La Llorona

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As roupas foram jogadas de qualquer maneira sobre o interior da mala escancarada. Uma “arrumação” muito diferente em comparação com a do dia em que saíra de viagem. Rosa havia se preparado com meses de antecedência, fizera listas e mais listas para não se esquecer de nada. Não estava disposta a aceitar menos que a perfeição para as suas tão sonhadas férias no México, com sua pequena família. Continuar lendo “La Llorona”

{repost} Escarlate

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☾ “Scarlet” – In This Moment

OBSERVEI-A RODOPIAR COM a leveza de uma pluma ao vento. Sua face era um papel em branco, sem deixar qualquer sentimento ou sensação transparecer. Na ponta dos pés, uma elegância que transbordava, chegando até a ponta dos dedos longos e finos de suas mãos. O vestido que usava se moldava perfeitamente ao seu corpo feérico de jovem mulher.

Contemplei além de sua dança; contemplei sua pele marmórea e as veias azuladas que saltavam aos olhos de meu demônio interior… Contemplei sua alma como um pérfido predador à caça de sua próxima vítima indefesa. Ela era tudo que queria, tudo o que ansiava em mais de três séculos de existência, além do líquido escarlate que embebia seu ser.

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A Lua do Caçador {Parte 3}

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         O quarto já não parecia tão sombrio quando Una retornou. A luz matutina o aquecia e espantava as sombras para longe da cama, onde um Theodore menos pálido verificava seu relógio astronômico de bolso; um presente do alquimista responsável por alavancar a companhia de seu pai. Ele ergueu o olhar ao ouvi-la se aproximar, aprumando-se sob as colchas grossas.

         — Sinto que tem estado muito preocupado com os planetas nos últimos dias.

         — Não é bem com os planetas que me preocupo. — Apesar de transparecer sua curiosidade, Una precisou se contentar com o silêncio como resposta. Continuar lendo “A Lua do Caçador {Parte 3}”

A Irmandade Dos Bruxos Modernos (Pt. 17) – Rendição

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Capítulo 17 – Rendição

Escrito Por: Alfredo Dobia

O nascer da noite na mata era fascinante. Não havia interferências das luzes excessivas das construções civis de Nova York. Aquela doce escuridão oferecia a inocência das estrelas brilhando entre os céus.
— Acho que deve ser essa a vantagem de viver em África, principalmente perto de lugares como este — comentou Chris, contemplando o seu estrelado e o clima ameno ao seu redor. — Podemos ver claramente a magnitude de Deus.
Ele estava sentado muito perto da Lúcia. Os dois decidiram descansar e esperar o dia de amanhã para achar Valter e o resto do pessoal. Mas antes disso, passaram horas e horas procurando por uma saída daquela vasta mata. Mas seus esforços foram inúteis, eles sempre acabavam por aparecer no mesmo lugar, como se estivessem dentro de um labirinto. Continuar lendo “A Irmandade Dos Bruxos Modernos (Pt. 17) – Rendição”