A Corte [Parte 10] – Aliados e Inimigos

Escrito por: A.J. Perez

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Capítulo 10 – “Aliados e Inimigos”

A viatura seguia em silêncio emitindo suas luzes retumbantes pela rua.

— Você poderia ligar a sirene pelo menos policial, pro pessoal da cidade achar que somos perigosos. — Instigou Natalia de modo jocoso com um risinho.

— Não acho que seja a melhor ideia levando em consideração os últimos fatos. — era Mark pontuando automaticamente sua opinião sobre o assunto.

Ela o observou por um momento, e viu que ele mexia os dedos em um padrão conhecido sobre a perna. Seguiu cuidando os movimentos antes de finalmente quebrar o silêncio cantando com entonação perfeita.

— “Here I am, Will you send me an angel? Here I am, In the land of the morning star.” [1]

—Como você? — ele a olhou com curiosidade.

— Sou bruxa… — sentenciou ela sorrindo debochadamente.

O policial os observava pelo retrovisor.

Ela deu uma risada baixa.

— Vi você fazendo as notas em sua perna, como conhecia a musica imaginei em que parte você estava, então…

—Você canta bem! Faz parte de alguma banda?

— Não! — ela riu — Nunca participei de nenhuma banda. Você está sendo apenas gentil, minha voz é estranha, mas eu toco baixo. Você toca guitarra em alguma banda?

— Tocava, na capital… — A lembrança daqueles dias foi um lampejo de animação em meio a turbulenta noite.

— Qual o nome dela? Eu fui em alguns shows Underground na capital durante a última campanha do meu pai, talvez os tenha assistido.

— Nos chamávamos, Lonesome Crow. [2]

— Oh, referências! — ela riu — Embora eu preferiria nomear uma banda cover de Scorpions de Nameless. [3]

— Você não é uma poser. — disse com um tom forçado de admiração.

Ela respondeu com uma careta.

— Afinal, — reiniciou Mark — quem acha que pode ter feito aquilo com a garota, qual o nome dela mesmo?

— Améllia. E eu não faço ideia de quem poderia ter feito aquilo, mas pra cortar a garganta da coitada daquele modo, nossa… Deve se estar bem determinado a fazer aquilo, não é algo aleatório como um assalto, quero dizer, ela levaria uma facada no corpo se fosse um assalto.

— É, também acho. Facas são… Bem é algo pessoal, você chega bem próximo da pessoa e… Pra fazer aquilo você deve estar no mínimo com muita raiva de alguém.

— Pode ser…

— Vocês se conheciam?

— Só de vista, cheguei a ir uma ou duas vezes no Hades, mas não gosto daquele lugar e muito menos da clientela . Tudo tem um limite, e eu me limito a não cruzar a ponte pra cidade velha a menos que seja necessário.

— E faz muito bem, garota. — disse Jorge a olhando nos olhos pelo retrovisor — Não é um local bom de se frequentar. O mesmo vale pra você Marcus.

— Já me falaram pra ficar longe…

— E falando em longe, chegamos. — acrescentou o policial.

Diante deles a rua terminava em um grande portão de ferro mal cuidado com um imenso brasão em forma de “S”. para além do portão e seus muros cheios de ervas daninhas, podia-se observar um grande espelho d’água turvo, e finalmente uma mansão. Que de fato era suntuosa apesar de parecer mal cuidada, tinha um estilo único, Inicialmente pensou ser uma mansão em um estilo vitoriano, mas então notou detalhes dóricos na entrada o que deixou mas interessado pelo estranho prédio. Acima das alas principais torres góticas se erguiam aos céus.

— Uma mansão vitoriana, com uma fachada dórica e torres góticas. Isso é sério? Nossa falando assim parece horrível, quer dizer toda essa mistura faria qualquer casa parecer uma cria do Arquiteto Frankenstein, mas ficou ótimo.

Natalia sorriu.

— Nossa, ninguém nunca havia elogiado ela antes.

— É um pouco assustadora se me permite dizer. Pra que vocês tem todas essas torres? — indagou Jorge observando enquanto se debruçava sobre o volante da viatura.

Subitamente ouve um estalo nos portões de ferro, que se abriram sozinhos lentamente. Fazendo o policial engolir em seco enquanto observava a cena bizarra.

— Eu já disse que essa sua casa é assustadora? — sentenciou ele olhando por cima do ombro para Natalia.

— Portão Automático. — disse ela sorrindo — Ou quem sabe os fantasmas dos antigos membros do cemitério da família.

O policial apenas acelerou dando a volta no lago artificial.

— Tem um cemitério aqui? — questionou Mark a olhando com curiosidade.

— Cemitério da família dona do terreno. Fica atrás da casa.

O carro parou logo antes de uma escadaria que subia rumo a uma grande porta dupla que nitidamente levava a um hall de entrada de pé direito alto.

— Bem espere aqui Mark, nós já voltamos.

— Nos vemos amanhã na delegacia. — disse Natalia ao sair do carro.

A jovem bruxa e o policial subiram as escadas em um ritmo tranquilo.

— Ele é um bom garoto sabe.

— Eu percebi no exato instante quando ele entrou correndo em um beco escuro para defender uma desconhecida, sabe? — ambos riram — Olha… senhor, acha possível pegarem o cara que fez isso?

— Sempre existe uma maneira. Independente de quem seja a pobre garota, de com quem ela andava ou o que ela fazia, a justiça fará sua parte. Pode ter certeza.

Mark os olhava do carro, logo que chegaram a porta ela se abriu e ambos entraram. Minutos o policial saiu e retornou ao veículo.

— A vamos lá garoto! Venha pro banco da frente, você não está preso e não tem mais sete anos. — ele fez um gesto expansivo com a mão o chamando. Mark obedeceu.

— Então, a noite não terminou como você esperava não é? — disse o homem rindo enquanto ligava o carro.

— Com certeza não! — afirmou Mark massageando a face com os dedos sujos de sangue já seco sem perceber.

— Ela parece ser uma garota legal… — ele manobrou e saiu da propriedade da mansão indo em direção a casa de Laura.

— Tio Jorge, — disse ele de modo enfático fazendo o homem abrir um sorriso — não vamos ter essa conversa, principalmente hoje. Acabei de ver uma garota ter a garganta cortada de fora a fora. Sinceramente não sei como não surtei…

— Bem, se manter calmo e situações assim é uma dádiva que poucas pessoas têm. Agora mudando de assunto eu acho nem preciso dizer que o que você fez foi ridiculamente estúpido, Marcus! Você poderia estar morto! Na próxima vez chame a polícia! Você não é a prova de balas ou facas.

— Mas infelizmente sou a prova de acidentes de carro. — falou ele sem pensar.

— Sua irmã tem sorte de ter você, garoto.

— Eu sei, mas eu daria qualquer coisa pra trocar de lugar com ela.

— Eu sei que sim, você é um bom irmão e sempre cuidou dela. Agora mais do que nunca ela tem sorte de ter você. Então não diga besteiras, ok?

— Certo…

Eles seguiram conversando esporadicamente coisas do passado até chegarem a casa de Laura. Quando ela abriu a porta tomou um susto ao ver o neto sujo de sangue com um policial. Precisou alguns copos de água com açúcar e mais uns minutos pra se acalmar.

Finalmente Marcus e Jorge explicaram tudo que aconteceu.

— Você não pode sair por ai entrando em becos garoto! Meu Deus e se acontecesse algo a você? Como nós ficaríamos.

— Foi o que eu disse a ele. Bem, está tarde e eu tenho de voltar a cena do crime. Marcus não se esqueça, amanhã de manhã na delegacia pro seu depoimento, não vai demorar muito eu mesmo vou fazer a papelada. Por hoje descanse. Laura, Elena, Senhor… — ele estendeu a mão ao homem que não conhecia.

— Lucian, ao seu dispor. Sou um amigo acadêmico de Laura. — disse ele com um sorriso largo para o homem enquanto apertava a mão dele de modo firme.

— Oh boa pegada! Um aperto de mão firme é um ótimo sinal.

— Aposto que ele tem uma pegada e tanto… — resmungou Elena de modo baixo, mas alto o suficiente pra Mark que estava ao seu lado ouvir. E lhe lançar um olhar questionador.

— Eu disse isso em voz alta? — ela não conseguiu segurar o riso.

— Jesus… — Ele não pode segurar o riso também.

Jorge saiu acompanhado de Laura e Lucian que foram até a frente da casa com ele e retornaram logo em seguida.

— Bem… preciso de um banho e de uma noite de sono, com sua licença. — Mark sem falar mais nada apenas subiu as escadas.

 

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— Então Natalia, quer nos contar como foi parar no meio de um homicídio? — era Jared que falava de modo lento, o maxilar ainda estava roxo.

— Atravessei o espelho para proteger a Corte… — iniciou ela.

— Deixe-me ver se entendi. — era Eleanor que a interrompeu antes que ela falasse mais alguma coisa — você atravessou o espelho da Vennetur — disse ela apontando na direção da korrigan — para proteger a Corte entrando no meio da cena de um homicídio humano com um sobrenatural desconhecido, que até onde sabemos, pode muito bem ser uma possível ameaça a nós.

— Marcus não é ameaça.

— Não, ele só estava coberto de sangue de uma…

— Se me deixarem falar por cinco segundos talvez eu consiga explicar as coisas pra vocês, pois me chamaram aqui pra me interrogar sobre o que eu fiz, não pra me dar sermões de cosias óbvias!

Eles pareceram espantados com o tom dela para com os membros do conselho.

— Vejam a influência venenosa e cáustica de Sophie Blackheart elas mal saíram juntas e já começam a desafiar o conselho!

— Falar a verdade é ser venenoso e cáustico? — a voz de trovão retumbou na sala, era Seth que havia entrado. Ele andou até a sua cadeira no conselho e se sentou.

Natalia sorriu.

— Estava com Vennetur nossa Korrigan observando Marcus pelo espelho d’água. Quando Esther começou a gritar, por que afinal é isso que as banshees fazem quando alguém morre, reviver a morte de outra pessoa é pior dom eu acho… Mas enfim. No caso ela estava gritando por que a garota morta no beco é sobrenatural.

Todos se arrumaram nas cadeiras.

— É Améllia Oley, da corte Unseelie, e ela foi morta no nosso território. Então desde já é bom saberem que vamos ter encrenca.

— E você foi pra cena do crime piorar tudo! — Jared ralhou — Isso só complica mais as coisas! Os Unseelie podem declarar Guerra!

— Eles não vão pois vamos falar com eles. Eleanor… — Seth a olhou com firmeza — ligue pra Corte Unsselie a avise-os que uma das suas perdeu a vida em nosso território e iniciaremos uma investigação imediatamente. Mandaremos nossos melhores rastreadores, peça para encontrá-los na ponte da divisa, vamos trabalhar juntos. Ligue para os lupinos que cuidam da reserva, peça pra mandarem dois rastreadores.

— Sou amigo de Aloy, é o melhor lobisomem rastreador que eles tem. Posso ligar pra ele se achar conveniente, Senhor Seth. — Disse Zulbur de modo respeitoso.

— Faça isso Zulbur, por favor. — ele olhou para a bruxa — Continue, Natalia.

Eleanor se levantou para fazer a ligação em canto da sala, Zulbur se retirou.

— Eu estava observando ele, a korrigan saiu pra ver o que acontecia, o espelho estava se turvando, não sabemos se era o Marcus que estava fazendo isso inconscientemente ou se alguém próximo a ele naquele momento estava usando um encantamento de acobertamento mágico. Améllia gritou no beco e Marcus imediatamente correu pra ajudar ela, devido à interferência no espelho não consegui ver o agressor com perfeição, ele correu assim que o desgarrado correu na direção deles. Ele encontrou a garota no chão e imediatamente tentou ajudar ela, tentou parar o sangramento, mas não conseguiu. Améllia morreu nos braços dele literalmente. Podem falar o que vocês quiserem, mas alguém que se arrisca assim por um desconhecido não pode ser uma má pessoa…

Todos a observavam com atenção Seth analisava cada sílaba dela, cada movimento no corpo esguio da garota, o modo como movia as mãos, a direção dos olhos, o nível da sudorese na pele. Como uma máquina inquisidora e letal, mas, ainda assim, discreto. Absorvendo tudo minuciosamente, e ouvido com atenção tudo que ele proferia.

— Então logo em seguida ele tentou ligar várias vezes pra polícia, mas não conseguiu. Porém a polícia apareceu. Provavelmente o assassino os chamou pra incriminar ele. Eu não podia ficar parada sem fazer nada e ver alguém inocente ir pra cadeia por algo que não fez. E além do mais, ele é sobrenatural! Podem imaginar o que poderia acontecer se ele fosse preso e os poderes dele, seja lá o que diabos ele for, simplesmente saíssem do controle? Teríamos todo o foco da mídia aqui pra nossa cidade, seria questão de tempo até tudo ruir. Sobrenaturais tem suas próprias leis, e não deixamos rastro pros mortais seguirem. Nós vivemos entre eles nas sombras, e nos manter nas sombras é o necessário para sobrevivermos. Eu só fiz o que achei certo.

Seth suspirou.

— Ela diz a verdade.

Seth se pôs em pé, o olhou para todos da mesa.

— Temos uma situação delicada nas mãos, e temos de tratar dela com o máximo de atenção, as atitudes de Natalia, por mais improvável que possa parecer… — ele suspirou — não nos prejudicaram, agora estamos cientes que algo aconteceu em nosso domínio e podemos tentar a apaziguar as coisas antes que algo mais trágico ocorra. Obrigado Natalia, você está dispensada, não haverá punição.

Ela abriu as mãos suadas deixando a tensão ir embora, mas ao olhar Seth não pode deixar de notar que ele parecia incrivelmente aborrecido.

— Com sua licença… — ela se retirou sem dizer mais nenhuma palavra.

Zulbur retornou a sala andando rigidamente na direção de Seth.

— Aloy vai se preparar e nos encontrará na ponte.

— Ótimo. — ele se virou para Eleanor que a pouco havia desligado o celular.

— Eles estão a caminho. — disse ela guardando o aparelho com um olhar preocupado.

— Zulbur e Eleanor vem comigo, o resto seguem aqui, redobrem a segurança na casa, quero os guardas fazendo rondas a cada 15 minutos.

— Eu vou com vocês. — resfolegou Jared se levantando.

— Não com essa cara. — Ralhou Seth — Uma Unseelie acabou de ser morta e você vai aparecer com o rosto com sinais de luta. Se Guillehal perguntar o motivo de seu maxilar estar roxo vou dizer que fui eu quem fez isso. Ainda quer vir?

Jared transparecia a humilhação no rosto.

— Foi o que eu achei, você dois vem comigo.

Seth saiu da corte acompanhado de Zulbur e Eleanor.

 

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Quando a Dodge Ram de Seth chegou a ponte, uma Land Rover transformada em Limousine já estava parada com os faróis acesos.

Os Membros da corte Seelie desceram e foram até o centro da estrutura, quando as portas do outro carro se abriram e eles viram três silhuetas se levantando e vindo em sua direção.

— Eu estava tendo uma noite ótima. — disse o homem mais baixo que usava um terno preto muito bem alinhado — tinha esse cara lindo no bar e estávamos conversando sobre os planos para o resto da noite, então meus homens chegam e dizem que um dos meus bebes foi assassinado — ele pausa e aponta para Seth —no seu território. Tinha tudo pra ser uma ótima noite…

Outro homem, um oriental alto e forte cruzou os braços e se pôs ao lado do rei da corte Unseelie.

— Boa noite, rei Guillehal. — Disse Seth, fazendo uma reverência com a cabeça para o mais baixo — é lamentável o que aconteceu. — seus olhos se desviaram para o oriental — Abraxás, é um prazer revê-lo.

— Boa noite, sr. Seth. Cordial como sempre… Eleonor, Zulbur… — Guillehal os cumprimentou enquanto colocava as mão nos bolsos da calça jeans escura.

— Seth, — era Abraxás — já faz um bom tempo, como tem passado?

— Estava tudo tranquilo até hoje.

O homem asiático sinalizou positivamente com a cabeça, era nítido que ambos tinham um respeito mutuo, e provavelmente se conheciam muito bem.

Guillehal olhou para Seth e para seu companheiro de corte Abraxás.

— Vocês querem um tempo sozinhos ou algo assim? Relembrar os velhos tempos de guerra celeste e coisas do tipo?

Abraxás apenas olhou para o chão.

Seth percebeu que a terceira pessoa não havia se aproximado, era uma garota com feições sírias que digitava freneticamente no smartphone sentada no capo do carro.

— Zarrara! — Ralhou o rei — Pelos Oito aspectos, venha logo aqui.

A garota finalmente se aproximou, nenhum deles nunca a tinham visto antes. Ela era nova na cidade. Usava uma calça jeans escura, coturnos militares, uma camiseta branca com uma estampa de caveira em preto e branco, uma jaqueta e um gorro largo caído. Não aparentava ter mais que dezenove anos.

— E aí… — disse ela aborrecida olhando para Seth.

— Sou Seth…

— Eu sei, eu ouvi ele dizendo seu nome, assim como ele disse o meu. Podemos pular a parte chata. Quem morreu?

— Améllia Oley. — respondeu Seth tão direto quanto a garota.

Os três Unseelie ficaram parados tentando assimilar a notícia por alguns segundos que pareceram uma eternidade.

— Era uma boa garota. — sentenciou o rei levando a mão ao rosto.

— Vocês sabem quem fez isso? — Abraxás assim como Seth se mostrava focado em resolver os problemas.

— Não, — sentenciou direta Eleanor — mas ajudaremos em tudo que for possível para pegarmos o assassino.

— Pode apostar que vocês vão, e não preciso dizer Seth, se um membro da corte Seelie matou Améllia haverá guerra…

————————————————————————–

Continua…

[1] – “Send Me An Angel“, musica da banda Scorpions. Álbum; “Crazy Word” de 1990.

-Tradução

Aqui estou, você me enviará um anjo? Aqui estou, na terra da estrela da manhã.

***

[2] – “Lonesome Crow“, primeiro Álbum da banda Scorpions lançado em 1972.

-Tradução; Corvo Solitário

***

[3] – “Nameless“, primeiro nome utilizado pela banda Scorpions de 1965 a 1969.

-Tradução; Os Sem Nome

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Um comentário em “A Corte [Parte 10] – Aliados e Inimigos

  1. Como não se apaixonar por Natalia e Mark? Cúmplices e futuramente amigos, realmente Mark precisava de alguém pra tirar toda essa seriedade e fazer ele dar umas boas risadas.
    A Corte está cada vez melhor e fica impossível não se apaixonar um pouquinho mais a cada capitulo, a única coisa que tenho a lamentar é quando nosso amado autor, para na melhor parte… Rs
    Esperando o próximo capitulo e querendo ver as atrocidades que Guillehal pode causar. ❤

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