Seven Sins – Luxúria

*conteúdo inadequado para menores de 18 anos*

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” Eu caminho entre vós, sussurrante e melodiosa
Tende cuidado, pois quando em teu peito algo parar de bater
Em pecado cada parte de teu sangue irá correr
Quente, viscoso e vivo.
Feche os olhos, doce criança!
Seus erros nasceram apenas pra lhe enforcar…”

A garrafa de Jack Daniels estava sobre a mesa coberta de veludo vermelho e com cartas de um estranho baralho, onde a carta da Estrela estava aberta.
Os olhos azuis, observavam meticulosamente cada curva do corpo esguio diante de si. Cada marca na coxa e na barriga, decorando entre suspiros desejosos, a sutileza de cada cicatriz que seus olhos encontravam.
Ela estava deitada em uma cama com lençóis de cetim preto, com os pés e as mãos amarrados…
O cabelo curto da cor do ébano e liso, os lábios vermelhos, faziam com que se excitasse ainda mais, fazendo com que o órgão entre as pernas demonstrasse despudoradamente a vontade que ali habitava, o desejo pelo poder e a subjugação.
– Você deveria ser mais controlado… – disse o companheiro na escuridão.
– Você deveria partir. Não é por que possuis poder sobre os outros que vai me dizer o que fazer. Meu desejo foi feito para ser desfrutado, assim como o deles. – e apontou para o corpo na cama. – Não achas? – disse ele sorrindo sarcasticamente.
A sombra sorriu sem responder e desapareceu fazendo uma reverência exagerada.
– Como desejar, meu caro…
Haviam flagelos com muitas tiras e pontas de ferro achatado, um aquário na altura da cama apenas com água, grampos de mamilo com fios ligados ao que parecia ser uma bateria improvisada, mordaças e cordas…
A lascívia estava no ar, palpável, impregnando cada poro da pele clara da moça, ele sentia vontade de acorda – lá rápido, mas controlou – se.

Andou ao redor da cama e pegou o que pareciam ser bolinhas de gel e estourou sobre o corpo dela.
Ela mexeu – se suavemente, enquanto ele passava as mãos sobre a substância que agora começava a aquecer a pele.
“O pecado mora nas entranhas de cada ser humano. Uns mais, outros menos… São todos doentes por prazer, como se o corpo fosse a brasa e de repente se tornasse chama… Impossível de resistir, a carne fresca transpira tesão, e isso é o que mais se encontra hoje em dia…” – pensava ele sorrindo, olhando o corpo besuntado em algum tipo de óleo, enquanto despia – se.
Ele sentiu – se como a própria irmã, escravo daquilo que inspirava aos outros, de sua arte pecaminosa, mas como dizia : “culpados são eles, que se deixavam seduzir tão facilmente…”
A mão desceu firme sobre o seio escondido no sutiã de renda púrpura, beliscando o mamilo com a ponta dos dedos e fechando os olhos como se provasse êxtase, ela soltou um gemido fraco, enquanto as mãos ligeiras colocavam os grampos onde antes os dedos brincavam.
– Melissa? – chamou ele docemente.
Ela abriu os olhos sonolenta, piscando diversas vezes para adaptar – se a claridade tênue. O aroma de dama da noite no ar a fez manter – se em torpor, não sabia onde estava e se quer com quem estava.
– Onde estou? – perguntou ela gemendo novamente pelo toque nos seios.
– Temos aqui uma ninfomaníaca, hum. Interessante escolha essa minha. Ou proposital eu diria.
Ele tomou – lhe os lábios e beijou – os sôfregos, abrindo o sutiã e mordiscando o lábio inferior vez ou outra, as mãos acariciam a coxa na altura da virilha, deixando a moça desesperada por algo mais.
Melissa tentava se soltar das algemas que a prendiam na cama, contorcendo o próprio corpo em busca de algo que ele parecia divertir – se em esconder.
– Acalme -se querida, lhe darei tudo o que seu corpo deseja e ainda mais. – disse ele sorrindo diabolicamente.
Ela se quer entendia o que estava acontecendo ou quem era o rapaz a sua frente, ela era escrava de seu corpo e de suas vontades e nada, nem se quer um chamado gritante da razão a faziam voltar a consciência.
Eram seus instintos falando mais altos, ela queria aquele corpo, ela desejava e ele captava cada pensamento sorrindo, subindo um pouco mais a mão e penetrando – a, o que a fez gemer mais intensamente.
– Sabe, Mel? Pessoas como você cometem o pior dos pecados. O desejo desenfreado pela carne. Abrem as portas para outros pecados menores, alimentando – os, tornando – se parte deles, mas a essência, ah a essência do seu, tem gosto de dor e paixão. De desespero pela necessidade de conseguir ter mais e mais.
Ela continuava o rebolado ritmado nas mãos dele e concordava com cada afirmação que ele fazia.
– Diga – me, Mel.- falou ele, enquanto se afastava da moça na cama e pegava o flagelo, soltou os pés e virou na cama. – O quanto de dor você suportaria em uma hora dessas?
O estalo das tiras de couro ecoou pelo ambiente, rasgando a pele e deixando o fino corte aberto, ela empinou – se de quatro em meio ao tremor que lhe percorreu seu corpo, ele continuou com o flagelo em suas costas e nádegas, ela sentia prazer pela dor e ele, pelo sangue que agora corria sobre a pele clara.
Ele posicionou – se atrás dela, subindo a mão pela nuca e puxando drasticamente os cabelos pra trás, o olhar altivo espremia crueldade e poder.
– O que a faz ser tão gananciosa em busca do próprio prazer? Que desejo insaciável pela carne você possui que a faz sentir prazer em meio a dor?
O olhar frio dele atravessou a sala na direção das chamas que iluminavam ao longe, a vela vermelha foi trazida, um novo objeto de tortura para ele, que derramou a cera ao redor dos seios, que ficaram imediatamente vermelhos, um dos grampos soltou – se e ele aproveitou para puxar o mamilo com os dentes, ela arqueou.
– Quem é você? – perguntou Melissa ofegante.
– Eu sou aquele que te roubará a vida com aquilo que você mais precisa. – e vendou – a.
Ele segurou as mãos da moça e ajudou – a a se levantar, soltou as mãos da cama para prendê – lás em algum gancho suspenso, ela supôs.
As pernas foram afastadas enquanto ela sentia o membro quente se apoderar dela, a primeira estocada e ele mordia o lóbulo da orelha, assim se seguiu pelo o que ela achou que fosse um curto espaço de tempo.
Sentiu os mamilos serem um pouco repuxados mas não se importou, sabia que fazia parte do que estava por vir, já havia passado pela experiência e havia gostado.
Sentiu algo vibrar novamente no meio das pernas e riu.
– Um “brinquedo”?
– Não seja tão afoita, minha querida. – a mão dele foi até o clitóris dela e massageou. – Ele te dará prazer aqui, enquanto eu. – e afastou as nádegas com as mãos, e posicionou – se atrás dela, penetrando – a com violência. – Estarei bem aqui.
Ela gritou e sorriu maliciosa, rendendo – se em definitivo. O primeiro choque percorreu seu corpo, deixando – a um tanto mole. O atrito frenético a fazia gemer mais e pedir mais ao que ele dava sem pestanejar, ela sentia – se nas nuvens.
O susto a deixou em alerta, enquanto sentia o ar lhe faltar, o primeiro afogamento, durou pouco mais de dez segundos e a deixou em alerta.
– Acalme – se é tudo em nome do nosso prazer, Mel – sussurrou ele no ouvido dela, que voltava aos poucos a si e se entregava aquela loucura com urgência, como se fosse morrer se parasse.
– Mel? – ele chamou carinhosamente
– Sim. – ela disse em um gemido.
– Seu vicio me atraiu até você. Uma ganância excepcional. Fogosa, solicita, saborosa. – disse ele mordendo – a no pescoço causando – lhe mais dor. – Feita especialmente para o pecado que á alimenta e agora a consome em sangue e suor. Me responda uma coisa, nos divertimos, não?
Ela abriu a boca para responder, mas a cabeça foi abaixada com tanta rapidez que só teve tempo de sentir a água invadir – lhe os lábios, o corpo tremia entre choques e orgasmos, o ar começava a faltar – lhe nos pulmões, enquanto ele sorria satisfeito ainda em cópula com a moça.
Para Mel o prazer dava lugar ao desespero, os olhos vendados, as mãos presas, as pernas tentando se desvencilhar dele, o último som audível por ela no recinto, foi o urro de gozo do rapaz.
O corpo amoleceu feito boneco de trapo, convulsionando pelos choques que aumentaram de tensão, manchando a água do aquário de um vermelho escarlate desbotado…

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– Prazer? – perguntou o homem alto de tez pálida e vestes negras, os olhos dourados reluzindo desafio ao outro.
– Esse é um dos meus nomes, não? – disse o rapaz colocando o roupão vermelho que estava jogado no divã.
– Nos vemos em breve, irmão. – disse ele colocando as mãos no bolso enquanto o outro sorria ascendendo um cigarro e baforando um nuvem clara no ar enquanto olhava o corpo.
– Mais breve do que pensas, meu caro…

“E lá se vai o desespero por desejar mais do que a carne pode oferecer,
mais do que o sangue pode doar.
O desejo obscuro, disfarçado de prazer amordaçado,
dá lugar a dor vivida pela alma desesperada.
Eles caminham entre vós… Eles caminham entre vós…”

CONTINUA…

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