Amy Bradley e o Fantasma Lenhador [Parte 2]: Escombros Fantasmagóricos

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Amy

Esta não é uma situação muito confortável. Vejam bem, estou acostumada em chegar aos fantasmas e perguntar o que os atormentam. Mas chegar numa pessoa atormentada por um fantasma? Por favor! Eu mal falo com o meu irmão, quiçá com mais uma das namoradinhas dele! Porém, há algo estranho nessa história, algo diferente, que me chamou a atenção e me fez chegar a esse ponto: interagir com a garota.

Talvez tenha sido o jeito desesperado dela, os soluços intermináveis ou o fantasma esquisito, maltrapilho, todo barba e pelos, com um machado cheio de sangue e um olhar que não era NADA assassino. Ele a encarava com súplica, quase como se quisesse lhe implorar algo. Mas a menina estava tão atordoada com a visão que sequer percebeu isso.

Passei a tarde pesquisando na internet algum acidente que tenha acontecido, mas não encontrei nada sobre um homem lenhador nos últimos 10 anos. Precisava de mais detalhes, por isso esperei o Tom ir comprar bebidas e deixar a Ângela na varanda da frente esperando sua volta.

– Pesquisei sobre ele e não encontrei nada. – disse para ela, sentando no banco de frente para o dela.

– Tem que haver alguma coisa! – o seu tom de voz tinha um quê de desespero.

– Conte-me a história do começo. Onde o viu pela primeira vez?

– Bom… – ela começou pondo o cabelo atrás da orelha – Foi no meu primeiro fim de semana da universidade. Tinha uma festa e as meninas da irmandade me fizeram um trote… Foi na… Na cabana do lenhador, perto de Painville, a poucos minutos do campus, dentro da floresta. Disseram para entrar na cabana e buscar o machado. Há lendas sobre um casal que foi encontrado morto lá e histórias sobre um lenhador que matou a família e se matou…

– Hum, tem história. Sabe há quanto tempo foi isso? – Perguntei avidamente.

– Acredito que façam uns 60 ou 70 anos, mais ou menos… Já que é praticamente tradição da universidade aplicar trotes ali desde 1952.

– Certo garota! Vou dar uma olhada na internet e te aviso. – falei me levantando e percebendo que ela ficou meio tensa – E se ele voltar a aparecer aqui, você me avisa, ok? – acrescentei, vendo-a expirar mais aliviada.

 

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Nem precisei de muito, bastou colocar “Painville, crimes antigos” no navegador, que apareceram vários links sobre assassinatos, incêndios, roubos e vandalismo. No quinto link achei uma página que falava principalmente dos assassinatos, e com um pouco de paciência encontrei a matéria com uma foto de jornal antigo que continha a imagem de uma cabana com o título em negrito.

TRAGÉDIA NA CASA MIDELTON.

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“Encontrados ontem os corpos de Anne, Aphonso, Carlotta e Johan Midelton. Os corpos das crianças estavam com marcas de machadadas, sobre suas camas ainda com roupas de dormir. A senhora Carlota Midelton foi encontrada esquartejada na cozinha e o lenhador, Johan Midelton com os pulsos cortados com o próprio machado na sala de estar. Acredita-se que o crime tenha ocorrido na noite do dia anterior a descoberta dos corpos, quando o Senhor Midelton não compareceu ao trabalho ontem. Seus colegas não conseguiram contato e por isso foram até o local, descobrindo os corpos já frios. O principal suspeito do crime é o Próprio Johan J. Midelton, que estava com o machado em uma das mãos e o mesmo coberto pelo sangue das vítimas.”

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Uma foto da família em frente ao chalé acompanhava o final da reportagem. Uma mulher bonita, com aparência meio hippie com um menininho no colo e uma menina segurando sua mão. E atrás deles, com um sorriso genuíno, barba e pelos, o próprio fantasma que vi atormentar Ângela.

E nossa! Não parecia em nada com aquele suplicante e pesaroso fantasma. Parecia alguém que era feliz e amava a família. “Uau” pensei. “Então apenas preciso de um papinho com este cara, talvez um perdão à alma da esposa e filhos e tudo ok”.

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O problema é que este papinho não ocorreu tão cedo quanto eu esperava. Meu primeiro passo deveria ser encontrar o fantasma, então só precisava estar perto da Ângela todas as vezes que ela fosse à minha casa. Mesmo com o Tom por perto, era só observar. Mas ele não voltou a aparecer para a Ângela, pelo menos em minha casa. Todas as vezes que nos encontrávamos, ela se queixava dele na universidade ou na própria casa. E Ângela estava à beira do pânico. De tantas noites sem dormir estava com olheiras medonhas, seus cabelos viviam estranhos, a pele macilenta de tanta preocupação e medo. Suas notas não iam nada bem, mas acho que isso também era influência negativa das farras do Tom.

– Eu não aguento mais, Amy! Tenho certeza que ele quer me levar embora porque peguei o machado! – Ela queixou-se uma semana após minha descoberta.

– Calma! – fui firme – Esse é espertinho, não apareceu mais aqui, mas acho que vai aparecer para mim se eu for à cabana. Pode me dar o local exato? Irei no sábado da próxima semana mesmo! E ainda darei um pulinho no cemitério amanhã, após a aula.

– Você é louca? – Ela perguntou de olhos arregalados, segurando meus ombros e me fazendo encolher com o toque. Não é nada demais, mas não tenho muito contato físico com as pessoas. – Ele vai persegui-la! Ele vai enlouquecê-la como fez comigo! – Ela disse chorando.

– Melhor me perseguir do que continuar te infernizando, não acha? – Falei – Além do mais, essa é a ideia! E quando ele vier atrás de mim, eu sei o que fazer com ele. Simples.

– Vo… – ela engoliu em seco – Você vai exorcizá-lo? – perguntou com aqueles olhões espantados.

– Não! – Exasperei-me – Claro que não! Tenho cara de padre? – ri – Eu apenas baterei um papinho com ele e resolvo o problema. – falei fazendo-a se calar. Ângela que estava sentada no sofá da sala enxugou as lágrimas e olhou para mim pensativa. Ponderou um pouco.

– Como você faz isso? – Indagou – Como resolve apenas com uma simples conversa?

– Porque – respirei fundo, isso não era nada comum a mim, contar para as outras pessoas meu dom – É meu trabalho. Eu nasci com um dom. Posso ver quem morreu e continua passeando por aqui. Na maioria das vezes é só chegar e perguntar. Alguns não sabem que se foram, outros só querem ir mas não sabem como. E alguns, como acho que é o caso do Lenhador, precisa de contato com alguém que já partiu, mas não tem como. E é aí que eu entro, se ele precisa do perdão da família para seguir em frente, então a família dele também não deve ter partido, mas não podem se ver ou falar sem intervenção minha, já que cada um vai para um lugar.

– Nossa! – exclamou um pouco maravilhada – Então você ajuda as pessoas! Que lindo!

– Sim, ajudo, – falei ficando constrangida – mas não é algo que se deva espalhar! Como vê, não tenho uma fila de fãs, BFFs* ou pretendentes na porta. – revirei os olhos

– Há! Mas porque? Você é tão bonita! Parece muito com o Tom, mas numa versão feminina… – tagarelou e pude ver que estava mais relaxada – vai dizer que nunca teve um namorado?

Claro que nunca tive um namorado! – falei roxa de vergonha – Preciso ser invisível para sair fazendo as coisas que faço para resolver os problemas dos fantasmas e limpar a sujeira dos outros. Um namorado? Isso iria atrapalhar tudo.

– Nem um ficante? – Ela disse incrédula – Você nunca foi beijada?

– Não. – Falei conclusiva. – Esse assunto não me agrada muito.

– Você gosta de… – falou mais baixo – meninas?

– Não! – ri alto.

– Então já gostou de alguém? – ela era insistente.

– Já, mas não quer dizer que ele tenha sabido. – falei lembrando-me da minha única paixonite da adolescência, que se tratou de um cara de uma banda de heavy metal dinamarquesa.

– Ah… – ela fez um muxoxo. – Você deveria tentar! – disse se animando.

Apenas ri e revirei os olhos. Esses assuntos de garotinhas não era minha especialidade e Ângela estava me tratando, temia eu, como uma amiga de verdade. Considerando que eu estava a resolver apenas um problema que é parte de meu trabalho. Mas pelo menos ela estava bem melhor e mais calma.

– Agora suba, vá tomar um banho e se arrume – falei num tom forçadamente divertido – Tom chega em poucos minutos e você nem se arruma mais!

– Bem… – ela disse olhando para o chão – Eu não sei se quero realmente continuar com Tom… Eu gosto dele, ele diz que gosta de mim, mas não estamos realmente apaixonados… Pelo menos acho que não…

– Entendo – Falei, sabendo como eram os “romances” do Tom, que duravam uma semana no máximo.

– Ainda não sei. Estamos só curtindo, por hora. – Olhei para a porta da frente ponderando a palavra “curtir” e percebendo que não se enquadrava em meu dicionário.

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Preciso dizer que pegar ônibus na agitada metrópole de Jacksonville num sábado de manhã é para pedir clemência. Lotado com turistas, moradores e estudantes a caminho das compras e aulas extras. Complicado mesmo foi descer na parada correta de Painville, que ficava realmente distante da minha casa. Não sei como Tom gostava de ir para lá, se bem que, considerando que seus amigos têm carro, pegar uma carona deve ser melhor do que andar de ônibus, num dia ensolarado e quente.

Minha visita ao cemitério de Jacksonville, na terça feira, rendeu apenas meia hora de conversa jogada fora com Diëndyel (o primeiro anjo que conheci pessoalmente, quero dizer, anja) e Jeremy (meu amigo a ceifador guardião do cemitério de Jacksonville) sobre este caso e ambos chegaram à conclusão que este homem queria algo da Ângela.

Eu não iria desanimar, mas ao olhar a movimentação da cidade e o sol de outono estranhamente quente, senti seriamente a necessidade de gelo e ar condicionado. Eu sabia que a caminhada até lá seria longa, mesmo pegando o metrô até perto da universidade, ainda precisaria caminhar por vinte longos minutos até a floresta. Já mencionei que odeio calor? Pois é.

O metrô não estava tão lotado quanto os ônibus, o que é um milagre, considerando ser um sábado, mas talvez tivesse sido apenas sorte. Cheguei na parada da universidade de Painville em 30 minutos,por causa das paradas para pessoas descerem. Ao subir para a rua, percebi a diferença da localidade estudantil para o centro. A universidade estava um pouco afastada, na periferia da cidade. As árvores verdes circundavam ao longe os contornos do campus. Era bonito e dava vontade de estudar ali, mas sinceramente, considerando o temperamento do meu pai, em três anos eu estaria morando no Brasil, pois já teria passado por todas as cidades da América do Norte.

Suspirei e comecei a caminhar em direção à floresta. Ângela queria que eu me encontrasse com ela na república na hora do almoço. Eram 10h, calculei que poderia levar mais tempo que o normal, por isso tratei de chegar bastante cedo. Era uma subida leve, não fiquei tão cansada quanto pensei e a trilha se abria exatamente por onde Ângela havia me informado.

Segui a trilha e à frente ela se dividia em 4, como Ângela explicou, entrei na trilha da direita, em direção a sudoeste, mas lá na frente a trilha bifurcou-se e perdi o rumo. Ela não havia citado esta bifurcação. “Siga em frente após escolher a trilha da direita, sempre em frente.” Foi o que dissera. Então escolhi a que parecia ser mais… Contínua, seguindo sempre em frente, a mata ficando cada vez mais fechada.

Bom, encontrei uma cabana. Mas longe de essa ser a cabana do Lenhador, quer dizer, não poderia ser. Estava visivelmente abandonada, mas a coincidência parava aí. Ângela informara que a cabana do Lenhador era de madeira, pequena, de primeiro andar. Esta tinha apenas o solo e era de tijolos, mas estava em ruínas. Caminhei pelo local, ignorando os arrepios que odeio sentir e vi que a casa havia sido destruída com móveis dentro. Havia fotografias ainda penduradas nas poucas paredes intactas, mas o mobiliário estava acabado.

Vi um homem em uma das imagens, ele era jovem e me lembrava alguém que conheço. No chão pedaços de vidro espalhavam-se por cima de outras fotos, do mesmo homem com pessoas, sua família talvez. Estava visivelmente mais velho uns 10 anos pelo menos, fora isso não havia outra pista que ele fora o dono da casa ou alguém muito importante da família que ali viveu, muitas décadas atrás, considerando as fotografias em preto e branco com aquele tom amarronzado pelo intemperismo e pela ação do tempo.

O que eu não esperava era ver o homem encostado na porta da frente da casa, como se esperasse pacientemente que eu me desse conta da sua presença. Eu sabia que era impossível que ele tivesse a mesma aparência das fotografias, mas sim, era o mesmo rosto, alto, magro, de cabelos loiros e olhos azuis ensandecidos, perigosos. Era certamente um fantasma, com roupas parecidas com as do lenhador que perturbava Ângela, só que este tinha um casaco de couro bege.

– O que temos aqui? – Ele falava como se mascasse tabaco. – O que uma criaturinha como você quer aqui na minha casa? – Falou andando até mim de forma esquisita e medonha. Se não estivesse acostumada com essas coisas, certamente estaria morrendo de medo!

– S… Só estou procurando a Cabana do Lenhador… – Gaguejei, e lembrei a mim mesma de quem eu era. – Entrei pela trilha errada e encontrei essa casa. Sinto muito senhor, não queria lhe importunar…

– Mas importunou! – Ele rugiu. – Sabe há quantos anos estou preso aqui? E ninguém da minha família se dignou a vir aqui! Abandonado por todos!

– Senhor… – Falei esperando que ele dissesse o nome. Ele apenas me encarou com a sobrancelha grossa levantada. – Qual o seu nome, por sinal?

– Anh… Nicolau Gerard… – Ele pareceu desconcertado com essa pergunta

– Senhor Gerard, eu posso lhe ajudar. – Informei, assumindo meu tom profissional. – Sabe o que o prende aqui?

– Ajudar? Como assim uma garotinha pode me ajudar? – Falou com a voz grossa.

– Eu posso ajudar a seguir em frente! É o que faço… Não percebe que sou a única que pode vê-lo há… algum tempo?

– Verdade isso, garota. Sei que estou morto e só encontrei uns três que podiam me ver. Dois correram de medo, mas cá está você.

– Sim, posso te ajudar! É só dizer o que o prende aqui, se souber, é claro…

– É ÓBVIO QUE SEI O QUE FAÇO AQUI! – ele gritou dando um passo a frente, parecendo mais ameaçador que antes.

– Então me conte senhor Gerard…

– Estou esperando aquele filho da mãe do J. Jonatan. Aquele idiota me roubou o único amor que tive na vida! Meus pais me obrigaram a casar com outra garota. Insípida como água. Quando finalmente consegui o divórcio, depois de três filhos e muito dinheiro, voltei para cá para buscar o meu amor e ela não veio! Não veio porque o J. Jonatan estava com ela. Então eu fui lá recuperar o meu amor e ela tinha dois malditos filhos que deveriam ser meus, mas não! Eram dele! Eu não podia trazê-los comigo, claro que não! Tinham o sangue imundo dele e pareciam demais com ele, apesar dos traços da minha amada… Então Jonatan tinha que atrapalhar! – Ele bradava, levantando os braços e os olhos saltando – Ele tinha que “proteger sua família” então os matei HAHAHAHAHAHAHA – Riu, enquanto os arrepios se tornavam um calafrio na espinha. – Sabe, não poderia deixá-lo viver depois de me afrontar de todas as formas possíveis. E ela era tão linda, sabe? Eu a amava mais que tudo… Rendera o J. Jonatan. Estava a centímetros de matá-lo quando ela me traiu! Ela traiu o meu amor! Ela se jogou contra mim com o machado dele. Ela tentou me acertar! – Ele falava circulando a área que antes deveria ter sido uma sala. Eu dei alguns passos lentos e silenciosos para trás, esse fantasma era realmente revolto. – Então, eu não poderia ter esse tipo de traidora comigo, entende? Era o resto da minha vida! Então tomei o machado das mãos dela e a arrastei para a cozinha. J. Jonatan estava quase morto, eu tinha certeza que sim. Mas podia ouvir, então arranquei-lhe as roupas e a fiz minha para que não esquecesse do amor que ela traiu! E a parti na maior quantidade de pedaços que pude, os pedaços que ela deixou meu coração. Ele pode ouvi-la gritar… ah, ele pode ouvir e eu sabia que era a minha vingança. Então voltei para a sala e as duas crianças eram pequenos coelhos tentando reanimar o pai moribundo e chorão. – Ele agora havia fixado os olhos no quadro da parede, exatamente onde eu estava quando o vi. Eu havia recuado todo o percurso até o limite invisível de onde houvera uma parede um dia. – Eu as puxei, aqueles diabos, pelos cabelos até seus quartos e as matei. Elas eram o símbolo daquela união horrenda que destruiu o meu amor. E desci para a sala e segurei o machado nas mãos do J. Jonatan. Ele morreria e ainda levaria a culpa pela morte deles. Cortei-lhe os pulsos, segurando o machado em suas mãos flácidas e fugi. Eu fugi tão feliz, porque o meu amor estava liberto…

Ele ficou em silêncio, ainda encarando o quadro na parede. Eu estava com os olhos arregalados e havia ligado isso à história do jornal. Então J. Jonatan era provavelmente Johan Jonatan Midelton, o lenhador fantasma que perseguia Ângela… Ele deve ter sido assassinado por esse homem. Mas porque perseguia Ângela?

– Então… Senhor Gerard… – falei tremendo um pouco, tirando-o do transe. – Está esperando o perdão dele?

– O PERDÃO DELE? – Berrou novamente. – Ele me assombrou pelo resto da minha vida! Poucos anos se passaram para que eu finalmente morresse e nunca mais o visse! Aquele horrendo monstro que destruiu a minha felicidade? Eu não devo pedir perdão a ele, ele é quem deve pedir perdão a mim. – falou batendo fortemente em seu peito.

– Mas, se o senhor foi quem o matou… – Comecei a falar e percebi o erro da escolha de palavras no momento em que seus olhos se cravaram em mim, loucos, psicóticos, que aceitavam apenas a própria verdade.

– Então você é mandada dele? – Ele falou com a voz assustadoramente calma. – VAI SE ARREPENDER! – Falou erguendo os braços e o ar tomando uma atmosfera insanamente pesada e fria. Pedaços de escombro, vidro e madeira começaram a flutuar ao seu redor.

Eu sabia que era perigoso, não há muitos fantasmas que podem fazer isso. Precisam ter muita força e muita raiva geralmente, mas os mais antigos sim podiam mover objetos. E este aqui iria me matar se eu não corresse. Então fugi de volta pelo caminho que fiz, ouvindo o choque dos escombros nas árvores atrás de mim. Elas serviram de escudo e consegui encontrar o caminho para fora da floresta. Precisava encontrar Ângela o quanto antes, isso estava mais complicado do que era, mas parecia mais próxima da resolução do que antes.

 

*BFF – Sigla popular entre adolescentes, significa “Best Friends Forever”, ou seja “Melhores Amigos Pra Sempre”.

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Então, queridos leitores, o que acharam desta segunda parte? Amanhã sai o final desta história e você não pode perder! Não esqueçam de comentar ❤
Att, Saul Guterres e Gabi Waleska (Autores)

4 comentários em “Amy Bradley e o Fantasma Lenhador [Parte 2]: Escombros Fantasmagóricos

  1. Típico das pessoas “comuns”, não se tocam nas feições, nos arredores, nada… somente no machado e no sangue.
    Gostei também do detalhe que deram pra notícia do jornal, adoro essas coisas srsrs! Dá vida pra história!

    E por último e não menos importante: Amy CORRE CACETE!!!!!

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