Tons de Vermelho (Pt. 1) – Qual Seu Verdadeiro Nome? [+18]

Por Mille Meiffield

Meus amigos estavam trabalhando essa noite, mas eu estava desesperada por uma bebida. Ficar oito meses de licença médica após levar um tiro me fez repensar certas coisas. A vida foi feita para ser vivida plenamente, então ao menos duas vezes por semana eu saía com o pessoal para beber. Temos um bar rotineiro, mas como hoje estou sozinha, preferi ir a algum lugar diferente.

The Lounge? Parece um nome bem legal para um bar.

No interior do The Lounge notei pessoas de um tipo bem diferente do que eu estava acostumada. Parecia haver pessoas importantes ali.

Esbarrei acidentalmente em uma mulher de corpo esguio, altura mediana e lábios que com certeza foram moldados por um cirurgião plástico. Ela me olhou de cima a baixo com cara de nojo, se virou e foi embora.

Caminhei ate uma daquelas mesas que parecem mais uma poltrona e me sentei pesadamente. Não era a noite maravilhosa que eu estava imaginando. Uma garçonete se aproximou para pegar o pedido. Pedi um mojito e nada mais. Mas esse mojito se transformou em mais um e mais outro, ate que eu pedi que me trouxessem uma garrafa de tequila.

Eu já estava ficando tonta, mas queria terminar a garrafa. Quando já ia virar mais uma dose, uma mão segurou o copo. Olhei para cima e quase enfartei. Ele era moreno, alto, com lábios grossos. Seu corpo não era um pedaço de mal caminho. Era o mal caminho inteiro. Senti minha calcinha ficando molhada só com aquele olhar. Sua pele bronzeada parecia quente e confortável.

– Boa noite, me chamo Nick, notei que estava sozinha e pensei em vir conversar um pouco. Como se chama?

– Allissa. Mas sobre o que o senhor gostaria de conversar? – Ele deveria ser uns 11 anos mais velho do que eu, mas isso não era motivo para eu chama-lo de senhor. Só estava cansada desses carinhas de bar que só queriam sexo com a primeira garota bêbada que encontrasse. E eu estava ali, eu era a garota bêbada daquela noite, mas ele não iria me levar para a cama, não hoje.

– Por favor, me chame de Nick.

– Tudo bem, Nick. Sobre o que quer conversar?

– Na verdade pensei que poderíamos falar sobre você. Sobre o quanto você é bonita.

– E que tal falarmos sobre você, e sobre como esse papinho está tão fora de moda e é tão terrivelmente desprezível que eu vou me levantar agora e ir para a minha casa, sozinha.

Me levantei fazendo forca para me manter de pé,  equilibrada, já que minha cabeça estava rodando. Sai da boate e fiquei esperando um táxi, mas nenhum estava disponível e eu teria que esperar por algum tempo.

– Alissa, me desculpa, eu não quis ser indelicado. Por favor, ao menos aceite uma carona.

– Realmente não precisa se incomodar, eu espero o próximo taxi.

– Não vai ser incomodo algum. – eu me esquivei quando ele tentou segurar meu braço e quase caí. Ele então me segurou com força e me manteve em pé – Por favor, me deixe ajudá-la.

– Tudo bem, eu aceito mas a carona para na entrada da minha casa.

– Depois dos seus argumentos, eu não ousaria.

Ele me guiou até seu carro. Eu não entendia nada de carros ,mas esse era um carro preto, grande e muito confortável.

Depois de alguns minutos ele estacionou na entrada do prédio que eu morava. Agradeci a carona, abri a porta e tentei levantar, minhas pernas ficaram bambas e caí sentada no banco do carro. Ele saiu do carro e me ajudou a levantar. Bateu a porta, pegou minha bolsa e a chave que estava nela.   Ele entrou comigo no prédio, mesmo sob meus protestos. Me levou até meu apartamento que ficava no fim do corredor do terceiro andar e abriu a porta.

-Pronto “Mi hermosa”, está em casa. – aquele seu sotaque latino me deixou ensandecida de vontade de beijá-lo.

– Obrigada.

– Tem, certeza que vai ficar bem?

– Vou sim, mas…- percorri minha mão por seu antebraço e a deslizei para cima até chegar a seu ombro. O cheiro de homem que exalava de seu corpo me enchia de tesão cada vez mais. Olhei seriamente em seus olhos e sem pensar duas vezes o beijei, e ele correspondeu. Seus lábios tinham gosto de hortelã e algo doce que não consegui decifrar. Seus lábios avantajados me deixaram louca para mordê-los. Os mordisquei de leve e ele soltou um gemido baixo e sexy.

– Alissa se você não para de me beijar agora, eu não vou conseguir parar até sentir você todinha.

– Eu não quero que você pare.

– Não foi isso que você disse na boate, no carro. – ele soltou uma risada leve

– Eu falo demais quando bebo, então cala a boca e me come, A-GO-RA!

Nick não pensou duas vezes. Me empurrou para dentro do apartamento e bateu a porta às suas costas. Envolveu minha cintura com as mãos e devorou minha boca com a sua. Seus braços fortes me envolveram apertando ainda mais meu corpo junto ao dele. O corpo dele emanava um calor intenso. Com destreza ele se livrou de minha blusa e em seguida sumiu com a sua. Eu poderia morder aquele corpo todo e ainda teria vontade de morder mais. Seu corpo parecia esculpido pelos Deuses. Não era aquela massa de músculos nojenta. Tudo era proporcional.

Ele desabotoou minha calca e antes que eu pudesse perceber estava só de calcinha e sem sutiã. Ele terminou de se despir e continuou me beijando intensamente. Ele me segurou pela cintura, me ergueu e me jogou na cama. Meu corpo respondeu imediatamente ao toque de sua maãos que acariciavam minha pele. Seus lábios roçaram meu pescoço e foram descendo até cobrirem meu seio esquerdo. Arfei com o toque quente de sua lingua. Meus mamilos enrijeceram e fcaram mais sensíveis do que nunca. Ele me penetrou com força, me fazendo gemer alto e quase implorar por mais.

Nick se afastou de mim só para poder me virar de costas para ele e me penetrar novamente. A sensação do orgasmo se formando fez cócegas na base da minha barriga e me deixou louca. Não consegui segurar por muito tempo e gritei seu nome enquanto meu corpo convulsionava sob o seu.

Em seguida foi sua vez de gozar, me segurando apertado junto a si. Ele me deitou de lado, segurando meu queixo , fazendo com que eu olhasse em seus olhos.

– Foi tão ruim assim?

– Ruim? – indaguei sem entender o que ele queria dizer. – Foi maravilhoso!

– Fico feliz que não tenha se arrependido de ter saído e transado com quem acabou de conhecer.

– Eu sorri e o beijei.

 

Acordei na manhã seguinte sozinha na cama. Ele já havia partido e não sei o motivo, mas meu peito doeu com a sensação do vazio. Eu não sou nenhuma romântica, mas a noite anterior havia sido mágica. Acho que foram os mojitos e a tequila. Sorri. Ontem à noite ficou no passado. Hoje era um novo dia e faltava pouco para eu voltar ao trabalho.

 

Uma semana depois…

 

Os crimes na cidade de Ceveland – Ohio, estavam piorando. Uma nova gangue surgia a cada semana. A vida estava mudando. As pessoas mudaram sua rotina por um tempo. Até a equipe de inteligência da polícia entrar em ação.

Hoje estarei de volta à ativa. Depois de ter sido baleada e ficar oito meses de licença, finalmente estou de volta à unidade.

Nosso antigo sargento havia se aposentado e um novo assumira seu lugar. Eu não o conhecia, mas meus amigos haviam dito que ele era linha dura. Diferente do nosso antigo chefe.

Eu estava em frente ao prédio da delegacia distrital de Cleveland. Fiquei parada ao pé da escada da entrada principal olhando fixamente as portas duplas que davam acesso ao prédio. Eu já havia cruzado aquelas portas milhares de vezes, mas nesses últimos meses eu nem havia chegado perto desse lugar. Desde que havia levado um tiro para proteger meu parceiro Kyle Hill durante uma emboscada. Hoje estou aqui. Jamais imaginei precisar de tanta coragem para cruzar essas portas novamente.

Ergui a cabeça , subi os degraus e atravessei as portas. Meu cartão para passar pela porta com fechadura eletrônica que levava ao escritório da inteligência não funcionou. Tentei de novo e novamente o aparelho eletrônico esfregou na minha cara a palavra “acesso negado”.

Fui até o sargento da policia para pedir uma explicação.

 

– Sargento Moore, oi, como o senhor está?

– Chloe Addams? – o sargendo Moore parecia feliz em me ver. – É você mesmo garota? – Ele deu a volta no balcão e veio me dar um abraço. – Você está linda. Não sabia que voltava hoje.

– Parece que o pessoal da inteligência também não sabia. – levantei meu cartão de acesso. – Não tenho mais acesso ao escritório.

– Seu cartão não funciona mais porque ele é antigo. O sistema foi mudado há dois meses. Espera um pouco que vou pegar um cartão provisório para você.

– Sargento Moore, o que o senhor pode me dizer do novo sargento da inteligência?

– O Sargento Wright é durão, mas é gente boa. Pelo que eu percebi ele uniu ainda mais a equipe. – o Sargento Moore me entregou um novo cartão. – Pronto, já pode assumir o seu posto.

– Obrigada.

 

Subi as escadas para o escritório da inteligência. Minha equipe estava toda lá, bom, quase toda. Com exceção do Sargento, todos os outros membros da inteligência permaneciam ali. Eles me olharam por um momento …

 

– Chloe? – Abbi Miller, minha melhor amiga – que me deu força todo esse tempo em que fiquei afastada – deu um gritinho baixo de felicidade e me abraçou forte. – Como é bom ter você de volta.

– É bom estar de volta. – eu disse.

– Detetive Addams? – meu antigo parceiro Kyle Hill veio me abraçar. Me ergueu e rodopiou comigo, me descendo para me abraçar novamente. – Espero que o Sargento Wrigth nos coloque juntos novamente. Pelos velhos tempos.

– O Sargento Moore disse que o novo sargento queria me ver antes de eu voltar ao trabalho.

– O sargento Wright teve um probleminha e disse que ia se atrasar – disse Karl Doughert, outro detetive da família da 53ª unidade da policia de Cleveland.

– Então acho que eu posso voltar a minha mesa.

– Ela ficou esse tempo todo te esperando. – disse  Kyle.

– É tão estranho estar de volta depois de tanto tempo. – eu estava muito feliz com a recepção de meus amigos.

– É bom ter você de volta, você fez muita falta. – disse Abbi.

Depois de algum tempo de boas vindas, senti meu estômago incomodando e quando percebi já passava do meio dia. Passei uma mensagem para o celular da Abbi perguntando onde almoçaríamos hoje. Ela disse que ultimamente todos almoçavam ali na delegacia mesmo. Pediam no delivery e trabalhavam nos casos na hora do almoço. Pedi um sanduiche, comi rapidamente e voltei para as papeladas.

A porta da sala da inteligência se abriu. Eu não me virei mas um ar gelado subiu pela minha espinha quando ouvi aquela voz.

– Hill, quero saber qual foi o desfecho do tiroteio do parque na semana passada. – ordenou o novo sargento. – Miller, o relatório da ultima incursão já está pronto?

– Está impresso na sua mesa. – disse Abbi.

– Novata, me espere na minha sala. – ele não olhou para mim, estava terminando algum trabalho em cima da hora. – Já estou indo para conversarmos sobre sua nova posição.

Eu não respondi, apenas me levantei e fui para sua sala. Entrei e encostei a porta. Sentei na cadeira, ficando de costas para a entrada. Pouco tempo depois ele entrou na sala e ainda sem olhar para mim e com minha ficha nas mãos disse:

– Chloe Addams, detetive condecorada e… Mas que porra está acontecendo aqui? – ele arregalou os olhos e parecia enfurecido. – Alissa?

– Chloe, meu nome é Chloe e pelo visto, seu nome também não é Nick.

– Ah meu Deus! – ele parecia enfurecido e ensandecido ao mesmo tempo. – Mas como isso é possível. Nenhum policial frequenta aquele bar, por isso o escolhi.

– Foi exatamente por isso que eu estava lá aquele dia.

– Isso não vai dar certo.

– O que não vai dar certo? – perguntei.

– Eu não vou conseguir te olhar todo dia sem…poder te foder.

– Acho que não seria conveniente. Você é meu superior. Prefiro esquecer o que aconteceu e voltar às ruas. Eu lutei muito para chegar até aqui.

– Sua ficha é impecável. Eu ia promovê-la a minha sub-sargento, mas não vou conseguir me concentrar com você em minha sala.

– O detetive Hill merece muito mais essa promoção. Ele sempre me manteve por dentro de todas as investigações enquanto eu estive afastada. Eu prefiro continuar de onde parei.

– Você não tem a menor noção de como mexeu com a minha cabeça, não é? – Ele levantou e fechou as persianas. Trancou a porta, veio por trás de mim e falou ao meu ouvido num sussurro. – Eu poderia fodê-la agora, só preciso ouvir um sim.

– Se eu ceder, não poderemos mais trabalhar juntos e eu não tenho a menor intensão de sair dessa unidade.

– Se você não ceder, vai ser a única culpada de me fazer entrar em combustão espontânea.

– Não quero que você morra, então sim. Me coma.

 

Ele não esperou nem eu terminar a frase. Desabotoou minha calça e a baixou. Colou seus lábios aos meus e sorveu minha boca com vontade. Ele me debruçou sobre a mesa e me penetrou. Nossos corpos se moviam com voracidade. Gozei rapidamente e ele me seguiu. Não queria levantar suspeitas de ninguém no trabalho, mas meu corpo parecia um cabo de energia elétrica quando eu estava perto dele.

– Chloe, ah Chloe, como é bom dizer seu nome depois de ter comido essa bocetinha deliciosa.

– Acho melhor eu voltar para a minha mesa. Os outros podem desconfiar e eu não quero falatório.

– Tem razão. – ele parecia satisfeito e mais tranquilo. – Posso levar um vinho e comida tailandesa na sua casa hoje à noite?

– Por favor, vamos com calma. – Eu estava assusta com sua investida destemida. – Eu preciso de um tempo para processar as coisas.

– Concordo. – mas parecia que ele não ouviu o que eu falei. Sabia que ele ia aparecer à noite.

 

Com o rosto corado saí da sala do Sargento Hayden Wright, voltei à minha mesa e mergulhei no trabalho. Precisava tirar da cabeça aquele pau gostoso preenchendo minha bocetinha. Aquela sensação era nova para mim. Lógico que eu não era virgem quando o conheci, mas nunca havia transado de um jeito tão profundo. Eu estava apaixonada? Mais que droga!

   CONTINUA

 

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