Torre de Pedra – Príncipe de Nivanír

edgar1

Por L. Orleander

Mikaela…

Edgar convidou a princesa para uma cavalgada no dia seguinte, após o almoço, os olhos dele brilhavam de encantamento. E todos notavam.

O príncipe havia descoberto a saída para o pátio de treinamento, não lhe era mais segredo as atividades da donzela a qual lhe seria oferecida a mão. Ele via graça nos movimentos, e força nas atitudes…

Peculiaridades de Mikaela: responder não a cavalgada e convida – lo pra caçar. Falcon queria morrer e os soldados do regimento ao qual ela pertencia, riam de modo singelo para que não fossem repreendidos por seu mestre – comandante.

Edgar era alto, tinha nos olhos o brilho apaixonado, hoje sei disso, na cor do âmbar, o cabelo em tons de cobre reluziam com a luz do Sol. Era o típico homem que tinha a mulher que queria, quando quisesse. As donzelas caiam de amores apenas de vê – lo sorrir.

Tinha apenas vinte anos, mas suspirava de contentamento todas as vezes que via ela fugir das regras, padrões e etiquetas convencionais.

O que desagradava Lord Falcon, fazia Edgar se enamorar ainda mais por Mikaela, enquanto ela só tinha um pensamento.

Aventuras, espadas e liberdade…”

Edgar ficou durante um mês em nossas terras e se tornou grande amigo da princesa, de livros e armas, o que agradou o rei de certo modo e aplacou a ira, para com a filha.

Mikaela não quedava – se a par das conversas de seu pai e Edgar, tomava partido nas transações comerciais com interesse, dava conselhos, sábio, quem diria, para sua tenra idade, mas ninguém descordava.

A aliança seria proveitosa para ambos, os reinos ganhariam e seriam mais prósperos. Mikaela fazia parte da aliança, como noiva do príncipe de Nivanír.

Uma rainha justa, de pulso firme e ao mesmo tempo bondosa, disso nem eles e nem o povo tinha dúvidas.

Estava combinado: esperariam três anos e casariam a princesa.

Mikaela odiou, mas nada disse quando a noticia chegou aos seus ouvidos, esperaria até que Edgar partisse para tomar, o que achava ser as medidas necessárias pra destruir o acordo, não sentia – se um objeto e menos ainda algo que seu pai poderia trocar em nome de uma aliança. Mikaela tinha o gênio da mãe… Lady Margrethy

Até o som desse nome me arrepiava…

O regimento partiu dias depois dos últimos acertos entre Falcon e Edgar. Os dias passaram depressa e logo nos vimos comemorar com todas a honras e pompas a mudança de regimento de nossa alteza.

Do Sul se despede e ao Leste se entrega…” – eu ainda escutava Eurador dizer pensativo, a sina que naquele instante me pareceu mal agouro.

Mikaela agora pertencia aos Étereos, os ritos de iniciação se deram na primeira noite de Lua Nova, em vestes nupciais a princesa desceu as águas, setas voejavam ao seu redor sem atingi – lá, lançadas meticulosamente a fim de formar – se um arco em volta dela.

Os grilos cantavam na noite fresca e silenciosos eles olhavam pra água, o lago parecia piche e não deixava transparecer se quer uma tremulação, sete aros formados por setas de penas coloridas.

Um á um eles voltavam, como se fossem fantasmas saindo das águas.

A ala Leste era conhecida por seu silêncio um treino forçado, sem gemidos ou sussurros, eram especialistas em se misturar e desaparecer como se um mago tivesse aprontado um truque de feitiçaria para ludibriar os olhos.

Conhecedores das ervas, das armas e das letras, o Leste representava o poder de meu Rei. Eram o que saíram das águas, fantasmas.

Mikaela não… Mikaela parecia uma ninfa obscura, a veste colada ao corpo, o olhar vítreo e o arfar suave, ela parecia a morte ressurgindo de seu reino, não existia medo, existia admiração. Eu a vi, meu regimento guardou os ritos principais, enquanto seus mestres e soldados recebiam os novos “irmãos”.

Foi aí, exatamente aí , aos 16 anos que descobrimos como a princesa aprendia rápido, ela não parecia uma criança.

Era diplomática e falava tão bem quanto qualquer nobre que se relacionasse ao castelo, convencendo – os a fazerem o que ela queria como se pedido fosse idéia da própria pessoa, Falcon tinha orgulho da filha, que no mês seguinte viajaria a Nivanír, levaria presentes a rainha Amelie e participaria dos festejos anuais do reino.

Eu não iria acompanhar a viagem e os preparativos corriam perfeitos e a toda pompa, para nossa surpresa Edgar veio ao reino para escoltar a princesa.

Falcon não poderia estar mais feliz, mandou que chamassem a filha que em meio a mercadores, negociava seda e especiarias pelo o que ela dizia ser um preço justo.

Por um instante todos viram o sorriso morrer no rosto de Mikaela e o brilho sumir do olhar. Respirou fundo e sorriu, dessa vez forçosamente, caminhou feito um novilho para o abate.

O casamento era motivo de euforia no reino ainda, para ela, era um suplicio…

Edgar estava ansioso e a abraçou fortemente antes de fazer as devidas reverências e pedir permissão ao rei. Eurador riu e o som do tapa ressoou na sala do trono.

Edgar segurava a face, preso entre a surpresa e a admiração.

Nunca toque em uma mulher que não é sua, sem permissão Milord…” – ele apenas sorriu.

Agora entendo por que vossa filha é respeitada em seus regimentos, meu senhor.” – disse ele ao rei – “Lamento, minha senhora, não foi minha intenção ofendê – lá.

Edgar fez uma reverência e beijou delicadamente a mão da princesa.

Meu peito destruiu – se pela primeira vez, desde que passei a segui – lá a distância.

Mikaela estava tatuada em mim e em Edgar, mas ele era o príncipe e Mikaela, em breve seria sua noiva.

Eu? Bom deixe – me dar um trago que lhe digo como essa história termina…

CONTINUA…

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