O Coração Cintilante (Pt. 1) – A Mudança

 

Silan 2

Por A. Silan

Erica Winseth, é ou era, uma bela e batalhadora mulher cuidou de seu filho sozinha, nunca pediu e nem aceitou ajuda de ninguém, nem mesmo do, bem sucedido e amado pai. Sempre com a desculpa de “Pai, se eu não for capaz de dar ao meu filho o melhor, então não deveria nem ter engravidado”, Erica, pobre e afortunada Erica, abusada pelo professor de educação física, engravidou aos 16 anos, mas aceitou e abraçou o filho, saiu de casa, apenas carregando suas roupas e 300 dólares.

Jefferson, seu pai, quis ajuda-la, mas então ela usou esta frase, e completou ainda, “fora que, pai, esta riqueza é sua, só será minha quando o senhor partir, até lá, meu pai amado, devo ir atrás de minhas próprias fortunas, mas não me venha partir cedo, esta me ouvindo? Seu neto tem que conhecer o avô.”, falou, rindo e chorando. Ah Erica, como era linda e forte.

Epa, fugi do foco não é? E vocês nem me avisaram? Nossa, se não me alertarem a isto, esta historia ficará enorme. O que? Perdi o rumo novamente, hahahaha, desculpem-me, bom, vamos voltar para a historia.

Erica, ainda linda, diga-se de passagem, acabara de herdar a mansão de seu recém-falecido pai, e, com muita tristeza estava mudando-se para lá, com seu filho, Artur, sim, nosso amado protagonista, Artur, jovem Artur, filho de um “monstro” que se dizia professor e uma jovem que por medo, acabou por consentir o abuso. Parece estranho, Erica, ter ficado calada, mas, são poucas as garotas que falariam algo, ainda mais com uma arma apontada a sua cabeça, e ameaças a sua vida, de amigos e familiares. Sim meus caros, o “professor”, era este tipo de monstro, mas no fim, em desespero e choro, por descobrir a gravidez e nojo, raiva e muitas outras emoções confusas, ela acabou encontrando forças e finalmente denunciou este monstro.

O que? Ah, não, eu não me distrai. Isto terá peso na historia, bom, continuando. O “professor” foi preso, e jurou vingança. Erica, apesar do acontecimento, decidiu deixar a criança nascer, e Artur nasceu, lindo, saudável e acima de tudo, amado, tanto pela mãe, quanto pelo seu avô.
Quando chegaram na mansão Erica ficou com uma estranha expressão. Artur dormia no banco de trás, e Erica segurava o choro, mesmo assim, ela era linda, uma estranha, uma mulher de 26 anos, ter uma graciosidade de uma menina e a beleza de um anjo, e Erica realmente era… Me empolguei desculpem-me…
Erica saiu do carro, olhou para a mansão, a qual ela cresceu, sentindo uma dor no peito, já estava sentindo a falta de seu pai.
“– Ei campeão, chegamos, vamos, hora de acordar.”.
Nossa, que linda voz, ela era a mulher perfeita…. Bem antes  que eu comece a admira-la sem controle, vamos voltar.
Nosso amado herói, posso chama-lo assim? Bom eu que estou contando a historia não é verdade? Então, eu posso haha, privilégios de um narrador. Nosso amado herói, com a cara de sono e saliva seca no canto da boca, acordou relutante, estava tendo um bom sonho, ou uma lembrança. Apesar que, sonhos e lembranças são coisas próximas, eu mesmo, vivo e revivo minhas lembranças em meus sonhos, alguns bons, outros ruins, mas sempre tenho estas lembranças. Porem, antes que eu comece a falar de mim, vamos voltar ao Artur.

O sonho de Artur, era de uma noite, alguns poucos anos atrás, certa noite, em que, antes de lançar o livro preferido de Artur, e o meu também, diga-se de passagem, “O Reflexo do Amor”, seu querido avô estava contando a historia do livro, para seu neto dormir, que apesar do titulo e obviamente pelo mesmo, é uma história de amor, cheio de magia e criaturas incríveis.
Bom, eu iria contar as primeiras semanas da pequena família, mas, isto não iria adicionar muito na historia, creio que vocês, não querem ouvir, ler ou seja lá a forma que esta aventura estará chegando a vocês, cheias de detalhes, fúteis, como, o que almoçaram, que horas foram dormir e coisas assim, para isto, irei resumir o máximo que puder e ir logo para onde realmente importa, que tal? Tudo bem então, vamos lá.
As primeiras semanas foram calmas e levemente tristes, mas nada fora do normal, Artur  voltou a estudar, sua mãe, estava levando e buscando todos os dias, fins de tarde sempre cheios de leituras, vindos da grande biblioteca da mansão da família, fins de semana com saídas para a cidade. Basicamente a linda mãe, não queria fazer o filho pensar no avô. Bom, foi isto, agora vamos para o que realmente interessa.
Em uma tarde de sexta-feira, o jovem, estava agoniado, em sua escola, aparentemente, a sua mãe, havia esquecido do garoto, e não estava em casa. A sua professora, Senhorita Elisa, já havia feito inúmeras ligações para Erica, porem, estranhamente sem resposta. Uma mãe perfeita igual Erica, jamais iria esquecer de seu querido filho. Então Elisa decidiu levar seu Artur para casa.

Ah! Quase me esqueci de falar sobre a Senhorita Elisa. Elisa, é a professora de Artur, ela é jovem, alguns poucos meses mais velha que Erica, ela é a amada e atenciosa professora, sim, não existe um aluno na sala dela que não goste dela, solteira por opção e professora por paixão, creio que por isto que ela e tão boa professora, fora que, na adolescência, ela foi, como ainda é a melhor amiga de Erica, mesmo depois de tudo que aconteceu, elas nunca perderam essa ligação. O que? Acham que isto não será importante? Mas, acreditem em mim, será sim importante.
Bom, ao chegarem na mansão, Elisa chamou por Erica, alguns minutos depois, ela apareceu, com uma cara horrível, como de quem chorou ate dormir, Ao ver a amiga, Elisa até se assustou.
– Eri, tudo bem?
–  Estou, desculpe, por faze-la trazer Artur aqui, e desculpe Artur, a mamãe não teve a intenção de te deixar na escola, e que acabei dormindo.

– Que isso Eri, não é nada, se precisar de algo me procure, pode contar comigo, para tudo, afinal, somos amigas.
Com um aceno de cabeça, ela concordou. Artur, estranhou sua mãe, ela não tem o costume de agir desta forma. Juro que até eu achei estranho, mas quem iria se importar com a opinião do narrador, já que eu estou aqui para contar a historia, não falar o que penso, se eu pudesse falar o que penso, aqui seria um…

Ops acabei falando demais…Hahaha, o que foi? Narradores também possuem sentimentos e opiniões… Mas, vamos voltar a historia…
Elisa, retribuiu o aceno com um sorriso sem jeito e se despede, abraçando Artur e falando em seu ouvido, “querido, se precisar de mim, não hesite em me ligar.”.

Oh, Elisa, ele vai precisar, mas você não ira atender… Opa, não devia ter falado isto agora, mas, bem, que seja, eu não deveria falar muita coisa a qual já falei, hehe.
Elisa, mal entrou no carro e a mãe de Artur, já havia virado as costas e entrava dentro da mansão, Artur, quando percebeu, apressou-se para entrar dentro de casa.
Algumas horas depois, para ser exato, as 18 horas, Artur, foi para a biblioteca, adorava ler os livros de historia de seu avô, e, para passar o tempo, ate a hora de jantar depois ir dormir, decidiu ler algum livro de seu avô, porem, é nesta hora que tudo muda.
Quando  ele estava procurando um livro, estranhamente ele se sente atraído, para, o seu livro preferido, que parecia estar emitindo um leve e quase imperceptível brilho. Ele já conhecia a historia toda, havia lido inúmeras vezes, porem, algo estava diferente, algo o prendeu, mais que o normal, algo o prendeu entre as palavras e o tempo, e, só foi libertado deste transe quando, a voz de sua mãe o assustou, porem, sua mãe, não parecia sua mãe, a voz, a aparência, a postura, era tudo idêntica só que… que…
– Espelhada… – diz Artur.

– Sim, Artur, sou espelhada… – disse sua mãe, ou a criatura que se assemelhava a ela. – Não fique assustado, (eu me coloco no lugar de Artur, eu ficaria muito assustado….) não irei lhe fazer mal.

que esta assustado, também estou, mas, sei, que também está curioso, posso ver em seus olhos, e se você se acalmar, prometo lhe contar tudo.
Bem, aqui eu não sei informar se, pela curiosidade ou pela descendência que Artur possuía, mas ele olhou fixamente para o Reflexo de sua mãe e apenas riu, um sorriso que seu avô sempre fazia quando estava preparado para se aventurar no desconhecido.

 

Antes de continuar, deixe-me resumir a historia do livro preferido de Artur, para talvez justificar o medo dele.
O Reflexo do Amor

Amanda e Rafael, são jovens, apaixonados e noivos, mas um acidente leva Amanda para o pós-vida.
Uma semana depois deste trágico acidente, Rafael, conhece alguém, tão parecida com Amanda, que poderiam dizer-se que eram a mesma pessoa, as únicas diferenças desta moça que se chamava Ana, para Amanda eram: Amanda era destra, Ana canhota, Amanda possuía uma marca na perda esquerda, Ana possuía uma marca parecida na direita, em resumo, era como se estivesse vendo um reflexo de Amanda, só que de carne e osso.
Um certo dia, Ana, chama seu amado e conta um terrível segredo, ela revela que sim, na realidade ela era o Reflexo de Amanda, e que Reflexos são criaturas magicas vindas de um outro mundo, mas para Rafael pouco isto importa, pois ele aprendeu a amar Ana, independente do que ela seja.
Os problemas começam a surgir, quando, outros Reflexos, que, não são tão bons quanto Ana, vão atrás de separar o casal, matando-os, se for necessário, mas, por sorte do casal, o Doutor aparece, para ajuda-los.”.

Bem, creio que este resumo resolva, não e o melhor resumo, mas deve bastar. Vamos voltar agora. Artur, não estava com medo de “sua mãe”, estava sentindo medo, eu acredito, que a criatura do livro de seu avô era real.

– Querido, não se assuste, eu quero ajuda-lo, sou amiga de seu avô, como muitos outros, que seu avô relatou em seus livros. E todos nos estamos querendo ajuda-lo, não só você, estamos querendo ajudar toda a sua família. –  Falou o Reflexo. – eu sei que esta assustado, também estou, mas, sei, que também está curioso, posso ver em seus olhos, e se você se acalmar, prometo lhe contar tudo.
Bem, aqui eu não sei informar se, pela curiosidade ou pela descendência que Artur possuía, mas ele olhou fixamente para o Reflexo de sua mãe e apenas riu, um sorriso que seu avô sempre fazia quando estava preparado para se aventurar no desconhecido.

CONTINUA…

 

 

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