Compasso…

compasso
Por L. Orleander
“She’s lost in the darkness
Fading away
I’m still around here
Screaming her name
She’s haunting my dreamworld
Trying to survive
My heart is frozen
I’m losing my mind…”¹

Eu conto os degraus da escada,
soprando as pontas dos dedos pintados de esmalte vermelho.
Corto as pontas de meus cachos
no empenho maluco de me sentir diferente,
e ainda sim algo me diz que nada mudou.
Tracei outras rotas e mudei os horizontes,
Eu vi a fome de saber e a solidão de ter o mundo
abaixo dos pés.
Sonhei com amores impossíveis e paixões massacrantes.
Não… Não, me era dádiva.
Eu olhava pela chuva que escorria na janela

e massageava a têmpora no intuito de fazer as rugas sumirem.
Contava minutos no relógio com o compasso de uma música,
e fazia das mesmas o veneno infringido a alma.
Aquela solidão desejada,
aquele silêncio no peito,
aquela marca de ferro quente sempre vívida.
Não me fazia sentido a inocência, tão pouco a malícia.
Afinal, ambas tinham seu quinhão em minha ruína.
Se te amei algum dia, não mais me recordo.
Eu conto os degraus da escada…
E é ausente sua presença,
ficarias feliz em saber que já não sinto mais.
Que tem sido estranho, bom.
É meu leve despertar, a ausência…
Minha doce e suave fortaleza

¹Letra da música Lost – Within Temptation

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