Síntese…

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Por L. Orleander

Como diria Rogério Flauzino:

“Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos, traduzidos em palavra…”

De certa forma eu gostaria de te culpar por tudo, mas sei que a culpa também foi minha! Minha e da minha impulsividade que se uniu a minha curiosidade tola, ou seria apenas eu querendo ser eu, uma vez mais, sem mentiras?

As vezes acreditamos severamente que fazemos as melhores escolhas em beneficio próprio, a escolha certa, tipo aquela que afasta alguém por se sentir culpado por uma palavra dita, um sentimento exposto um gesto mal interpretado, seja isso pra roubar sua “integridade” (que, claro, compactua com você mesmo), seja para manter as aparências diante de uma série de interrogações e julgamentos que você enfrenta silenciosamente com medo de se entregar e ser crucificado.

É aí que nos separamos em grupos, alguns vão entender cada passo e decisão que tomei como medo, outros como covardia e até certo ponto eu concordo, talvez  seja um pouco dos dois, acrescente também á essa receita uma pitada de vergonha de quem você se tornou ao olhar para o espelho na manhã seguinte e um balde de rejeição no mesmo instante.

Pronto! Você tem a combinação perfeita do caos que habita em mim, eu queria tanto dividir isso com você e talvez com o mundo, (quem sabe!), fato é que, o que está feito, está feito, e esse é meu problema: VOCÊ!

Me pergunto todas as manhãs quando abro os olhos, se tudo podia ter sido diferente, voltar a ser como era antes, simples e descomplicado, com abraços de urso e você me perturbando vez ou outra com seu riso debochado e seu sarcasmo insano, mas acho que mudamos quando as conversas deixaram de ser sobre o seriado infantil e suas reprises exageradas, para os planos do futuro e uma outra pessoa que eu nunca quis conhecer, o homem por trás do menino…

Essa carta é longa e não espero que você á guarde ou termine de ler, talvez você até as ignore como faz com as felicitações de aniversário e se mantenha naquele seu tédio matutino, (acredite – me, ele te deixa sexy e faz a gente suspirar…)

Algo aqui dentro ainda espera uma boa explicação, um nome, um gesto, um sentimento… Mas tudo parece um gigante buraco negro corroendo tudo que se aproxima, na escuridão, sempre a espreita pra me assustar, pra me fazer comparar a boca que não é a sua, o beijo que não é suave, a mão quente que desce do meu rosto e que nunca chega ao meu peito e me faz parar de respirar ou o corpo que não se encaixa pois não toca a mesma canção…

O que me restou daquilo? Do que eu e você fizemos? NADA! (além dos fantasmas…), mas sempre fui boa em fingir seguir em frente, e é isso que estou fazendo agora, achando um jeito de te arrancar daqui.

CONTINUA…

 

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