A Queda

Um Conto de A.J. Perez

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O gigantesco cruzador Thunder-Flame de 5ª Geração da A.G.F. irrompeu na órbita do planeta Khaidenar VI no sistema Obalarion segundos depois de ter alcançado aceleração FTL.

Tamanha velocidade na resposta do pedido de socorro da colônia veio graças ao cruzador estar em translado a poucos milhares de quilômetros dali. Caso estivesse muito distante, precisaria se utilizar de um dos portais de transdobra-temporal para romper o espaço-tempo e chegar ali o mais rápido que pudesse como os protocolos de segurança mandavam.

Assim que a espaçonave desacelerou, os computadores de bordo trataram de liberar a crioestasis da tripulação. As comportas se abriram no instante em que a descarga de adrenalina foi injetada remotamente em todos os tripulantes, os acordando aos solavancos. Aquela era a única maneira de viajar a velocidades próximas ou superiores
à da luz e sobreviver uma vez que a radiação no espaço era demasiadamente alta.

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Princesa Infernal [Parte 7] – A Última Calmaria

Escrito por: A.J. Perez

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Princesa Infernal – Capítulo 7: A Última Calmaria

— Bem, eu não faço ideia de como era o seu quarto no inferno, mas acho que isso vai servir. —  Ágape olhou atentamente para ela buscando mais informações da garota.

O quarto era simples. Possuía uma cama de solteiro, uma escrivaninha e um guarda roupas velho.

— Vai servir. —  Respondeu Samirah com um sorrido comedido.

Ágape se sentou na cama e a encarou. Não uma encarada de intimidação, era mais curiosidade do que qualquer outra coisa.

—  Então… você tinha um quarto no inferno? Quer dizer, você tinha uma casa ou algo assim?

—  Sim, —  respondeu a princesa pensativa —  eu tinha uma, —  ela ponderou — casa.

—  Como era?

— A maioria dos anjos caídos e seus descendentes moram em palácios ou mansões.

A jovem negra arregalou os olhos surpresa.

—  Achei que o inferno era mais… caótico, talvez… algo como cavernas.

— Temos cavernas mas só os animais vivem nelas.

—  Existem animais no inferno?

—  Sim…

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Princesa Infernal [Parte 6] – Lar, Amargo Lar…

Escrito por: A.J. Perez

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Princesa Infernal – Capítulo 6: Lar, amargo lar…

Era fim de tarde e o sol morria sangrando no horizonte sobre o lago de águas turvas.

O carro encostou na frente da velha casa de madeira a alguns metros de um pequeno trapiche.

Samirah já tinha ouvido falar sobre o pôr do sol e a noite, mas ver o efeito pela primeira vez era realmente lindo, e ao mesmo tempo triste. Ela de fato não sabia o que deveria sentir, era algo muito confuso. Tentou descer do veiculo e acabou se trancando no cinto de segurança, em seguida com certa dificuldade finalmente livrou-se, e saindo do veiculo andou até a ponta da estrutura de madeira com certo receio e então aguardou por alguns instantes observando até o astro cintilante sumir por completo deixando um rastro rubro no céu e uma lagrima solitária em seu rosto.

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Contos de Elderland – Neve & Sangue

Escrito por: A.J. Perez

“Contos de Elderland – Neve & Sangue”

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Elderland 1788 da 5ª Era, Fronte de Batalha Norte – Divisa com Império Hudger.

A neve fluía dos céus suave, enchendo o ar de beleza branca e alva.

A Décima Sétima Legião se agrupava ao sopé de uma montanha.

A menos de um quilômetro de distância deles, seguindo suas pegadas, se localizava uma gigantesca mancha vermelha, cobrindo uma vasta extensão. Sobre a neve carmesim, dois mil corpos, parte humanos, parte leoninos, estavam sem vida, mutilados e massacrados. Continuar lendo “Contos de Elderland – Neve & Sangue”

A Corte [Parte 20] – Caminhos

Escrito por: A.J. Perez

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“A Corte: Capítulo 20 – Caminhos”

— Espero não estar interrompendo nada. — disse Guillehal os observando dentro do carro.

Sophie se ajeitou no banco enquanto Mark abria a porta do carro para confrontar Guillehal que sorria.

— Só para não dizer que ninguém te avisou, querido Mark, mas ela tende a ser vira casaca.

Mark ignorou.

— O que deseja, “vossa majestade.”— Mark finalizou a frase com um ar ríspido, quase jocoso enquanto batia a porta do carro.

— Mark, Mark, estamos todos do mesmo lado aqui… Eu estava com os demais no beco onde minha, — ele fez uma pausa — onde a pobre garota morreu. Investigamos o bueiro que você mencionou e devo dizer que me surpreendi, você estava certo.

— Pegaram o assassino?

Sophie ao ouvir a conversa se moveu abrindo a porta do carro para entrar na conversa, seria desastroso encontrarem o assassino antes dela.

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