Villains – Blood Glamurous

Escrito por: Gabi Waleska.

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Atenção: O conto a seguir contém cenas inadequadas para menores de 18 anos. Podendo conter sexo, assassinato ou drogas. 

O tapete vermelho se estende à frente, enquanto ela pisa para fora do luxuoso carro de cor magenta. O sapato alto incrustado por pedras cintilantes reluz ao brilho dos flashes das centenas de câmeras apontadas para ela. A boca pintada de escarlate mostra um sorriso irônico, revelando alguns dentes brancos como marfim.

Finalmente sai completamente do carro, uma chegada em câmera lenta para aumentar o suspense, e revela-se sensual e misteriosa, dentro de um longo vestido de seda branca que estendia-se no chão atrás de si, super decotado, trabalhado em pedrarias transparentes com uma fenda em cada perna. Os cabelos platinados estão em parte presos a um meio coque e de resto soltos sobre o ombro esquerdo, caindo em uma cascata de cachos feitos nas costas.

O andar era de uma pantera albina, sinuosa, faceira e alerta. As pessoas amontoavam-se por trás das barras de proteção e dos seguranças para fotografá-la e vê-la melhor, sua fama recente era mundial e escandalosa. Todos a adoravam e odiavam ao mesmo tempo, pela perfeição e petulância, como se pudesse tudo e tivesse tudo.

As enormes portas negras se abriram para ela, dez seguranças sérios impediram de alguns fãs entrarem atrás dela. Lá dentro outras celebridades dançavam, bebiam e conversavam em meio a uma música batida, mixada na hora. O clima era total descontração e festa. Astros e estrelas da música, cinema e moda se misturavam em bebidas e risadas, alguns mais quietos, outros mais exibidos. Sabiam que haviam câmeras do lado de fora – e de dentro, escondidas – prontas para registrar qualquer coisa que os levasse aos tabloides das próximas semanas. Todos queriam ser alvo da fofoca.

Poppy caminhou até o bar, onde sentou-se em um banco, puxando para trás o vestido branco e revelando mais das coxas alvas e perfeitas de modelo. Pediu um drink de frutas, doce e intenso. O barman serviu na hora. Ela tomou a taça e virou-se para observar os outros dançando. Precisava pensar na sua próxima aparição. Sabia que a carreira de modelo era como uma estrela que subia e depois despencava até parecer que jamais existiu, portanto precisava ser o mais visível e brilhante possível – mesmo que para isso fosse necessário um ou outro escândalo.

Observou-os, procurando quem poderia ser seu parceiro perfeito para as fotos quase inesperadas dos paparazzi, quando notou que alguém a observava quase intensamente. Buscou entre os corpos que se mexiam na pista de dança, com uma sensação incômoda crescente – era normal sentir isso, por causa dos paparazzi perseguidores, mas esta era diferente, quase alarmante.

Buscou e buscou, até que, no palco de músicas encontrou. Por trás da mixagem, o par de olhos mais intensos e hipnóticos que já viu, eram emoldurados por cabelos negros e ondulados, que caiam para todos os lados, longos e brilhantes. Olhou um pouco sem acreditar que quem a encarava era a dj da festa, e não era um olhar admirativo – era feroz, sensual, provocador e misterioso, que a fez pedir outra dose, mais forte.

A próxima música veio e era como se ela mostrasse todo o seu talento para Poppy, como se a desafiasse a dançar. Poppy estava acostumada ao assédio de fãs, mas nunca uma garota a olhara com tamanho desejo e desafio. Depois do terceiro drink não se segurou mais e foi para a pista, onde logo foi tomada para dançar com o ator Rick, lindo e em ascensão, o qual ela usou para dançar cada vez mais provocante, olhando para a dj.

A batida mudou para algo mais sensual, e Poppy a viu falando com um rapaz que assumiu seu lugar enquanto ela ia até o bar, sem parar de lançar olhares intensos a ela. Poppy dançou mais um pouco e resolveu ir até onde estivera – a umas 4 cadeiras de distância. – Sentou-se e pediu um drink refrescante, já que agora estava suada com a dança. O calor tornava sua pele ainda mais linda, como se cintilasse com o creme iluminador que usava. A morena sorriu para ela, erguendo um brinde e se aproximou enquanto a mesma tomava.

– Então a supernova das passarelas resolveu se divertir com os mortais? – Perguntou a outra. Sua voz era forte, grave e sexy.

– Tenho que me misturar de vez enquando, para não esquecerem de mim – riu, e a outra continuou a olhá-la, da cabeça aos pés.

– Esquecer de você? Sua beleza estampa todas as revistas dos países afora! Seria louco quem esquecesse. – Falou, e o movimento da sua boca pintada de carmin fez Poppy sentir tontura. Jamais havia sentido isso.

– Por falar nisso, belas mixagens. Adorei seu som. Como te chamo?

– Meeta. Disse jogando a mão para cima – Ou M-Dj, como chamam nas festas. – Conversaram por um tempo, beberam mais alguns drinks, ficando cada vez mais animadas, e Poppy mais solta, conversando mais e mais da sua vida com M. Quando a outra tocou sua mão e disse – Sabe, fiquei muito tempo ali atrás, vamos dançar? – Poppy sobressaltou-se, mas aceitou. Já dançara com amigas, e achara a pessoa perfeita para o próximo escândalo. Talvez até alavancasse a carreira da moça. Já estava regada de bebida o suficiente para ter coragem de fazer o que fosse preciso para os tabloides.

Na pista dançaram como todos, das músicas mais animadas, até as mais lentas. Quando a melodia foi novamente esquentando, tomando um ritmo mais quente e latino, Meeta começou a conduzir a dança, era divertido e sensual. Poppy ria e se entregava, enquanto as mãos de M passavam por seu corpo, se demorando em seus seios, fazendo-a desejar mais. Todos à volta dançavam e riam, brindavam a festa, a vida, tudo se tornando cada vez mais liberal.

Poppy percebeu uma câmera em uma janela e neste momento permitiu que registrassem Meeta beijando seu ombro, o qual havia descido a alça do vestido, com a mão acariciando o seio nu. Sabia isso renderia capa por três semanas pelo menos. Riu alto, gargalhou e M apenas a acompanhou, dançando cada vez mais íntimas, as mãos passeando pelas coxas quase acompanhavam para dentro do vestido.

Ela sabia que não queria mais do que a dança. Mas havia algo no perfume de Meeta, na voz, nos olhos com lentes de contato vermelhas, que a faziam perder o controle de si. Talvez fosse a quantidade de bebida, que não parava de vi, servidas pelos garçons que circulavam. Mas ela já estava no auge, havia liberado tanta libido naquela dança que precisava ir adiante e por este motivo acompanhou M para fora da pista de dança. Sem deixar de pegar uma garrafa de champanhe no bar, e subido as escadas do hotel atrás dela, de mãos dadas, rindo e se permitindo mais um escândalo.

O quarto era luxuoso, branco e dourado. M a levou até uma King Size majestosa no meio da suíte e virou-se para abrir a champanhe. Meeta a olhou nos olhos, agora sob luzes brancas quase dava para acreditar que a cor real deles era vermelha, tão intensa e viva se mostrava. Aproximou-se e beijou-a, tomando seu fôlego, seu chão, seu temor. Poppy perdeu a noção de tudo, embriagada e excitada, retribuiu o beijo e as carícias, tirando as roupas uma da outra, até M revelar uma lingerrie vermelha e preta e Poppy uma fio dental branca.

– Vivo de escândalos desde o começo da carreira, mas hoje devo estar muito bêbada para estar aqui agora com você – falou trêmula, enquanto a outra lhe fazia carícias íntimas e suaves.

– Não se preocupe delícia, esta não é a minha primeira vez. E nem a última – disse M, afastando a calcinha para beijá-la. Poppy encurvou-se e reverberou o prazer do momento. Sentindo a língua da outra lhe percorrendo. – Já para você – disse novamente, – sinto informar que jamais terá o mesmo.

Poppy ia perguntar o que queria dizer, mas não pôde. A outra voltou a sua intimidade e com voracidade mordeu-a. Não houve grito, a dor foi imensa. Poppy soltou a taça de champanhe e sentiu-se sugada percebendo que Meeta a consumia – literalmente.

Sangue vermelho escuro espalhava-se ao seu redor, misturando-se à bebida enquanto M o tomava da forma mais grotesca que poderia imaginar, sugava e bufava, como um animal feroz a se saciar, tremendo com prazer e saciedade. Poppy mal pôde vê-la parar. Sua vida esvaiu-se pouco a pouco, até que restou apenas seu belo corpo sem vida, sem sangue, apenas a macha rubra sobre o pubis branco onde Meeta a mordera.

M se aprumou. Chamou o serviço de quarto e foi para a banheira. Se lavou e, olhando-se no espelho fez o cabelo mudar de pretos e longos para um platinado com rosa pink. Seu nariz tornou-se mais alongado, com a ponta arredondada, a tez tornou-se mais clara e seu corpo mais alto. Parecia-se com sua vítima, por fim, mas não o suficiente para ser confundida com ela. Sorriu, vestindo suas roupas novamente.

De volta ao quarto, um homem alto de terno preto se encontrava lá, uma postura rígida e séria era ressaltada pela linha fina de sua boca. Segurava uma mala de viagem vermelha à frente.

– Serviço de limpeza realizado. – falou. – Mas da próxima vez, tente escolher alguém menos famoso. Vai dar trabalho dar cabo dessa. – Ralhou e M o encarou desdenhosa.

– Há pessoas para fazerem este trabalho, Roni. Ela era perfeita em tudo. – Falou lambendo os lábios, relembrando o sabor.

– Escute aqui – Roni a segurou pelo braço – Você trabalha para mim, eu escolho quem será sua refeição e você faz o trabalho sujo. Ainda faltam mais 55 vidas, e você pegará quem eu mandar, entendeu Metamorfa?

– Tá! Eu sei – M disse, esquivando-se de sua mão. – E agora, para onde vou? Soube que tem uma bela festa em Paris.

– Você pega o próximo avião. Deve ficar lá até o ano novo. E se comporte. – Roni disse e saiu do quarto.

Meeta olhou-se no espelho uma última vez. Estava perfeita. Pegou a bagagem que Roni levara até ela e vestiu um casaco de peles branco. Saindo pelas portas dos fundos, sabia que pouca gente a notara e não a ligariam a nada, afinal, outra pessoa havia entrado no quarto com a modelo. Sorrindo, entrou na limusine que a esperava e partiu.

E agora trabalho… Paris, música, glamour e sangue.

Fim… Será?

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