A Garota com a Alma do Diabo [Pt.5] – Madame Bordeaux [+18]

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Halle foi instalado num motel puído de um bairro periférico em Moscou. O lema era incorporar completamente seu disfarce. Para conseguir chegar ao seu alvo precisava andar como os recrutas, portar-se como eles e exibir uma aparência semelhante. Continuar lendo “A Garota com a Alma do Diabo [Pt.5] – Madame Bordeaux [+18]”

A Garota com a Alma do Diabo [Parte 4]-Ludwing Thorvaldsen [+18]

Escrito por: Natasha Morgan

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Cherry já ouvira histórias sobre Ludwing Thorvaldsen ou o Austríaco, como gostava de ser chamado. No entanto, nunca o tinha conhecido pessoalmente. Quando era uma jovem adolescente brutalizada, recém-chegada á Mansão Von Kern, ouvira histórias antigas sobre as glórias da Família e dentre essas histórias de prestígio constava o nome de Ludwing.

Ele era um bom negociador, amante de vinho, apreciador de pedras preciosas e um colecionador apaixonado. Um sujeito excêntrico e solitário que sempre limpou a barra da Família quando necessário. E isso incluía fuzilar os inimigos no meio de uma partida amistosa de pôquer.

Pelo que ela tinha ouvido falar, mesmo com toda a glória das conquistas de Ludwing, seu nome se perdeu no tempo e ele se exilou num país inimigo, responsável por guardar as histórias da Família como os nobres faziam antigamente naquelas terras. O motivo por trás do ostracismo ninguém sabia e o assunto não era comentado desde que o antigo patriarca da Família ainda era vivo.

Ao fazer a curva íngreme para pegar a ainda mais solitária estrada gelada que a levaria diretamente para a residência do Austríaco, Cherry entendeu o que queriam dizer com exílio. Aqueles lados de Rombersky era completamente isolado da civilização. A estrada era de difícil acesso devido à floresta densa e sombria que a cercava, as árvores eram amontoadas uma ao lado da outra, inclinadas em direção ao asfalto.

Aqueles galhos secos levemente cobertos de neve eram como esqueletos do que, no verão, costumavam ser lindas e verdes árvores, cheias de folhas e vida. E agora mais pareciam garras esticadas para apanhar o carro solitário que deslizava pela estrada silenciosa.

Mais alguns metros à frente e a estrada íngreme se abriu numa campina congelada onde um portão de cobre ladeado de arame farpado se estendia em volta de uma construção milenar.

Cherry parou o carro a alguns metros e encarou o que parecia ser um antigo monastério. Os muros altos eram feitos de pedra cinzenta e ostentavam uma ou duas janelas visíveis. O arco era longo e elegante, lembrando o estilo gótico, o vidro perfeitamente destacado coberto por dentro, talvez por cortinas de veludo. Havia uma cruz celta no topo da construção, provavelmente entalhada na época em que aquele lugar fora construído.

Por todos os lados só se via a neve e árvores secas.

Cherry se apertou na manta de zibelina e desceu do carro. O vento uivante açoitou seu rosto com hostilidade, deixando claro que não era bem vinda naquele lugar. E a aura sombria que emanou conforme ela foi se aproximando dos portões só confirmou tal fato.

Seus olhos de caçadora examinavam cada pedacinho do lugar, desconfiados. E ela não pode deixar de se perguntar o que levaria uma pessoa a querer viver ali. De fato, aquele era mesmo um exílio. Sombrio e solitário.

Suas botas afundaram na neve e ela teve que chapinar até as pedras que ladrilhavam o caminho para o portão. É claro que não havia uma campainha. Para que se incomodar em mudar para um lugar como aquele se pretendia receber visitas nos fins de semana?

Ela percebeu a câmera instalada discretamente numa das grades de cobre e encarou a lente por alguns segundos, deixando-a vasculhar seu rosto impassível.

Um click elegante se fez ouvir e os portões se abriram numa lentidão sombria.

Cherry hesitou por alguns segundos antes de adentrar o pátio brumoso. Por um momento, o único som audível era o de seus passos na neve e a lufada pesada de sua respiração enquanto seguia até a construção maciça.

Ela se aproximou da porta de madeira pesada, olhando desconfiada para o batente em formato de puma com a bocarra aberta. Continuar lendo “A Garota com a Alma do Diabo [Parte 4]-Ludwing Thorvaldsen [+18]”

A Garota com a alma do Diabo [Parte 3] – Pistas [+18]

Por: Natasha Morgan

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Zipper a deixou numa vila a poucos quilômetros de Moscou, pousando o avião com maestria numa campina abandonada.

Cherry apanhou as duas mochilas que tinha levado, agasalhou-se com uma manta de zibelina, checou as armas no coldre e despediu-se do piloto. Seus passos deixaram pegadas na grama congelada conforme ela seguia pela trilha gélida.

A vila não era amistosa, os rostos rudes observando enquanto ela passava. Cherry fechou a cara e seguiu seu caminho por entre as casas rusticas, uma das mãos pousada estrategicamente dentro do casaco. Não era sábio dar bobeira com essa gente estranha. Continuar lendo “A Garota com a alma do Diabo [Parte 3] – Pistas [+18]”

A Garota com a Alma do Diabo [Parte 2] – De volta à Estrada para o Inferno [+18]

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Escrito por Natasha Morgan

Cherry deixou Halle adormecido e saiu de sua cobertura no edifício Orn.

Aquela ligação inesperada a deixou perturbada demais para pensar com alguma clareza. Não fazia nem 24 horas que havia deixado a mansão Von Kern, sua Bestemor estava sentada elegantemente no sofá da sala de recepção tomando uma taça de vinho Bordeaux e conversando com Willa. Sander e Klaus entretidos numa conversa séria, próximo a varanda. King havia ficado em sua boate gótica e Meera se perdeu pela estrada, de volta a seu país. Continuar lendo “A Garota com a Alma do Diabo [Parte 2] – De volta à Estrada para o Inferno [+18]”

A Garota com a Alma do Diabo – Pt. 1 – Neve em Moscow

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Por Natasha Morgan

Prólogo

Quando o Diabo a convida para um drink não se pode declinar.

Especialmente quando ele tem proposta tão saborosa.

O líquido escarlate escorre pela taça de estanho como se fosse sangue e os olhos da leoa se dilatam.

O sabor é de um doce que desperta fascínio e desce delgado pela garganta.

Os lábios de veludo da leoa se curvam de lado num, sorriso travesso.

E ela diz um delicioso sim à proposta pecaminosa e isenta de pudor.

Num suspiro de deleite sua alma se mescla em cores libidinosas.

O carmim se infiltra em seu coração como uma roseira selvagem.

Quando a leoa deposita o cálice novamente em cima da mesa forrada em pele de homens,

Ela já não é mais apenas uma garota má.

Ela é agora uma leoa banhada em sangue.

A garota portadora da alma do Diabo.

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Bestemor Fridda dirigia seu Pagani negro, lutando contra a tempestade de neve que caía em solo russo. O telegrama de um de seus mais confiáveis contatos a obrigou a sair às pressas de Nova York e encarar um voo maçante até chegar ao aeroporto onde o carro a aguardava, saudoso.

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