A Corte [Parte 11] – Consequências

Escrito por: A.J. Perez

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Capítulo 11 – “Consequências”

A respiração de Seth era controlada calma. O ar era lentamente aspirado e exalado em medidas iguais e exatas, não por cuidado ou atenção, mas sim por disciplina. As pernas estavam em posição de Lótus e sobre elas repousavam suas mãos estendidas com as palmas para cima, segurando gentilmente a espada celeste que crepitava em uma frequência baixa.

A lâmina de metal mistico lembrava ouro, porém irradiava luz própria, como se o metal estivesse em ponto de fusão. Havia algo mais nela, a primeira vista um leigo diria que era fogo, talvez isso fosse a origem de tantas lendas, mas a verdade era que um olhar minucioso e próximo, mostrava a verdade, o que recobria a lâmina era muito mais propenso a eletricidade do que a fogo. Não a eletricidade propriamente dita como os mortais conheciam, mas o mesmo princípio de energia. Só que aqui ela era dourada e radiante, correndo de modo uniforme sobre o estranho metal, dando a falsa ilusão que fossem a mesma coisa, fazendo a espada ter uma aura etérea.

O guarda mão da espada era trabalhado com um estranho conjunto de penas feitas de ouro lembrando folhas de acácia. A empunhadura era trançada em tons de um vermelho vivo e o pomo na ponta era uma pequena esfera dourada com entalhaduras formando algum desenho complexo demais para ser compreendido por mortais.

Finalmente os olhos heterocromáticos se abriram e com um movimento de mão a lâmina desapareceu. Seth se pôs em pé sem tocar as mãos no chão e guardou a empunhadura da espada na cintura.

Meditar era a chave do poder celeste, enquanto a maioria dos seres dorme, a meditação era a única que recarregava os poderes mais profundos da existência, as bruxas sabiam disso muito bem. Talvez fosse esse mais um dos infinitos motivos que desencadearam a guerra entre os celestes e os sobrenaturais, mas como Sophie mesma disse, a guerra havia ficado no passado.

A simples lembrança das palavras dela e do olhar frio da garota o fizeram estremecer por dentro, uma ira primitiva que ele conhecia bem, a ira divina que ele sempre guardava para usar no momento mais propicio.

Vai servir pra alguma coisa no futuro próximopensou ele.

O guerreiro foi até a cozinha, usava apenas uma calça folgada de moletom cinza, daqueles largos pra se fazer esportes, e nada além disso. Abriu a geladeira e alguns armários com o cuidado de não fazer barulho afinal era cedo de mais para o resto dos preguiçosos estarem de pé. Serviu cereal em uma tigela e jogou algumas frutas e grãos dentro e completou com leite. Tomou seu café da manhã sem pressa, escorado no balcão da cozinha enquanto via a luz do sol começando a surgir por detrás as arvores no jardim. Os raios de sol subindo lentamente até lhe tocar as costas desnudas as esquentando gradualmente conforme a esfera flamejante ganhava o céus.

Ele olhou por sobre o ombro e viu o astro ascendendo, pensou em tudo que havia sido ensinado, tudo que ele descobriu e viu desde então. Pensou no misterioso plano traçado para o mundo muito tempo antes dele. Até que ficou satisfeito em realizar tudo que podia em sua mente.

Ele virou-se e apoiou as mão pensativo no balcão, as cosias não podiam fugir do controle, agora precisava descobrir quem era Marcus, o que ele era, e quais a extensão do poder de Sophie.

— Ulálá. — disse uma voz feminina atras dele, o que o fez se virar repentinamente.

Natalia estava parada olhando a bunda dele, então levantou o olhar.

— Cinza definitivamente é sua cor, querido. — ela riu enquanto caminhava na direção da geladeira.

— Não está um pouco cedo pra você estar de pé?

— Só por que você não me vê acordada a essa hora não quer dizer que eu não esteja.

— Hum.. Vai ir a delegacia tão cedo assim?

— Vou passar na casa de Marcus primeiro, repassar o álibi, não queremos sobrenaturais na cadeia não é? — resfolegou ela passando geleia em um fatia de pão.

— Claro… tome cuidado Natalia.

— Se eu tomasse cuidado não seria eu mesma. — ela piscou e andou na direção da saida da cozinha.

Seth a observou e depois de ponderar rapidamente decidiu devolver a gentileza.

— Preto definitivamente é a sua cor… — disse o nephilim.

Natalia olhou por sobre o obro, Seth olhava agora a bunda dela, então levantou o olhar.

— Oh eu sei…— disse ela olhando pra si mesmo e dando uma risada saiu.

Seth seguiu pensando e então se moveu tão suave como uma brisa, mas rápido como um relâmpago, em milésimos de segundos estava ao lado de Natalia novamente no salão principal segurando seu braço.

— Natalia…

— Pelos Oito! você quer me matar do coração?

— Desculpe eu só queria te pedir que tome cuidado, de verdade… seus poderes serão necessários no futuro. temos muita coisa em jogo aqui.

— Seth, eu sei…— ela se desvencilhou da mão dele — não leva tudo que eu digo ao pé da letra, okay? Eu vou tomar cuidado. só não gosto das pessoas me dizendo ou não o que devo fazer, mas pode ficar tranquilo. Sou impulsiva, mas não inconsequente.

— Disse a garota que cruzou um espelho d’água para uma cena de assassinato  atras de um desconhecido, só por que ele se importou em ajudar uma desconhecida.

— Um pouco inconsequente, okay eu admito. E foi por que sobrenaturais não podem ser descobertos!

— Eu vou fingir que acredito e você finge que está contando a verdade, mas só se você fizer uma coisa pra mim…

— Isso depende. — disse ela desconfiada fechando a cara.

— É sobre Sophie… quando voltar conversamos, okay?

— Hum… — ela abriu sorriso. Okay, Okay! Está afim dela?

— O que? Não!

— “Eu vou fingir que acredito e você finge que está contando a verdade.” Até mais Seth. E virando as costas ela saiu da mansão.

Seth virou-se e subiu as escadas de forma firme, havia decidido que iria esperar por Sophie na porta do quarto, ele não conseguia parar de pensar nos poderes que ela possuía, nesse momento ele tinha de cogitar todas as hipóteses e cenários ele queria saber exatamente com quem estava lidando, quem ela era, qual a extensão do poder dela.

Quando se aproximava viu que a porta do quarto estava entre aberta, mas nenhuma luz vinha de dentro dele. O instinto celeste disparou nele, aguçando todos os sentidos, mais uma das muitas habilidades que possuía. Algo não estava certo. Sem pensar duas vezes ele entrou abruptamente no quarto, o som de trovão encheu o corredor quando a lamina celeste surgiu em sua mão.

Ele parou assim que adentrou o quarto de Sophie, ela estava caída no chão ao lado da cama, sangue já seco escorrera por debaixo da cabeça dela fazendo uma poça rubra ao redor da nuca, misturado-se aos cabelos negros dela.

— Não… — disse Seth de modo triste ao recolher a lamina e se jogar de joelho ao lado do corpo de Sophie.

Ele virou o rosto dela para si, sangue seco havia escorrido dos ouvidos, dos olhos, do nariz  e da boca em grande quantidade. Ele rapidamente a tomou nos braços de um modo gentil. O barulho de portas se abrindo começou a chegar até Seth, o som da espada devia ter acordado todos do lado leste da mansão. Ele saiu do quarto de Sophie carregando-a e olhou diretamente para Nitty que acabará de abrir a porta.

— O que houve com ela?

A ruiva balançou a cabeça negativamente de modo assustado e se aproximou deles para olhar Sophie mais de perto.

— Eu não faço ideia. — Sentenciou ela olhando para Seth.

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Mark abriu os olhos e encarou o teto, a luz do sol entrava pela pequena janela redonda do sótão. Observou o despertador, faltavam cinco minutos para ele tocar. Desligou o aparelho e foi até o banheiro. Depois de uma ducha rápida, escovou os dentes e se vestiu de um modo confortável. Desceu as escadas onde e se dirigiu a porta.

Laura que estava na cozinha fez menção de chama-lo, mas Elena segurou o braço da avó e fez um sinal de negativo com a cabeça.

Mark desceu os primeiros degraus da casa quando paralisou ao olhar para o meio-fio da calçada.

Natalia estava sentada na frente casa dele lendo algum livro, ao lado dela haviam dois copos de café da Starbuks. Ao ver que Mark havia saído de casa ela levantou o óculos de sol espalhafatoso e deu um aceno com mãos pegando os copos de café e se aproximando.

— Cappuccino é o que temos pra hoje… — disse ela alcançando um dos copos a ele.

— Como diabos sabe onde eu moro?

— Eu te disse ontem… sou bruxa!

Ele ficou encarando–a.

— Ok, se não gosta de Cappuccino sobra mais pra mim.

Ele pegou o café da mão dela e tomou um gole.

— Desembucha, Natalia. Como sabe onde eu moro?

— Ah, vocês humanos são tão céticos… eu fiz um feitiço. — foi a vez dela tomar um gole do café.

— Você fez um feitiço pra saber onde eu moro? Por que você é uma bruxa? — o tom de incredulidade dele vacilava.

— Sim… um feitiço antigo e poderoso — disse ela de modo teatral — se chama… — ela o olhou com fogo nos olhos — Lista Telefônica Virtual! É bem simples olha. — ela levantou a tela do celular que mostrava a lista telefônica da cidade, logo abaixo aparecia o nome Laura O’Callahan, seguido do número de telefone e endereço.

Ele revirou os olhos enquanto ela ria.

— Por que diabos você está aqui?

— Eu sou o seu álibi seu cabeça de vento, temos de repassar nossos passos até o beco, pra não nos contradizermos pra polícia.

— Vem, meu carro está aqui do lado.

Eles andaram até a garagem improvisada ao lado da casa quando Natalia viu o carro.

— Você só pode estar de sacanagem! Você tem um Mercury Cougar de 68, meu Deus! — ela correu pra olhar mais de perto.

— De onde diabos saiu essa maluca… — resmungou ele indo logo atrás.

Ela observou o carro com admiração, depois colocou o livro e o café em cima do capô.

— Okay, eu vou dirigir! As chaves passa pra cá. — disse ela esticando um mão na direção dele enquanto apoiava a outra na cintura.

— Você não vai dirigir meu carro.

— Ah qualé, é um clássico, eu preciso!

— O que precisamos é falar de nossos álibis. — sentenciou ele tomando um grande gole de café a centímetros da face dela — eu dirijo.

Ela anuiu e entrou pela porta do caroneiro em seguida eles partiram em direção a delegacia.

Repassaram uma dúzia de vezes a história que contariam.

Se conheceram no Pub, ela deu o número dela e saiu com as amigas, mas decidiu voltar por que esqueceu a carteira no balcão. Ele ligou e disse que ela havia esquecido a certeira e levaria pra ela. Eles se encontraram ele devolveu a carteira e foram dar uma volta, foi quando o assassinato no beco aconteceu.

— É bem simples até não acha?

— Simples de mais, acha que vão engolir?

— Quanto mais simples melhor, as pessoas não reparam nos detalhes diariamente se você sabe muitos detalhes esta mentindo.

— Você faz muito isso?

Ela sorriu e derrubou os óculos de volta ao rosto com movimento rápido de cabeça.

— Que tal ouvirmos uma música pra relaxar? — ela automaticamente ligou o rádio do carro que começou a executar as músicas do pendrive que estava plugado.

Imediatamente os sons de guitarra, teclado e bateria encheram o carro de uma melodia conhecida .

— Oh, Bon Jovi, Marcus? Essa é a melhor música deles!

— Você gosta de Bon Jovi?

— Depende, eles tem algumas músicas boas, mas eu gosto mesmo é dessa música!

Imediatamente ela se pôs a cantar animada.

— “This ain’t a song for the broken-hearted, nor silent prayer for faith-departed. I ain’t gonne be just a face in the crowd!” — a garota abaixou o vidro e colocou metade do corpo pra fora gritando pra um grupo de senhoras que passava — “You’re Gonna hear my voice, when I shout it out loud.” [4]

— Você é maluca! — ralhou Marcus.

— A deixa de ser uma velha, Marcus O’Callhahan, depois de ontem mais do que nunca você deveria perceber que nós não vamos viver pra sempre! Então por que não aproveitar? Estamos vivos! Vamos lá, põe esse diafragma pra trabalhar…

— “It’s my life! It’s now or never!” — ela se inclinou cantando pra ele.

Ela era cem por cento doida, ele tinha certeza. o tipo de doida que ele certamente faria amizade meses atrás. Antes de tudo isso. Ele observou as mão no volante, batendo no ritmo. Ele podia se divertir, não podia? Ele tinha sobrevivido, a sua irmã gostaria de ver ele mais alegre.

Natalia seguia cantando virada pra ele, até que finalmente ele se rendeu se unindo a ela no refrão.

— “It’s my life! It’s now or never!” — Natalia começou a rir, assim que Marcus começou a cantar. Ela havia vencido, então se juntou a ele cantando o resto do refrão — I ain’t gonna live forever. I just want to live while I’m Alive! It’s my life! — a garota pôs as mãos para cima sacudindo os cabelos com mechas verdes para os lados, Marcus riu enquanto balançava a cabeça negativamente enquanto cantava sorrindo — My heart is like an open highway, like frankie said. I did it my way, I just Wanna live While I’m alive! It’s my life! [4.1]

Eles seguiram em direção a delegacia por mais alguns instantes a musica acabou quando eles estacionaram na frente dela.

— Bem, hora da verdade. — disse ele saindo do carro sendo seguido por Natalia.

Ser filho do melhor amigo de um policial tem suas vantagens, Henry os olhou com a cara virada, mas foi Jorge quem os interrogou. Ele fez perguntas básicas, ambos responderam o que haviam combinado e assinaram os depoimentos. Natalia saiu primeiro e esperou na recepção. Jorge chamou Mark para um conversa rápida a sós.

— Estive pensando filho, você largou o emprego e tudo mais pra vir pra cá. Tem ideia no que vai trabalhar aqui?

— Não senhor, mas espero descobrir em breve.

— Bem se não for intromissão tenho uma ideia. Posso passar na sua casa mais tarde pra lhe dizer os detalhes?

— Claro! isso vai ser ótimo. — Eles se cumprimentaram e ele se uniu a Natalia novamente.

— Tudo certo lá atrás? — ela apontou com mão sobre o ombro na direção de Jorge.

— Sim, sim… não tinha a ver com o homicídio.

— Ah, menos mau… Olha eu tava pensando, seria pedir muito se você me desse uma carona pra casa?

— Não, tudo bem eu te levo.

— Precisa cantar mais vezes, você fica menos pé no saco. — incitou ela.

— Ainda posso te deixar aqui sabia… Espera.

Marcus andou na direção da calçada olhando pros lados.

— Cadê o meu carro?

Natalia avançou até o lado dele olhando a rua vazia vazia.

— Ele estava ali a dois minutos. Eu tinha acabo de ver ele. — disse ela sem entender.

ambos avançaram até a rua e olharam pros dois lados.

— Só pode ser brincadeira! Roubaram meu carro na frente da delegacia?

— Ah merda… — disse Natalia com uma expressa de medo e espanto no rosto.

Marcus seguiu o olhar dela e viu uma Range Rover Evoque preta de vidros fume se aproximando, ela havia sido modificada para ser mais longa lembrando uma limousine.

O carro de luxo parou ao lado deles, Natalia recuou instintivamente quando a porta do caroneiro se abriu. Um homem loiro de não menos que dois metros de altura saiu do carro ele usava um terno de grife muito bem alinhado e óculos escuros.

— Entrem por favor. — disse ele de modo calmo abrindo a porta de trás do carro.

— Quem são vocês? — indagou Marcus se colocando na frente de Natalia.

— Senhor, entre no carro. Agora.

— Marcus vamos entrar… — disse Natalia indo em direção a porta.

— Não. — ele segurou o braço dela — É dia, estamos na frente de uma delegacia, um grito e todos correm pra cá, por que diabos eu vou entrar em um carro com você, nem sei quem você é, cara. Então se vai fazer algo. — ele puxou Natalia pra trás de si e deu um passo na direção do homem — faça agora, se for homem pra fazer isso na frente de uma delegacia, ou então dê o fora.

— Você é suicida? — disse Natalia atrás dele.

Antes que alguém fizesse algo aplausos firam ouvidos de dentro do carro, seguidos por uma voz.

— Você tem culhões rapaz! Isso eu tenho de admitir, e admiro, mas é melhor entrar no carro, temos coisas a discutir.

— Marcus, — disse Natalia passando a frente dele — eu conheço essas pessoas, okay? é melhor entrarmos no carro. Sério, confie em mim.

Ele a encarou por alguns segundos e então a seguiu a porta do carro se fechou logo atrás.

A frente deles estava um homem muito bem-vestido.

— Olá Natalia! Faz tempo que não nos vemos como está seu pai, o governador?

— Muito bem… — ela ponderou a resposta — Senhor.

Ele a olhou com curiosidade.

— Esqueceu meu título querida?

— Não é que… — ela olhou pra Marcus.

O homem observou ele dos pés a cabeça então Mark pode ver o exato segundo em que as pupilas do homem se retraíram, e um sorriso surgiu no rosto dele.

— Interessante… — se sentou mais alinhadamente no branco de frente para o deles — que modos os meus permita que me apresente, eu sou Guillehal, o Rei da Corte Unseelie local.

—Você é o que? — a confusão tomou conta da face de Marcus, que olhou pra Natalia.

— Oh Deus, achei que isso ia demorar mais…

— Demorar o que?

— Fique calmo, e tente não surtar. — disse Natalia.

Guillehal apenas sorriu.

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Elena tomava seu café da manhã despreocupadamente com sua avó e Lucian sentados a mesa, o clima não estava dos melhores desde que Mark havia chegado sujo de sangue, aquilo havia sido um susto e tanto pra eles, mas o irmão dela estava bem e era isso que importava.

— Então! — exclamou ela colocando a xícara sobre mesa com uma batida proposital — Qual o trabalho que vocês desenvolvem juntos?

— Estudamos lendas e antigos folclores. — disse Laura sem dar muita bola pra pergunta.

— Só isso? Estudam lendas? — ela ponderou — Qual o tipo de lendas?

— Lendas envolvendo seres mágicos e sobrenaturais. — respondeu o professor com um sorriso largo no rosto.

— Falam de vampiros, lobisomens bruxas e essas coisas?

— Sim, nessa linha de ideia. Gosta de histórias assim Elena?

— Gosto dos clássicos sabe, Drácula de Bram Stoker,  os livros da Anne Rice.

— Você tem ótimo gosto, não são todos os jovens que gostam de livros mais densos assim. A maioria prefere romances bobos.

— O que dizer, gosto dos antigos… — Disse ela antes de tomar mais um gole do café enquanto olhava pra Lucian.

—Elena… — Laura impôs o tom de voz.

— Eu disse isso em voz alta?

Laura e Lucian riram.

— Garota, — disse Laura arrumando outra xícara de café para si — Não sei como sua mãe te mantinha na linha.

— Tinhamos um acordo de damas, ela fingia que eu era santa e eu fingia que era comportada.

— Falando em damas… — interrompeu Lucian — …minha assistente acabou de chegar.

Ele mostrou a mensagem no telefone para Elena.

— Eu abro a porta.

Imediatamente se ouviu uma batida suave na madeira.

Elena foi rapidamente até lá, sob o olhar cuidadoso de Laura. Lucian Seguiu Elena um pouco atrás.

A porta se abriu revelando uma jovem mulher, mais linda do que qualquer outra que Elena já tinha visto, olhos e cabelos negros contrastavam com a pele pálida e perfeita.

Ela tinha algo no olhar, uma malicia sedutora que a tornava irresistivelmente atraente e ao mesmo tempo um alerta disparava em sua mente, como se a garota a sua porta fosse uma ameaça, mas era uma bela ameaça, de fato.

— Nunca fiquei com garotas, mas posso começar a reconsiderar isso…

A visitante riu olhando pra Elena que imediatamente olhou para Lucian que parava ao lado dela.

— Eu fiz de novo não é?

— Sua falta de filtro é um charme. — respondeu ele rindo.

— Eu já fiquei com garotas. — disse a assistente piscando pra Elena — Mas você ainda é novinha pra isso.

— Você não deve ser muito mais velha que eu! — Elena cruzou os braços sobre o peito.

— Você não faz ideia…

— Elena, permita-me lhe apresentar minha assistente, Morrigan Lefay.

—Sou Elena O’Callahan, é um prazer conhecer você. — disse ela entendendo a mão — Pode me chamar de Lena se quiser.

Lefay a comprimentou.

— É um prazer Lena. Sinto que seremos boas amigas, e meus amigos me chamam Morr…

——————————————————————————

Continua…

[4] – “It’s My Life”, musica da banda Bon Jovi. Álbum; “Crush” de 2000

-Tradução:

Esta não é uma canção para os de coração partido

Nem uma oração silenciosa para os que perderam a fé

Eu não serei apenas um rosto na multidão

Vocês vão ouvir minha voz

Quando eu gritar isso bem alto

[4.1]

Essa é a minha vida

É agora ou nunca

Eu não vou viver para sempre

Quero apenas viver enquanto estiver vivo

(Essa é a minha vida)

Meu coração é como uma estrada livre

Como Frankie disse

Eu fiz do meu jeito

Quero apenas viver enquanto estiver vivo

Essa é a minha vida

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