Dia 23… – Amigos

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Por L. Orleander

Confesso que fiquei tentada a dar um passo adiante, mas J. P parece ter tido a mesma idéia.

Os lábios dele tocaram os meus e algo em mim rugiu ferozmente, gritando para fugir dali e correr o máximo que eu podia, era a sua sombra se avolumando sobre mim novamente. Me afastei delicadamente e ele apenas sorriu um riso confuso, me pedindo desculpas. Continuar lendo “Dia 23… – Amigos”

A Moira de Guadalupe P.4

A Moira de Guadalupe

Por Raven Ives

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A risada de Gaspar nunca pareceu tão estúpida aos ouvidos de Cibrán. Se sua felicidade por ter encontrado o relógio de bolso de seu pai não fosse maior, teria socado a cara do amigo. Depois de explicar com seriedade o que acontecera, incluindo seu quase encontro com a mulher misteriosa, Gaspar só faltou se mijar de tanto rir. Continuar lendo “A Moira de Guadalupe P.4”

Mãe do Ouro

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Contam os mais antigos que desde meados do século 18, tempo do Ciclo do Ouro, a Mãe-do-Ouro anda pelo interior do Brasil, especialmente nas regiões onde existe o cobiçado metal. Aqui em Goiás não há quem já não tenha ouvido falar nela.

Tida como grande defensora da Natureza, a entidade aparece sob a forma de uma bola de fogo, pairada no ar, indicando os locais onde se encontram jazidas de ouro que não devem ser exploradas. Continuar lendo “Mãe do Ouro”

Maní

ideias-indios-brNasceu uma indiazinha linda e a mãe e o pai tupis espantaram-se:
__ Como é branquinha esta criança!

E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua. Chamaram-na Mani. Mani era linda, silenciosa e quieta. Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.
__ Vá brincar, Mani, dizia o pai.
__ Coma um pouco mais, dizia a mãe.
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Cassandra e Apolo

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Reza o mito que  quando Cassandra e o seu irmão gêmeo, Heleno, ainda crianças, foram brincar para o Templo de Apolo. Os gêmeos brincaram até ficar demasiado tarde para voltarem para casa, e assim, foi-lhes arranjada uma cama no interior do templo. Na manhã seguinte, a ama encontrou as crianças ainda a dormir, enquanto duas serpentes passavam a língua pelas suas orelhas. A ama ficou aterrorizada mas as crianças estavam ilesas. Como resultado do incidente os ouvidos dos gêmeos tornaram-se tão sensíveis que lhes permitiam escutar as vozes dos deuses.

Cassandra tornou-se uma jovem de magnífica beleza, devota servidora de Apolo. Foi de tal maneira dedicada que o próprio Deus se apaixonou por ela e ensinou-lhe os segredos da profecia. Cassandra tornou-se uma profetisa, mas quando se negou a dormir com Apolo, ele, por vingança, lançou-lhe a maldição de que ninguém jamais viesse a acreditar nas suas profecias ou previsões.

Cassandra passa então a ser frequentemente considerada como louca ao tentar comunicar à população troiana as suas inúmeras previsões de catástrofe e desgraça.

A gravidade da incredibilidade das previsões e profecias de Cassandra levaram à queda e consequente destruição de Tróia, quando esta viu frustradas as suas sucessivas tentativas de implorar a Príamo que este destruísse o cavalo de madeira (Cavalo de Tróia) divisado por Ulisses para a conquista de Tróia pelo seu interior.

 

Fonte: http://tantaprosa.blogspot.com.br/2007/09/mito-da-cassandra.html