai, que alegava que isso a tornaria mais independente. Ele só não compreendia a ansiedade que a jovem sentia em colocar o pé na estrada. Estava quase surtando com a quantidade de caminhões, que passavam tão rápido que faziam seu Celta tremer. Nas subidas, o carro só faltava parar por causa do motor pouco potente.

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