A Irmandade Dos Bruxos Modernos (Pt. 8) – As Cêntricas

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Escrito Por: Alfredo Dobia

Capítulo 8 – As Cêntricas

Sasha e Deny esperavam por Lúcia para irem a praia a já quinze minutos, quando por fim ela passou pela porta do quarto. Um pequeno silêncio invadiu a sala de sua casa até Deny cortar cerca de 10 segundos depois.

— Hum, quem você quer impressionar com essa roupa?

Suas vestes eram normais, mas seu corpo curvilíneo deixava escapar a sensualidade nos olhos de todos ao seu redor. Sasha com a mania de pensar que estava rolando algo entre Lúcia e os Anderson, ela os convidou para irem com eles, na tentativa de facultar o processo de sedução da amiga.

— Porque não vêm com a gente? — ela disse.

Valter arregalou os olhos e um sorriso se formou em seus lábios ao percorrer os olhos no corpo delas.

— Na verdade, eu pretendia passar o dia em casa — respondeu — mas já que insistem. Eu vou, sim.

Porém, Chris recusou o convite dizendo:

— Vão vocês. Eu fico aqui com o Sr. Wayler. Ele passa a maior parte do tempo sozinho e acho que também está merecendo um domingo de diversão — seu tom de voz transbordava uma serenidade exuberante — além do mais, se o Valter vai junto. Sei que nada de mal acontecerá com vocês.

Sasha e Deny ficaram atónitos com a última afirmação que saíra da boca dele. Todavia, Lúcia percebeu perfeitamente do que ele estava se referindo e lançou-lhe um olhar doce, acompanhado com um sorriso sublime.

 

Por um lado, ela estava triste por ele não ir com eles. E por outro, estava ainda mais encantada com o gesto meigo que ele tratava seu avô. A genialidade dele era desafiante e encantador que Lúcia não parava de se surpreender.

— Bom, Já que o moço aqui não vai — disse Valter batendo de leve no ombro do irmão. Entao vamos nós.

 

Deny decidiu dar um mergulho, enquanto Lúcia e Sasha eram agraciadas pelos raios de sol que penetrava em suas peles. Já havia se passado algumas horas e Valter não perdia nenhuma oportunidade para falar com outras mulheres que estavam na praia completamente encantadas com seu esplêndido corpo de abdomens dividido.

De repente ele ouviu Deny clamando por ajuda.

Lúcia e Sasha se aproximaram do mar, vendo Deny se afogando. Elas tentaram ajudar, mas foram impedidos pelos gritos do Valter que vinha correndo.

— Se afastem da água, se afastem da água agora! — ordenou ele, e logo a seguir mergulhou seu corpo no mar.

O pessoal da praia ficou alvoraçado, imaginando no que poderia acontecer se ele não chegasse a tempo. Mas a situação tornou-se ainda pior, quando eles perderam Valter e Deny do seu campo de visão como se haviam sido engolidos pelo mar.

‘’Aguenta firme Deny, estou a caminho’’ — Valter em pensamento enquanto nadava para mais fundo do mar. Ele sabia o que se passava, sabia que Deny não estava se afogando por não saber nadar até que por fim parou, vendo as causadoras daquela cena insana.

Eram duas Cêntricas que arrastavam o jovem nerd. Habitantes nas profundezas do mar, essas criaturas devoradoras de órgãos masculinos, possuíam habilidades de encantar suas presas em sua doce e adorável voz sedutora, até o fatal golpe final. As Cêntricas são muitas das vezes comparadas com sereias, pela sua constituição corporal meio humana meio peixe. Suas barbatanas eram enormes, de quase aproximadamente dois centímetros. Seus olhos cintilavam uma luz cegante que impedia que suas presas as vissem.

Valter sabia exactamente o que fazer para salvar Deny. Apesar de nunca ter enfrentado elas. O livro de geração de sua família trazia informações completas de como derrota-las.

Aproximando-se da criatura, uma delas não perdeu tempo e atacou-o com escamas que saia do seu corpo. Chegando mais próximo dele, as esquemas ganhavam vidas e transformavam-se em pequenas piranhas carnívoras. Em rápido contra-ataque, Valter prendeu todas elas em uma bola de água com um campo magnético a volta. Mas seu oponente não se convenceu em desistir fácil. Porém, astuciosamente, a Cêntrica voltou atacar.

Dessa vez, ela enrolou sua barbatana escamosa e comprida no corpo do Valter, asfixiando-o como uma cobra. Ele era arrastado rusticamente e sentia que sua bola de água mágica, apesar de resistente, não duraria por muito tempo aos movimentos ásperos que seu corpo era exposto.

Valter concentrou-se, e uma energia azul intensamente forte queimou o corpo da criatura. Duas lâminas de água azuladas nasceram de suas mãos e com ela, atacou-a de seguida, cortejando a barbatana da fera. Ela guinchou dolorosamente. Seu sangue juntava-se a água.

Ele sabia que não podia prolongar muito aquela luta. Deny não aguentaria ficar sem respirar por tanto tempo. Então fez o que as Cêntricas mais odiavam, que era o som do mundo fora da água. Elas não resistiam ao som dos carros, o balançar das árvores, o falar das pessoas e tudo que tinha a ver com o mundo fora da água.

Valter produzia todo aquele som de uma só vez.

Elas levaram as mãos nos ouvidos para aliviar a dor tortuosa que as penetrava da carne a alma. A outra criatura não aguentava a dor, e ele aproveitou muito bem o memento para atacar, acabando por decepar a cabeça da fera com o gume de sua lâmina azulada.

A outra Cêntrica simplesmente abandonou Deny, nadando em sua velocidade máxima, longe do som destruidor.

Logo depois, Valter nadou em direcção a ele e rapidamente levou-o até a superfície. Sasha e Lúcia se aproximaram deles, preocupadas. Os restos do pessoal da praia colocaram-nos no centro de uma roda.

— O que aconteceu com vocês? — sussurrou Lúcia nos ouvidos do Valter.

Deny havia engolido muita água

— Depois eu explico — ele respondeu, enquanto tentava reanima-lo. Apertando seu peito vezes e vezes repetidas.

Sasha mirou-os furtivamente, desconfiada que Lúcia ocultava algo dela, após ter sussurrado misteriosamente nos ouvidos do Valter. Logo a seguir, Deny levantou assustado, deitando a água pela boca.

— O que aconteceu? — indagou.

— Você estava se afogando, mas Valter te salvou. — Lúcia disse. — Você está bem?

— Nossa mano, valeu — ele disse, olhando pro Valter agradecidamente. — Se fosses mulher eu juro que beijaria você.

— Pelos vistos ele está óptimo —  Disse Sasha, aliviada. — Agora vamos embora que o dia de hoje já deu.

Continua…

Obs: Pt. Português Portugal.

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