Capitulo 2 – A Jornada

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Artur, irei contar um segredo, o segredo de sua família. – Disse a bela, mas não perfeitamente bela como a original, Erica.

Seu avô, e toda sua família, são descendentes de pessoas, que catalogavam os seres como eu. Nós chamávamos eles de “Doutor”. Antes de seu avô, nos tínhamos medo deles, pois muitos eram cruéis. Mas seu avô não, diferente dos outros, Jefferson, procurava nos entender, nos conhecer, nos ajudar.

Com isto, ele começou a escrever suas aventuras, como historias, romances e com o tempo, também conquistou a inimizade “Dele”. – Neste momento, o nosso querido Artur ouvia calado e hipnotizado, com a historia.

Mas algo veio em sua cabecinha, veio um nome. Um nome que ele leu em alguma historia de seu avô, só que eu não lembro qual.

O que gente? Este velho escreveu dezenas e dezenas de historias, como vocês querem que eu me lembre de tudo? Gente deixe-me voltar a historia que importa de verdade, caso eu lembre, irei falar o nome desta outra, ok? Ótimo, então vamos.

O nome que veio em sua cabeça foi Sombras, é eu sei totalmente clichê, mas é como ela se chama, infelizmente, não posso fazer nada sobre isto, bem, até poderia, mas não quero.
– Sombras. – Disse Artur, e a outra Erica arregalou os olhos, em espanto.

Olha gente, eu sei que ela não é a Erica de verdade, mas a verdadeira é tão linda que, até esta me encanta de vez em quando, e está sendo uma dessas vezes, que linda expressão…
– Onde ouviu este nome Artur?
– Em um livro do Vovô.

– Então, Jefferson acabou escrevendo sobre Ele também.

A outra Erica ira explicar, eu até estou gostando do jeito que ela conta, é mais sério e sombrio que eu, eu sou muito bobo de vez em quando, hahahaha.

Bem, vou falar sobre Ele e como sua família está, digamos ligada a Ele. Você e sua família Artur, são ajudados, para resolver problemas sobrenaturais e mágicos, que seu avô escreve, esta ajuda vem de um ser tão antigo e poderoso quanto as Sombras, que vem através de conselhos, telefonemas estranhos, cartas, lembranças e coisas assim, esta entidade se chama Luz.

Tanto a Luz quanto as Sombras fazem isto, mas para objetivos diferentes. Sua família, já possuiu membros influenciados pelas Sombras, e por sorte alguns perceberam tal influencia. As Sombras Artur, são uma coisa, uma entidade, ruim, e sua família, por ser mais ligada ao mundo mágico possui algo que as Sombras querem, que não sei o que é, a Luz por outro lado Artur, não influencia sua família, ela na realidade a auxilia, mas ambos não possuem uma maneira direta de mexer diretamente no mundo.

Bem Artur, o que quero dizer, de maneira mais crua é, sua família, sua mãe e avô, foram carregados pelas Sombras, mas não foi diretamente por Ele.
– Não entendi muito bem ma… Erica. – Pois é Artur, elas se parecem muito, não te condeno por se enganar.
– Artur, quando alguém faz mal a outra pessoa, as Sombras que são responsáveis, isto deixa Ele mais poderoso, quando alguém faz o bem a outra, as Sombras perde poder, mas a luz não ganhar poder. Se uma pessoa for muito ruim, as sombras podem controla-la ou só dar poderes a ela, porque esta pessoa já é Dele, e as Sombras usaram estas pessoas para pegar seu avô e sua mãe. E você, Artur, igual ao seu avô e sua mãe, tem algo especial, algo que pode salva-los…
–Sozinho? Não, não, não, não, eu não consigo…
– Artur, você não está sozinho, nunca está sozinho. Tome, se decidir ir, me chame através deste espelho, eu estarei aqui sempre que você precisar de mim, você pode não ser meu filho, mas, eu e sua mãe compartilhamos o mesmo amor por você, e tanto eu, quanto sua mãe, não iríamos te abandonar, nunca. Antes dela ser levada, ela me pediu para cuidar de você, mas, no fundo, não sou ela, poderia até se passar por ela, mas não sou ela, e sei que você pode salva-la, e sei que ela também acredita nisto. – Disse a outra Erica, boas palavras.

Estas palavras fizeram Artur se lembrar de uma coisa que sua mãe uma vez disse a ele, ele lembrou-se de sua mãe o abraçando e falando “Meu filho, você já salvou a mamãe do bicho papão, por isso você é o meu super herói”, o estranho desta lembrança. Era. Que ele era apenas um bebezinho de colo, não tinha como isto vir naturalmente, tinha?
Artur pegou o espelho que a outra Erica o estava entregando, era um espelho bonito e antigo, ornamentado, Artur olhou para o seu reflexo, bem, ele tentou, mas só viu o reflexo de sua mãe, quando ele olhou para frente, onde a outra Erica estava, não tinha mais ninguém lá, porem ele ouviu, vindo do espelho “Estou aqui Artur, quando quiser, me chame, e eu virei imediatamente”.
Artur, agora estava só, bem, não totalmente na verdade, já que o reflexo estava no espelho é o espelho estava em sua mão, mas, bem, acho que vocês entenderam, Artur, agora “só”, pensava em sua mãe e seu avô, enquanto pensava neles, um sentimento surgia em seu peito, talvez tenha sido isto que o levou a iniciar a sua jornada, ou talvez sua curiosidade infantil tenha o levado ao mesmo, não sei, um dia, se eu tiver oportunidade pergunto a ele. De inicio ele foi ate seu quarto, deixando o espelho na biblioteca. Em seu quarto, esvaziou a mochila, colocou dentro da mesma as seguintes coisas:
* Dois pares de meia (mamãe sempre diz para levar um par extra quando se viaja)
* Seu livro preferido (e sempre bom ter algo para passar o tempo, quando se fica entediado)
* Um agasalho (pode ser frio)
* Sua fortuna (pouco mais de 5 dólares)
Quando estava saindo do quarto se lembrou de algo e voltou as pressas. Ele realmente não estava sozinho afinal de contas, ele tinha consigo o corajoso e fiel amigo de pelúcia Harry, o urso de pelúcia que tinha um escudo e uma espada de feltro.
De volta a biblioteca, com o espelho em uma das mãos, Harry na outra e a mochila nas costas, Artur chama pelo reflexo de Erica, estranhamente ele a chamou de “mãe”, seguido de “estou pronto”.
Através do espelho a outra Erica apareceu, seus olhos brilhavam, ela acabou de ser chamada de mãe, eu imagino apenas a felicidade dela, fico feliz por você também outra Erica.
– Mãe, Artur? – Disse com um gracioso sorriso no rosto. Estes reflexos são tão parecidos com os originais…
– Eeeerr, é que… Bem, se a senhora for igual a Ana da historia do vovô, a senhora e minha outra mãe. – Disse a outra Erica, envergonhado. – Ana era a outra Amanda, a senhora e a outra mamãe.
– Nossa, isto é uma honra. – Disse a outra Erica quase chorando, hahaha, ela tem ate a linda maneira de chorar idêntica a Erica quando esta muito emotiva.

Acho que estou me apaixonando pelo reflexo também, aaaaaa… Tenho que me controlar, pois apenas existe uma Erica para mim… Bem, vamos deixa-la falar, antes que eu me descontrole de novo…

Bem, meu, hehe, querido, irei guia-lo para um novo mundo, um mundo que, coexiste com o nosso, falo nosso, pois o mundo dos reflexos não faz parte dele, mas existe junto a ele, igual ao seu. Muitos chamam este mundo de Sonhos, e creio que este seja o nome mais belo. Bem, meu querido, seu avô possui um portal no sótão, para ele funcionar, todas as luzes precisam estar desligadas e você tem que estar lá a meia-noite, você consegue querido?
– Si… Sim. – Devo ou não ter falado antes, mas se não falei, falo agora, se já falei, eu repito, Artur tem muito, mas muito medo, do escuro. Bem continuemos, nossa, como eu repeti a palavra muito nesta frase, mas bom que reforça.
– Não precisa ter medo meu querido, enquanto você estiver com este espelho, eu estarei com você. Então, este outro mundo, uma vez lá, quero que você me ajude a procurar por Poporum e Paparani, eles são, como posso dizer… Anões, leprechauns, gnomos, a “raça” deles possui muitos nomes.
– Igual aos trabalhadores do livro do vovô? Aquele… Que conta a historia do Homem que via pequenos homenzinhos que ajudavam ele a fazer casa para os passarinhos do parque?
– Sim, isso mesmo, que bom que você conhece os livros do seu avô, irá nos ajudar bastante. Bom, quando nos os encontrarmos, terei que conversar com aqueles cabeças de vento. Bem, temos algumas horas até a meia-noite, quando estiver pronto desligue tudo e vá para o porão, tenho que descansar um pouco, estou muito cansada por conta do que aconteceu quando sua mãe foi levada.
O reflexo de minha querida Erica mentiu, na realidade ela estava fraca por que estava “preparando a chave”para os Sonhos, mas ela precisava que Artur ficasse em alerta com as Sombras, como as pessoas dizem, ninguém sabe o que se esconde nas sombras até ser tarde demais, mas ela nem precisava fazer isto, Artur nunca confiou no escuro, e não seria agora que iria confiar, rapazinho inteligente.
Nosso amado Artur passou algumas horas na mais completa escuridão, esperando dar meia-noite no sótão, tremendo de medo, eu sou um covarde de carteirinha, hahaha…

Mas Artur não, apesar de todo o medo, ele tinha que ser corajoso, tinha que salvar sua magnifica mamãe e seu amado vovô.
Quando estava próximo a meia noite, o corajoso Artur, estava quase dormindo, quando a bela, mas não tão bela quanto a original Erica, o chamou, hahahahahahahahaha, vocês precisavam estar lá para ver o susto que Artur levou, hahahahahaha… Eu sei, eu sei, isto é cruel de minha parte, mas foi engraçado, perdão, vamos continuar.
– Oh, desculpe-me, meu querido, não quis assusta-lo.
– Tudo bem mãe! Só não faça isso de novo, quase morri do coração.
– Muito bem, eu prometo, nunca mais irei fazer isto de novo, mas agora quero que você coloque-me perto da porta brilhante.
Não existia porta brilhante, bem, na verdade, não existia até o momento, pois como num passe de magica, uma porta brilhante surgiu no meio a escuridão do sótão. Artur ficou encantado, como não, uma porta brilhante que surge do nada, hesitou de inicio, mas então fez que sua “outra mãe” pediu, com uma expressão de fascínio que apenas aqueles que possuem o sangue de Winseth conseguiam fazer.
Quando o relógio bateu a meia-noite, um forte brilho saiu do espelho, parecia uma serpente se movimentando, foi em direção a porta e a tocou, um barulho forte de ranger de dobradiças velhas se espalhou por toda a mansão, e então, vocês não irão acreditar, a porta… NÃO ABRIU… hahahaha, anticlimático não?

Mas acalmem-se, algo realmente aconteceu, a porta mudou, antes era uma porta brilhante, bem, agora não me recordo se falei como era a porta antes, mas falo de novo caso não tenha falado, antes a porta era essas portas novas e modernas de madeira, sem muita beleza ou singularidade, essas que você encontra em qualquer lugar, mas agora… A porta se transformou uma porta detalhada, entalhada, ornamentada, bela, forte e claro, brilhante, muito mais brilhante.
– Prontinho meu querido, esta porta e a porta para os Sonhos, pegue o espelho e vamos.
Artur ficou alguns minutos admirando esta transformação que acabou de acontecer diante dos seus olhos, acho que todos ficariam encantados com uma coisa dessas, então pegou o espelho, e foi até a porta, tomou coragem e a abriu. Quando a porta abriu, Artur sentiu cheiro de chocolate, açúcar e ouviu risos felizes, enquanto um branco o envolvia, o sono foi embora, o medo desapareceu, a tristeza evaporou, tudo ruim foi embora, agora ele era preenchido de coisas boas, cheiros bons, sentimentos bons e depois de um tempo, lembranças boas, de repente um PAAAHH, a porta se fecha sozinha, numa forte e audível batida, só que ao invés de se fechar na sua frente, se fechou atrás dele. Quando a visão dele volta a se tornar “visível” ele vê que esta numa floresta, mas não uma floresta comum, esta floresta era viva, brilhante, colorida, aconchegante, era tão cheia de vida e brilho que faria qualquer enfeite de natal dos mais caros e absurdos que fossem, parecessem pálidos e doentes no meio desta floresta.
–Bem vindo aos Sonhos amigão, e bom finalmente falar com você! – disse uma voz macia porem estranha para Artur, isto, meus amigos, com toda certeza espantou Artur, ate mesmo a outra Erica não esperava por isto, porque a voz vinha de nada mais nada menos, meus amigos, de Herry, o fiel e corajoso urso guerreiro de pelúcia.

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