Donna – Doce Liberdade (Pt. 2)

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18 ANOS

Donna

Capítulo 2 – Doce Liberdade

Escrito por: Lua Morgana

*

Passaram-se alguns meses após tudo que havia acontecido comigo, porém, aquilo não me deixava dormir direito. Sempre sonhava com aquele rosto em cima de mim, era horrível. Não conseguia me concentrar nos meus estudos, por mais que eu tentasse. Minha mãe tentava me ajudar, mas era impossível. Cada vez que eu entrava naquela estrada de terra para voltar para casa, o arrepio do medo subia à minha espinha. Sempre pensava que ele estaria lá me esperando. Todos os dias o mesmo inferno, já não aguentava mais.

Em uma tarde, estava saindo da aula e uma garota estava sentada fumando em seu jipe, parecia ser da mesma idade que eu ou um pouco mais velha, tinha longos cabelos castanhos e lisos, ficou me encarando, logo me chamou.

—E ai, que cara é essa, menina? – Disse ela.

—Ah, tô de saco cheio dessa vida aqui… – Disse, desabafando.

—Dá um trago aqui que logo tudo melhora… – Ofereceu-me o cigarro, logo percebi que não era um simples cigarro e sim maconha, não tinha nada a perder mesmo, dei um trago forte e comecei a tossir.

—Nunca fumou né? – Ela riu.

—Não, nunca… – Tentava me recompor da tosse e logo a onda bateu bem forte, senti como se estivesse flutuando.

—Quer dar uma volta? – Perguntou a morena.

—Claro! – Eu estava louca já, fumei como se minha vida dependesse daquele baseado. Por horas esqueci de tudo o que havia acontecido comigo.

Ela dirigiu rápido pela estrada expressa e eu fiquei em pé no jipe sentindo a brisa fresca batendo no meu rosto e fazendo meu cabelo voar, foi maravilhoso. Ficamos andando de carro durante um tempo e fumando juntas. Nunca me senti tão livre na vida, depois de tudo o que havia acontecido comigo, finalmente percebi, que meu lugar não era ali e que eu deveria ir embora com ela.

O nome dela é Mary Jenny, mora na Califórnia. Ela parou num mirante que havia na cidade e só nós duas estávamos ali, conversamos muito sobre a vida e contei o que havia acontecido comigo a ela, porém sem detalhes. MJ disse que havia acontecido o mesmo com ela quando era mais nova, ela tinha 18 anos agora… ela me consolou de uma forma que ninguém havia conseguido até agora, parecia que me entendia completamente, senti a conexão desde o momento que a vi pela primeira vez. Foi recíproco.

Em certo momento da conversa, ela me abraçou e senti a necessidade de beijá-la, fui correspondida. Era meu primeiro beijo em uma menina, nunca havia sentido isso por ninguém. Talvez o efeito da maconha tivesse a ver com isso, mas eu não queria pensar. Pulei no colo dela e o beijo foi muito intenso, quando dei por mim, já estávamos tirando nossas roupas. Fomos para o banco de trás do jipe, ela tirou minhas saias e minha calcinha, começou a acariciar minha parte intima o que me fez gemer muito alto, e cada vez que ela aumentava o ritmo, eu sentia uma coisa melhor, era maravilhoso. Até que atingi o ponto alto do clímax e deixei o momento me levar, me senti livre, finalmente. Retribui o carinho que recebi e depois de tudo, deitamos uma do lado da outra e ficamos olhando as estrelas…

—Quero ir embora com você, MJ. – Disse, finalmente.

—Eu te levo comigo, você vai adorar a vida na Califórnia. – Disse MJ, sorrindo.

—Preciso avisar minha mãe primeiro, ela vai entender, meu lugar nunca foi aqui.

Esperamos amanhecer e ela me levou para casa, chegando lá minha mãe estava na sala me esperando, conversei com ela que havia conhecido uma menina e que ela morava na Califórnia, e que eu ia embora com ela. Minha mãe não se surpreendeu, sempre soube que meu lugar nunca foi ali, que eu merecia mais que uma vida no campo. Ela apenas me abraçou e disse que cuidaria do meu pai, que ninguém entraria no meu caminho, para eu apenas dar notícias.

Fiz minhas malas e encontrei MJ em frente a minha casa, eu queria sair antes que meu pai me visse… Dei um abraço apertado em minha mãe e disse que em breve ela teria muita notícia boa de mim. MJ disse que cuidaria para que eu ficasse bem.

Enfim, pegamos a estrada… Senti-me liberta assim que sai daquela cidade, nunca mais teria que encontrar com meu agressor e estaria junto de uma pessoa fantástica, que me apresentaria a outras pessoas maravilhosas. Era o começo da vida dos meus sonhos!

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Assim que chegamos na entrada da Califórnia, senti a brisa do mar no meu rosto e estremeci de felicidade. Nunca tinha visto a praia, o mar! Era maravilhoso demais. MJ parou o carro em uma das praias e eu saí correndo igual louca em direção ao mar… pulei e mergulhei, como se fosse uma criança. Deixei lavar todo o mal que estava entranhado em mim e prometi a mim mesma que nenhum homem nunca mais me violentaria, eu não deixaria, mesmo que precisasse matá-lo.

MJ pegou sua câmera fotográfica e tirou muitas fotos minhas na praia… eu adorava uma foto e ela me disse que eu era fotogênica, aí mesmo que me acabei.

Fomos para o hotel que MJ residia e eu dormi feito pedra, enquanto ela tinha ido trabalhar. O dia estava maravilhoso demais para ser verdade e isso era apenas o começo.

Todo dia era como se fosse uma festa. Bebíamos, nos drogávamos, vendíamos nossos doces na praia e acabávamos dormindo feito pedra no hotel. Por causa de nossa beleza, sempre chamávamos atenção por onde passávamos e conseguíamos entradas VIPS para festas nas melhores casas noturnas da área. Era uma vida simples, não vivíamos com luxo, porém, eu estava feliz.

MJ e eu não tínhamos uma relação íntima, éramos apenas melhores amigas, aquele dia em si, que havíamos transado, foi único. Agora a gente tinha nossos próprios affairs. Nós podíamos ter o homem que quiséssemos naquela praia, pois éramos bonitas e relativamente fáceis. Eu só queria curtir e MJ o mesmo.

Chamei atenção de um homem muito bonito em uma festa que fui, mal podia esperar pelo que a vida estava me preparado… no auge dos meus 17 anos, já estava vivendo uma vida louca dos sonhos de qualquer adolescente rebelde e festeira. Mas, o que me esperava, era muito além do que imaginei. A loucura havia apenas iniciado e eu estava me deliciando com ela.

“Do you know what you started

I just came here to party

But now we’re rockin on the dancefloor

Acting naughty

Your hands around my waist

Just let the music play

We’re hand in hand

Chest to chest

And now we’re face to face”

(Rihanna – Please Don’t Stop the Music)

CONTINUA

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