Donna – Proposta Indecente (Pt. 8)

Donna (Pt 8)

Donna

Capítulo 8 – Proposta Indecente

Escrito por: Lua Morgana

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*

Heitor e eu passamos a trocar mensagens de texto todos os dias, não como antigamente falando de negócios, mas sim de nós mesmos, o que estávamos fazendo, sobre a vida, gostos e assuntos aleatórios, ficamos cada vez mais próximos, como amigos. Porém sempre com aquelas indiretas e paqueras internas, nada muito abusivo da parte dele, era até excitante ter alguém me paquerando depois de algum tempo…

Marcamos de sair algumas vezes, sempre íamos dançar, a shows, bons restaurantes e peças de teatros, ele realmente era uma ótima companhia!

Então, deixei-me levar e curtir o momento, me senti segura o bastante para sentir novamente, me apaixonar, me encantar, amar, me doar para alguém.

Finalmente depois de um jantar de negócios com uns sócios importantes do ramo, conseguimos uma grande quantia de dinheiro e isso nos deixou tão empolgados, que acabei abraçando Heitor, uma coisa levou a outra, ele me tomou nos braços e me beijou com vontade, me entreguei e deixei a vida me levar. Nos amamos ali mesmo, no escritório dele, como toda boa secretária já havia feito na vida (pelo que dizem). Nunca pensei que um homem de meia idade fosse tão viril, mais que o filho – não querendo comparar, mas já comparando – ele tinha experiência e me fez chegar ao céu antes do que eu imaginava, de tal maneira que me deixou com as pernas bambas e com vontade de fazer mais e mais.

Passamos a nos encontrar praticamente todos os dias depois dos trabalhos e sempre que podíamos, dávamos uma escapada para nos amar. Sim! Era amor. Não somente desejo de sexo, de prazer. Tinha algo mais… Sempre ficávamos nos olhando e apreciando a companhia um do outro após o ato, igual naqueles filmes românticos.

Eu achava que era besteira até sentir isso, pela primeira vez era real, não ilusão.

Em um desses dias, Heitor veio a minha casa e jantamos, depois fomos para cama. Passamos algum tempo deitados nos olhando e entrelaçados nus. Heitor disse-me:

– Donna, acho que já estamos suficientemente íntimos para eu te propor uma coisa… – Heitor me olhou fixamente, com um sorriso tímido nos lábios grossos e selvagens.

– O que mais você tem escondido nas mangas, chefão? – Olhei para ele sedutoramente.

– É algo muito importante que quero te propor e quero saber o que você acha, mas primeiro você tem que me responder uma simples pergunta!

– Ora, pois me diga, estou ficando nervosa… – Levantei-me e vesti um roupão, já estava começando a ter uma crise de ansiedade leve.

– Amanhã vá até minha casa e se dirija diretamente ao terraço. Sem mais perguntas! – Ele levantou-se, vestiu suas roupas e me deu um beijo de despedida.

– Não acredito que você vai embora e me deixar curiosa! – Olhei-o quase suplicando de curiosidade.

– Não tem graça assim, Donna, acredite, eu sou um galã a moda antiga… – Ele riu, fechou a porta e simplesmente foi embora.

Aquela noite foi a mais longa da minha vida, não consegui pregar os olhos a noite inteira, tomei calmantes porque eu realmente estava super ansiosa e pensei em mil possibilidades, mas nada me prepararia para tal proposta, nunca imaginei na minha vida toda aquela cena. Foi inesquecível!

“Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais”

(Equalize – Pitty)

CONTINUA

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