Caminho…

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Por L. Orleander

Era o caminhar continuo novamente…
O Sol ardente guiando os pés descalço no horizonte
As palavras desconexas sem desenhos e sem margens.
Era o novo aprendizado que voava nas brumas do tempo:” Menina da febre tardia…
Senhora que destruia corações, deves caminhar sozinha…”
No peito aberto feito um abismo, caiam – se navios.
O no olhar profano, Scila morava.
” Se afaste!” – ela dizia
Mas as palavras ao vento eram lançadas
Quem ali a ouviria? Quem ali lhe atenderia?
A maldição seguia seu curso,
A marca dos caídos habitava na carne,
Os passos lentos seguiam para o Leste, para a terra além – mar.
Sepultada por Ondinas, ela seria.
Guardada sobre o trono de pedra de Niacksa, a guardiã.
Não mais haveria dor no mundo cinza
Nem a falta de ar daquilo que não compreendia.
Apenas as tranças negras banhadas no Estige.
Apenas a sombra do barqueiro Caronte.
Apenas o silêncio sem murmúrio do Lete.
Era filha da noite enluarada…
Filhas da Lua… Ah! Filhas da Lua…

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