Rabiscos

rabiscos2Por L. Orleander

“Give it up baby, what are you afraid of
Love sucks when you don’t know what it’s made of
We get naked but I can’t undress your heart
Show me your private parts, show me your private parts…”*

Eram as poesias… Sempre as poesias…
Eram os livros de Drummond e Shakespeare espalhados pelo quarto,
um romance realista de Kundera
e o triste fim de Tristão e Isolda,
misturados a loucura ultra – romântica de “seu” Lord Byron.
Ela guardava amores na alma e os desenhava em seu coração.
Pintava – os com as cores mais quentes e coloridas,
para assisti – los depois, desbotarem – se em preto e branco.
Gastos, sem vida…
Ela recriava palavras que bailavam em sua mente
e acrescia a cada poema
tua energia, tuas dores, medos e loucuras.
Á cada palavra escrita, a cada trecho vazio.
Deixou em seu caminho rosas cravejadas de espinhos pontiagudos.
Para jamais esquecer as feridas que já curara.
Sorria ao prazer do Sol, mas amava mesmo a Lua,
á essa escrevia seus delírios e sonhos.
O ouro em sua mão, nascia envolto as palavras,
nunca antes ouvidas de seus lábios.
E talvez somente ali nas folhas amassadas,
fossem capaz de serem ditas.
Ela não era perfeita e sabia,
mas fazia de sua arte a perfeição de sua alma.
Era a felicidade em tinta e papel sem jamais pestanejar.
Era sorrir na manhã mal humorada, deixando que sua mente vagasse
pelas indistinções silábicas aleatórias.
Ao fim do dia, ela sabia,
Sua alma estava pregada ao seu único e verdadeiro amor…

*Letra da música Private Parts – Halestorm

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