Carcosa – Mythos (+18)

Um Conto de Horror Cósmico, por A.J. Perez

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*ATENÇÃO; esse conto contem trechos de VIOLÊNCIA EXTREMA, se você for uma pessoa sensível ou facilmente impressionável não recomendamos que leia o texto a seguir. Lembramos que o Blog assim como o autor desse texto não compactuam com qualquer tipo de violência ou abuso. Essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com situações reais ou pessoas vivas ou mortas é uma infortuna coincidência.

“Para Robert W. Chambers, esteja onde estiver sei que estará com Hastur. Minhas lembranças ao Rei.”

Mariposas dançavam em uma espiral mítica ao redor de de uma velha lâmpada incandescente, formando uma conjuração profana há muito já esquecida pelos que não andam nas sombras do mundo. Os mesmos homens e mulheres tolos que não tem conhecimento da verdade, da maldita e aterradora realidade que os cerca em silêncio e um dia irá tragá-los em um turbilhão negro de horror…

O bater de pequenas asas contra o bojo de vidro soava como um mantra macabro para o homem ensandecido enquanto o sabor ferroso da vida lhe enchia a boca. A carne estalava a cada mordida voraz e faminta que ele desferia contra o rosto do homem caído. Seus dentes disparelhos e tomados pelo tártaro exalavam um odor pungente de algo podre enquanto destroçavam as feições do colega sem piedade. Ele agia como um animal descontrolado, uma fera e não um homem. – se bem que todos os homens são feras… e geralmente as piores das piores diga-se de passagem. – Ele devorava-o em um frenesi tomado por uma fome demoníaca, usando uma força sombria que vinha de algum lugar obscuro dos domínios do Rei. Alguns parcos segundo foram o suficiente para mutilar a face do outro pobre miserável. Lábios arrancados, nariz devorado, bochechas destroçadas e seus polegares sendo espremidos contra os globos oculares há muito já esmagados com firmeza e furor. Os outros pacientes gritavam em um coro diabólico de terror, – Ahh, o doce som do desespero humano – enquanto urinavam-se, espremendo-se contra as paredes, lançando seus corpos contra os cantos do refeitório de formas inúteis enquanto se abraçavam uivando na mais doce sinfonia do caos e pavor, choramingado como crianças. – algo natural de se presenciar. A maioria dos homens chora quando a Dama Negra vem lhes buscar, patéticos.– Quando os enfermeiros chegaram já era tarde e o sangue esguichava da jugular rasgada como se fosse um lindo chafariz do parque central. – só que feito de carne humana…

– Eles agarraram Jonas e tentaram arrancá-lo de cima do corpo sem vida de… bem, eles não sabiam quem diabos era o pobre desgraçado morto, já não se tinha muito para o que se olhar naquela face.

– Boceta! Que merda esse doido fez aqui? – gritou Matheus. Ele era alto, quase dois metros de altura, muitos músculos e pouco cérebro. Isso definia o espécime perfeito daquele neandertal, mas para ser o enfermeiro de um manicômio ele servia. Foi a única coisa para a qual “ele serviu” além do exército. – Oh não me julguem, o cara é mesmo estúpido, esperem até eu contar alguma história dele. E adivinhem… sim, ele vai morrer, mas não hoje. Sejam pacientes!

– Puta que o pariu! Ele comeu a cara de alguém! – berrou Alan – Jéssica! A injeção, rápido! – Esse ai é um cara bacana, ele não é cruel. Ele é o único nesse lugar que tenta ajudar os outros o único que se importa de verdade. Ele nem faz ideia das coisas que acontecem aqui, as vezes desejo que ele não descubra. Sabem por que? É que dele eu gosto, mas não digam isso a ninguém! Ah  não me olhem assim, nem toda a maldade é livre de um pingo de bondade e nem toda a bondade é livre, de nós…

Alan olhou para a porta lateral do refeitório que dava para o ambulatório de emergência de onde a jovem e bela Jéss surgiu correndo de forma desajeitada com uma seringa na mão. Ela entrou em pânico ao ver o outro interno com a cara devorada e ficou paralisada de medo – novatas, as que se impressionam fácil não duram aqui. Jonas não era forte ele era baixinho e esguio, quase raquítico. Aqueles caras de estilo estranho, carecas no topo da cabeça, com uns 40 anos que ainda moram com as mães, usam óculos fundo de garrafa e que provavelmente nunca foderam alguém nem pagando. Porém hoje era um dia especial, era o dia de Jonas! O Rei lhe prometerá que seria um dia magnífico! E vejam só, ali estava ele lutando com dois caras com quase o dobro – ou triplo – do tamanho dele.

– Jess! – gritou Alan. Ela despertou do pavor e se moveu na direção de Jonas, mas ele odiava agulhas e com uma força descomunal Matheus foi jogado para trás e Jonas – ah que homem não tem um fraco por enfermeiras? – se desvencilhando de forma ágil escapou das mãos de Alan enterrando os dentes na carne macia da garganta de Jéss. Sua pele jovem e lisa com um tom oliva se rompeu diante dos dentes fortes dele. Ele a rasgou com a boca como se ela estivesse cozida no ponto, e o sangue fluiu em uma torrente de escarlate vivido. O sabor metálico do sangue, o sabor salgado da pele de uma jovem mulher e o toque cítrico de um perfume barato lhe inundaram o paladar, inebriando sua mente com um prazer orgásmico. Daqueles que entorpecem seu corpo ao final de uma noite de sexo selvagem e desvairado. O alívio do desejo ardente sendo expulso de forma abrupta do seu corpo levando todos os problemas e pensamentos embora, lhe dando a paz e o vazio inconjecturável por parcos segundos. – como dizem os franceses? La Petite Mort…
Jéss, cedeu com o golpe na jugular e caiu gritando em desespero com o homem agarrado em si de modo voraz, Matheus se ergueu rapidamente se atravessando na frente de Alan e agarrando Jonas pela garganta e o puxou com toda sua força de uma só vez – idiota.

– Não! – O grito de Alan não foi ouvido pelo neandertal, mas Jéss escutou.

Ela o ouviu segundos antes cabeça de Jonas ser tirada com violência da garganta dela levando um enorme pedaço de carne junto. Sim, ela ouviu o grito do colega, antes da dor lancinante lhe atingir a garganta e o sangue correr para os pulmões, fazendo-a se afogar de forma miserável nos próprios fluidos. Enquanto a dama negra surgia diante de seus olhos para levar-lhe embora. – eu disse que as impressionáveis duravam pouco… – Alan agarrou o outro braço do interno enlouquecido antes que ele se banqueteasse com a carne do enfermeiro imbecil.

– Alguém ajude! Gritava Alan, mas era horário de intervalo eles estavam sozinhos. Ele por instantes achou que seria o fim quando suas mão fraquejaram, mas então ele viu a seringa ser golpeada com força no meio do peito de Jonas, direto no coração. O líquido amarelado entrou rapidamente e sumiu dentro do corpo do lunático. Que lentamente começou a esmorecer. Alan olhou e viu L, uma das internas soltar a seringa vazia no chão e se se debruçar sobre Jéssica virando-a de lado e pressionando as mãos contra a garganta da enfermeira tentando para o sangramento. Com Jonas sob controle ele o deixou por conta de Matheus e se aproximou de Jéss, mas percebeu que era tarde de mais. Uma poça larga de sangue se formava ao redor do corpo da garota que estava pálida com uma expressão de medo congelada no rosto morto.

– L… – disse ele com pesar – L… pode soltar, ela se foi.

– Ela era uma das boas, – sentenciou a garota – não se faz isso com os bons. Afirmou a jovem olhando para o sangue no chão de modo curioso.

– Não, L. Não se faz isso com os bons. – a jovem pálida ergue os olhos para Alan, ele se viu dentro deles, olhos negros como o abismo, olhos cheios de escuridão… – Não se encara a escuridão, – disse ela desviando o olhar e se levantando suavemente– quando você a vê de verdade ela também pode ver você… e então não tem mais volta. L andou até a parede e alguns passos dos corpos e se sentou abraçando as pernas sujando seu longo vestido de interna de sangue ao abraçar o próprio corpo.

Alan, se permitiu olhar para ela por mais alguns segundos, ela era uma jovem e linda mulher. Mais que isso, L era a pessoa mais doce que ele já havia conhecido mesmo ali naquele inferno.

Ele sempre pensava em como a vida era injusta, se ela não fosse uma interna… ele se recompôs e afastou os pensamentos da garota, se voltando para o seu trabalho. Em alguns instantes os outros enfermeiros chegaram e encontraram a cena de horror.

– Filho da puta, psicótico do caralho! Olha isso, – disse um enfermeiro chutando Jonas desacordado e apontando com asco para as calças dele – o desgraçado se gozou todo, que tipo de doente se goza mordendo e comendo a cara das pessoas? – O tipo de doente que vamos jogar no buraco… – ralhou Matheus, os outros enfermeiros e enfermeiras concordaram. Menos Alan.

– Cara, ele precisa de tratamento não de uma jaula! Vamos amarrar ele a uma cama na ala de tratamento intensivo dos internos violentos. O Jonas nunca causou problemas antes, essas pessoas estão aqui para serem ajudados, não pra serem punidos – ahh… os bons…

– Vai se foder, Alan! Ele matou a Jéss! – Gritou outro enfermeiro. – É seu idiota, e dai que eles são malucos? Que se fodam esses merdas, a gente não ganha o suficiente pra arriscar as nossas vidas com esses lixos. Vamos jogar ele no buraco!

– Não, vocês não vão! – sentenciou uma voz firme. Eles sabiam quer era Melinda a enfermeira chefe do Sanatório – Por Cristo, – resfolegou ela ao ver a cena – quem parou esse doido?

– Alan e eu. – disse Matheus – Nós o imobilizamos, tarde de mais… – ele olhou pra Jéss e teve de fechar os olhos

– Mas quem deu a injeção foi a L. Se são fosse ela estaríamos mortos. – corrigiu Alan.

– Fale por você, eu tinha tudo sobre controle. – resmungou o neandertal.

– Você só pode estar de brincadeira, ele jogou você longe! Ia arrancar sua garganta quando eu segurei ele.

– Se tivesse segurado bem da primeira vez, Jéss ainda estava viva!

– Está dizendo que eu matei ela, seu arrombado de merda? – gritou Alan indo pra cima de Matheus, forçando os enfermeiros a intervirem e separar os dois. Que gritavam insultos uns contra o outro de modo agressivo – discórdia, morte, loucura e caos… eu adoro esse lugar!

– Alan, tire o resto do dia de folga. – ordenou a enfermeira chefe – nós cuidamos de tudo aqui. Vá descansar e volte amanhã se estiver bem, okay?

– Posso ajudar a…

– Sem “a”… vá pra casa.

Alan assentiu indo em direção a porta e antes de passar por ela pensou em olhar uma última vez pra Jéss, mas seus olhos acabaram encontrando os de L, ela estava sentada no mesmo lugar. Os outros pacientes choravam, mas não ela. Ela estava serena, uma face de anjo tranquila em meio ao inferno ardente. Uma mancha de sangue já seco pousava na bochecha dela lhe dando uma aparência frágil e ao mesmo tempo perturbadora. Ela gentilmente levantou a mão encharcada de sangue até o pulso e retirou alguns fios de cabelo ruivo da frente da face para em seguida acenar de modo suave pra ele, com um sorriso singelo no rosto. Ele sorriu de volta e saiu com apenas uma certeza… A vida era injusta pra caralho.

Quando a enfermeira chefe viu que Alan havia saído olhou para os outros enfermeiros.

– Coloque o filho da puta em uma camisa de força e deem uma lição nele, depois o joguem no buraco. – sentenciou ela se virando e indo para a diretoria – tenho duas famílias pra tentar explicar por que seus parentes tiveram as caras comidas.

– Eu pego a camisa… – disse o troglodita sorrindo. Os demais riram ao arrastar Jonas, que já começava a despertar, e o levarem para o buraco.
– Chutes, socos, surras com fio de luz e cintas, “afogamento assistido” em uma banheira cheia de gelo, choques elétricos nos testículos e objetos fálicos enfiados até o fundo da alma, nessas horas eu tenho de admitir, os miseráveis desse sanatório sabem se divertir! Quando assisto cenas assim com pessoas que merecem o que estão recebendo eu tenho vontade de sair das sombras e participar.

Quando os desejos dos enfermeiros foram saciados eles o deixaram amarrado e jogado dentro do buraco, um tipo de solitária escura para os doidos.

Ele estava acabado, moído, mas então sentiu uma presença vindo de algum lugar no escuro, o mestre estava chegando… ele se sentou sorrindo com a boca suja de sangue e dentes trincados.

– Senhor… é o Senhor?

– Sim… – uma voz cavernosa ressoou pela pequena sala de paredes acolchoadas. O cheiro de podridão se impregnou em cada pedaço do local. A escuridão se tornou maldade e a maldade se tornou palpável…

– Eu fiz como ordenou! Eu provei da carne dele, e ela veio pra mim! A Jéss ela veio pra mim! Ainda posso sentir o sabor dela, a pele dela, como eu a amo! Como amo! Obrigado!

– Sim… – disse mais uma vez o ser se aproximando dele, tentáculos pegajosos e fétidos se enrolaram nas pernas de Jonas, como se um polvo de mil braços o envolvessem – … agora é hora de você pagar o que me prometeu, meu amigo Jonas. Eu lhe dei ela como prometi, você sentiu? Sentiu o prazer mundano quando tocou a carne dela?

– Sim! Foi, foi a melhor coisa que senti na minha vida, obrigado mestre… eu serei eternamente grato, agora ela está comigo! Estará pra sempre comigo! – terminou o homem com uma risada histérica. Enquanto sentia tentáculos se enrolando ao redor de sua garganta.

– Hora de pagar pelo meu presente Jonas…

– Sim! Qualquer coisa mestre qualquer coisa!

Uma risada cavernosa ecoou pelos corredores escuros dos subterrâneos do sanatório, os internos gritaram em um coro de desespero e agonia como se o inferno estivesse adentrando a terra. Uma fagulha de chama profana iluminou o cubículo e Jonas gritou, gritou em desespero e horror ao ver a face de seu mestre destruindo a sanidade que ele já não tinha… arrancando a humanidade dele como se arrancasse os ossos de dentro da carne o depois o despisse da pele o deixando em carne viva, mergulhado em vinagre e sal.

Dentre o grito ele sentiu a garganta inchar e se romper quando um tentáculo violou sua boca de modo brutal adentrando até as profundezas de sua carne.

Os interno berravam em desespero, os plantonistas tentavam acalmá-los sem entender o que acontecia. Mas em um quarto especifico não se ouviam gritos, e sim uma música suave sendo cantarolada pela voz de um jovem mulher de cabelos cor de sangue…

“O mestre vem, e ele sorri

O fogo fátuo, que há de tudo consumir

O mestre diante dele sorri,

Com seu manto amarelo puído,

Sua coroa soldada a carne e ossos,

E face do medo se revelará

O mestre vem, e ele sorri

O Rei sorria para um mero mortal.

O Rei de além

O Rei de Carcosa

O meu Rei…”

L, abriu os olhos, olhos cheios de escuridão e ela sorriu.

– Discórdia, morte, loucura e caos… eu adoro esse lugar! – E cantarolando a ruiva dormiu.

***

Pela manhã, Alan a diretora do sanatório Sra. Ruthemberg e a enfermeira chefe marchavam no subsolo rumo ao buraco.

– Que droga, Melinda você disse que eles não fariam isso!

– Eles vão receber uma dura por me desobedecer, Alan. Pode apostar!

– Abra a porta. – sentenciou a diretora

– Que cheiro de podridão é esse? – Indagou Alan segundos antes da porta abrir.

A diretora e a enfermeira chefe gritaram em desespero como se fossem morrer. Melinda tampou a boca com a mão mas o vomita cruzou os dedos a sujando toda com o fedor de bile, – isso foi nojento mas adorei ver a puta passando mal – Alan entrou correndo na sela para tentar entender o que havia acontecido e ver se Jonas ainda estava vivo… – Ah, meu Alan… tão bom…

Mariposas dançavam em uma espiral mítica ao redor de de uma velha lâmpada incandescente, formando uma conjuração profana há muito já esquecida pelos que não andam nas sombras do mundo. E então elas se dispersaram…

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Diário interno de lesões e mortes da Dra. Katherine B.
Nº :005441 Paciente; Jonas F. Ortiz, Idade: 42

O paciente morreu devido a hemorragia interna e múltiplas lacerações.

Danos nos pulmões mostram que eles se romperam assim como as cordas vocais; o paciente gritou até que eles estourassem.

De alguma maneira ele conseguiu roer a camisa de força com os dentes, arrancando alguns no processo depois quebrou as próprias costelas em um aparente acesso de fúria que terminou com ele devorando os lábios e a própria língua, bem como os dedos das mãos.

Além de vários bolos alimentares de carne humana encontrados dentro de seu estômago, haviam dois dedos dele próprio, o que indicaria que ele fez isso a si mesmo de alguma forma. Porém, também encontrei uma forma estranha de carne, parece ser um tentáculo em alto estado de decomposição, algo impossível de ficar por tanto tempo no estômago de uma pessoa sem ser digerido ou expelido. Esse objeto segue sendo um mistério para mim.

Essa é a 17º morte em circunstâncias bizarras só nesse ano, algo estranho esta acontecendo aqui, e eu vou descobrir o que é, custe o que custar!

Dra. Katherine B. Sanatório de Carcosa, 02/04/2017

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2 comentários em “Carcosa – Mythos (+18)

  1. Nem preciso dizer que te admiro e muito menos que te acho genial. Carcosa tem aquele Q de maldade e cadência misteriosa que mesmo que não se queira ler, não se consegue parar no meio do caminho, ele nos prende de tal modo, que nossa curiosidade nos faz querer chegar até o fim. Ele nos obriga a querer mais, a “ver” esse submundo macabro e feroz. Tem uma beleza doentia e é incrivelmente bem escrito. Do meu ponto de vista, de reles leitora, eu amei.
    Amei os detalhes, a narrativa, as personagens e a vontade que ele nos impõe de querer saber o fim, de acompanhar o desenrolar do conto. Parabéns, que venham muitos…

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