Sometimes

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Sometimes

Escrito por: Lua Morgana

Às vezes a única vontade que dá é ficar deitada pensando em não pensar em nada.

Ficar quieta, ouvindo os sons que normalmente são inaudíveis quando estamos na correria do dia a dia. Como um cantar de um pássaro, o rodar de um ventilador em um dia quente de verão.

Às vezes não dá vontade de abrir a boca para falar uma palavra. Queria que as pessoas entendessem minhas respostas apenas com um olhar ou um chacoalhar de cabeça, pois quando queremos ficar caladas, sem motivo algum, apenas evitar falar, esse simples ato vem carregado de indagações que nem nós mesmas sabemos responder, costumo dizer que é apenas vontade de ficar só. O problema que geralmente não quero ficar só, apenas quero ficar calada com alguém do lado, ouvindo a respiração da pessoa e sabendo que ela estará ali, quando quisermos voltar a conversar de novo.

Às vezes tenho vontade de sair correndo! Literalmente. A resposta que eu esperava não foi como imaginei: corri para bem longe. Deu tudo errado aquele dia: corri para bem longe. E assim vai, para todos os probleminhas que surgem durante o dia, aqueles que não dá vontade de encarar, apenas correr, até que ele suma.

Às vezes tenho vontade de dormir durante o dia inteiro. Tem dia que simplesmente não dá vontade de levantar da cama e encarar a rotina, única coisa que penso é em dormir o dia inteiro, até que ele acabe.

Às vezes quero chorar. Chorar de rir, chorar de tristeza, chorar por um acontecimento especial, chorar por um comercial de margarina. Simplesmente vontade de chorar até esvair toda aquela carga de sentimentalismo de dentro do peito e lavar a alma.

Às vezes a única coisa que quero fazer o dia inteiro é observar o sorriso de uma pessoa, observar o quão ela cresce a cada dia e saber que cada momento que passamos juntas é único e nunca voltará. Aproveitar cada segundo, decorando cada gesto, cada palavra, cada centímetro do sorriso.

Às vezes eu queria não ser eu, mas aí me lembro de cada coisa que aprendi, cada pessoa que conquistei, cada momento espetacular que vivi – e até os tristes – e penso que, se eu não fosse eu, que graça teria?

Somos seres únicos, cada qual com sua personalidade, qualidades e defeitos. Se todos fossemos iguais, agíssemos iguais, pensássemos iguais, que graça teria?

Às vezes o simples fato de pensarmos “às vezes queria agir de tal maneira” já nos torna únicos.

Às vezes é bom ser único, mas às vezes a gente só quer encaixar na multidão…

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