Paixão Obscura (Pt 6): Desejo

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Paixão Obscura

Capítulo 6 – Desejo

Escrito por: Saul GuTerres e Morgana Owl.

A aula iria terminar um pouco mais cedo naquela manhã e Alícia estava pensando sobre o que fazer, já que ficaria uma boa parte da manhã sozinha em casa. Quando o sinal tocou, ela arrumou suas coisas e estava indo em direção à saída, quando Wilton a surpreendeu:

– Aonde vai com tanta pressa?

– Oi Will… Quer dizer Wilton! Estou indo para casa, e você?

– Bom, pode me chamar de Will certo? E como temos uma boa parte da manhã livre, não gostaria de dar uma volta com nós? Apontou ele para alguns outros alunos que estavam bem animados em sair da escola mais cedo.

– Bom, eu acho que não teria problema algum, mas… Quando ela iria terminar de falar Wilton a puxou pela mão e saíram em direção aos outros. Após as apresentações, todos partiram animadamente para uma praça da cidade que era logo perto da escola. As conversas eram das mais variadas, falavam sobre músicas, filmes, e até sobre alguma matéria ou outra. Alicia estava encantada com a beleza de Wilton e com o jeito que ele a tratava. O tempo foi passando e já estava na hora de Alícia estar em casa para o almoço, então timidamente se levantou e disse:

– Bom pessoal, a conversa está ótima, mas eu preciso ir!

– Tá cedo ainda gata! Disse um dos rapazes.

– É mesmo alicia, fique mais um tempo com a gente, afinal quase nunca saímos cedo da nossa escola! Disse uma das garotas que estavam ali também. Mas foi só quando Wilton pediu que ela aceitou ficar. Sentada ao lado dele, conversaram por mais meia hora. Então decididamente ela se foi e Wilton se ofereceu para leva-la. Despediram-se e saíram lado a lado. No caminho alicia estava quieta, pois nunca havia sentido aquela atração por rapaz algum, e não sabia muito como se portar. Já Wilton mais esperto sentia que ela estava atraída por ele e aproveitou a situação dizendo:

– Uma garota tão linda como você já deve ter namorado né? Alícia sentiu seu rosto arder.

– Besteira sua, não tenho namorado!

Nesse momento o espírito de Eileen se aproximou, causando um vento frio sobre Alicia e Wilton.

-Nossa que frio me deu agora! Disse ela.

– Não tem problema eu estou aqui para te aquecer falou Wilton envolvendo Alicia em um abraço. Nesse momento seus rostos se encontraram e aproveitando isso, ele lhe deu um beijo caloroso nos lábios que ela o correspondeu com paixão. Ficaram mais um tempo pela rua e após seguiram para casa. Quando chegaram ao portão Wilton lhe deu outro beijo e disse que queria vê-la naquela mesma tarde e se despediu. Alícia parecia estar em sonho, e sobre as árvores Eileen aplaudia sua conquista com ar de vitória.

Quando chegou em casa sua tia já havia chegado e perguntou:

-Onde esteve Alicia, já é quase uma hora. Estava preocupada!

– Saímos mais cedo tia, e eu e alguns colegas demos uma volta na praça aqui perto. Perdemos a hora. Desculpe-me! Disse Alicia.

-Tudo bem, eu gosto que esteja fazendo amigos, mas na próxima vez avise que irá chegar tarde certo? Agora eu tenho que trabalha e seu tio hoje não virá almoçar, portanto ficará sozinha a tarde toda. Qualquer coisa ligue em meu celular, até mais!

– Tudo bem tia, até mais!!! Alicia se sentiu aliviada, não queria ter de revelar que havia estado com Wilton e muito menos que o havia beijado. Mas o gosto dos lábios dele ainda estava em sua boca. Após almoçar ela correu para seu quarto e tomou um gostoso banho, sabia que Will a queria ver a tarde e ela queria estar bela. A tarde estava quente e ela estava deitada em sua cama, escutando música quando ouviu seu nome.

– Alícia… Alícia! Saiu no corredor não viu ninguém, mas aquela voz parecia familiar. Desceu até o porão e se surpreendeu com uma porta que parecia muito com a que ela via em seus pesadelos. Pegou a maçaneta e abriu.

– Minha nossa! Disse ela com espanto. Pois o local era igual com o que ela sonhava, e onde ela via aquela mulher ruiva. Sobre as mesas havia vários livros e instrumentos usados em magia. Havia potes com ervas, alguns insetos, líquidos e entre outras coisas. O espírito de Eileen estava ali e embora Alícia não a enxergasse, sentia a sua poderosa energia.

– Quem é você e o que quer comigo? Disse ela. Eileen limitou-se apenas a dizer a palavra, vingança! Tão alta e com uma risada demoníaca.

Alícia não entendeu muito, mas sabia que por algum motivo aquela mulher a atraiu para este local. Seu tio escondia aquele porão e ela iria descobrir o porquê. Fechou a porta e foi novamente para seu quarto. Sentia uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo algo dentro dela se familiarizava com aquela energia a deixando confusa.

– Eu disse que viria te ver à tarde! E lhe deu um beijo na boca. Alícia quase desmaiou de tesão. Aquela energia agora estava mais forte sobre ela.

– Está louco? Sabe que meu tio não quer você aqui!

– Eu sei, e você quer? Eu vi que o carro dele não está na garagem e que sua tia também saiu! Ou seja, você está sozinha! Disse ele com um olhar malicioso. Na mesma hora ele pulou sobre ela e lhe deu outro beijo, ela atraída por ele, se deixou levar por ele e suas carícias. Fecharam a porta foram para seu quarto. Tudo ocorreu muito rápido, as carícias dele se tornaram mais quente e por um momento ela tentou evitar.

– O que foi? Está com medo? Perguntou ele.

– Na verdade eu nunca tive essa experiência! Ao ouvir isso Wilton ficou com ainda mais tesão e ao seu ouvido dizia que a amava ainda mais. Com Wilton sobre ela, lhe dizendo aquelas loucuras, Alicia não resistiu e se entregou a ele em uma transa bem intensa. Quando se saciaram, Alicia se sentia a melhor pessoa do mundo e Wilton o mais gato. Já era passado das dezessete horas e ambos se arrumaram ligeiro. Alicia foi à frente para ver se alguém havia chegado e como não havia ninguém, os dois saíram pelos fundos e se despediram. Alícia procurou os lábios de Wilton, mas ele a beijou na face e saiu. Por um momento ela se sentiu triste, mas não deu bola, fechou o portão e foi para casa preparar suas coisas, pois no outro dia teria novamente um belo encontro com seu amado Wilton.

Tudo estava saindo exatamente como Eileen planejara. Sua vingança, mesmo depois de décadas, seria concluída. Seu espírito malicioso se alimentava da desgraça alheia, ainda mais daqueles que lhe contrariaram. Não importa se Alícia era jovem e não sabia do que ocorrera e muito menos do que estaria por vir, ela deveria ajudar Eileen a colocar seus planos macabros em prática, custe o que custar.

 

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Continua

7 comentários em “Paixão Obscura (Pt 6): Desejo

  1. Todas as vezes que leio um conto de Saul imagino algo macabro e toda vez que leio os contos de Morgana me vejo em épocas memoráveis, entre o desejo, a vontade de ser feliz o amor e a vingança.
    Agora unir os dois e não esperar um trabalho magnífico é ignorância.
    A união de vocês ficou perfeita, li tudo junto agora e é explícito que ambos estão no co tô e não se anulam, se completam. Fico maravilhoso , meninos! Parabéns ❤

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  2. To gostando de como estão conduzindo a história, e de como mostram – de forma sutil – como o fantasma vai manipulando a pessoa. Agora fica a pergunta: do que esse espírito bexta quer tanto se vingar?? 😮

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  3. Então,primeiramente obrigado por ler e estar gostando ^^ E respondendo tua pergunta, em conversa com a Morgana, eu quis usar a personagem dela em uma vingança contra a família do cara que ela amou e a rejeitou no próprio conto a dama de fogo!! Seria uma vingança do espírito em dias atuais da família do Arthur!!! ^^

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