O Sangue da Meia Noite – Capítulo 07: A Torre Leste.

Escrito por Natasha Morgan.

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Gwen ainda não acreditava no que estava fazendo à medida que acompanhava Erika em direção à torre oeste. Estava usando o vestido branco de linho ao qual foi praticamente obrigada a vestir, mas não se sentia nem um pouco animada em entrar naquele lugar.

A torre não chegava a ser ameaçadora, na verdade. Não como aquela em que ficaram presas no passado. Esta era iluminada por luzes fortes. O som não estava muito alto, mas dava para ouvir a bateria por trás do rock pesado.

A porta entreaberta deixava escapar os sons de risadas, gritos e agitação.

Erika deu um sorrisinho malicioso para Gwen e a puxou para dentro. O ar abafado as atingiu assim que entraram, trazendo junto o forte aroma de bebidas – o que Gwen achou muito estranho. Vampiros bebendo Vodka? Mas então se lembrou de Heron em sua casa degustando uma garrafa de vinho.

Ah, sim. Para eles era normal beber qualquer tipo de bebida alcóolica, embora a maioria preferisse as tintas.

Seus olhos se voltaram para o movimento incessante do lugar, a maioria dos homens estava se divertindo na enorme mesa de sinuca. As risadas eram altas e os gritos agressivos. Nada diferente dos humanos… Exceto pelas roupas sofisticadas e a aura intensa.

Alguns ainda preferiam o velho e bom jogo de cartas, ocupando algumas das mesinhas espalhadas pelo estabelecimento. E ainda havia os que preferiam se entregar ao jogo das bebidas, sentados no enorme balcão ao fundo. Todos pareciam estar se divertindo a sua maneira, livrando-se de seus deveres por pelo menos uns minutos.

Não havia mulheres dentro daquele lugar – o que levou Gwen a pensar que talvez não fossem bem vindas num ambiente como aquele. Ela pensou seriamente em dar meia volta e ir embora, não estava a fim de arrumar confusão com ninguém por ali e a julgar pela algazarra que aqueles vampiros estavam fazendo dentro da torre com toda certeza duas jovens iria chamar bastante atenção. E só Deus sabia o que vampiros bêbados eram capazes de fazer…

Mas Erika não lhe deu a oportunidade de sair correndo, agarrou-a pelo braço e a puxou até o balcão onde as bebidas eram servidas. O barman estava ocupado com tantos pedidos, mas arrumou um tempo para atender á jovem, com um sorrisinho malicioso nos lábios pálidos. Erika ficou confusa sobre o que deveria pedir, não havia muitas opções para sua imaginação adolescente então acabou pedindo um Bloodmary e rindo da própria escolha.

Gwen revirou os olhos.

– E você, o que vai querer, gracinha? – o barman perguntou, dirigindo seu olhar malicioso para ela.

– Não vou beber nada, obrigada – ela respondeu um tanto seca demais.

– É uma pena. Temos muito o que se oferecer por aqui – ele disse ainda mais malicioso e indicou duas garrafas de cristal contendo um líquido vermelho carmim.

Gwen sentiu seu coração disparar e desviou os olhos na mesma hora.

Sangue.

Ela se perguntou, mentalmente, de onde seria.

Mas, pensando bem, não queria saber.

Perturbada demais, ela varreu seus olhos para o movimento do bar enquanto Erika se ocupava em paquerar o vampiro que as serviu. Honestamente não entendia como a colega poderia estar se divertindo ali no meio de tantos vampiros…

Seus olhos vagaram pelas mesas ocupadas e posaram em um sofá vermelho do outro lado onde havia um casal em verdadeiro êxtase, em plena multidão. O vampiro estava levemente inclinado sobre a mulher humana, os lábios pousados no pescoço delgado enquanto se alimentava lentamente dela.

Mais uma vez Gwen estremeceu e se perguntou se era mesmo uma boa ideia estar ali. Talvez o mais sensato fosse voltar para seu quarto e esperar por Heron lá. Aquele não era um lugar apropriado para ela estar.

– Ora, ora, ora… – uma voz conhecida e sensual a despertou de seus pensamentos e imediatamente aquele estranho formigamento se espalhou por seu corpo.

Gwen congelou. Sabia muito bem quem era e não estava certa sobre como deveria agir… Por fim, resolveu se virar e encará-lo. Dimitri estava levemente encostado no balcão segurando um copo de conhaque, o ar sensual como sempre.

– Jamais imaginei um dia vê-la por aqui – ele disse, malicioso.

– Estou acompanhando Erika – ela se viu na obrigação de responder.

– Ah, sim… Estou vendo – ele lançou um olhar rápido para a outra garota que se deliciava numa conversa animada com o barman. – Ela parece estar se divertindo. E você?

– Não gosto muito de bares.

– Mas é claro que não. – disse ele, observando-a meticulosamente.

Gwen se empertigou, não gostava que a olhassem daquela forma.

– Bonita – Dimitri aprovou.

– Você sabe onde Heron está? – Gwen perguntou abruptamente.

– Provavelmente com os outros guardas, guardando os muros – ele deu de ombros, o olhar perdido no rosto suave da jovem.

– Droga – Gwen murmurou. Tinha esperanças de encontra-lo por ali junto aos outros.

Dimitri a observou com atenção, o sorriso malicioso se espalhando pelo rosto inumanamente lindo.

– Eu posso leva-la até ele, mas vai lhe custar um beijo – ele sussurrou, provocante.

Gwen o fitou com incredulidade diante da ousadia.

– Ah, claro… Vai sonhando! – disse ela e deu meia volta para ir embora. Sentia muito por Erika, mas não ficaria nem mais um minuto naquele bar.

– Espere! – Dimitri a alcançou, segurando-a pelo braço. O toque dele aumentou a onda de formigamento pelo corpo dela. – Eu sei o que você viu – sussurrou ele com um toque de malícia.

Gwen estancou, sentindo o coração acelerar.

– Não sei do que você está falando! – ela disse, firme, mas sua voz falhou e ela acabou atropelando as palavras.

– Ah, você sabe sim – ele a fitou nos olhos, a malícia estampada no rosto. – Eu sei que você andou me observando enquanto eu me divertia. Espero que tenha gostado do que viu…

– Não seja ridículo! – Gwen disse, preparada para dar o fora dali. Não era obrigada a ouvir aquelas coisas.

– Vamos – ele insistiu. – O que é isso, Gwen? Confesse! Você ficou excitada…  Eu teria dado uma chance a você se tivesse pedido. Não me parece que Heron cuida muito bem de você…

A reação de Gwen foi tão imediata que ela nem teve tempo de pensar, virou um tapa com toda sua força no rosto dele, ouvindo o som ríspido da agressão.

Mas Dimitri agiu igualmente rápido, segurou a mão que o agrediu com força e puxou Gwen para seus braços, agarrando-a com uma força descomunal. Ela tentou recuar, assustada com a reação dele, mas então aqueles lábios frios tocaram os seus… E a luta acabou.

Gwen sentiu seu corpo inteiro ser tomado por aquele estranho formigamento que sempre lhe apossava todas as vezes que estava perto dele, seus ossos viraram gelatina e ela sentiu como se milhares de estrelas houvessem explodido acima de sua cabeça. Foi simplesmente impossível escapar daquele beijo agressivo e irresistível.

Então ela cedeu, sentindo-o evolver-lhe os cabelos com as mãos fortes e puxá-la para junto de seu corpo frio, mas que agora fervia em um calor intenso. Seu coração batia tão acelerado que ela podia jurar que ele era capaz de ouvir…

Gwen se deu conta da estupidez que estava fazendo tão logo cedeu, e o empurrou com toda sua força, libertando-se da sedução doce que a aprisionava.

Assustada com sua própria reação ao beijo, ela o fitou cheia de ódio.

– Você nunca, nunca mais encoste em mim! – gritou, ofegante, e saiu correndo.

*-* *-*

Gwen andava pelos cascalhos brilhantes rumo ao seu quarto seguro e quente. Estava tão zangada que seu corpo inteiro tremia, a alma queimando por dentro. Ainda podia sentir a textura macia e fria dos lábios de Dimitri. Fora muita audácia da parte dele achar que podia beijá-la!

Mais audaciosa foi a sua reação em corresponder àquele beijo insano. Ela se recriminava furiosamente por isso! Onde estava com a cabeça? Aquilo fora estúpido, idiota, cretino, cruel…

Imediatamente a culpa a invadiu, fazendo as lágrimas deslizarem suavemente pelo rosto entristecido. Não fora justo com Heron! Ele a amava tanto quanto ela o amava, a intensidade entre os dois, momentos antes, era prova disso. E então ela se permitiu beijar um estranho de quem nem mesmo gostava? Pior… Ela gostou de beijá-lo!

Mas quem não gostaria? Dimitri era completamente fora do comum. Era lindo, sensual e audaciosamente sedutor. Resistir a ele não era uma opção, principalmente quando ele se empenhava em conquistar. Um predador perigoso e convidativo.

Ela se odiou por parecer tão fraca.

– Você errou feio, Gwen… Muito feio! – ela disse a si mesma, severa, e limpou as lágrimas dos olhos. Chorar não ia diminuir sua culpa. E muito menos apagar a lembrança daquele beijo.

Furiosa consigo mesma, ela apressou seus passos, marchando pelo caminho longo e rochoso. A noite não estava tão fria agora, a brisa era suave e gostosa, tocava seu rosto numa carícia doce. A Lua no céu não era cheia, mas sim minguante. Estava linda! Dando um toque mágico em toda aquela escuridão sombria.

Quando finalmente alcançou o pátio, ela ouviu o primeiro sinal de que alguma coisa estava errada. A noite silenciosa foi rompida pelo som grotesco de um rosnado, fazendo com que Gwen estremecesse violentamente. Uma sombra imensa e assustadora se moveu na lateral do pátio, ameaçando se aproximar.

Gwen não esperou para ver do que se tratava. Saiu correndo para dentro do Castelo e se enfiou em um dos corredores estreitos.

Seu coração batia desesperadamente dentro do peito, esmagado pelo medo. Ela reconheceria aquele rosnado onde quer que estivesse, havia guardado muitas lembranças desagradáveis do Labirinto e aquele som sombrio era uma de suas lembranças mais cruéis. Ela não fazia ideia se aquilo que a perseguia era um dos vampiros de Morris ou algum exilado que poderia ter invadido as muralhas, mas correu mesmo assim. Não estava disposta a esperar para ter certeza de quem era.

À medida que corria a uma velocidade absurda pelos corredores sem fim, podia sentir a criatura em seu encalço, derrubando as estátuas de pedra maciça que ela desviava e rosnando furiosamente. Gwen se desesperou, sua respiração estava ofegante demais com aquela perseguição, ela se perguntava quanto tempo mais aguentaria correr. O medo a dominou.

Onde estavam os quartos? Onde estavam os guardas? Mas ela não podia ter certeza, havia se perdido na cadeia de corredores longos e escuros. Quando um uivo estridente reverberou pelas paredes de pedra, Gwen se deu conta de que estava encurralada. Não havia apenas um lobo atrás dela… Eram dois.

Um deles vinha a seu encalço pelos corredores e o outro a estava esperando, pacientemente no final do caminho. Gwen estancou, sentindo o pânico invadir sua alma, seu corpo e seu coração. Não havia saída para ela ali.

Ela ignorou os sons estridentes e assustadores que se aproximavam e se concentrou em suas mãos, que agora formigavam furiosamente. Gwen franziu o cenho e fitou as palmas incandescentes, dando-se conta do que estava acontecendo.

Ela era totalmente capaz de se defender. Tinha poder para isso!

Erguendo as mãos para cima, concentrou todas as suas forças em sua vontade. Era capaz de fazer isso, capaz de usar os poderes que herdara de suas vidas passadas como bruxa. Ela podia se defender!

Virou-se para o lado oposto do corredor, esperando seu perseguidor se aproximar com toda aquela fome homicida. O Lobo malhado e enorme veio sedento, a boca enorme e lambuzada de sangue, esperando cravar aqueles dentes afiados em Gwen. Ele lambia o focinho, cheio de expectativas.

Mas Gwen não o deixaria se aproximar nem mais um pouco. Lançou a duas mãos juntas em direção à criatura, invocando a magia dentro dela. O raio de luz violeta que saiu de suas mãos atingiu a criatura com tanta força que o lançou longe, fazendo-o chocar-se bruscamente contra uma das paredes e perder os sentidos.

Gwen sentiu a emoção crescer dentro de si por aquele feito, finalmente havia usado seus poderes. Ficara maravilhada com aquela luz, com aquela magia poderosa. Por um momento se permitiu sorrir, baixando a guarda.

Foi o bastante.

O rosnado sombrio a pegou de surpresa, fazendo-a se voltar para o outro lado. Ela se arrependeu imediatamente de ter comemorado a  vitória e não ter dado o fora dali.

O lobo albino estava postado majestosamente no corredor, sua beleza era ultrajante. Os olhos eram de um vermelho sangue, assim como a mancha que lhe cobria a boca repleta de dentes afiados.

Gwen só teve tempo de prender a respiração.

O Lobo mergulhou no ar com elegância e a derrubou no chão áspero, cravando os dentes impiedosamente na carne macia da cintura. Gwen soltou um grito estridente, surpreendendo a si mesma com sua capacidade em gritar. A dor a atingiu em cheio, tirando-lhe o fôlego.

Por um momento pensou seriamente que fosse morrer ali, devorada por uma criatura sedenta…

Mas o lobo não teve chance para desfrutar do sangue doce que manchava o chão, foi arremessada bruscamente para longe antes que pudesse cravar os dentes na pele macia de novo.

– Filho da puta! – Dimitri gritou, furioso.

Gwen virou-se de barriga para baixo, recuperando o fôlego perdido e se arrependendo imediatamente de ter respirado, pois a dor latejou no ferimento onde escorria sangue. Ela gemeu uma vez, sentindo as lágrimas banharem o rosto.

– Gwen – a voz de Heron a atingiu, tensa.

O toque frio e suave foi um alívio para ela, mas não ousou abrir a boca. Sabia que se o fizesse iria gritar.

– Leve-a daqui! Eu cuido de Amadeo. – disse Dimitri, letal.

Heron posou as mãos o mais delicadamente embaixo do corpo de Gwen, pronto para levantá-la e levá-la para a segurança de seus braços.

– Não… – ela tentou dizer, mas foi tarde demais. Ele a ergueu.

Gwen gritou, gritou e gritou, sentindo a garganta arder. As lágrimas escorreram abundantes pelo rosto pálido, fazendo-a parecer fantasmagórica. A dor era insuportável…

Heron ajeitou-a nos braços o mais gentilmente que pôde. Os gritos desesperados dela partiam seu coração em milhões de pedaços.

– Vá rápido! – Dimitri latiu a ordem – Precisa limpar o sangue dela!

Heron assentiu uma vez e saiu correndo pelos corredores, mantendo Gwen segura e estabilizada em seus braços. Ele chutou a porta do quarto, fazendo-a se chocar contra a parede bruscamente e depositou Gwen na cama macia, afastando-se só para se certificar em trancar a porta.

Quando voltou para o lado dela, parou por um momento, analisando os danos. O vestido que ela usava estava sujo de sangue e poeira, e rasgado onde o exilado a havia mordido. A ferida monstruosa escorria sangue.

Seus olhos eram pura agonia quando se ajoelhou ao lado dela na beira da cama.

– Gwen… – ele sussurrou, acariciando-lhe os cabelos – Eu vou precisar limpar o seu sangue.

Ela gemeu, respirando pesadamente.

– L-Limpar meu s-sangue? – ele perguntou, a voz trêmula, engasgando-se com as palavras.

– Ele a mordeu – sua voz saiu pesarosa – Há veneno na saliva dos exilados.

Gwen estremeceu, sentindo a dor a corroer por dentro.

– É como o veneno que o dragão-de-Komodo libera ao morder suas vítimas, é uma toxina muito poderosa – ele explicou. – Vou precisar limpar seu sangue. – ele a fitou profundamente nos olhos – Vai doer. Muito.

Gwen prendeu a respiração.

– Faça o que precisa ser feito. – ela disse, tremendo.

Heron tentou não pensar no que estava prestes a fazer, desviou os olhos de Gwen e se concentrou na ferida aberta na cintura dela. Ele rasgou o vestido onde a ferida vertia sangue, observando as marcas cruéis de dentes na pele dilacerada. Sangrava muito. Ele fechou os olhos apertados, lamentando. Podia ver o veneno escurecendo a pele, queimando, corroendo… Causando uma dor insuportável à pessoa que mais amava naquele mundo.

– Eu sinto muito – ele murmurou antes de se inclinar sobre a ferida e encostar a boca na pele profanada.

Heron sugou o sangue amargo com força, sentindo o veneno amortecer sua boca. Gwen gritou, agarrando-se a ele. Nada havia daquele prazer delicioso quando ele a mordia, nenhum formigamento, nenhum êxtase. Era somente a dor insuportável e latejante, queimando-lhe a pele. Ela cravou as unhas no ombro dele, arfando. Por um momento achou que aquela dor a levaria para a silenciosa e fria morte… Mas então ela foi diminuindo lentamente, deixando apenas o torpor… Uma sensação docemente fria.

E então Heron parou de sugar. Sua língua deslizou por onde os dentes da criatura haviam sido cravados, fazendo a pele se restaurar lentamente. Podia sentir as unhas de Gwen cravadas em seu ombro dolorosamente, mas não se importava. O mais importante era ela estar viva… A salvo.

Ele afundou o rosto na barriga macia, respirando fundo o aroma doce da pele. Sentiu o aperto em seu ombro diminuir e seu alívio foi notório. Ela respirava mais tranquilamente agora, o coração acalmando-se aos poucos dentro do peito. Quando os dedos dela tocaram seu cabelo suavemente, ele teve certeza de que o pior de tudo já havia passado.

Heron ainda respirava com dificuldade, afundado na pele macia e morna. Quase a perdera. Isso o aterrorizou. Gwen era sua estrela, não podia perdê-la. Nunca! Seria como perder o mundo inteiro… Como mergulhar na escuridão fria e jamais voltar a ver a luz. Ele jamais voltaria à superfície se a perdesse. No entanto, isso quase aconteceu em poucos minutos. Se demorasse um pouco mais talvez ela já não estivesse mais viva. Pensar nisso o fez estremecer e ter a certeza do quanto a amava.

Ele teria chorado como um humano se pudesse.

Como se finalmente tivesse se dado conta de que ela estava ali, segura com ele, Heron despertou de seus pensamentos agoniantes. Seus lábios beijaram a pele suave da barriga dela com reverência, fazendo uma trilha lenta até chegar à boca pálida.

Ele a beijou intensa e apaixonadamente, sentindo-a envolver os braços em seu pescoço, os dedos afundarem-se em seus cabelos naquela sensação gostosa que ele tanto gostava. Os lábios dela o receberam ternamente, apreciando cada segundo daquele beijo profundo.

As mãos dele rasgaram o vestido no ombro de Gwen, livrando-se do tecido o mais rápido que pôde e expondo a pele convidativa. Seus lábios se separaram por um breve momento e ele a fitou no fundo dos olhos.

– Eu quero você – ela sussurrou, dando a ele a resposta para sua dúvida.

Heron voltou-se para a boca dela, apossando-se dos lábios macios ao mesmo tempo em que ela o envolveu novamente com os braços. Ele a ajudou a se livrar do resto do vestido e a ergueu gentilmente apenas para depositá-la na cama mais uma vez.

Os lábios moviam-se suavemente pela pele clara, beijando cada pedaço macio que lhe pertencia, amando cada nova parte que conhecia. Gwen fechou os olhos, entregue àqueles beijos doces que faziam sua pele arrepiar. Ansiava por aquele momento como o ar que respirava. Podia sentir as mãos de Heron percorrerem seu corpo avidamente, tocando pontos sensíveis e secretos. Ela deixou suas próprias mãos deslizaram pelas costas dele, livrando-se do suéter negro e explorando a pele igualmente macia.

Heron gemeu com o toque dela e a apertou com um pouco mais de força, envolvendo-lhe as pernas na cintura dele e fazendo-a sentar em seu colo. As bocas se encontraram novamente em um beijo intenso. Ele a amava tanto que essa paixão chegava a arder sua alma…

Movendo os lábios para o pescoço dela, ele os deslizou lentamente para baixo, encontrando um dos seios rosados. Gwen jogou a cabeça para trás, fechando os olhos para sentir o toque frio e delicioso de seus lábios. Ela gemeu uma vez, timidamente e ele se deliciou com aquele som.

Heron sugou-lhe o seio numa delicadeza absurda, apreciando a textura suave da pele, assim como o aroma envolvente que o cercava. Sua língua fazia círculos lentos, fazendo a jovem gemer intensamente. Podia senti-la arranhando seu couro cabeludo com as unhas e foi impossível controlar os próprios gemidos. Gwen o tinha na palma das mãos. Ele era dela para fazer o que quisesse, estava tão envolvido com aquela garota que chegava a se perder em si mesmo.

Voltando-se para seus lábios, ele a beijou avidamente. Gwen sorriu, entregando-se. Suas mãos deslizaram mais uma vez pelo peito dele, sentindo a maciez inumana da pele, os músculos firmes. Ele era tão perfeito!

Quando suas mãos chegaram aos limites da calça grossa que ele usava, os dedos ligeiros soltaram o botão de prata e então deslizaram novamente pelo abdômen macio, provocando-lhe arrepios com as unhas.

Heron sorriu, envolvendo-a nos braços e sentindo os seios rijos tocarem-lhe a pele num convite audacioso. Ela o beijou no pescoço docemente, sentindo com a ponta dos dedos a tatuagem tribal que ele escondia na nuca. Beijou seu queixo uma vez e então voltou a se apossar da boca fria.

Ele gostava do toque dela, gostava de como ela o beijava. De como o provocava sutilmente com o toque macio e suave de seus lábios. Ah, ela era a sua Gwen e ele amava cada pedacinho da alma dela.

Gentilmente ele a deitou novamente na cama, livrando-se da calça pesada que usava. Seus movimentos eram lentos, graciosos e sensuais. Quando se deitou sobre ela, encostando cada pedaço de seu corpo no dela, ele a sentiu gemer deliciosamente.

Sorriu, fitando-a com profundidade antes de mergulhar suavemente por entre suas coxas. Pôde ouvi-la prender a respiração, assim como pôde sentir a barreira do corpo reservado tão somente para ele.

Gwen estremeceu quando Heron a invadiu. Seu corpo o recebeu amorosamente, amando-o, salvando-o… Adorando-o.

Heron se moveu uma vez, fitando-a fixamente. Gwen posou a mão no rosto dele, deslizando os dedos até os lábios frios, reivindicando-os. Ele a beijou de novo, movendo-se mais uma vez e sentindo o corpo dela seguir seus movimentos com a mesma suavidade. Ela era tudo o que ele podia querer, tudo o que ele tinha para sempre. Seu amor, seu coração, sua alma. Sua estrela.

Podia sentir a energia intensa os unir em um laço inquebrável no momento em que ela atingiu o clímax. Ela estremeceu intensamente sob ele, levando-o na mesma onda àquela intensidade papável. Ele a apertou com força, sentindo seu corpo convulsionar e finalmente estremecer, aliviado.

Gwen podia sentir seu corpo inteiro formigando, aquela sensação deliciosa se expandindo por cada parte dela, chacoalhando sua alma. Sentir Heron ainda dentro de si só aumentava a mágica daquele momento, ficaria para sempre ali ao lado dele se fosse possível. Amá-lo-ia todos os dias, a todo momento somente para não deixar aquela sensação de alegria se esvair de dentro dela.

Amar era mesmo mágico!

Ele se virou de lado, envolvendo-a com os braços para que pudessem ficar abraçados e os cobriu com o cobertor vermelho que estava aos pés da cama. Seus lábios beijaram-lhe a orelha suavemente e ele a sentiu estremecer.

– Eu te amo tanto, minha pequena – ele sussurrou. – Pensei que fosse perdê-la hoje.

– Estou bem – ela disse, a voz rouca – Segura em seus braços. Não vou a lugar nenhum.

– Por um momento esta noite eu pensei que fosse – ele disse, a voz trêmula.

– Shhh – ela o silenciou, virando-se em seus braços para encará-lo. – Já passou. Você me tem em seus braços agora, nada vai me afastar de você.

Heron sorriu para ela, os dedos tocando o rosto para ele tão precioso. Seus olhos estavam dilatados pelo medo.

– Sim… – ele disse, intensamente. – Eu a tenho. Você é minha para todo o sempre.

Gwen o beijou profundamente, apagando o medo de suas lembranças. Deitou a cabeça no peito frio e se permitiu fechar os olhos, escutando o som suave de seu coração. Quando os dedos de Heron começaram a acariciar seu cabelo, ela sabia que adormeceria…

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