A Bruxa de Praga – O pedido Carmim

Escrito por: Natasha Morgan

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Merci estava eufórica, o coração batendo forte no peito, a língua inquieta na boca e as mãos levemente trêmulas.

Seus cabelos estavam arrepiados, um aglomerado de cachos loiros batendo na nuca pálida. Os olhos escuros tinham um brilho ensandecido.

Seus lábios pintados de negro murmuravam palavras atropeladas que ela lia de um livro grosso estendido majestosamente na relva macia.

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A Bruxa de Praga – Ira Sedosa

Por: Natasha Morgan

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A chama da vela se acendeu com um sussurro, iluminando parcialmente a profusão de poeira do velho porão.

A madeira do assoalho e das paredes já não tinham o brilho de quando a casa era nova, o marrom lustroso deu lugar a uma cor opaca, enfeitada de teias de aranha. O chão rangia ao mínimo peso e exibia algumas fissuras.

Um lugar um tanto sombrio ao qual poucos naquela casa frequentavam. Em geral era mais um quartinho para abrigar entulho.

Mas velharia não era a única coisa preservada por aquele lugar.

Ao fundo do porão, depositado com majestade, repousava um altar.

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A Bruxa de Praga – O Castigo Púrpura

Escrito por Natasha Morgan

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A feiticeira caminhava pelas ruas de Praga silenciosamente. Seus passos suaves como pluma tocavam os blocos de pedra com os quais as ruas foram confeccionadas tão perfeitamente, sem fazer qualquer ruído. Ela não seria tão rude a ponto de violentar o silêncio de uma noite tão bela.

A chuva caia leve, quase imperceptível para uma criatura como aquela. Mas afugentava os outros, fazendo-os correr a passos largos até alguma taverna ainda aberta àquela hora.

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A Bruxa de Praga

Escrito por Natasha Morgan

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O som do sapato ecoou pelo chão de mármore enquanto ela adentrava sua sofisticada residência. O ar quente soprou seu rosto tão logo abriu a porta, vindo da lareira, e o aroma almiscarado fez arder seu nariz.

A bela mulher retirou sua capa de zibelina, expondo os ombros delgados. Jogou para trás seus longos cabelos vermelhos e os lábios esboçaram um sorriso sensual.

– Eu sei que está aí. – disse, numa voz sedosa. – Posso sentir sua alma quebradiça, o coração batendo afobado e a energia densa.

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