A Corte [Parte 1] – Mark

Escrito por: A.J. Perez

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– P r e l u d i o –

A Maldição

Ano 1615 da era comum

Nuvens cinzentas cobriam a extensão dos grandes vales logo após as colinas, onde o farfalhar da grama alta ressoava como uma música antiga, embalada pelo som da chuva que dançava esparsamente pelo ar naquela tarde fria. Uma melodia rítmica repleta de emoção, para aqueles que eram sensíveis o suficiente para captar cada nota musical reverberando de modo sutil no ar, sendo levadas pelo vento para além de onde olhos mortais poderiam enxergar.

A brisa sutil percorria de modo suave o vestido de linho da jovem que cruzava lentamente o campo verdejante até as proximidades de um grande carvalho ancião. Seus longos e lisos cabelos negros ondulavam-se no ar de modo quase sobrenatural, como se ela estivesse mergulhada na correnteza de um rio invisível, lhe dando uma aparência quase fantasmagórica em conjunto a pele pálida como mármore contrastando com a escuridão de seus olhos. Seus dedos finos que se projetavam de suas delicadas mãos percorrendo a relva alta dedilhando cada pequena folha verdejante do mato como se fosse um nobre instrumento de cordas. Enquanto seus pés descalços chafurdando em poças lamacentas em uma brincadeira inocente conforme ela se aproximava cada vez mais da antiga árvore. Seu corpo magro e curvilíneo se embalava de modo suave e ritmado, ao som de uma música que só ela conseguia ouvir. Até que a música parou, e com ela a jovem.

O ruido espalhafatoso do trotar de um cavalo de guerra pesado retumbava ao longe, e cada vez se aproximava mais dela. Ela não se importou, não se virou para fitar o cavaleiro, ela sabia muito bem quem ele era.

Suavemente ela se abaixou e arrancou uma flor roxa dentre a grama, se pondo a analisá-la com seus olhos sombrios e tristes enquanto ouvia o animal se aproximar gradativamente dela, até que ele diminuiu o passo e parou a alguns poucos metros de distância da garota. Que então se levantou tranquilamente, ainda sem desviar os olhos da flor.

– Morr… – retumbou uma voz como de trovão atrás dela. A fazendo se arrepiar por inteiro ao ouvir aquele timbre mais uma vez, mas a enchendo de tristeza.

Ela se virou, encarando o jovem guerreiro montado em um cavalo branco. Sua armadura leve de metal era opaca e ridiculamente comum. Uma longa capa vermelha, rasgada e muito puída, pendia em suas costas. Seu olhar assim como o dela transparecia tristeza e em seu caso um pouco de cansaço. Quando finalmente os olhos heterocromáticos dele – um verde e outro azul – se encontraram com os dela, em algum lugar do cerne de sua alma uma fagulha de arrependimento começava a nascer.

– Morr, eu… – ele não teve tempo de terminar sua frase, quando ela disparou em um tom de voz tão triste que o arrependimento subitamente passou de uma centelha para um incêndio.

– Então era verdade. Você os matou…

– Eles eram monstros… eles não mereciam viver. – ele queria que ela entendesse, queria que ela não o odiasse.

– Então é assim que você me vê? Como um monstro? – uma lágrima solitária escorreu timidamente pela face dela – Quando você dizia que me amava, quando beijava, quando me tocava, quando fazia amor comigo… você via um monstro?

– Não! – gritou ele em desespero – Morr, eu te amo! – ele saltou do cavalo com uma agilidade sobre-humana – Aquilo foi real, é real! Você não é como aquelas coisas, você é diferente. – ele deu um passo na direção dela, mas ela recuou estendendo as mãos na direção dele mostrando claramente que o não queria perto.

– “Coisas”? – a tristeza começava sutilmente a se tornar algo mais ácido na voz dela – você chama os meus semelhantes de “coisas”. Como se atreve? Como pode ser tão cruel? Eles não fizeram nada! – ela começava a gritar –Acha que pode nos matar por termos nascido assim? Esse é o nosso crime? Isso nos torna maus? Isso nos torna… monstros? Você não é diferente de nós!

– Isso não importa, eu amo você! Jamais machucaria você! – ele se moveu tão rápido que ela mal conseguiu acompanhar com os olhos. Ele estava próximo dela, com as mãos logo abaixo de seus ombros, apertando levemente seus braços. Os lábios retos e comprimidos olhando ela no fundo dos olhos – Eu te amo.

O rosto dela se aproximou lentamente do dele, ela apoiou sua testa na do guerreiro e aproximou sua boca da dele que fechou seus olhos aguardando um beijo, mas antes que os lábios deles se tocassem ele ouviu a voz dela em um timbre rígido e comedido, mas muito claro.

Os olhos dele se abriram em desespero, enquanto ele afastava o rosto em choque pelas palavras que ela proferia

“Eu te odeio, Alistair…

Eu lhe amaldiçoo, e a toda a sua casa.

Enquanto andarem na face desse mundo seja na vida ou na morte, todos vocês só terão a desgraça.

plantarão paz e colherão a guerra,

semearão alegria e receberão tristeza,

buscarão redenção, mas só encontrarão a culpa.

Até que a divida de sangue de sua casa para com a minha seja paga

dada de bom grado com derramar de sangue

do sacrifício de um inocente.”

– Retire…. – disse ele com os olhos repletos de lágrimas – RETIRE!

Lágrimas de dor rolaram pela face abatida dela, quando um sorriso sombrio surgiu lentamente.

– Não. – sentenciou em uma voz fria – Você vai sofrer. No fim talvez você esteja certo, talvez sejamos monstros, nesse caso estava errado sobre mim… eu não sou diferente ou melhor que os outros. Você só tem de se lembrar, quando a desgraça bater à porta da sua casa, quem começou isso. Nós, ou vocês?

Alistair se soltou dela e montou em seu cavalo com lágrimas nos olhos. Após olhar para ela uma última vez, partiu em disparada. Se afastando até sumir atrás das colinas. Ao longe ela pode ver uma coluna de fumaça se erguendo do vilarejo de Santa Anna, ela sabia que a sua corte estava arruinada. Sua família estava em chamas.

Morr andou desolada até o velho carvalho se aninhando sentada em suas raízes, apoiando as costas na árvore enquanto abraçava os joelhos na frente de seu corpo. Foi quando sentiu pela primeira vez, a energia pulsar em seu ventre, como se gritasse em desespero. A pequena aura vibrou quando ela tocou em sua barriga com as duas mãos, ela estava incrédula, aquilo não podia ser verdade, não poderia estar acontecendo.

A chuva recomeçou mais forte, e então ela chorou… chorou sem parar. Chorou até não conseguir mais respirar de tanto soluçar. Chorou até a dor da alma e do seu coração partido passarem para a própria carne. Chorou ali sentada sozinha por dias e noites, até todas as suas lágrimas secarem.

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Capítulo 1 – “Mark”

Dias Atuais. …

O rugido de um trovão reverberou por entre as colinas dos grandes vales um pouco antes do ronco de um motor cruzar por eles.

O Mercury Cougar 1ª geração de 1968 avançava cruzando a estrada molhada pela chuva, deslocando as folhas secas das árvores de outono encharcadas que tentavam se agarrar inutilmente a carroceria negra do carro, para segundos depois serem arrancadas pelo vento.

Dentro do veículo, sobre o painel, uma caveirinha sorrindo desejava ao motorista uma boa viajem ao balançar a cabeça. Marcus não prestava atenção nela, seus pensamentos estavam longe, na época da infância, quando ele vinha por essa mesma estrada com seus pais e sua irmãzinha para visitar sua avó Laura. Ele olhou para Elena sentada ao seu lado, dormindo com a cabeça recostada no banco reclinado. Seus longos e lisos cabelos cor de chá em um tom forte, desciam até a sua cintura. Sua pele extremamente pálida destoava dentro do carro completamente negro. E foi quando ele reparou que ela realmente estava muito magra. Sem duvida havia perdido vários quilos desde o acidente meses antes. Elena sempre foi uma garota incrivelmente bela, uma beleza quase surreal, não havia como não a notar, mas sem duvida um pouco daquela “vida” que brilhava nela havia se apagado nas últimas semanas. Ele se perguntou se iria ver aquele brilho nela novamente, mas logo afastou os pensamentos perturbadores da mente. Precisava se focar na estrada.

Um arrepio fúnebre percorreu o corpo dele. Olhou para a janela do carona onde pensou ter visto o reflexo de alguém. Lógico que não havia nada, apenas ele, sua irmã dormindo e a estrada. Manteve os olhos por alguns segundos em um grande e velho carvalho a algumas dezenas de metros do acostamento. Pensou ter ouvido algo como um lamurio, um choro sofrido ao longe, mas ignorou a estranha sensação ligando o rádio bem baixinho para não despertar Elena. Não era hora de pirar, não no volante.

A sensação imediatamente o remeteu ao acidente, quando seu pai perdeu o controle do carro e saiu da estrada. A colisão foi em alta velocidade. Segundo os peritos foi um milagre sua irmã e ele sobreviverem. Conforme lhe contaram seus pais morreram imediatamente no impacto, Elena passou semanas na UTI em estado grave, já ele, ele saiu sem nenhum arranhão. Sequer um hematoma, um corte, nem mesmo a marca do cinto de segurança ficou em seu corpo. Era como se ele sequer estivesse no maldito carro naquela hora. E isso o deixava realmente puto.

Então sua mente retornou assim que vislumbrou a velha placa verde com letras muito bem desenhadas com um carvalho entalhado nela. “Bem-vindo a Santa Anna”

A estrada seguia tediosa por minutos, existia apenas a vastidão verde de ambos os lados, o terreno suavemente ondulado repleto de colinas e pequenos bosques esparsos, foi quando após uma velha – e conhecida – curva acentuada Marcus finalmente pode ver a pequena cidade surgindo entre as suaves ondulações e picos verdejantes ao longe. Anual e religiosamente ele vinha por essa mesma via com seus pais até que completou quinze anos. Foi do décimo sexto aniversario, quando recusaram-se a levá-lo para ver sua avó pela primeira vez, isso ocorreu logo após a morte de seu avô. Ele não estaria ali agora, entrando novamente naquela cidade, se seus pais não estivessem mortos. Já faziam dois anos que não colocava seus pés na cidade, mas o nervosismo crescia nele como uma onda se aproximando da orla da praia, a falsa impressão de que estava entrando nela pela primeira vez o inundou.

Foi quando aconteceu – de novo – ele sentiu o carro indo mais de vagar do que realmente estava. A música havia desaparecido por completo, e, lentamente como se uma tortura mental se iniciasse, o mundo todo começou a desacelerar vertiginosamente ficando completamente em preto-e-branco, tons acinzentados  monocromáticos dançavam ao redor. Tudo estava suspenso, as gotas de chuva, o carro. Os pensamentos dele dispararam martelando de modo violento e repetitivo.

“Não. Isso não pode estar acontecendo agora, eu não posso ter outro ataque de pânico agora! Não no volante!”

Suas mão esmagaram o volante com força enquanto ele travou a mandíbula, e começou a tentar controlar a sua respiração, ele precisava voltar a si rápido antes que acabasse causando algum mal a Elena. Deus sabia que ela não aguentaria outro acidente. Então tão repentino como um raio cruza o firmamento, o mundo voltou a suas cores normais, e se mover como se nada tivesse ocorrido.

— Chegamos? — a voz rouca e levemente grogue de Elena o trouxe de volta a realidade em fração de segundos, ele olhou para a estrada, e ao redor rapidamente. Tudo estava em ordem, era como se ele nem tivessem se mexido, ou sequer tivesse perdido o controle do veículo, por quanto tempo ele havia apagado?

Abandonou as duvidas que não poderia responder a si mesmo e olhou para sua irmã, os olhos dela o fitavam tranquilamente.

— Sim. Chegamos. — ele engoliu em seco — só mais alguns minutos e estaremos na casa da vovó. — um sorriso tímido nasceu em seu rosto, Elena o ignorou se ajeitando no banco com dificuldade usando seus braços. Marcus a observou por alguns segundos alternando os olhos dela para a estrada e repetiu algumas vezes o processo. De fato ela realmente parecia cansada.

Foi quando após um longo suspiro ela subitamente esticou o braço e aumentou o volume do rádio.

Personal Jesus do Marilyn Manson, — disse a jovem com um sorriso malicioso no rosto — adoro essa música.

Marcus estendeu a palma da mão na direção da irmã, ela ponderou por dois segundos e bateu com a sua mão na dele.

— Essa é minha maninha. — disse Mark enquanto ela sorria maliciosa, parecendo mais alegre e desperta.

A menos de dois quilômetros a pequena cidade crescia, ele podia ver as casas germinadas dispostas de maneira bem ordenada com grandes pátios frontais cobrindo o lado norte no rio, mais ao longe no sul de Santa Anna uma dúzia chaminés industriais despejavam uma fumaça esbranquiçada nos céus nublados. Aquela era a “Cidade Velha”, uma zona industrial favelada e abandonada por Deus. O tranquilo e maltratado Rio Estandarte dividia a pequena cidade praticamente ao meio, com suas águas turvas e lodosas correndo de oeste para leste. Em algum passado distante devia ter servido de praia no verão assim como a Lagoa das Lagrimas mais ao norte, mas nas últimas três décadas a poluição nele havia atingido níveis críticos, alguns se perguntavam se até mesmo a água que bebiam não estaria contaminada. Depois de muitos processos agora as empresas eram proibidas de jogar seus dejetos no rio, mas ele seguia turvo e morto, como há muito tempo.

Conforme se deslocavam pelas ruas as poucas pessoas que circulavam agora que a chuva havia parado, não deixavam de olhar para eles. Era uma cidade pequena, por isso eles não se incomodaram com os olhares, afinal tinham certeza que um carro como aquele tocando uma música nada cristã chamaria a atenção.

Elena abaixou o vidro do carro com tranquilidade, em seguida apoiou-se com uma mão no painel e se debruçou sobre ele, abrindo o porta-luvas e pegando um óculos de sol, — embora estivesse nublado — para em sem seguida o colocar de modo jocoso enquanto olhava uma senhora que parecia horrorizada com a música. Ela sorriu e abanou de modo espalhafatoso fazendo a mulher se benzer e entrar em casa quase correndo.

Marcus gargalhou ao lado da irmã.

— Você é ótima fazendo novos amigos, sabia?

— Não sou? — outro sorriso com os dentes perfeitos.

Dirigindo lentamente ele se deslocou até a parte alta da cidade — bem mais ao norte — do outro lado do vale entrando na floresta de pinheiros conhecida como Mata dos Corvos, perto do Lago das Lágrimas. Indo de encontro para o local de trabalho de sua avó. Ela ainda seguia lecionando história na escola local, uma vantagem por ser a melhor amiga de infância da diretora.

Ao chegarem à escola, Marcus varreu o estacionamento frontal com os olhos  procurando a vaga mais próxima para estacionar.

— Ali! Uma vaga!— apontou Elena indicando uma vaga com um enorme desenho de cadeirante no chão.

Rapidamente ele manobrou e estacionou o carro.

As aulas da manhã deveriam ter terminado há poucos minutos pois centenas de adolescentes se espremiam para fora do lugar. Ambos puderam perceber que os alunos se entre olhavam e comentavam sobre o veículo que estava estacionando no pátio. Marcus respirou fundo. Sabia que aquilo ia ser um martírio, mas tinha que avisar sua avó que chegara na cidade.

— Eu já volto. Okay?

— Okay… — os dedos finos da garota voaram no botão do volume do rádio colocando no máximo, que agora tocava Tainted love a todo o volume.

Marcus colocou sua jaqueta de couro preta, deu uma ajeitada no cabelo e tentou fazer cara de mal-encarado, quando saiu do carro.

O prédio escolar era uma construção retangular que se erguia como uma fortaleza medieval no ápice da colina, tinha um tom amarelo queimado com tijolos a vista e uma enorme caixa d’água, onde se podia ver o desenho de corvo. Provavelmente símbolo ou mascote do time da escola. Seja lá o que diabos eles jogassem naquele fim de mundo.

Mark passou reto sem olhar para ninguém e entrou na escola. Andou pelos corredores, desviando dos alunos que o olhavam e cochichavam a noticia que “o cara da jaqueta de couro tem um Cougar”.

Após um longo corredor ele finalmente achou a sala que sua avó havia lhe indicado, ele bateu três vezes na porta repetidamente e a abriu.

— Vó? — indagou conforme entrava

— Mark! — gritou ela de trás de uma mesa.— Oh, Mark, meu neto homem preferido! — exclamou ela se aproximar dele e abraçá-lo.

— Claro que sou seu neto homem preferido vó, sou o único neto homem que a senhora tem… — sentenciou ele em um meio sorriso amarelado.

— Senhora não meu querido, Mark. —retrucou lhe ela, apertando as bochechas do neto.

— Me chame de Laura. —Ela sorriu.

Sim ele se lembrava bem o motivo de seus pais não permitirem que ele e Elena fossem visitar ela. Laura tinha 57 anos, mas passaria por 40 brincando, era loira, alta, magra, e muito bonita. Ela fazia academia, malhava constantemente, era adepta de “jumping” e aulas de defesa pessoal, o que a mantinha com um corpo que muitas menininhas novas sonhavam em ter. também tinha aulas de Yoga, e de dança de salão. Segundo os pais de Marcus, ela não se portava como uma mulher da sua idade deveria se portar. Mark e Elena  nunca se importaram com isso. Eles próprios não se consideravam pessoas “normais”.

Os olhos verdes de Laura olharam dentro dos olhos de mesma cor de Marcus.

— Meu neto! Você se tornou um homem lindo! — resmungou ela enquanto bagunçava o cabelo dele mais um pouco —Deve ter muitas namoradas, não?

— Não, vó. Não tenho nenhuma, eu sou antissocial.

— Bem, que seja, as moças daqui são uma beleza, logo você conhece alguma. Quem sabe todas? — completou ela se pondo a rir. — E é Laura…

— Não vim pra cá pra isso, “Laura”. —  repetiu de modo provocador fazendo os olhos dela se estreitarem — E a Lena está nos esperando no carro. Devíamos ir de uma vez.

– Oh, eu sei querido, desculpe! Venha, vamos indo.

Ambos saíram da sala e começaram a andar pelo corredor rumo a rua, ele pegou as coisas que sua avó carregava e continuou ao lado dela.

— Eu vim de ônibus, por que você me disse que vinha de carro e queria ter certeza que andaria nele querido.

Ao saírem havia um pequeno tumulto próximo ao carro. Marcus não gostou nada, mas não estava a fim de brigas logo na chegada. Ainda mais que aqueles eram alunos de sua avó. Ele percebeu que alguns rapazes olhavam o carro, porém a maioria estava mesmo interessada em sua irmã.

Repentinamente uma das meninas gritou dentre a turba.

— Namorado novo Professora Laura? Se superou!

Todos no estacionamento riram.

Menos Marcus que largou as coisas de sua avó sobre o capo do carro e encarou a menina dando um passo em sua direção, todos recuaram.

– Não Mary, ele não é meu namorado! – gritou Laura, para que todos pudessem ouvir – esse pedaço de mal caminho é meu neto!

As moças cochicharam entre si.

— Ele parece bravo, mas não é! — disse Laura — ele não morde, a menos que você peça querida!

Todas as moças riram alto.

— Vamos Laura! — disse Marcus já irritado pegando as coisas e colocando-as no banco de trás.

Ela então se aproximou do carro sorrindo para a neta que estendeu a mão para  Laura que imediatamente colocou metade do corpo pra dentro do veiculo pelo vidro aberto e abraçou Lena de modo afetuoso, seu olhos se encheram d’água no mesmo instante que ela sentiu a neta nos braços.

— Senti sua falta querida. — disse ela beijando a neta na testa.

Marcus entrou no carro seguido por sua avó que se sentou no banco atrás de Elena e segurou a mão dela com carinho, enquanto a garota a olhava a olhava por sobre o ombro.

— Vó, o Cinto… — disse Marcus a encarando.

— Mas que inferno, já mandei me chamar de Laura!

— O cinto, Laura.

— Claro querido! —  ela soltou a mão de Elena e se recostou no banco afivelando seu cinto em seguida, arrancando uma risada da neta. Mark gostou… a garota já não ria verdadeiramente há muito tempo. Afinal talvez Santa Anna fosse o que ela precisava,

“As coisas vão melhorar.” —  repetiu mentalmente para si mesmo, ele tinha de acreditar nisso.

— Bem, nos guie até sua casa, Laura. — sentenciou ele quando ligou o carro, e ganhou a estrada.

——————————————————————————

Continua…

 

Olá pessoal, sou o A.J. Perez e essa será a minha primeira história a ser postada aqui, espero que gostem.  Deixem suas opiniões e criticas nos comentários, elas são importantes para o desenvolvimento do autor!

Grande abraço e até a Parte 2!

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4 comentários em “A Corte [Parte 1] – Mark

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