Frágil

Escrito por Gabi Waleska.

Capa Fragil

 

Me desfaço, como pessoa.
De dentro para fora, eu me desarmo.
Sinto que estou caminhando num elástico,
ele treme, e quase desabo. Mas me firmo.
E permaneço.

Tantos anos e insônias, sonhos e pesadelos
e o medo de olhar debaixo da cama permanece.
Eu sou frágil. Eu sou forte.
Um espelho. Uma rocha

Uma rainha, um demônio, entre os
dedos encobrindo o olhar em minha face,
eu me vejo. Estou morta, é meu cerne.
E me convenço, que não valho, não vivo.

Isto vem, me envolve, me animo,
e eu amo. E me levo, e permito.
E eu morro, urrando, doando-me.
Porque amo.

Nas nuances do escuro me desfaço,
frágeis, pedaços de vidro.
Meus cacos, meus ‘eu’s, meus medos.
Meus [e] mortos. Todos fracos.

Não há alívio. Há alma,
a minha. Branca e dourada, consumida
na penumbra, do decorrer da noite.
Me guiando, corredores, no meu tronco.

Me deparo com isso, sozinha, com medo
e me armo, de meus cacos para lutar,
me levanto, reluzindo o que reflete,
E meu corpo vira pesar.

Pois sou frágil,  promessa,
sou resistência e entrega. Só existo
[E por isso], E por tudo,
[E para tudo] Não irei quebrar.

 

 

 

 

 

Gostou? Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s