COR

cor capa

O dia hoje estava nebuloso, neblinoso, mórbido e sem cor. O ar parecia cinzento, o rosto das pessoas tristes, todos pareciam em luto. Até o brilho do sol parecia envergonhado em brilhar, sem força, como se tudo e todos chorassem baixinho por uma tristeza oculta.
Andava sem motivação, robotizado, mecanizado, repetindo de forma padrão, as mesmas palavras e mesmas ações. Como se há muito eu estivesse morto, vivo apenas pelo bater do coração, que não produzia som.
Mas você apareceu, singela, como todas as outras vezes, bela, sorridente, num dia nublado, nebuloso. Então, como em todas as outras vezes, eu vi a cor dos seus cabelos pintarem o ar, o brilho dos seus olhos iluminaram a paisagem, o aroma de sua pele adocicada o lugar, o tom da sua voz dançar, como das raras outras vezes, eu admirei você chegar. Singela e bela, colorindo e dando vida onde quer que vá.
Agora sinto o dia clarear, o primeiro fio de luz que vejo neste dia nublado. Tudo apenas pela sua presença radiante, que me torna um envergonhado, oculto amante.
E quando você se despede, vejo você passar, deixando um rastro de alegria, ouço meu coração palpitar, pela musa colorida que preenche meu dia. Marcado com um sorriso pelo resto do dia.

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