Insight…

 

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Por L. Orleander

“Algumas pessoas passam por nossa vida de modo tão insignificante, que nem se quer gastamos um verbo ou uma canção para se lembrar das mesmas.
Mas existem aquelas que nenhuma música, um verso ou poema exprime a existência. É por isso que para nós, elas se tornam livros… Elas nos transformaram.” – L. Orleander

 

E nada foi como antes…

Eu passei a olhar para os lados e vi que o mundo não girava ao redor de uma pessoa, haviam outras e eu podia sentir milhares de coisas ao mesmo tempo, o que descobri do modo mais controverso que existia naquele momento. 

Eu não me sentia pronta para estar só, necessitava de coisas, de gestos que eu sonhava em possuir…

Uma boa conversa, uma mão em meu rosto em concha que coubesse perfeitamente nas maçãs de minha face, que me presenteasse com canções que me fizessem se lembrar dela, que me tornasse sua musa e fosse capaz de me sentir desejada como a muito eu não me sentia, por que alguém disse que eu não era. Eu precisava aprender a me amar primeiro, eu sei, mas eu precisava ter isso.

Era pra ser divertido e fazer meus olhos brilharem, mas não…

Meu coração volúvel se apaixonou por pessoas totalmente diferentes e que não tinham nada em comum, ( a não ser o fato de me deixarem mais uma pequenina cicatriz para que eu me lembrasse delas, sentisse falta de algumas coisas e aprendesse outras sobre mim mesma que eu se quer sabia.)

Um hippie com necessidade de ter alguém ao lado por que achava necessário, mas não sabia ligar na manhã seguinte, me ensinou que as vezes não era paixão, nem amor, nem desejo, nem carinho… Era falta de atenção, ele me ensinou que eu precisava de tempo. Tempo para entender, tempo pra esperar, tempo pra sentir quando fosse de verdade.

Um oriental de uma noite, aquele cara do poema que eu torcia pra fazer a diferença, mas não fez, era apenas um garoto tão perdido como eu. Desesperado pra encontrar a si próprio, e foi essa a mensagem que ele deixou, eu precisa me achar também, em mim.

Um graduado que queria curtir a vida, ver o pôr do Sol e nada mais, com esse aprendi a sonhar novamente a ter paciência e fé, em cada sentimento que eu teria dentro de mim dali em diante.

Um gamer (oras vivas, rs), entre autos e baixos, ele me deu as canções que eu buscava, ainda me lembro com carinho desse, mas também guardo rancor, já que nem tudo é perfeito. Aprendi que as vezes a ilusão parte de nós mesmos antes de tudo, me senti desejada, mas entendi que isso também não me faria se sentir completa quando tudo que eu recebia, era um boa noite seco e escrevia um poema triste, dolorido e sem calor. Ele me mostrou a pior face do meu amado Inverno, a distância.

Houve o extremista que queria uma filha, á esse ousei dizer um “eu te amo”, e construí planos para o futuro, mas não cabia em mim as idéias, os ideais, nem mesmo o calor e o carinho que ele me dava. Ainda me faltava algo, e assim ele me ensinou que meu vazio não seria preenchido pela companhia, nem pela devoção e nem pelo amor de outra vida. Foi triste, o fim. Cansativo e matou uma amizade que pareceu durar eras.

Por fim, me veio um poeta… Tive canções antes de dormir, sonhos, viagens, poemas e me tornei a musa que queria ser. Ele colocou o mundo debaixo dos meus pés, me deu uma vida, mas me ensinou que eu era controladora, individualista e que sufocava as outras pessoas quando me passou a mesma coisa , em uma fase que eu não estava bem comigo mesma, em que eu queria estar só. As vezes parecia que me faltava o ar e eu queria gritar, mas sorria para ele na esperança de que tudo se resolvesse e acabasse. Fiz com que ele se afastasse, não sei se propositalmente ou sem pensar, mas esse é o único que devo um pedido de desculpas.

Seria trágico, se não fosse engraçado, se cada um deles não tivesse me levado até você de alguma forma e quero que você veja em cada estadia deles em minha vida como você já estava presente, antes mesmo de eu perceber.

Todos partiram e não preencheram o vazio, nem ficou aqui, em meio a bagunça, mas você ficou. Entrou sem pedir licença e fez toda a diferença…

Fiz as contas outro dia e você me rendeu entre poemas e poesias, trinta escritos, dois contos e um soneto, o que eu não percebi é que deixando a mente vagar em cada canção, em cada melodia, na ponta de meus dedos, o sentimento sem nome que você representava crescia e fazia de mim, apenas o objeto pelo qual as palavras fluíam.

Não pense que não me sinto culpada, muito pelo contrário, eu digo que tudo isso foi culpa minha todos os dias…

 

CONTINUA…

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