A Corte [Parte 9] – Natalia

Escrito por: A.J. Perez

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Capítulo 9 – “Natalia”

Mark olhava para os lados e para as mãos sujas de sangue. Ele não podia deixar o corpo ali e simplesmente ir embora, podia? Não! alguém o veria saindo do beco, alguém sempre via. Então ele seria questionado do motivo de ter fugido de uma cena de crime coberto de sangue. e seria seu fim. Porém ficar ali também seria.

— Que escolha eu tenho? — disse ele limpando a mão suja na blusa e pegando o celular, imediatamente discou o numero da policia, deixando a tela do aparelho lambuzada de sangue.

O telefonema porém não foi completado…

Ele tentou mais três vezes, e não conseguiu. A rede estava conectada, não havia motivos para ele não conseguir se comunicar. Imediatamente como se um gatilho invisível tivesse sido apertado, ele se lembrou do acidente.

Estavam indo para o casamento de um amigo de seu pai. Aquele dia havia sido quase que totalmente apagado de sua memória. Ele tinha apenas fragmentos de lembranças confusas do dia todo, estranhamente depois do acidente sua memória era bem vivida.

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Não havia passado, não havia presente e nem haveria de existir um futuro. O tempo já não era mais nada, não significava nada, por que era como se ali naquele momento, ele já não existisse.

Inicialmente, Mark  não sentia seu corpo, ele era apenas uma consciência embargada e perdida em algum lugar escuro, então veio o frio. Ele sentiu como se mergulhasse em um oceano gélido. De fato agora ele conseguia ainda que de modo letárgico,  ver seu corpo. Ele descia como se estivesse afundando em um oceano gélido e negro rumo as profundezas do desconhecido. Ele não respirava, mas isso não o incomodava era como se não respirar fosse tão normal e automático quanto respirar ali, mas onde era ali?

A cada instante ele descia mais, cada vez mais e sua mente se perdia naquele oceano. foi quando ele sentiu uma presença atrás dele, abaixo, se aproximando até finalmente toca-lo.

As mãos pequenas de uma mulher tocaram em suas costas gentilmente deslizaram para frente de seu peito, ele pode ver braços pálidos o abraçando. Logo sentia o corpo dela atrás de si, completamente junto ao dele.

Ao longe um pequeno foco de luz laranja piscava acima dele… Fora daquele oceano.

A mulher disse algo, eles conversaram. Mas esse dialogo se perdeu, apenas uma frase lhe vinha em mente quando tentava se lembrar. A última frase que ela lhe disse.

“Haverá consequências”

Os olhos de Marcus se abriram rápido quando ele acordou, seus pulmões doeram quando se inflaram puxando o ar com violência suas mãos tatearam em cacos de vidro. A sua frente o carro capotado de seus pais com as luzes laranjas de alerta ligadas piscando incessantemente. De alguma maneira ele havia saindo do veiculo. Na próxima memória ele já estava de pé, andando desnorteado. As cores do mundo eram vibrantes como se as visse pela primeira vez, os odores da noite na natureza, misturavam-se aos de gasolina e sangue. Então outra lacuna em sua mente. Agora ele estava sobre o corpo da irmã, segurando o celular com a tela despedaçada a frente discando o numero da emergência. Deixando marcas de sangue na tela trincada.

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O celular sujo de sangue tentava fazer mais uma ligação em vão.

Acima de Marcus o corvo se agitou pulando e grasnando freneticamente.

— O que foi, carinha? Agora não é uma boa hora.

O corvo seguiu a agitação e saltou dando um voo rasante por ele até uma lata de lixo na outra extremidade do beco, mas continuou a pular batendo as asas e corvejando freneticamente. Mark deu alguns passos na direção dele quando viu luzes multicoloridas surgindo na rua atrás de si.

O carro da policia parou na entrada do beco, Mark olhou para a outra saída onde o corvo o observava e se virando levantou as mãos e andou na direção do carro da policia.

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O grito da Banshee havia diminuído e agora afetava somente a casa. Porém eles sabiam que ela devia ser parada antes que alguém desmaiasse devida a frequência do som.

Trinnity e Soph andaram contra as pessoas que saiam quando abruptamente uma terceira pessoa se juntou a elas.

— Onde fica o quarto dela? — Questionou Seth se juntando as garotas.

— Fica no final desse corredor. — indicou “Nitty” dobrando a direita — Você também não é afetado? —  indagou ela ao perceber que assim como Soph ele não tampava os ouvidos o que a fez se sentir ridícula andando com as mãos ao redor da cabeça.

—Celestiais não são afetados, por Banshees. Eles as capturavam e as usavam na idade media pra descobrir sobrenaturais quando estavam caçando. —  Explicou Soph.

— Nunca perguntei, mas… desculpe Sophie, quantos anos vc tem? —  Seth pareceu constrangido com o fato dela mencionar sobre o período que eles os Vingadores Celestes matavam todos os sobrenaturais que encontravam.

A garota olhou no fundo dos olhos dele.

— Tenho idade suficiente para lembrar de quando vocês —  ela fez uma pausa — sua ordem de Cavaleiros Jurados, nos caçavam junto com os membros da Inquisição.

Seth pareceu incomodado, talvez triste.

— Nossa! —  era Nitty — você parece ter a minha idade…

— Benefícios da imortalidade eu acho. —  disse ela olhando novamente para Seth que parecia estar pensativo quanto ao comentário anterior dela.

—Não se preocupe, não tenho nada contra você ou sua ordem. Isso foi há muito tempo, a guerra já acabou. Existem sobrenaturais que até trabalham no Vaticano hoje.

— Assim como todas as cortes Seelie tem um Cavaleiro Jurado do Vaticano dentro de suas paredes. Uma demonstração de paz.

— Paz? Talvez, mas não leve a mal, todos acham que a sua função aqui é apenas nos vigiar.

— Achar é pouco. —  sentenciou Trinnity entrando no assunto —  Nós temos certeza. Mas você sempre foi legal então está tudo bem, afinal não temos nada para esconder. —  afirmou com o sorriso no final da frase.

— Chegamos. — disse Sophie pondo a mão na porta de um quarto e olhando para Nitty esperando sua confirmação.

— Pra quem não é afetada você tem bons ouvidos.

— Vamos fazer isso… — ela abriu a porta, adentrando alguns passos no quarto.

Esther gritava incessantemente suspensa no ar com uma energia sobrenatural lúgubre ao redor dela. Soph observou a cena com cuidado, Seth entrou logo atrás dela.

— Precisamos fazer ela parar de respirar. Pelo menos é o que ela me disse, e eu fiz quando Diana morreu, mas eu quase desmaiei quando cheguei perto. —  explicou Nitty ainda na porta do quarto.

— Tem algum truque ai Sophie? Ouvi que suas habilidades são… formidáveis.

— Pode apostar! —  disse Nitty entusiasmada.

— Então você pode, ajudar?

— Existem modos mais sutis de fazermos isso.

— Modos mais demorados…

Um baque surto se ouviu atrás deles, quando ambos olharam Nitty estava de joelhos no chão os olhando com uma expressão de dor. Em meio a sua invulnerabilidade Sophie percebeu que estava sendo egoísta, a garota não era imune e ainda assim mesmo com a dor que devia estar sentido estava ali pela amiga. Lealdade. Algo raro nos dias atuais pensou Soph.

— Modo rápido então… — disse a Imortal dando dois passos a frente —  …para trás.

Seth recuou e observou a cena atentamente, ele já tinha ouvido muitas histórias a respeito dos poderes de Sophie, “a mais poderosa imortal que já viverá” como alguns gostavam de lembrar, mas ele nunca havia tido a oportunidade de ver os poderes dela, ela sempre foi reservada quanto a isso, acreditava que os poderes deviam ser usados apenas quando necessário. Conhecer mais dela e de seus poderes era imprescindível para ele.

Sophie fechou os olhos, a respiração ficou lenta e compassada, ela puxou o ar lentamente enchendo os pulmões o máximo que pode e então expirou…

O teto do quarto explodiu despedaçando-se por completo quando centenas de litros d’água se derramaram sobre Esther derrubando no chão, mas ela ainda gritava. A expressão de Soph se fechou, Seth andou para o seu lado e observou, o semblante dela era de fúria.

O resto do teto veio abaixo junto com mais água, as janelas explodiram como cascatas inundando tudo ainda mais rápido. A frente deles a água batia em uma parede invisível. E logo tudo estava inundado, o corpo de Esther submerso como um peixe dentro de uma aquário.E finalmente o grito parou.

— Incrível… — foi a única coisa que Seth pode dizer observando o poder dela que de fato era terrivelmente acima da média que qualquer coisa que ele tinha visto.

— Eu disse que ela era incrível… —  Nitty entrava no quarto se recompondo

—Sophie é melhor você…

Ela fez um gesto com a mão a parede do quarto se detonou para a rua despejando toda a agua dele rapidamente, mas Esther não se moveu do lugar. em seguida ela finalmente alcançou o chão, e tanto Nitty quanto Seth correram até ela para ajuda-la.

Sophie apenas observou eles cercarem a garota e saiu sem falar nada.

— Nossa ela vai ficar uma fera quando ver o estado do quarto dela.

— Pegue uma toalha pra secarmos ela. ela vai ficar doente assim toda molhada…

— Seth, ela não está molhada, mais molhada… —  resfolegou Nitty ao perceber que a agua no chão e na amiga haviam magicamente desaparecido.

— Não é única coisa que mudou… afirmou ele assombrado olhando ao redor.

Esther tossiu e abriu os olhos Nitty a amparou.

O vingador Celeste ficou em pé observando ao redor de si o quarto seco, o teto intacto, as janelas fechadas e tudo mais que a instantes havia sido destruído e espalhado em perfeita ordem. Exceto por um abajur quebrado no chão ao lado da escrivaninha.

— Quem diabos é você, Sophie Blackheart? — falou consigo mesmo ao ver que ela já havia saído.

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Natalia estava em choque. Ambas as mãos tampavam a boca, agora que o grito da Banshee havia cessado. Uma garota havia sido assassinada na frente de Marcus, e ele agora estava sujo com o sangue dela. Um local sem testemunhas. Ele estava completamente ferrado e a única testemunha era ela, mas isso não adiantava de nada.

Ela seguiu observando Mark tentar ligar inúmeras vezes para a policia sem sucesso.

Mesmo com a visão do espelho d’água ficando cada vez mais turva e obstruída ela pode ver uma viatura de policia dobrando a esquina. Os policiais da cidade não costumavam fazer rondas, provavelmente o assassino havia ele próprio chamado a policia para incriminar Mark, seria o bode expiatório perfeito.

— Droga! —  gritou diante do espelho, imediatamente o corvo Granou alto para Mark.

— Você tem de sair dai, você vai ser pego por nada! Um Sobrenatural não pode ir pra cadeia humana! As pessoas podem descobrir o que você é! Fuja seu idiota!

Mark olhou para ela através do espelho.

— O que foi, carinha? Agora não é uma boa hora.

— Seu idiota! Corre, anda por aqui! — ela moveu mão fazendo o corvo mudar de lugar.

As luzes do carro de policia surgiram do outro lado do beco, Mark se virou e levantando as mãos andou na direção deles.

— Imbecil! —  bradou Natalia irritava — Você é um idiota Marcus… e provavelmente eu sou mais idiota ainda ainda… — sentenciou ela enquanto marchava com passos firmes na direção do espelho.

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Marcus se aproximou da entrada do Beco com as mãos levantadas segurando o celular.

Dois policiais saíram da viatura e imediatamente apontaram as lanternas pra ele ao perceber o sangue eles sacaram as armas.

—Calminha garoto! Isso mesmo mãos pra cima, não faça nada idiota. —  disse o motorista, um cara forte levemente acima  do peso com seus 40 e poucos anos.

— Não vou fazer nada idiota, senhor! —  respondeu ele prontamente —  Eu estava tentando ligar pra policia, mas a droga do telefone não está funcionando.

— O que aconteceu aqui, de quem é esse sangue? —  disse o segundo policial, bem mais jovem e atlético, alguns poucos anos a mais que Mark provavelmente.

— Ouvi um ruído e uma movimentação estranha do beco eu fui ver o que estava acontecendo…

— Não tem sinal aqui! —  Mark se assustou ao ouvir o grito feminino que surgiu poucos metros atrás  dela assim como os policiais.

Repentinamente a garota gótica do Pub surgiu das sombras do beco, com o celular na mão e um semblante de aflição no rosto.

— Parada! — gritaram os policiais em comando.

A garota gritou como se tivesse tomado o maior susto da vida dela deixando os homens desconcertados.

— Ah, graças a Deus! Nós estávamos tentando ligar pra vocês! Jesus Cristo, mataram uma garota no beco! Foi horrível! —  ela pôs as mãos no rosto fingindo um choro, em seguida andou na direção de Mark e o abraçou.

Os policiais lentamente abaixaram as armas.

— O que diabos você está fazendo? Você tem algo a ver com a morte dela. — cochichou Mark no ouvido dela.

— Estou salvando seu rabo inútil de ir pra cadeia… e se eu tivesse algo a ver com isso por que tentaria te salvar idiota? Você tá ferrado aqui sozinho.

Mark fez menção de falar mas ela o repreendeu pois os policias já estavam quase do lado deles.

— Apenas concorde e confirme ou ambos vamos presos.

— Então onde está a garota? Disse o policial mais velho.

— Por aqui, policial.

Mark os levou até o corpo Natalia não saiu do lado dele, a essa altura eles trocavam olhares furiosos.

— Jesus Cristo! — Exclamou o policial mais jovem ao ver a garota morta —  é bom terem uma ótima explicação pra isso ou vocês dois estarão em grandes problemas.

— Ouvi um barulho vindo do beco…

— Ouvimos, —  disse Natalia apertando o braço dele com a mão — um barulho no beco, conseguimos distinguir dois vultos pareciam estar brigando ou algo assim, — ela olhou pra Mark.

— Parecia um homem agredindo uma mulher. —  começou ele sem para de olhar dentro dos olhos da garota —  Então eu corri pra interferir, quando me aproximei o homem correu, eu vi a garota no chão e tentei para o sangramento, mas… —  o olhar de Natalia perdeu a dureza, parecia de compaixão agora. Alguém havia morrido na frente dele, nos braços dele. Ele poderia ter seguido reto, a maioria faria isso, mas ele se arriscou por uma desconhecida, isso lhe dava algum credito. Ela fez uma caricia gentil no braço dele. Era tudo que podia fazer pra mostrar a solidariedade.

—Interessante… —  disse o policial mais velho os analisando.

— Você vive naquela mansão estranha com aquele bando de gente esquisita não é? Qual seu nome? —  disse o policial jovem sem tato algum para com eles.

—Me chamo Natalia, Natalia Chantraine.

—Chantraine, como o governador?

—Exato! Do mesmo modo que se escreve o nome do meu pai.

—Você é… —  iniciou o outro homem.

— Sim sou a filha do governador, espero que tenham votado nele. —  brincou ela com um sorrisinho.

— Bem… e você garoto? Você me é familiar mas não te conheço.

— Marcus, Marcus O’Callhagan.

— O’Callhagan? Como Laura O’Callhagan?

— Sim, ela é minha avó. —  talvez isso ajudasse.

— Você tem um irmão, qual o nome dele mesmo? Jean não é?

— Não, eu tenho uma irmã, Elena.

— Jesus garoto… —  o policial guardou a arma —  pode guardar a arma Henry eu conheço ele.

— Conhece? —  indagou Natalia surpresa, olhando pra Marcus —  isso facilita as coisas.

— Como não conheceria o filho do meu melhor amigo… lembra de mim Mark? “tio Jorge, ligue as silenes” —  ele deu uma risada tristonha e olhou pra Natalia como se precisa-se explicar — seu namorado não sabia falar “Sirenes”, ele tinha um problema com o R.

Natalia riu e olhou Mark que parecia mais relaxado.

—Ah, —  iniciou ela —  ele não é meu namorado a gente, mal se conhece.

— Como se conheceram? —  era Henry.

— Nos conhecemos no Pub, eu estava com amigas, como tivemos uma boa conversa eu dei meu numero a ele e nos encontramos na saída. A noite estava bonita dai resolvemos dar uma volta.

— Fácil… — disse o policial olhando pra ela.

— Sim, é fácil conhecer pessoas legais e interessantes quando se é uma pessoa agradável. Deveria tentar. —  disse Mark ao dar um passo em direção ao policial —  Não conhecer pessoas, eu falo em ser agradável, é isso que devia tentar.

— Quer ser preso por desacato moleque? —  Henry deu um passo a frente também.

— Hey, vocês dois. —  disse Jorge os olhando.

— Não pretendo ser preso, só acho que você poderia ser mais respeitoso com uma mulher.

Natalia não se sentia confortável em ser defendida, ela era autossuficiente pra se defender, mas não deixou de gostar de ver como ele havia tomado a frente em proteger ela.

— Chega vocês dois! Henry vá até o carro e avise a DP que temos um homicídio.

— Posso avisar, por…

—Vá até a porra do carro e a avise a merda da DP, Henry! Não estou pedindo estou mandando!

O policial saiu esbravejando.

— Obrigada. — foi tudo o que ela disse pra, Mark que a retribuiu com um sorriso.

— Henry é um idiota, mas um bom policial, com o tempo vai aprender como se faz as cosias. — ele olhou para o filho do melhor amigo novamente — Eu fui no enterro de seu pai aqui na cidade. Não te vi lá.

— Elena estava internada eu precisava cuidar dela, deixei pra vovó cuidar… do enterro e outras cosias.

— Entendo, seus pais estariam orgulhosos Mark. Não se culpe por isso, você ficou onde deveria estar. Eu ouvi que Elena se machucou bastante no acidente como ela esta?

—Bem, na medida do possível, ela ficou paraplégica.

—Jesus… alguma chance de ela? —  ele não terminou a frase mas se fez entender.

—Não, ela não vai voltar a andar.

—Sinto muito… —  disse o policial.

— Eu também. —  Natalia estava junto dele, ela parecia sincera, mas por que o estava ajudando?

— Bem, você está na sua avó?

—Sim… estou, Elena também.

— Vão ficar quanto tempo?

Natalia se interessou em ouvir a resposta.

— Aparentemente, Santa Anna tem dois novos moradores permanentes.

— Isso é ótimo! — O Policial olhou para o corpo da jovem no chão — Mas agora temos de descobrir quem é essa pobre coitada e quem fez isso com ela.

— Não acha que fui eu?

— Nós dois sabemos que você é herói de mais pra assassinar alguém, Mark. —  ele olhou para a gótica —  Ele ajudava as crianças que sofriam Bullying, mesmo que apanhasse junto.

— Ser idiota e ajudar pessoas desconhecidas é cronico então! —  alfinetou a garota.

—Não sou o único idiota pelo que vejo.

Natalia corou.

— Bem, eu posso antecipar quem ela é. — Sentenciou Natalia. Mark observou-a com preocupação isso a irritou —  Améllia Oley. Ela anda com o pessoal que se reúne no Hades do outro lado da ponte.

— Aqueles malditos punks.—  ralhou o policial instantes antes de olhar as mechas coloridas da garota.

— Eu não sou punk, relaxa.

— Ok. Bem, vou mandar Henry cercar a área e vou levar vocês dois pra casa, estão liberados, mas quero ambos amanhã as nove horas da manhã na delegacia pra depor. Estamos entendidos?

Ambos se olharam e confirmaram com a cabeça.

— Ótimo agora vamos. —  o policial se afastou indo pro carro.

—Você viu o que aconteceu aqui? —  indagou Mark.

—Sim. alguém matou ela e você ia ser preso por algo que não fez. Por isso eu tentei ajudar.

— Não somos tão diferentes então. — provocou Mark — somos dois idiotas de coração mole ajudando desconhecidos.

—Acho que isso é o que chamam de heróis. —  disse ela sorrindo seguindo em direção ao carro.

—Que sorte a cidade tem, ela tem dois heróis então. — colocou ele de modo debochado.

Natalia se virou e lhe deu um sorriso.

—Não lhe contaram Marcus. Toda boa história precisa de heróis…

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Continua…

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