A Bruxa de Praga

Escrito por Natasha Morgan

eva-green

O som do sapato ecoou pelo chão de mármore enquanto ela adentrava sua sofisticada residência. O ar quente soprou seu rosto tão logo abriu a porta, vindo da lareira, e o aroma almiscarado fez arder seu nariz.

A bela mulher retirou sua capa de zibelina, expondo os ombros delgados. Jogou para trás seus longos cabelos vermelhos e os lábios esboçaram um sorriso sensual.

– Eu sei que está aí. – disse, numa voz sedosa. – Posso sentir sua alma quebradiça, o coração batendo afobado e a energia densa.

A sombra que a espreitava se moveu em desespero, revelando-se um homem magro.

Ele se projetou logo a sua frente, roupas maltrapilhas, expressão cansada e rosto engordurado. Mas era nos olhos que estava o verdadeiro horror: Opacos, escuros e profundamente amedrontados. Aquele homem era o fiel retrato do medo.

Imediatamente a agarrou, espremendo o pescoço delgado entre as mãos ensanguentadas e a ameaçando com uma faca quase cega.

– Diga-me! Diga-me, sua maldita, como se para isso! – ele ordenou, com sofreguidão e seu apelo mais parecia uma súplica.

A mulher o olhou diretamente nos olhos e notou que ele estava tremendo.

– Pare isso! – retornou o homem. – Você tem que desfazer a maldição! Não aguento mais, não aguento mais isso!

O grito dele reverberou pelo cômodo luxuoso.

– As vozes, as vozes! – ele a fitou com horror. – Não consigo calá-las! Não consigo me libertar deles! Esses sussurros infernais! Diga-me, como parar isso? – suas mãos a apertaram ainda mais.

A mulher abriu os lábios num sorriso pretencioso e sua risada foi perturbadoramente sensual.

– Diga-me você, rapaz, o que foi que fez a uma bruxa para merecer tal castigo?

O homem se exaltou, parecendo ainda mais perturbado.

– Não use suas feitiçarias comigo! Maldita! – ele fechou os olhos, apertado. – Tire isso de mim!

– Por que eu o ajudaria? Acha que estou sob o seu poder? Acha que devo ter medo de você porque é homem? Ou talvez porque você invadiu minha casa? – o olhar dela se intensificou sobre ele.

As vozes vieram, cheias de poder, envolvendo-o com sua perversidade.

Ele gritou, soltando a mulher e tapando os ouvidos. Curvou-se, chacoalhando a cabeça com veemência na tentativa vã de se livrar do que o perturbava. Seus gritos transformaram-se em suplicas quando a última lágrima pendeu de seus olhos horrorizados.

A mulher o observava a certa distância, o rosto impassível.

– Por favor… Chega. – o homem implorou.

Ela suspirou.

– É o suficiente. – murmurou e as vozes cessaram.

O homem desabou de joelhos, ofegante. De seus ouvidos, antes tapados, escorriam filetes de sangue.

A mulher se aproximou com lentidão, agachando-se para encará-lo.

– O que te enfeitiçou foi alguém muito poderoso.

– Você é uma bruxa. – ele disse, com cautela.

– Prefiro o termo Vrăjitoare. – seu sorriso foi sombrio.

– Pode retirar a maldição!

– Nenhuma bruxa pode se interferir na maldição de outra bruxa. – ela pareceu horrorizada. – O que me faz lembrar… Como é que me encontrou?

– O Padre. – o rapaz recuperou a voz. – O Padre me contou.

– Há muitos padres aqui em Praga. Nenhum com quem eu perca meu tempo.

– Ele sabe sobre você. Eu pedi ajuda à Igreja, mas eles não quiseram fazer nada por mim. Mas o padre disse onde eu podia encontrar uma feiticeira, uma prostituta de satã. Disse que você poderia me ajudar.

Os lábios da mulher se comprimiram.

– Uma prostituta de satã? – ela riu. – Você sabe meu nome?

– O Padre disse que você era a criatura mais poderosa de Praga. E que os religiosos têm medo de pronunciar seu nome.

– Megara. – ela sussurrou e riu.

O rapaz estremeceu.

Ela o fitou com certa curiosidade, como quem observa um bichinho exótico.

– E então lhe disseram para procurar a bruxa mais temida de Praga. E, mesmo tendo sido amaldiçoado por uma veio se infiltrar no covil de outra? Isso me parece muito ilógico, até mesmo para vocês, humanos.

– Você é tudo o que me resta, minha última esperança de me ver livre dessa maldição. Eu lhe darei tudo o que quiser! Dinheiro, joias, ouro… O que quiser!

– E se eu quiser a sua alma? É o preço a se pagar por invadir minha casa dessa forma.

O homem engoliu em seco.

Megara gargalhou.

– Se soubesse… Se você realmente soubesse quem eu sou, duvido muito que estaria aqui, ajoelhado sobre o meu assoalho.

– Eu não tenho mais nada a perder. Estou disposto a morrer por suas mãos contanto que isso pare.

Megara se sentou em seu divã de veludo negro, expondo a coxa torneada sob a abertura lateral do vestido de festa. Seus olhos astuciosos se fixaram no homem ajoelhado logo a frente, enxergando muito mais do que se podia ver.

– Qual era o nome dela? A bruxa que o amaldiçoou.

– Eu não sei.

– Sabe sim. – seus olhos se estreitaram. – Não a seguiu pelo metrô?

O Homem balançou a cabeça, o desespero brotando nos olhos.

– Não se preocupe, querido. Você não precisa se esforçar escondendo nada. Eu posso ver. – ela tocou a têmpora com a unha bem feita.

O homem arregalou os olhos e as lembranças lhe escaparam pela alma.

 

Seu nome era Henri Lammer, tinha 28 anos e era um assassino profissional.

Naquela noite, seu cliente mais persuasivo o convencera de que era uma boa ideia aceitar o serviço de matar e roubar uma desconhecida e bela mulher. Em geral, Henri não se incomodava em roubar as residências de suas vítimas. O dinheiro que lhe pagavam para ceifar a alma das pessoas era o suficiente para garantir uma vida de luxo. Mas aquele caso era diferente. Seu cliente, um homem rejeitado no amor, lhe informara da importância de levar até a última peça de valor da casa.

Como um bom profissional, Henri estudou o arquivo que o cliente lhe dera, checando nome, endereço, fotos e localizações de onde a vítima poderia estar. Tudo muito bem estudado e planejado.

Mandy Holler era o nome da garota e ela era especialmente bonita.

Henri se lembrava de ter passado horas analisando a foto embaçada. Mesmo de péssima qualidade, a imagem mostrava uma garota na faixa de seus vinte e poucos anos, na flor da idade. Cabelos castanhos até a altura dos ombros, nariz aquilino e um meio sorriso tímido.

Mas não foi nada disso que chamou a atenção do assassino. Era a aura inexplicável que ele sentiu ao olhar para a foto daquela garota. Imediatamente, Henri já não era mais um assassino tranquilo e paciente. De repente ele estava eufórico. Louco para completar o serviço.

Apanhou a maleta preta que guardava embaixo da cama e soltou o prendedor prateado, exibindo uma Desert Eagle repousada em veludo vermelho. Com cuidado, ele a segurou nas mãos, fitando-a com certa reverencia. A pistola se adaptou à sua mão confortavelmente, dando-lhe um saboroso gosto de poder.

Henri instalou o silenciador, checou as balas e a calçou no cós da calça social.

Um homem elegante e refinado.

E também um assassino frio.

Estava nessa vida já há um tempo e conquistara prestígio entre os homens mais poderosos e corruptos. E também entre aqueles que só procuravam seus serviços uma vez na vida, como o cliente daquela noite.

Henri vestiu o paletó e seguiu pelos corredores do hotel, os passos suaves e quase imperceptíveis no carpete Aubusson. A recepção estava silenciosa, as duas recepcionistas elegantes por trás do balcão de madeira, atendendo os poucos hospedes. Henri lançou uma piscadinha à elas quando passou, percebendo o rubor cobrir os rostos tímidos.

Ele sorriu, como um galã de cinema e girou a chave de seu carro com elegância, acenando para uma dama que passava por ali. Deslizou para dentro do Jaguar e desapareceu a alta velocidade pela rua movimentada.

Mandy Holler era uma garota estúpida que foi se envolver logo com um cara inseguro, possessivo e vingativo. O namoro incerto durara cerca de dois meses quando ela o dispensou por não aguentar mais tantas crises de ciúme. E como vingança, o desgraçado contratou Henri para mata-la.

Como uma enfermeira prestativa, era a última a sair do hospital. Por sorte morava num apartamento ali perto, então conseguia voltar a pé para casa. O caminho sempre fora muito tranquilo, alguns residentes à caminho do trabalho, mulheres passeando com seus animais de estimação, uma ou duas mães levando as crianças para um passeio agradável no parque e o vento fresco da noite que tocava seus cabelos espichados.

O condomínio estava silencioso àquela hora, nenhuma criança brincando no jardim ou o casal do apartamento ao lado discutindo. Mandy pode respirar fundo ao abrir a porta de sua casa. Tão logo entrou não avistou sua gatinha Rowan – o que era muito estranho uma vez que a bichana sempre se enroscava em suas pernas todas as noites.

Mandy se livrou do casaquinho de verão, chamando pela companheira de quatro patas. Seus olhos estreitaram e seu coração acelerou ao sentir aquele tipo de energia no ar. Alguma coisa estava errada e quando sua intuição soprou o que seria, seus olhos encheram-se de lágrimas.

Ela deu alguns passos à frente, tremendo.

Lá estava, o corpinho de sua amada gatinha, espalhado no tapete da cozinha, sem vida.

Mandy correu até lá, segurando a gata nas mãos e lamentando tal violência.

Talvez tivesse sido o vizinho maldoso que não gostava de gatos. Ou a velha rabugenta que ameaçara envenená-la semana passada. Mas sua intuição mais uma vez gritou que estava errada… E que aquele lugar não era seguro.

Algo se moveu atrás dela.

Mandy se virou com brusquidão e deu de cara com uma pistola apontada para seu rosto. O homem que a empunhava era jovem, bem cuidado e vestia um terno caro. Tinha no rosto uma expressão sádica e um tanto curiosa.

Mandy levou a mão à boca, assustada. Mas em questão de instantes sua surpresa se transformou em raiva. O sangue correu quente em suas veias e seus olhos cintilaram.

– Você matou minha gata!

O homem riu, com humor.

– Eu estou apontando uma pistola carregada para a sua cabeça e você está preocupada com o cadáver de um animal?

Mandy se levantou num impulso, cheia de raiva, as mãos fechadas em punho.

Henri baixou a mira da pistola e disparou um tiro na perna da vítima.

Mandy gritou, surpreendida pela dor.

– Fique quietinha aí mesmo. – disse o assassino, sossegado.

A garota o fitou, afrontada. Seus olhos se voltaram para a perna ferida e as pupilas dilataram.

– Sangue derramado… – ela murmurou. – Sangue derramado. Sangue derramado.

O assassino franziu o cenho.

– Sim, sangue derramado. E de onde saiu esse sairá muito mais. Fui contratado para te matar. – deu um sorrisinho.

Mandy voltou seus olhos revoltosos para o assassino.

– Troy Turner.

– Você não parece surpresa.

– Idiotas! Os dois! Tem alguma ideia do que está fazendo?

– Cuidado, garota. Não gosto de ser chamado de idiota. – os olhos de Henri se estreitaram.

Mandy deu um sorriso nefasto e desprovido de qualquer medo.

– Sangue derramado. – ela repetiu e mostrou a mão manchada de escarlate.

Henri franziu o cenho novamente, cada vez mais convencido de que aquela garota era louca.

– Pelo sangue derramado você será amaldiçoado!

Henri ignorou o desconforto causado pelas palavras insanas. Tentou fazer graça.

– O que é isso, feitiçaria? – riu alto. – Não acredito nessas coisas.

– Você não sabe mesmo com o que está lidando, sabe? – ela retrucou.

– Com uma garota burra, é com isso que estou lidando. – Henri deu um sorrisinho galanteador. – Eu ate poderia me divertir com você. Sempre apreciei mulheres que retrucam. Mas, infelizmente meu tempo é curto. Adorei nossa breve conversa, querida. Até a próxima.

Henri acenou uma vez e então puxou o gatilho.

O tiro acertou a testa de Mandy e ela tombou ao lado do corpo de sua amada gata.

O assassino guardou a pistola cuidadosamente e deu meia volta, ansioso para completar o restante do serviço e terminar a noite numa banheira de espumas. Com um saco preto nas mãos, apanhou tudo o que tinha de valor dentro do pequeno apartamento.

Olhou uma vez mais para o corpo da jovem estendido no chão.

Um arrepio frio lhe subiu pela espinha, infiltrando-se em sua alma.

Ele estremeceu.

Sua visão embaçou um pouco, como se sombras espreitassem por trás de seu globo ocular. O apartamento se tornou um tanto mais escuro, o vento zumbindo frio pelas janelas entreabertas.

Henri balançou a cabeça, tentando se livrar de tal desconforto. Desviou os olhos do corpo da mulher morta e se apressou em sair dali.

Foi quando cruzou a soleira da porta que as vozes surgiram.

Sussurros perversos tocando seu ouvido, perturbando sua alma. Muitos deles, todos frios e cheios de sombra. Vozes ameaçadores, pútridas por dentro. Ele tapou os ouvidos, gritando em desespero. Mas isso só fez os sussurros aumentarem, infiltrando-se cada vez mais fundo em sua mente até que ficasse desorientado… Até que ficasse louco.

Alguma coisa tocou seu ombro e ele caiu.

As vozes aumentaram, sussurrando injurias e ameaças.

E ele gritou mais e mais, arrastando-se pelo corredor frio até a escadaria.

Mais um toque em seu ombro e, desta vez, ele rolou pelos degraus curvados, descendo a escada aos tropeços. Quando chegou à rua movimentada lá embaixo, correu desatinado por entre o tráfego, recebendo vaias e buzinas indignadas.

Onde ele estava? Quem era? O que fazia ali?

Ele não sabia responder a nenhuma dessas perguntas.

Só podia ouvir as vozes, perturbando, gritando, sussurrando perversidades em seus ouvidos.

Um Lamburgini passou raspando em suas costas, quase o atropelando. Henri teve que se equilibrar e buscar refúgio na calçada. Apoiou-se no tronco de uma das árvores, arfante, e as folhas se agitaram nos galhos, como se estivessem perturbadas.

Henri olhou ao redor com o cenho franzido.

As outras árvores também agitavam suas folhas. O vento zumbia forte, quase o levando da calçada. Um violento relâmpago cruzou o céu escuro, acompanhado pelo ameaçador som do trovão. E então uma chuva fina começou a cair, aumentando a intensidade até que as gotas caíssem com brusquidão, ensopando e afugentando todos da rua.

Era como se a natureza estivesse contra ele, punindo-o junto com as vozes.

Henri gritou, perturbado.

As pessoas que corriam por ali para se abrigarem do temporal o fitaram com confusão, mas nenhuma se aproximou, temendo serem levadas pelas rajadas violentas do vento.

Trêmulo, o assassino correu pela praça, atravessou a rua e foi se esgueirando pelas paredes de lojas na calçada até chegar ao hotel onde estava hospedado. Os pés ficaram em carne viva, os ouvidos e nariz sangravam, sua cabeça parecia que ia explodir.

Tropeçou para dentro do hall, ignorando os olhares surpresos das recepcionistas. Entrou no elevador vazio e apertou as teclas de cristal no painel, apoiando-se nas paredes metálicas enquanto subia até seu andar. Seu coração martelava no peito, as vozes não davam trégua.

Quando as portas se abriram, cambaleou para fora, enfiou o cartão de acesso em seu quarto e trancou a porta.

O ar do quarto não foi nada agradável, serviu apenas para atiçar os sussurros em sua mente, deixando eufórico o que quer que fosse aquilo.

Henri caiu de joelhos no chão e deixou que o resto do corpo escorregasse até o tapete, fechou os olhos com força e tapou os ouvidos.

Foram cinco dias de tormento. Sem trégua. Sem sono, sem comer ou beber.

Cinco dias perturbado.

Cinco dias sombrios onde não se lembrava nem de seu próprio nome.

E então veio o padre.

 

Megara libertou a mente do assassino.

– Você a matou. – disse ela.

Henri cambaleou para trás, ofegante.

– Você matou uma bruxa e isso desencadeou a maldição.

– Eu não sabia o que ela era.

– Vocês humanos são uns tolos. Andam por aí maltratando e tirando a vida de seus semelhantes sem se importar com as consequências. Nunca se sabe o que se pode encontrar lá fora.

Megara aproximou o rosto dele, quase sussurrando.

– Algumas vezes vocês topam com criaturas com as quais não sabem lidar. – ela riu. – E então se dão conta de que não são os únicos nesse mundo. Lidar com gente como nós pode ser extremamente traumático para vocês tolos.

– Você não é humana. – Henri a fitou com espanto.

Megara soltou uma gargalhada sombria.

– Não seja idiota! Somos mortais como você. – ela respirou fundo e assumiu uma postura professoral. – Em geral, bruxas são criaturas amistosas, muito ligadas à natureza e aos Deuses. Vivemos entre vocês há séculos, na maioria das vezes em paz. Mas se provocadas, podemos destruir um vilarejo inteiro.

– Eu não queria… Não queria ofender uma de vocês.

– É claro que não. Tudo o que queria era tirar a vida de uma pessoa por dinheiro. – Megara soou seca. – Outra coisa que precisa saber sobre bruxas… Nós sempre respeitamos os seres vivos.

O ar ao redor tornou-se denso demais.

– Aquele padre, ele foi um tolo por tê-lo mandado vir me procurar. Não vou me meter na maldição de outra bruxa. Mesmo ela estando morta.

– Você pode! – Henri entrou em desespero.

– Eu posso. Meu poder é infinitamente maior do que o daquela que o amaldiçoou. Mas eu não vou. Não quebrarei a maldição. Você está destinado a caminhar pela terra com o tormento das vozes até que não haja mais vida dentro de seu corpo. E quando sua alma enfim se despedir desse plano, ela seguirá atormentada para outro. A sua maldição será eterna, meu amigo. Pelo menos até sua alma se despedaçar e se perder para todo o sempre.

– Não!

Henri se agitou em desespero, arrastando-se pelo tapete até tocar o sapato fino da mulher.

– Por favor, não! Eu me arrependo! Arrependo-me de ter matado ela. Isso não serve para alguma coisa? O arrependimento real de um homem.

– Ah, não é por Mandy. – Megara sorriu, sombria. – Isto é por Rowan.

– Rowan?

– A gatinha dela.

Megara se virou, deixando o homem com seus lamentos mórbidos.

Sua risada tenebrosa ecoou pelas paredes escuras.

– Um homem é sempre responsável por seus crimes. – sussurrou a bruxa.

 

 

Apenas uma prévia com uma personagem que ainda causará muito nesse Blog

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