Taciturno…

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Por L. Orleander

Duas pedras de gelo solitárias no copo vazio
E um olhar vago no meio da noite.
Pensava sobre a vida, a arte e a morte.
Sonhava com estrelas, a Lua e o mar,
E perdia – se, trôpega nos próprios pés.
O som inebriava tanto ou mais que o álcool.
Tinha medo da manhã seguinte,
de segredos que nunca contava
e de monstros que ainda a assombravam
Tão frágil em sua intimidade.
E tão fria e voraz aos olhos de quem a via.
Solitária… O que era estar só?
Os anos passavam e sabia da abdicação.
Conhecia o poder do desejo desenfreado
E da alegria passageira.
Daquilo que virava poesia
e trazia a loucura muda, anônima.
Era sabedoura de mistérios alheios e de pessoas aleatórias.
Medo… O que era temer?
Silêncio… O que era calar?
Nada…
Era apenas o vago espaço no peito bombeando o sangue.
Cumprindo o ritmo frenético demonstrando existência…

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