Villains – No More

villainhjh

 

Escrito por Gabi Waleska

separadorBlog

Sem flores, sem dores – Não é assim que dizem?

Eu não suporto essa imagem bonitinha, colorida, essas cores suaves, essas florzinhas, se fazendo de vítimas, de inocentes, de bobinhas – argh! – se magoando com tudo e com todos. 

Sem mais, eu não suporto essas menininhas, frescas, idiotas, românticas. Idealizadas e idealizadoras do romantismo. E eu digo: é tudo falso! Ganhando os homens com a delicadeza de uma flor desabrochando. “Oh, mon Dieu!“, apaixonados, abraçados aos beijos por todos os cantos, até que ela tem um ataque. E ele não gosta. E ela fica magoada, como se ele que tivesse tido esse ataque. E vem outro e mais outro. Ela cheia de frescuras, ele sem paciência, fim. Há há há. Eu só faço rir. Ao olhar na cara delas, ouvindo suas queixas. Rio alto, e me chamam de ruim.

E aquelas de voz sutil, suave como seda, como se amassem todos no mundo, como se fossem as santas encarnações da plenitude e afeto. Com afabilidade tratando os amigos e desconhecidos, até topar com um mendigo e fingir não vê-lo, como se fosse uma afronta à sua existência. E com tal delicadeza, esconde-se no abraço do namorado, dos parentes fingindo ter medo. E então certa noite a encontro no mirante, trepando loucamente com o melhor amigo do namorado. Oh, isso desperta o pior em mim.

Minhas tatuagens as ofendem, minha postura as intimida, e minha voz sobrepõe-se às delas, enquanto rio de suas caras. Pisando de salto nas suas suaves sapatilhas de seda, beliscando suas costelas na fila do refeitório. Ha haha;

Sem mais, eu quero vê-las mal. Quero ferí-las. Quero machucá-las. Então as persigo, prego peças, corto seus cabelos na aula. Ou picho suas adoráveis fachadas brancas com persianas azuis – que tocante!

Me chamam de vilã, para seus amigos e parentes, sou a pestilenta, a megera. Só estou me divertindo um pouco, enquanto faço justiça. E mesmo assim sou má?

Acham que fui má quando fotografei aquela traidora no carro e mandei as fotos por correios para seu namorado? Ele chorou tanto e ainda lhe deu uma bela bofetada no rosto. Não posso dizer que não gostei… Ou quando aquela falsa estava humilhando a novata da série abaixo, e rasguei uma saia com meu canivete? Ela ainda tentou sair por cima, como se fosse a gostosa, então joguei desinfetante em seu armário, arruinando todas as suas revistas de fofoca, cadernos, diários e fotos.

Eu gosto de bagunçar com a vida delas, as fingidas, as “mocinhas”, e se isto me torna a vilã, dê-me o Oscar, pois darei o melhor de mim em atormentar a paz da vidinha destas florzinhas descaradas. Se vestem com a pureza de uma virgem e agem por trás dos panos com o pudor de uma prostituta, traindo, maltratando e torturando emocionalmente suas marionetes emocionais – pobres deles.

Não gosto de violência, mas teve aquela vez que quebrei o nariz da Rainha da Beleza, apenas para fazê-la descer do salto de “sou a mais bela”. Tudo bem, teve um pouquinho do sangue dela pingando na blusa de cashmere, foi tão divertido!

Nada mais justo, não acham? Que eu seja a mão do Karma? Sem mais frescuras, sem mais dores, sem mais flores.

Sem mais.

Fim… (Será?)

Gostou? Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s