Tons de Vermelho (Pt. 4) – Prazeres [+18]

beijo-cangote

Por Mille Meiffield

O Franny`s estava praticamente vazio, quando esfriava quase ninguém aparecia. Sentei no balcão mesmo e pedi uma dose de tequila. Virei o copo no mesmo instante em que o barman o encheu. E pedi que o enchesse novamente. Minha mente estava uma bagunça. O que Hayden estava fazendo comigo? Ele havia me hipnotizado. Aquele maxilar quadrado, seus lábios carnudos, a pele bronzeada, aquele sexy sotaque latino. Virei mais uma dose de tequila. Dessa vez tirei uma nota de cem dólares do bolso e coloquei sobre o balcão exigindo que o barman deixasse a garrafa de tequila ao meu lado.

Depois de um tempo pensando no que fazer da minha vida dali por diante e de estar na segunda garrafa da bebida, senti uma mão no meu ombro. Olhei para trás já pensando em gritar com Hayden novamente, mas não era ele, era Kyle.

– Kyle? – indaguei totalmente confusa. A 53ª era uma família, mas Kyle Hill era não apenas meu parceiro, era mais que isso, eu o tinha como um irmão mais velho. Hoje, nem ele eu queria por perto. – O que esta fazendo aqui?

– Fiquei preocupado. O que houve na sala do Wright?

– Não quero falar sobre isso.

– Ele te demitiu?

– Não. Kyle, você precisa voltar para a delegacia, seu turno só acaba em nove horas.

– Eu fiz uma pausa. Fiquei preocupado com vc. – Kyle sentou-se a meu lado. Seus olhos estavam estranhos. Ele parecia diferente do Kyle que fora meu parceiro antes do acidente. – Wright se trancou na sala dele desde a hora que você saiu de lá.

– Quero que Hayden Wright vá para o inferno. – eu disse um pouco alto demais. A segunda garrafa de tequila estava abaixo da metade, mas eu não queria parar de beber.

– Chloe, sabe que pode falar comigo se precisar.

– Eu não quero falar com ninguém, Kyle. – me levantei e fui em direção a saída do bar. Kyle me segurou pelo braço assim que passamos pela saída. – Me solta seu idiota.

– Calma Chloe. – disse na defensiva me soltando. – deixa eu te levar para casa.

– Não! Eu vou sozinha. – eu disse fazendo sinal para um táxi que passava por ali. – diga ao seu Sargento que eu me demito. E que ele enfie o ego dele aonde bem entender.

Entrei no táxi deixando para trás Kyle com uma expressão perplexa. Nunca fui grosseira com nenhum dos meus amigos. Estava mais na defensiva do que de costume com Kyle por causa dos comentários de Abbi. Se ele realmente estivesse afim de mim eu teria que por um ponto final nisso. Não queria mais ninguém na minha vida. Errei pela segunda vez com Hayden e não estou disposta a errar de novo.

Cheguei ao prédio que eu morava e não tive a menor vontade de esperar o elevador. Subi as escadas em um ritmo acelerado. Estava ansiosa pelo meu chuveiro quente e meu sofá macio. Quase gritei quando vi aquela figura alta e esguia parada diante da porta do meu apartamento. Continuei andando, com passos firmes. Abri a porta e entrei. Tentei bater com ela na cara dele, mas ele a segurou.

– Você não é bem vindo aqui. – eu disse friamente. – gostaria que se retirasse, por favor.

– Não vou sair daqui até que me escute. Você entendeu tudo errado.

– Te dou cinco segundos para sair do meu apartamento antes de chamar a policia.

– Chloe, eu…

Ele ia tentar falar do mesmo jeito, mas eu não estava disposta a ouvir mais mentiras. Saquei minha arma e a apontei para ele. Seu rosto empalideceu, não de medo. Ele parecia magoado.

– Saia da minha casa agora.

– Não! – disse firmemente.

– Você não dá valor a sua vida “né”? – engatilhei a arma.

– Dou valor a você. – ele disse calmamente. – Se me deixar explicar vai perceber o mal entendido.

– Você é casado. Não há mal entendido nenhum nisso.

– Eu não sou casado

– Agora eu sou maluca? Ou melhor, sou surda.

– Miller disse que era minha esposa ao telefone. Mas não era.

– Como não era? – indaguei mais furiosa do que confusa.

Ele se aproximou de mim. Meu corpo todo estava tremendo. Hayden tocou meus braços trêmulos e seu toque foi reconfortante.

– Minha mãe está no estágio avançado de Alzheimer. – disse ele. Eu não conseguia encará-lo. Ele roçou de leve seus lábios nos meus, se aproximou mais e me envolveu em seus braços. – Ela pensa que eu sou meu pai. E eu finjo isso. Quando eu falei que a amava, foi de verdade. Foi por isso que você entendeu errado.

Eu não podia acreditar no que ele estava fazendo. Eu não sou essa louca ansiosa. Era ele. Ele me deixava nesse estado. Estar com ele era tão maravilhoso.

– Me deixa sozinha, por favor.

– Eu não vou embora. – disse com firmeza. – Você não está bem e sei que se eu sair vai continuar bebendo.

– Por que se importa? – perguntei com a voz embargada. Que droga! Eu estava chorando. – Você é apenas o Sargento da inteligência. Nem meu Sargento é mais. Não vou cobrar nada de você pelas vezes em que dormimos juntos. Pode ir. Sei me virar sozinha.

– Não! – disse com convicção. – Sei que sabe se cuidar sozinha, mas eu quero cuidar de você.

Hayden pegou a arma da minha mão e a colocou no balcão atrás do sofá. Ela estava descarregada. Jamais apontaria uma arma carregada para ele. Ou para qualquer outra pessoa que não tivesse cometido algum crime. Ele me guiou até o banheiro, encheu a banheira com água quente, tirou minha roupa – Me deixa sozinha, por favor. – pedi novamente.

– Chloe, eu não vou a lugar nenhum. – Ele me beijou e saiu.

Fiquei mais tempo do que o necessário no banho. Precisava relaxar. Hayden estava deixando meus nervos em frangalhos. Eu não deveria me apaixonar de novo.

Saí da banheira, me enrolei na toalha e segui para a cozinha. Ele estava terminando de arrumar a mesa. Veio até mim, beijou meus lábios suavemente. Sem dizer nada me guiou até a mesa, afastou uma cadeira e a empurrou devagar para que eu me acomodasse ao sentar. Serviu uma taça de vinho para ambos. Colocou duas conchas de macarrão cremoso no meu prato e três no dele. Levou a panela de volta para o fogão e veio se sentar à mesa. Eu o observava em silêncio. Ele viu que eu estava quieta demais. Como não falou nada, resolvi falar.

– Eu não posso continuar com isso. – eu disse com a cabeça baixa. Não conseguia encará-lo. – Eu não sou assim, preciso me afastar de você. Amanhã bem cedo vou a corregedoria entregar meu pedido de demissão. Vou pegar o dinheiro do seguro e recomeçar em outro lugar.

– Não vão aceitar sua demissão. – disse Hayden. – Imaginei que fosse dizer isso e já me adiantei com a corregedoria. – eu o olhei furiosa. – Você tem uma semana de férias remuneradas. Expliquei o que houve com seu ex-namorado e eles entenderam.

– Usou o Alex como desculpa? – virei a taça de vinho antes de continuar. – Meu problema não é o Alex, e você.

– Chloe, coma. – ordenou. – Amanhã vai se sentir péssima se não comer alguma coisa.

Me levantei e fui para o quarto. Deitei na cama e fechei os olhos. Só queria dormir para que toda essa confusão parasse. Hayden entrou no quarto e deitou ao meu lado. Fiquei o mais imóvel possível. Não queria que ele me tocasse. Eu demorei anos construindo uma barreira em volta dos meus sentimentos e com apenas um olhar ele a derrubou.

– Mi hermosa, mi bela, mi niña, eu não vou embora. – ele acariciou meu rosto. – Não precisa se sentir insegura.

Meu autocontrole havia desaparecido. Enrosquei meus dedos em seus cabelos espessos e o beijei. O beijei desesperadamente, como se minha vida dependesse disso. Eu o beijava intensamente, mas não parecia ser o bastante, suguei seu lábio inferior para dentro de minha boca e o mordi delicadamente. Ele me segurou mais perto dele e eu joguei uma das pernas por cima da sua cintura. Enquanto aquele beijo devorador me queimava, suas mãos passeavam de minhas costas até minha bunda e ele a apertou com firmeza. Depois sua mão fez o caminho inverso até chegar a minha nuca.

Ele segurou firme meus cabelos, o que me fez arfar. Nos afastamos ofegantes. Olhei dentro de seus olhos e vi que ele realmente sentia alguma coisa por mim. Arranquei sua camisa desajeitadamente, desabotoei suas calcas e ele me ajudou a me despir em seguida. Com sua boca novamente devorando a minha, Hayden desceu sua mão até minha intimidade e massageou meu clitóris fazendo meu corpo estremecer. Ele introduziu dois dedos dentro de mim me fazendo gemer em seus lábios. Soltou minha boca para cobrir meu seio. Ele mordiscou, chupou, e lambeu meu mamilo intumescido. Minhas mãos se enroscaram no lençol. Era uma tortura deliciosa e prazerosa. Sua boca foi descendo pelo meu corpo ate chegar lá embaixo. Ele lambeu a parte interna das minhas coxa, fazendo meus músculos se contraírem de prazer.

– Hayden, por favor.. – eu queria pedir que sua boca encontrasse logo seu destino. Era tortura demais. Ele deu um tapa na minha bunda e aquilo me levou aos céus.

– Não seja ansiosa mi niña. – sua língua foi subindo por minhas pernas. – Seu Sargento vai proporcionar a melhor noite de prazer que você já teve.

Sua boca finalmente encontrou a parte saliente da abertura entre minhas pernas e ele a sugou. Eu me contorci e gemi alto quando senti sua língua quente me lambendo. Seus dedos que ainda estavam dentro de mim começaram a dançar em um vai e vem enlouquecedor. Não demorou e eu cedi àquele êxtase de estar em seus braços. Meu corpo todo estremeceu e gritei seu nome.

– Está saciada? – perguntou.

– De você? – sussurrei. – Não, quero mais.

Hayden entrou em mim de uma só vez, sem aviso. Me segurei em seus braços e tentei me mover junto à ele, mas seu ritmo estava rápido demais e eu extasiada demais. Abri mais as pernas e ele se posicionou melhor e suas estocadas ficaram mais firmes e profundas. Minhas unhas arranharam suas costas e ele gemeu. Ele gozou dentro de mim chamando meu nome. Eu senti seu membro duro e firme pulsar dentro de mim.

– Eu te amo Chloe. – disse Hayden. Ele não deveria falar aquilo. Eu te amo é um sentimento muito forte. Ele podia gostar de mim, mas amor…

– Você pode gostar de mim Hayden, mas amor é algo muito forte.

– Se o que eu fiz para você desde o dia em que te conheci não foi o suficiente para demonstrar, não sei mais o que fazer.

– São dois meses apenas. Tem dois meses que nos conhecemos.

– Os dois melhores meses da minha vida. – Ele parecia acreditar no que dizia.

– Eu não quero brigar de novo. – eu disse. – Podemos ficar apenas juntos, sem falar nada?

– Eu te amo Chloe, e vou ficar quietinho com você. – disse ele. – Aliás, quietinho não. Você precisa de “exercícios”.

– Ah, meu Deus! – E voltou a beijar meu corpo e acariciar minhas partes íntimas. Ele nunca ia cansar daquilo.

 

***

 

A operação para prender Malav e Kensington havia sido um sucesso. Ambos estavam atrás das grades. A filha de Ava tinha ficado no Conselho Tutelar desde que ela foi presa. Eu a havia ameaçado, então pedi que Hayden me deixasse soltá-la e levá-la para buscar sua filha. Abbi foi comigo.

 

– Sophia está bem? – perguntou Ava.

– Ela está muito bem senhora Kensington. – disse Miller. – A senhora receberá quinzenalmente a visita de um assistente social que vai atestar se Sophie está progredindo.

– Sophie nunca teve do que se queixar. – disse Ava se sentindo ofendida. – Sempre dei tudo do bom e do melhor para ela.

– Ava, Sophie não deve conviver com traficantes, ela merece uma vida melhor. – eu disse.

– Vocês prenderam Anton e Paul, não tem mais ninguém nas nossas vidas.

Chegamos à sede do Conselho Tutelar e a assistente social designada para cuidar de Sophie estava na entrada do prédio nos aguardando.

Ava desceu do carro e correu em direção a filha, se ajoelhando para abraçá-la. Abbi a acompanhou enquanto eu entregava os documentos necessários para a assistente social.

– Vamos Ava, vou deixar vocês em casa.

 

***

 

A água quente e os sais de banho que coloquei na banheira me relaxavam. Hayden estava na sala me esperando sair do banho. Hoje eu estava especialmente excitada. Peguei a toalha para me secar e nem me dei ao trabalho de colocar alguma roupa. Fui para a sala e encontrei um Hayden me encarando admirado.

– O que significa isso? – perguntou ao me ver nua.

Eu não disse nada. Ele estava sentado no sofá, o que facilitou um pouco as coisas para mim. Me ajoelhei entre suas pernas. Abri o zíper da sua calça e peguei seu membro já rijo. Passei a ponta da língua na parte rosa e ele arfou. Aos poucos fui me soltando até descobrir como ele gostava que fizesse aquilo. Coloque metade do membro dele na minha boca e fiquei brincado com a língua. Suguei seu pau com força e ele gemeu, segurando firme em meu cabelo. Deixei meus dentes roçarem por toda a extensão e ele me puxou para cima.

– Preciso estar dentro de você, Chloe.

Ele me virou de costas, fez com que eu apoiasse as duas mãos no encosto do sofá e arquear as costas para que ele pudesse me preencher. Hayden segurou com força meus seios e investia dentro de mim cada vez mais fundo até seu corpo sucumbir aos tremores do prazer. Quando relaxou, me puxou para si, me pegou no colo e me levou para a cama. Aquela não seria uma noite para dormir.

 

***

 

Na manhã seguinte Hayden havia saído mais cedo para resolver uns problemas com o Tenente Ward. Ouvi o som da campainha e fui atender. Era ele. O meu pior pesadelo.

– Oi Chloe. – ele disse.

– Alex… – minha voz desapareceu.

– Bem vinda ao inferno. – Alex estava com um rifle na mão e batei com a parte traseira na minha cabeça. Minha visão ficou escura e meu corpo cedeu.

 

 

O Franny`s estava praticamente vazio, quando esfriava quase ninguém aparecia. Sentei no balcão mesmo e pedi uma dose de tequila. Virei o copo no mesmo instante em que o barman o encheu. E pedi que o enchesse novamente. Minha mente estava uma bagunça. O que Hayden estava fazendo comigo? Ele havia me hipnotizado. Aquele maxilar quadrado, seus lábios carnudos, a pele bronzeada, aquele sexy sotaque latino. Virei mais uma dose de tequila. Dessa vez tirei uma nota de cem dólares do bolso e coloquei sobre o balcão exigindo que o barman deixasse a garrafa de tequila ao meu lado.

Depois de um tempo pensando no que fazer da minha vida dali por diante e de estar na segunda garrafa da bebida, senti uma mão no meu ombro. Olhei para trás já pensando em gritar com Hayden novamente, mas não era ele, era Kyle.

– Kyle? – indaguei totalmente confusa. A 53ª era uma família, mas Kyle Hill era não apenas meu parceiro, era mais que isso, eu o tinha como um irmão mais velho. Hoje, nem ele eu queria por perto. – O que esta fazendo aqui?

– Fiquei preocupado. O que houve na sala do Wright?

– Não quero falar sobre isso.

– Ele te demitiu?

– Não. Kyle, você precisa voltar para a delegacia, seu turno só acaba em nove horas.

– Eu fiz uma pausa. Fiquei preocupado com vc. – Kyle sentou-se a meu lado. Seus olhos estavam estranhos. Ele parecia diferente do Kyle que fora meu parceiro antes do acidente. – Wright se trancou na sala dele desde a hora que você saiu de lá.

– Quero que Hayden Wright vá para o inferno. – eu disse um pouco alto demais. A segunda garrafa de tequila estava abaixo da metade, mas eu não queria parar de beber.

– Chloe, sabe que pode falar comigo se precisar.

– Eu não quero falar com ninguém, Kyle. – me levantei e fui em direção a saída do bar. Kyle me segurou pelo braço assim que passamos pela saída. – Me solta seu idiota.

– Calma Chloe. – disse na defensiva me soltando. – deixa eu te levar para casa.

– Não! Eu vou sozinha. – eu disse fazendo sinal para um táxi que passava por ali. – diga ao seu Sargento que eu me demito. E que ele enfie o ego dele aonde bem entender.

Entrei no táxi deixando para trás Kyle com uma expressão perplexa. Nunca fui grosseira com nenhum dos meus amigos. Estava mais na defensiva do que de costume com Kyle por causa dos comentários de Abbi. Se ele realmente estivesse afim de mim eu teria que por um ponto final nisso. Não queria mais ninguém na minha vida. Errei pela segunda vez com Hayden e não estou disposta a errar de novo.

Cheguei ao prédio que eu morava e não tive a menor vontade de esperar o elevador. Subi as escadas em um ritmo acelerado. Estava ansiosa pelo meu chuveiro quente e meu sofá macio. Quase gritei quando vi aquela figura alta e esguia parada diante da porta do meu apartamento. Continuei andando, com passos firmes. Abri a porta e entrei. Tentei bater com ela na cara dele, mas ele a segurou.

– Você não é bem vindo aqui. – eu disse friamente. – gostaria que se retirasse, por favor.

– Não vou sair daqui até que me escute. Você entendeu tudo errado.

– Te dou cinco segundos para sair do meu apartamento antes de chamar a policia.

– Chloe, eu…

Ele ia tentar falar do mesmo jeito, mas eu não estava disposta a ouvir mais mentiras. Saquei minha arma e a apontei para ele. Seu rosto empalideceu, não de medo. Ele parecia magoado.

– Saia da minha casa agora.

– Não! – disse firmemente.

– Você não dá valor a sua vida “né”? – engatilhei a arma.

– Dou valor a você. – ele disse calmamente. – Se me deixar explicar vai perceber o mal entendido.

– Você é casado. Não há mal entendido nenhum nisso.

– Eu não sou casado

– Agora eu sou maluca? Ou melhor, sou surda.

– Miller disse que era minha esposa ao telefone. Mas não era.

– Como não era? – indaguei mais furiosa do que confusa.

Ele se aproximou de mim. Meu corpo todo estava tremendo. Hayden tocou meus braços trêmulos e seu toque foi reconfortante.

– Minha mãe está no estágio avançado de Alzheimer. – disse ele. Eu não conseguia encará-lo. Ele roçou de leve seus lábios nos meus, se aproximou mais e me envolveu em seus braços. – Ela pensa que eu sou meu pai. E eu finjo isso. Quando eu falei que a amava, foi de verdade. Foi por isso que você entendeu errado.

Eu não podia acreditar no que ele estava fazendo. Eu não sou essa louca ansiosa. Era ele. Ele me deixava nesse estado. Estar com ele era tão maravilhoso.

– Me deixa sozinha, por favor.

– Eu não vou embora. – disse com firmeza. – Você não está bem e sei que se eu sair vai continuar bebendo.

– Por que se importa? – perguntei com a voz embargada. Que droga! Eu estava chorando. – Você é apenas o Sargento da inteligência. Nem meu Sargento é mais. Não vou cobrar nada de você pelas vezes em que dormimos juntos. Pode ir. Sei me virar sozinha.

– Não! – disse com convicção. – Sei que sabe se cuidar sozinha, mas eu quero cuidar de você.

Hayden pegou a arma da minha mão e a colocou no balcão atrás do sofá. Ela estava descarregada. Jamais apontaria uma arma carregada para ele. Ou para qualquer outra pessoa que não tivesse cometido algum crime. Ele me guiou até o banheiro, encheu a banheira com água quente, tirou minha roupa – Me deixa sozinha, por favor. – pedi novamente.

– Chloe, eu não vou a lugar nenhum. – Ele me beijou e saiu.

Fiquei mais tempo do que o necessário no banho. Precisava relaxar. Hayden estava deixando meus nervos em frangalhos. Eu não deveria me apaixonar de novo.

Saí da banheira, me enrolei na toalha e segui para a cozinha. Ele estava terminando de arrumar a mesa. Veio até mim, beijou meus lábios suavemente. Sem dizer nada me guiou até a mesa, afastou uma cadeira e a empurrou devagar para que eu me acomodasse ao sentar. Serviu uma taça de vinho para ambos. Colocou duas conchas de macarrão cremoso no meu prato e três no dele. Levou a panela de volta para o fogão e veio se sentar à mesa. Eu o observava em silêncio. Ele viu que eu estava quieta demais. Como não falou nada, resolvi falar.

– Eu não posso continuar com isso. – eu disse com a cabeça baixa. Não conseguia encará-lo. – Eu não sou assim, preciso me afastar de você. Amanhã bem cedo vou a corregedoria entregar meu pedido de demissão. Vou pegar o dinheiro do seguro e recomeçar em outro lugar.

– Não vão aceitar sua demissão. – disse Hayden. – Imaginei que fosse dizer isso e já me adiantei com a corregedoria. – eu o olhei furiosa. – Você tem uma semana de férias remuneradas. Expliquei o que houve com seu ex-namorado e eles entenderam.

– Usou o Alex como desculpa? – virei a taça de vinho antes de continuar. – Meu problema não é o Alex, e você.

– Chloe, coma. – ordenou. – Amanhã vai se sentir péssima se não comer alguma coisa.

Me levantei e fui para o quarto. Deitei na cama e fechei os olhos. Só queria dormir para que toda essa confusão parasse. Hayden entrou no quarto e deitou ao meu lado. Fiquei o mais imóvel possível. Não queria que ele me tocasse. Eu demorei anos construindo uma barreira em volta dos meus sentimentos e com apenas um olhar ele a derrubou.

– Mi hermosa, mi bela, mi niña, eu não vou embora. – ele acariciou meu rosto. – Não precisa se sentir insegura.

Meu autocontrole havia desaparecido. Enrosquei meus dedos em seus cabelos espessos e o beijei. O beijei desesperadamente, como se minha vida dependesse disso. Eu o beijava intensamente, mas não parecia ser o bastante, suguei seu lábio inferior para dentro de minha boca e o mordi delicadamente. Ele me segurou mais perto dele e eu joguei uma das pernas por cima da sua cintura. Enquanto aquele beijo devorador me queimava, suas mãos passeavam de minhas costas até minha bunda e ele a apertou com firmeza. Depois sua mão fez o caminho inverso até chegar a minha nuca.

Ele segurou firme meus cabelos, o que me fez arfar. Nos afastamos ofegantes. Olhei dentro de seus olhos e vi que ele realmente sentia alguma coisa por mim. Arranquei sua camisa desajeitadamente, desabotoei suas calcas e ele me ajudou a me despir em seguida. Com sua boca novamente devorando a minha, Hayden desceu sua mão até minha intimidade e massageou meu clitóris fazendo meu corpo estremecer. Ele introduziu dois dedos dentro de mim me fazendo gemer em seus lábios. Soltou minha boca para cobrir meu seio. Ele mordiscou, chupou, e lambeu meu mamilo intumescido. Minhas mãos se enroscaram no lençol. Era uma tortura deliciosa e prazerosa. Sua boca foi descendo pelo meu corpo ate chegar lá embaixo. Ele lambeu a parte interna das minhas coxa, fazendo meus músculos se contraírem de prazer.

– Hayden, por favor.. – eu queria pedir que sua boca encontrasse logo seu destino. Era tortura demais. Ele deu um tapa na minha bunda e aquilo me levou aos céus.

– Não seja ansiosa mi niña. – sua língua foi subindo por minhas pernas. – Seu Sargento vai proporcionar a melhor noite de prazer que você já teve.

Sua boca finalmente encontrou a parte saliente da abertura entre minhas pernas e ele a sugou. Eu me contorci e gemi alto quando senti sua língua quente me lambendo. Seus dedos que ainda estavam dentro de mim começaram a dançar em um vai e vem enlouquecedor. Não demorou e eu cedi àquele êxtase de estar em seus braços. Meu corpo todo estremeceu e gritei seu nome.

– Está saciada? – perguntou.

– De você? – sussurrei. – Não, quero mais.

Hayden entrou em mim de uma só vez, sem aviso. Me segurei em seus braços e tentei me mover junto à ele, mas seu ritmo estava rápido demais e eu extasiada demais. Abri mais as pernas e ele se posicionou melhor e suas estocadas ficaram mais firmes e profundas. Minhas unhas arranharam suas costas e ele gemeu. Ele gozou dentro de mim chamando meu nome. Eu senti seu membro duro e firme pulsar dentro de mim.

– Eu te amo Chloe. – disse Hayden. Ele não deveria falar aquilo. Eu te amo é um sentimento muito forte. Ele podia gostar de mim, mas amor…

– Você pode gostar de mim Hayden, mas amor é algo muito forte.

– Se o que eu fiz para você desde o dia em que te conheci não foi o suficiente para demonstrar, não sei mais o que fazer.

– São dois meses apenas. Tem dois meses que nos conhecemos.

– Os dois melhores meses da minha vida. – Ele parecia acreditar no que dizia.

– Eu não quero brigar de novo. – eu disse. – Podemos ficar apenas juntos, sem falar nada?

– Eu te amo Chloe, e vou ficar quietinho com você. – disse ele. – Aliás, quietinho não. Você precisa de “exercícios”.

– Ah, meu Deus! – E voltou a beijar meu corpo e acariciar minhas partes íntimas. Ele nunca ia cansar daquilo.

 

***

 

A operação para prender Malav e Kensington havia sido um sucesso. Ambos estavam atrás das grades. A filha de Ava tinha ficado no Conselho Tutelar desde que ela foi presa. Eu a havia ameaçado, então pedi que Hayden me deixasse soltá-la e levá-la para buscar sua filha. Abbi foi comigo.

 

– Sophia está bem? – perguntou Ava.

– Ela está muito bem senhora Kensington. – disse Miller. – A senhora receberá quinzenalmente a visita de um assistente social que vai atestar se Sophie está progredindo.

– Sophie nunca teve do que se queixar. – disse Ava se sentindo ofendida. – Sempre dei tudo do bom e do melhor para ela.

– Ava, Sophie não deve conviver com traficantes, ela merece uma vida melhor. – eu disse.

– Vocês prenderam Anton e Paul, não tem mais ninguém nas nossas vidas.

Chegamos à sede do Conselho Tutelar e a assistente social designada para cuidar de Sophie estava na entrada do prédio nos aguardando.

Ava desceu do carro e correu em direção a filha, se ajoelhando para abraçá-la. Abbi a acompanhou enquanto eu entregava os documentos necessários para a assistente social.

– Vamos Ava, vou deixar vocês em casa.

 

***

 

A água quente e os sais de banho que coloquei na banheira me relaxavam. Hayden estava na sala me esperando sair do banho. Hoje eu estava especialmente excitada. Peguei a toalha para me secar e nem me dei ao trabalho de colocar alguma roupa. Fui para a sala e encontrei um Hayden me encarando admirado.

– O que significa isso? – perguntou ao me ver nua.

Eu não disse nada. Ele estava sentado no sofá, o que facilitou um pouco as coisas para mim. Me ajoelhei entre suas pernas. Abri o zíper da sua calça e peguei seu membro já rijo. Passei a ponta da língua na parte rosa e ele arfou. Aos poucos fui me soltando até descobrir como ele gostava que fizesse aquilo. Coloque metade do membro dele na minha boca e fiquei brincado com a língua. Suguei seu pau com força e ele gemeu, segurando firme em meu cabelo. Deixei meus dentes roçarem por toda a extensão e ele me puxou para cima.

– Preciso estar dentro de você, Chloe.

Ele me virou de costas, fez com que eu apoiasse as duas mãos no encosto do sofá e arquear as costas para que ele pudesse me preencher. Hayden segurou com força meus seios e investia dentro de mim cada vez mais fundo até seu corpo sucumbir aos tremores do prazer. Quando relaxou, me puxou para si, me pegou no colo e me levou para a cama. Aquela não seria uma noite para dormir.

 

***

 

Na manhã seguinte Hayden havia saído mais cedo para resolver uns problemas com o Tenente Ward. Ouvi o som da campainha e fui atender. Era ele. O meu pior pesadelo.

– Oi Chloe. – ele disse.

– Alex… – minha voz desapareceu.

– Bem vinda ao inferno. – Alex estava com um rifle na mão e batei com a parte traseira na minha cabeça. Minha visão ficou escura e meu corpo cedeu.

 

 

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