Haunted…

H31

Por L. Orleander

A moça estava trajada com um vestido amarelo, mas as manchas vermelhas espalhadas em lugares distintos lhe conferiam uma aparência macabra.

Do alto do penhasco, de frente para o mar, o vento soprava com violência fazendo com que os fios do cabelo acobreado chicoteassem sua face, que sem pele, deixava á mostra as orbitas oculares que giravam desvairadas, a carne vermelha e o branco dos ossos. Continuar lendo “Haunted…”

Dia 11… – Consequências

121d

Por L. Orleander

Eu relia nossas conversas religiosamente e terminei finalmente por apagar, a quem eu queria enganar.

Eu fiquei um mês quieta diante dos outros, sorrindo forçosamente, saindo para lugares que faziam – me sentir – se vazia, tomando porres que me dopassem ao ponto de eu se quer me lembrar seu nome, vivendo, muitas vezes, uma vida que acabava na porta do meu quarto quando eu voltava pra casa e me afundava em você.

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Quando os pássaros se calam…

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Por L. Orleander

Tatuagens doem…

Possuem aquela ardência momentânea e ao mesmo tempo, aquela dor prazerosa  da agulha perfurando a fina camada que chamamos de pele, formando aquelas pequenas gotículas rubras.

Um vermelho carmesim, unido a tinta preta…

Aquela era a primeira e com certeza eu voltaria para fazer outra… Outras… Continuar lendo “Quando os pássaros se calam…”