Uma Crônica num Delírio da Meia-noite

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Uma Crônica num Delírio da Meia-noite (+16)

Escrito por: Saul Guterres.

Caio estava no seu quarto mais uma vez deitado. Quando de repente uma vontade imensa de sair naquela noite linda de lua cheia, surgiu em seus pensamentos. Levantou-se e olhou-se no espelho. Seu corpo atlético aos trinta e três anos, moreno e bem feito o encheu de orgulho. Arrumou seus cabelos negros, que davam um realce em seus olhos verdes. Sentiu-se satisfeito, pegou uma roupa mais social e saiu.

As ruas pareciam diferentes, ele até pensava estar em outro lugar. Caminhou até uma famosa praça da cidade e viu que havia muitos jovens e pessoas de todas as tribos. Olhou em volta e não achou ninguém. Estava indo atravessar a rua quando uma garota loira, muito atraente o chamou.

– Ei moço, está perdido? – Disse ela em tom de malícia.

– Não, eu só estou dando uma volta mesmo! – Respondeu ele em tom que tentou parecer sério.

– Eu estou com alguns amigos logo ali naquele carro, gostaria de ir lá? – Indagou a moça jogando seu cabelo paro lado.

Em outra ocasião Caio jamais teria aceitado, mas naquela noite, tudo parecia estar “mudado”. E logo de cara ele aceitou, a moça o pegou pela mão e ele deixou-se ser conduzido até o local onde ela indicara.

Chegando lá havia dois rapazes e mais duas moças, todos se mostraram muito simpáticos e todos pareciam ter saído de uma revista da vogue, pensou ele. A conversa fluía naturalmente, e Caio pensou até que já os conhecia. Estava tocando algumas músicas pop da atualidade e eles começaram a dançar e beber.

Tudo parecia mágico para Caio. Pois ele nunca havia se permitido tais ações. Com o passar do tempo um dos rapazes sugeriu ir até sua casa, pois seus pais haviam saído e todos poderiam então continuar a festa lá. Todos toparam e logo estavam na casa do rapaz..

Ao chegarem, mais bebida foi servida e com aquela sensação de liberdade, todos ficaram completamente nus. Caio evitou por um estante, até a moça loira de antes, chegar bem próximo ao seu corpo e tirar sua camisa. Ele deixou ser conduzido por ela. Começaram a se beijar. Todos estavam na mesma sintonia. Os rapazes beijavam as moças assim como eles também se beijavam, Quando o dono da casa foi beijar Caio, ele se esquivou. “Sou hétero” pensou.

– Ninguém aqui disse que você não é, apenas estamos livres hoje – disse o rapaz em seu ouvido como se tivesse lido seus pensamentos.

Então Caio o puxou pela cintura e beijaram-se loucamente. Depois beijou as moças e o outro rapaz da festa. Tudo parecia natural e logo estavam todos indo para cama, para uma orgia super intensa. A cama parecia brilhar e Caio já embalado pela bebida deixou-se ser conduzido.

E quando ia começar, sentiu um tapa em seu rosto. Ele acordou assustado com os gritos de sua esposa. Seu filho chorava, e ele estava ainda com aquela dor de cabeça que o fez deitar por quinze minutos. Sentiu um vazio novamente, a vida de casado e de religioso começou aos vinte dois anos e ele nunca soube aproveitar o resto. Lembrou-se do seu sonho e deu um sorriso. Se fosse verdade, ele não hesitaria em continuar, não mesmo – pensou.

 

FIM

 

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