Noturno…

noturno1

Por L. Orleander

Um fantasma soturno caminhava pela noite…
Quarto adentro, eu sentia o ar gélido
e o olhar intenso vigiar minhas lágrimas.
Cúmplice de meus sorrisos tolos, de minhas lágrimas desesperadas,
dos lamentos e de minha ira.

Havia o desejo de tocar avidamente os dois mundos no mesmo instante.
Encostado nas portas do Céu,
sentado á beira de minha cama.
Com a alma presa ao Inferno,
em minhas noites de tormenta.
Em algum lugar lá estava,
como assombro nas madrugadas
ou guardião que vela meu sono.
Preso por correntes invisíveis e lições que ainda estava por ensinar.
A sombra, o corpo, a decadência.
O pesadelo dos desavisados.
A angústia dos aflitos.
O que seria tú diante de meus olhos na luz fraca da Lua?
O que seria eu em tua visão inumana?
Parado a porta do guarda – roupa, calado.
Jaz noite após noite, aquele que nunca cheguei á ver
mas, jamais deixei de sentir.
Não havia e nem haveria prazer.
Era aquele letárgico “estar”.
A presença sentida na sensibilidade de cada célula de meu corpo
e de cada terminação nervosa de minha mente.
Era a eterna pergunta sem resposta:
“Quem é você?”

A respiração pesada se calava e a presença, desaparecia….

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