A Menina da Fita Rosa

 

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A Menina da Fita Rosa

Escrito por: Lua Morgana

Era outra daquelas noites bizarras, das quais Jessica acordava assustada, suando, como se tivesse alguém ali em seu quarto a observando. Era uma merda acordar se sentindo assim, bem no meio daquele sonho bom. E o pior era saber que daqui a umas três horas teria que acordar para trabalhar, enfrentar toda aquela rotina cansativa de novo. Ainda era quarta-feira, faltava bastante para o final de semana.

– Que saco! Ótimo acordar e me sentir invadida. Me deixa em paz! – Disse Jessica enquanto puxava a coberta para cima e cobria sua cabeça, tentando pegar no sono novamente. Mas aquela sensação não foi embora. Nesse dia durou mais do que o normal. Aquilo realmente estava ali e não sumiria tão cedo.

Passaram-se duas horas, Jessica rolou para lá e para cá, sentindo a presença de algo. Até que ela desistiu de tentar voltar a dormir e pegou seu celular, checou as redes sociais e levantou. Ao acender a luz do seu quarto, notou que não sentia mais aquela presença; não era algo ruim, mas incomodava. Ela odiava ter herdado a sensibilidade de sua mãe.

Foi para a cozinha, preparou o café, enquanto escovava os dentes. Teria que chegar a empresa mais cedo do que de costume, pois teria uma pequena reunião. Ela tomou o café, tomou uma ducha, se arrumou e tentou esconder um pouco das olheiras da noite mal dormida com maquiagem, sumiram um pouco, mas ainda estava aparente. – Ah, que se dane! Vou assim mesmo. – Disse para si mesma enquanto tentava sumir com as olheiras em vão. – Ajeitou seus cabelos cor de ferrugem em um pequeno coque, pegou suas coisas e já estava saindo. Ao abrir a porta tomou um susto com uma pessoa parada em frente a ela.

– Pode levar tudo! – Disse Jessica pensando ser um assalto. A pessoa parada em frente à sua porta estava vestida com um casaco preto de touca. Logo, ela deduziu que seria isso.

– D-desculpa te assustar! – Era uma menina falando, com uma voz meio rouca, parecia ter chorado. – Meu nome é Francy, eu sonhei com você essa noite.
Jessica deu um pulo para trás.

– Como assim sonhou comigo? Como você me encontrou? – Indagou, assustada.

– Eu não sei, peguei o ônibus que achava certo e segui minha intuição. Algo me dizia, não sei explicar. Mas eu teria que te encontrar hoje. – A menina abaixou o capuz, tinha belos cabelos ruivos e sardas no rosto. Parecia ter uns 15 anos de idade. Aparentava muito cansaço, Jessica não se conteve e a convidou para entrar. “Que se dane a reunião” – pensou.

– Por favor, Francy, entre. Tome alguma coisa e ligaremos para seus pais. – Jessica colocou a sua bolsa na mesa da cozinha e chamou Francy para entrar. Após a menina entrar, ela olhou o corredor do prédio e não tinha mais ninguém. Ela trancou a porta e sentiu um calafrio, algo estranho estava acontecendo.

Francy se acomodou no sofá perto da porta que dava para a sacada. O local estava bem iluminado. Jessica abriu as cortinas e a porta da sacada, para entrar um ar. Foi até a cozinha e pegou suco e biscoitos para a menina, que devorou em segundos.

– Francy, você veio de onde? Cadê seus pais? Você é muito nova para ficar andando por aí sozinha, tem muitos loucos andando por aí. – Jessica sentou-se em uma cadeira próxima a Francy.

– Eu sei. Por isso estou aqui. – Disse Francy enquanto mordiscava um pedaço do último biscoito. – E eu não tenho pais. Só uma tia, ela tá muito velha e nem notará minha ausência, então não se preocupa. – Tomou um gole de suco.

– Sinto muito. – Jessica se entristeceu. Tão jovem e tão sozinha, parecia ela uns anos atrás…

– Não os conheci, por mim tanto faz. Eu só não sei porque tenho essas visões, esses sonhos. Queria entender e, no meu sonho dessa madrugada, de alguma forma, algo me dizia para eu te procurar e que você me ajudaria. Só você. – Francy olhou profundamente para Jessica, seus olhos eram de um verde hipnotizante. Jessica ficou preocupada.

– Desculpa, querida, mas não sei como posso te ajudar e muito menos sobre essas visões. – Disse Jessica, tentando esconder o medo de seu dom vir à tona.

– Jessica, por favor, me ajude! Eu não consigo dormir direito, desde domingo ela me procura, ela me pede ajuda… eu ignoro, tento disfarçar, mas não dá! Ela me persegue o dia inteiro, diz que preciso ajuda-la. Que já tentou chamar outros, mas ninguém a ouve. – Francy começou a chorar compulsivamente.

– Ela quem? Você está me assustando! – Jessica sentiu um arrepio na espinha, como se alguém estivesse ali com elas.

– Ela!!! – Apontou Francy.

Jessica olhou para o corredor e viu uma menina com um vestido rosa, parada olhando para as duas. Com um longo cabelo loiro com uma fita rosa no topo da cabeça. Seu corpo parecia sem cor, e parecia perder a luz aos poucos.

– Me ajudem! Por favor! Só dependo de vocês. – A voz da menina de fita rosa parecia ir sumindo, a cada palavra. – Não tenho mais forças, vocês precisam me ajudar, por favor, não me deixem com ele… – A menina sumiu no ar.

Jessica parecia pálida tão quanto ou mais que a menina de fita rosa, e Francy tampava os ouvidos com a mão, como se tentasse abafar o som e o medo que sentia do que acabava de ver.

Jessica levantou-se, andou para lá e para cá, enquanto Francy estava ali, paralisada. Como se nunca tivesse visto aquela menina.

– Francy, você já viu essa menina alguma vez? – Indagou Jessica, séria. Como se tivesse decidido o que fazer.

– Sim! Ela aparece para mim desde domingo à noite. No começo achava que estava louca, mas agora acho que não, pois você também a viu. A não ser que você também não seja real e eu esteja apenas sonhando – Francy tentava se beliscar – Aii! Não estou sonhando, ufa! – Aliviou-se ao pensar que não era louca.

– Eu sempre sinto algo em meu quarto, quase todas as noites – disse Jessica – mas nunca vi. Minha mãe sempre viu e trabalhava ajudando almas em um centro espírita, era Médium. Nunca gostei disso, mas herdei. – Sentou-se, pensativa.

– Vejo coisas desde os meus treze anos e meio. Antes era uma pessoa “normal’’. Mas depois, comecei a ver coisas, pessoas me pedindo ajuda. Não consigo ajudar ninguém! Tenho apenas 15 anos! Mal consigo me ajudar. – Disse Francy, angustiada.

– Francy, não sei o que fazer! Mas essa menina precisa da nossa ajuda. Vou ligar para o trabalho e dizer que me senti mal. Preciso resolver isso… sinto que minha mãe gostaria que eu a ajudasse. – A voz de Jessica estava embargada, mas ela sabia que aquela era sua missão. Assim como sua mãe fez um dia, ela deveria fazer agora.

– Desculpa, Jessica, não quero te incomodar…

Jessica cortou

– De maneira alguma. Não posso mais esconder meus verdadeiros dons. Preciso usá-los de alguma forma. E se essa menina veio até a gente, te trouxe para cá, ela PRECISA de alguma coisa, precisa de nós. – Falou Jessica, decidida.

Jessica ligou para o trabalho, disse que comeu algo estragado que a fez se sentir mal, e que não tinha condições de trabalhar aquele dia. Sua chefe, Denise, entendeu. Mas mesmo que não tivesse aceitado, Jessica era funcionária exemplar e não faltava aos compromissos. Ela trabalhava no setor administrativo de uma editora.

– Francy, preciso que você ligue para sua tia e diga que está na casa de uma amiga, diz meu nome e endereço se precisar. Não quero passar como sequestradora de menores, por favor. – Jessica passou o telefone para Francy, que assentiu e ligou. Sua tia realmente estava preocupada, e pediu para falar com a tal amiga. Jessica tinha 20 anos, não era tão mais velha e logo a tia entendeu. Francy disse que a amiga estava precisando de ajuda, pois estava se sentindo mal e ela foi para lá de Taxi para ajudar. Tudo resolvido, até então.

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Jessica tirou a roupa de trabalho e ligou a tv, para tentar relaxar enquanto Francy tomava uma ducha, para então, as duas tentarem resolver o mistério da menina com fita rosa. Ao passar de canal em canal, deparou-se com uma foto de uma menina desparecida, idêntica à que apareceu para as duas hoje pela manhã.

– Francy, venha ver isso! – Jessica gritou

Francy veio correndo ainda enrolada na toalha.

*Veridiana Rout, 6 anos, desapareceu nesse último domingo enquanto estava em uma festa no jardim da casa de sua tia. Ninguém viu rastros da menina o dia inteiro. Primeiro acharam que era brincadeira de criança, até perceber que ela não apareceu na hora do jantar, resolveram chamar as autoridades, que não tem sinal da menina. Nenhuma pista até agora e nenhum suspeito. Se por acaso você souber de algo ou vir Veridiana, ligue imediatamente para o número que está em sua tela. *

Jessica e Francy ficaram ali paralisadas, sem nem saber o que fazer. A menina ainda estava viva! E, de alguma forma, conseguiu falar com elas. Como se usasse sua energia para transportar seu espírito a algum lugar e pedir ajuda! Jessica então pensou que aquilo era caso de vida ou morte, como Veridiana havia dito “não me deixe aqui com ele”… Jessica sentiu um calafrio, Francy também.

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De alguma forma Jessica e Francy tinham uma ligação, e Veridiana sabia disso. Por isso as procurou. As duas eram médiuns. Porém Jessica por medo não deixava seu dom aflorar, só conseguia sentir espíritos e energias, mas com a chegada de Francy seu dom ficou mais forte, e ela conseguiu ver, além de sentir. Mas como elas duas que podiam ver espíritos, obviamente de pessoas mortas, conseguiram ver Veridiana que ainda estava viva¿ Pois sem corpo, sem vítima. Ainda não haviam encontrado o corpo de Veridiana e ela foi bem clara na mensagem, dizendo que não queria ficar lá com ele… quem seria ele¿ Essas perguntas ficavam rondando a cabeça de Jessica enquanto ela tentava pesquisar mais na internet sobre o caso de Veridiana, mas não tinha muita informação. Francy deu uma ideia:

– Acho que deveríamos ir até a casa de Veridiana e falar com os pais dela. O que acha? – Indagou Francy.

– Hum… não sei… será que eles acreditariam em nós? Isso tudo parece tão absurdo. Se eu não tivesse visto, acharia tudo uma balela. – Disse Jessica, enquanto mexia no notebook atrás de informações.

– Hello, querida!! Nós não temos muito tempo. – Lembrou Francy.

– Você tem razão. Não encontro nada plausível na internet, apenas suposições e orações… como se isso fosse ajudar em algo. Mas enfim… vamos lá, essa é a única maneira. – Jessica levantou e foi pegar sua bolsa e chave do carro.

Foi fácil achar o endereço dos pais de Veridiana. Pois ficava no mesmo bairro e perguntando a alguns vizinhos, logo descobriram onde ficava a casa. Ficava em uma rua tranquila e arborizada, era uma casa bem antiga, mas com todo charme e aconchego. As duas desceram do carro e tomaram fôlego para encarar o que estava por vir. Estavam preparadas para serem expulsas da casa como malucas e taxadas como pessoas que queriam aparecer na dor dos outros. Mas tiveram uma grande surpresa: a mãe de Veridiana estava esperando pelas duas. Elas caminharam até a entrada da casa e lá estava uma mulher de meia idade, bonita e muito abatida. Como se tivesse chorado vários dias. Ela logo puxou assunto:

– Eu estava esperando por vocês. Veridiana me avisou em sonhos… nunca havia sonhado com isso antes, tido essa experiência. Mas depois que minha menina sumiu, me apeguei mais a minha fé. Dizem que a gente só recorre a nossa fé quando estamos mal. Não tinha percebido, até acontecer comigo. Obrigada por virem, Veridiana disse que poderia confiar em vocês e que vocês me ajudariam. – Ela enxugou as lágrimas com as costas das mãos e fez sinal para Francy e Jessica entrarem na casa.

A casa era bem bonita por dentro, bem decorada e muito aconchegante. Passava uma energia boa de lar, que fazia tempo que Jessica não sentia. A mãe de Veridiana falou para elas sentarem no sofá florido da enorme sala de estar. E conversaram bastante sobre o assunto, sobre a aparição, sobre os sonhos de Francy, sobre as visitas de Veridiana. A mãe da menina chorava cada vez que ouvia o que sua filha havia falado, como se fosse uma facada em seu coração.

– Minha filha disse “ele”, certo? Tenho quase certeza de quem foi. Eu estava com medo de falar, estava com medo de estar errada. Mas como não vejo alternativa… – Ela deu uma longa pausa. – Acho que foi um antigo namorado. Ele vivia me perseguindo. Eu disse que ia denuncia-lo, ele sumiu. Nunca aceitou o fim da nossa relação, sumiu por anos e disse que voltaria e tiraria de mim algo precioso, igual fiz com ele. Não acreditei… até agora. Por favor meninas, me ajudem! O pai de Veridiana está na casa da mãe, pois ela está doente. Fiquei aqui esperando vocês. Eu sei onde ele mora. – A mãe de Veridiana pegou sua bolsa, limpou as lágrimas e decidida saiu para buscar sua filha.

Jessica e Francy assentiram, era uma tarefa bem difícil de fazer, mas elas não tinham escolha. Assim que chegasse lá, elas ligariam para a polícia. A mãe de Veridiana tinha certeza que encontraria a filha e não queria que a culpassem, ela queria pegar a filha de volta.

Foram duas horas de viagem até a casa do tal homem… já estava quase anoitecendo. O carro dele estava parado em frente a porta, logo deduziram que ele estaria em casa. As luzes estavam acesas. Pararam o carro umas duas casas antes da dele, para que não suspeitasse. Jessica e a mãe de Veridiana, cujo nome era Laura, saíram do carro. E Francy ficou para que ligasse para a polícia enquanto as duas iam até lá. Era perigoso, mas não tinham alternativa. A polícia não faria nada até ter provas. Chegaram em frente à casa devagar. Estava tudo bem iluminado, ninguém a vista. Pararam perto da porta e ouviram barulho da televisão e um homem falando baixo. Laura bateu a porta. Um homem abriu uns minutos depois:

– Ora ora ora, olha quem vejo depois de tanto tempo! Como vai, doce Laura? – Ironizou.

– Não me faça de idiota, Carlos. Cadê minha filha? Eu sei que foi você! – Disse Laura, decidida.

Jessica se ateve a ficar apenas observando por entre o homem e a casa, para ver se tinha sinal de Veridiana.

– O que? Que história é essa? Você tem filha? – Carlos tentou fingir surpresa, mas não conseguiu. Sua expressão era tão dura, que não conseguia enganar ninguém.

– Devolve minha filha ou vou entrar! Já chamamos a polícia. – Laura estava ficando nervosa

Francy estava no carro esperando qualquer sinal para ligar…

Até que Jessica ouviu um barulho na janela do porão, como se alguém tivesse batendo. E correu para a parte lateral da casa. Laura também tentou correr, mas foi impedida por Carlos, que a segurou pelos cabelos.

– Me solta!!! – Gritava Laura.

– Fica quieta, sua vagabunda. Ou eu mato você e sua filha, aquela vagabundinha! – Carlos puxou uma faca das calças.

Francy percebeu movimentos estranhos na casa e logo ligou para a polícia. Estariam ali rapidamente. Jessica olhou pela janela do porão na lateral da casa e teve uma surpresa: Veridiana estava ali. Estava no escuro, com as roupas rasgadas, descabelada, desesperada. Ela notou que Jessica a viu e disse: Eu sabia que podia contar com vocês! – Sorriu.

– Eu vou te tirar daí pequena! Espera um momento. Sua mãe também veio te ajudar. – Jessica tentava forçar a janela, até que ela se quebrou, de tão velha. Veridiana veio correndo, chorando em direção da janela, até ouvir a porta do porão se abrir.

– Pula, menina! Eu pego sua mão, vou te tirar daí… vem! – Jessica segurou a menina pelas mãos e tentava fazer força para cima. Até que sentiu outra pessoa do seu lado, era Francy. Que ajudou a puxar Veridiana daquele calabouço. Veridiana deu um abraço apertado nas duas, e disse:

– Eu sabia! Eu sabia que vocês viriam! – Os olhos dela brilhavam. – Onde está minha mamãe? – Olhou em volta, preocupada.

Ouviram barulho de sirene pela rua, logo os vizinhos de Carlos saíram de suas casas, assustados. Eram muitas viaturas. E duas ambulâncias. Os vizinhos logo correram para saber o que estava havendo… Jessica e Francy contaram para os policiais que ouviram barulhos estranhos quando estavam passando pela rua e viram uma menina presa no porão da casa. Veridiana foi com os médicos para a ambulância em prantos perguntando pela mãe… Laura ainda estava na casa com Carlos. Agora era ela que era sua refém. Tudo que ele queria, tudo como planejado.

Os policiais tentavam negociar em vão. Ele era irredutível. Disse que nunca iria se entregar, que Laura seria dele para sempre. Ele pegou a faca e fez menção de cortar a garganta de Laura. E só sentiu algo quente escorrendo em seu peito, seu próprio sangue. Laura se apressou e correu para a porta de entrada, só queria encontrar sua filha. Enquanto o sequestrador caia em câmera lenta no chão, com um tiro em seu peito. Vários policiais entraram na casa, um médico foi chamado.

Tudo parecia acontecer em câmera lenta para Jessica, que observava tudo. Francy tentava consolar Veridiana na ambulância que, ao ver sua mãe, a abraçou emocionadamente. Francy sorria e chorava, era inacreditável. O médico voltou da casa e disse que Carlos havia morrido. O que não era nada lamentável, pelo contrário. Era muito estranha a forma como duas meninas desconhecidas, que não se conheciam e muito menos sabiam da existência uma da outra, conseguiram ajudar uma menina desparecida a encontrar seus pais. O mais intrigante era saber como Veridiana conseguiu sair de seu corpo e pedir ajudar de forma paranormal.

Jessica se perguntava todos os dias a mesma coisa, nem a pequena Veridiana conseguia explicar. Só sabia que pegava no sono e, quando dava por si, estava em outro lugar falando com Francy.

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Passada uma semana após o ocorrido, Jessica foi até a casa de Francy fazer uma visita e saber como ela estava. Elas tinham uma ligação tão forte, que depois que se conheceram, não pararam de trocar mensagens, tornaram-se grandes amigas.

Ao chegar à casa de Francy, sua tia abriu a porta, emocionada: – Estava esperando por você a anos.

– A senhora é a tia de Francy? Desculpa, mas nós nos conhecemos a uma semana e meia, praticamente, deve estar me confundindo com alguém. – Disse Jessica, confusa.

– Não, não. É você. Francy é sua irmã. – Disse a tia, emocionada. Logo puxou Jessica para um abraço apertado.

Depois dessa revelação elas conversaram muito, Jessica mal podia acreditar que tinha alguém do mesmo sangue que o dela, sua mãe nunca falara. Mas quando ela era pequena, sua mãe havia fugido de um lar conturbado, com um marido violento. E só conseguira levar Jessica. Sua irmã, Francy, fora deixada com sua tia. Com toda essa mudança, a mãe dela perdeu o contato da irmã. A tia de Jessica não sabia o paradeiro das duas, até receber a notícia do falecimento da irmã em sonhos… E desde então procurava a menina que ela havia deixado. Coincidência ou não, Jessica acabou retornando para o mesmo bairro, depois de adulta. E sua mãe, mesmo que distante, em outro plano, fez com que as irmãs se reencontrassem.

FIM

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