O Sangue da Meia Noite – Capítulo 05: O Castelo de Bran

Escrito por Natasha Morgan.

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Heron estacionou o Lexus na beira da estrada tão logo o enorme castelo se revelou. Gwen aceitou sua ajuda para descer do carro, a atenção capturada pela paisagem.

Conforme eles seguiam em direção ao velho portão fechado, ela precisou se apoiar em Heron para não cair devido ao semblante sombrio daquele lugar poderoso e ao mesmo tempo antigo. Era engraçado, mas a energia densa vinda dali a atingia mais do que a frieza de Brasov.

Os pinheiros bem cuidados cercavam boa parte daquele castelo, mas ainda assim era possível apreciar sua magnificência. As paredes rochosas não eram escuras como na fortaleza, elas eram de um cinza muito bonito, as manchas escuras indicavam o quanto era antigo. As janelas com barras de ferro reforçavam sua antiguidade, assim como dava uma aparência assustadora.  As torres elegantes eram ainda mais extraordinárias cada uma de um lado e igualmente majestosas em sua beleza sombria.

Era enorme.

Só de olhar para aquele Castelo podia-se ver as sombras espreitando através das árvores que o cercavam. Elas sussurravam com a morte. Parecia muito com a fortaleza dos vampiros, exceto que ali era tudo mais claro – o que não significava menos sombriedade.

Heron pressionou o portão levemente enferrujado e ele cedeu, dando-lhes passagem. Havia uma pequena placa grudada próximo á parede onde se lia os horários e dias em que funcionava. Gwen se perguntou por que alguém iria querer entrar ali dentro como ponto turístico.

– Onde estamos? – ela perguntou, fitando o enorme castelo que agora se revelava por inteiro.

– Estamos próximos aos Cárpatos – Heron sorriu – E este é o Castelo de Bran.

Gwen o fitou com ceticismo.

– Drácula?

-Ele mesmo.

Gwen voltou seus olhos encantados para o Castelo. Sempre teve certa curiosidade quanto àquele lugar. E vendo de perto parecia tudo ainda mais sombrio do que na história.

– Eu achei que ficasse na Transilvânia – ela disse, um tanto desapontada.

– Nós estamos na Transilvânia. – Heron sorriu, abrindo os braços para o lugar. –Toda essa região é a Transilvânia. Acabamos de passar pelos Cárpatos – ele indicou a estrada estreita que beirava o precipício pela qual haviam passado.

– É lindo – Gwen teve que admitir.

– E muito sombrio – Heron acrescentou.

– Você acha que as histórias são reais? – ela perguntou com curiosidade sincera.

– Quem é que pode saber? Naquela época essa parte da Romênia era cheia de crueldades e coisas sombrias, todos se mantinham distantes. Tinham medo das sombras de Brasov e de Vlad, o empalador. Ele andava assombrando os Cárpatos e as regiões mais sombrias. Era o grande governante da Valáquia e tratava seus inimigos com bastante crueldade, isso assustava a população. Morris nunca chegou a encontra-lo – disse Heron, pensativo. – Não vínhamos muito para essa região, preferíamos a segurança das montanhas. Eram épocas de superstições e perigos para nós, vampiros.

Seus olhos se voltaram para Gwen, divertidos.

– Mas ao que se sabe, esse castelo é muito mais antigo do que o próprio Drácula – ele disse – Foi construído pelos Saxões quando eles chegaram à Romênia.

– Como é que sabe disso? – Gwen o encarou com adoração.

– Ser um vampiro tem suas vantagens – ele sorriu presunçoso.

– Nem em um milhão de anos eu saberia… – Gwen riu.

– A maioria das pessoas não sabe. Estão mais encantadas com as lendas sombrias que o cercam do que com a história em si.

– Entendo – ela murmurou, distraída. Queria chegar mais perto, entrar. Queria explorar tudo o que tivesse a seu alcance… Sua curiosidade era sua pior inimiga. – Está fechado.

– Sim. Geralmente funciona como um museu, mas hoje não está em funcionamento.

– Imagino que você sabia disso – Gwen o fitou com desconfiança.

– Oh, sim – ele sorriu, matreiro e puxou-a gentilmente para seus braços.

Gwen recostou a cabeça no ombro dele e se permitiu olhar o Castelo de longe.

– Por que vocês não fizeram a fortaleza aqui? – Gwen perguntou. – Seria mais óbvio e afastaria muito mais curiosos.

– Chamaríamos muita atenção – Heron explicou – A Romênia já tem lendas demais. Não precisamos de mais olhos nos observando.

– Ainda assim eu acho o castelo de Brasov muito mais bonito – Gwen confessou com um sorriso.

– Ah, não tem comparação. Brasov é muito mais encantadora, mais sombria e verde. Aqui é apenas uma sombra do que deveria ser o lar dos vampiros.

– Eu só não entendo o porquê da energia densa – disse Gwen, confusa.

– Vlad era cruel… Impiedoso. A morte brutal de seus inimigos e o terror que vivia dentro dele manchou esse lugar. A família descendente tentou reivindicar o castelo, mas rapidamente desistiram quando sentiram a aura desse lugar. Até os mortais podem sentir as trevas que rodeiam a propriedade.

– Faz todo sentido – Gwen concordou e já se preparava para fazer mais perguntas, mas Heron posou os lábios frios nos dela, silenciando-a.

Gwen sentiu seu corpo corresponder ao toque suave, estremecendo. Suas mãos envolveram os cabelos macios do amante, quase automaticamente, e ela o trouxe para mais perto. Não havia nada mais macio do que os lábios dele deslizando-se sobre os dela.

Ela o sentiu erguê-la suavemente do chão, mantendo-a em seus braços. Seu beijo era tão doce que lhe derretia o coração. Ela o desejava intensamente. Tanto que doía em sua alma… Se não pudesse tê-lo por completo se perderia em sua loucura.

Heron a soltou relutante, finalizando o beijo ardente com um suave roçar de lábios. Seus olhos estavam dilatados, o amendoado se tornando ouro líquido.

– Ah, Gwen – ele suspirou, ofegante, e a fez estremecer.

Gwen aninhou-se em seus braços e afundou o rosto no pescoço frio, sentindo o aroma familiar encher seus pulmões.

– Amo você – ela sussurrou.

– E eu a você, mici – ele respondeu, encontrando o olhar dela.

– Obrigada pelo presente – ela indicou o Castelo.

– Eu imaginei que fosse gostar de conhecer – ele sorriu, todo presunçoso.

Gwen sorriu com ele, mas seu sorriso era malicioso. Antes que ele pudesse se dar conta disso, ela envolveu-lhe o pescoço e tomou conta de sua boca mais uma vez. Heron gemeu e correspondeu àquele beijo, era impossível de resistir. Sua boca se tornava quente na dela, uma sensação que nem todo imortal era capaz de apreciar.

Quando o beijo se tornou mais profundo, as línguas se movimentando sensualmente e seus corpos se encontraram, Heron considerou interromper. Mais um pouco e não seria capaz de parar. Seu corpo inteiro ansiava por ela, principalmente sua parte mais íntima… E ele não sabia o quanto mais poderia se segurar. Ela era uma tentação para sua fera interior, uma tentação selvagem… Irresistível.

E parte dele não queria resistir.

Parte dele implorava para tê-la.

Ousado, ele deslizou a mãos para dentro do suéter que ela usava, acariciando a pele nua e suave das costas numa provocação descarada.

Gwen estremeceu com o toque, sentindo seu coração disparar. Seu desejo era quase tão forte quanto o dele. A diferença é que ela não se importava em ceder… Gostava de provocar o monstro dentro dele, instiga-lo a deseja-la.

– Acho melhor irmos embora – ele sussurrou em seus lábios.

– Por quê? – Gwen perguntou, ofegante.

– Porque você tira todo o meu controle – a voz dele saiu sensualmente rouca.

– Eu não quero que você se controle – ela sorriu, provocando-o.

Audaciosa, ela deslizou o polegar sobre os lábios dele.

– Eu quero que você beba de mim – sussurrou em seu ouvido, sentindo-o estremecer.

Heron gemeu uma vez, profundamente e seus olhos se fixaram nos dela.

Foi o que bastou para ele mandar seu controle para o espaço.

Sedutor, ele buscou o pulso delicado a ele oferecido sem nenhum pudor. Os lábios frios beijaram a pele, reverentes. A mistura do aroma doce de perfume e o cheiro provocante do sangue era uma tentação para ele. Imediatamente seus caninos apareceram, penetrando a carne macia. Ele sugou suavemente, sentindo o sabor doce e poderoso encher sua boca e preencher todos os pontos de seu corpo.

Gwen gemeu deliciosamente ao senti-lo sugar, seus olhos se fecharam automaticamente para sentir a sensação tão conhecida e extasiante que vinha junto com as endorfinas. Seu corpo estremeceu suavemente e se aconchegou ao dele, encaixando-se.

Heron soltou um gemido profundo ao sentir o corpo dela esmagar a ereção que ostentava dentro da calça e ele sugou ainda mais forte. Gostava de ouvi-la gemer, quase tanto quanto gostava da sensação do corpo dela tão próximo ao seu.

Inebriado com aquela onda suave de prazer, uma de suas mãos escorregou pelo corpo fervente e alcançou um dos seios, apertando-o suavemente por cima da renda do sutiã.

Gwen sentiu seu corpo inteiro estremecer diante daquele toque, o formigamento provocado pelas endorfinas aumentou consideravelmente levando-a a uma onda profunda de prazer. Sem ter mais o controle sobre si mesma, ela deslizou rumo ao chão.

Mas antes que o atingisse, mãos fortes a seguraram, mantendo-a no lugar. A boca de Heron tomou a sua num beijo esfomeado, devorando-lhe a língua e os lábios ardentes. Ela se agarrou a ele com mais afinco, os dedos hábeis envolvendo os cabelos macios e o prendendo ali. Seus lábios eram tão urgentes nos dele que chegavam a pegar fogo.

Heron interrompeu o beijo, deslizando os lábios até a orelha dela. Ele mordeu o lóbulo sedutoramente, provocando-a.

– Devemos ir agora – ele sussurrou, ofegante.

– Sim, devemos – ela também sussurrou, completamente tonta.

Heron riu de sua fraqueza, pegando-a no colo. Seus passos eram suaves conforme voltava para o carro, os olhos nunca deixavam os dela.

– Você não vai ter problemas por ter invadido o lugar? – ela perguntou, a voz fraca.

– Ninguém saberá – ele garantiu, ajudando-a a entrar no carro.

Quando Heron assumiu a direção mais uma vez, Gwen se aninhou no banco macio do Lexus, encostando a cabeça no encosto de modo que pudesse olhar para ele. Sentia-se tonta e cansada, como se tivesse acabado de correr uma maratona e precisasse dormir urgentemente. Mas ainda assim, nem o balanço do carro foi o suficiente para fazê-la fechar os olhos e perder seu amante de vista.

– Como se sente? – ele perguntou.

– Cansada – ela suspirou.

– Isso é o que acontece quando você abusa do meu controle. Eu a esgotei.

– Hum… Eu gostei de abusar do seu controle – ela sorriu, manhosa.

– Ah, mici – ele suspirou, sensual – Você abusa da sorte.

Gwen apenas o encarou, os olhos azuis e intensos.

– E só para você saber – Heron disse, os olhos fixos na estrada e o sorriso estampado nos lábios corados – Eu também gostei de ter perdido o controle.

 *-* *-*

 O sol já ia se pondo e dando lugar à noite majestosa quando eles chegaram de volta às muralhas. Heron estacionou o carro na garagem e ajudou Gwen a descer, segurando-a com firmeza para mantê-la de pé. Ele a envolveu pela cintura, deixando que se apoiasse nele conforme andavam pelo cascalho brilhante até os limites do castelo.

Gwen estava mais do que satisfeita por estar ao lado dele, nem sequer se importava de estar sentindo a fraqueza invadir seu corpo lentamente. Precisava comer alguma coisa, como Heron havia dito no carro quando voltavam para Brasov. Mas no momento estava mais interessada em passar seu tempo com Heron e ocupar a boca com a dele.

Mas sua felicidade não durou muito.

Quando chegaram ao pátio central, encontraram Morris levemente recostado em um dos pilares antigos que sustentavam o teto. Estava tão poderoso como da última vez que Gwen o vira, usava uma túnica negra e imperial, os cabelos longos e negros caindo em ondas pelas costas musculosas. Seu rosto era cruel e muito bonito, mas a beleza que havia ali era fria… Como a neve impiedosa de uma noite de inverno.

Gwen pôde sentir a energia pesada lhe atingir no instante em que se aproximaram, as trevas que o rodeavam insistiam em perturbá-la. Mas ela não as deixaria lhe envolver também, seu brilho interno a protegia.

Os olhos cinza escuros de Morris se fixaram em Heron e depois em Gwen, menos amistosos.

– Morris – Heron inclinou-se em um cumprimento.

Kadra[1] – Morris retribuiu o cumprimento.

Gwen se encolheu um pouco, não gostava da presença daquele vampiro, principalmente quando ele a olhava daquele modo. Como se a desprezasse.

– Apreciando a minha fortaleza? – Morris perguntou com uma educação forçada.

– É muito bonita – Gwen se permitiu a responder, sincera.

– Oh, ela sabe reconhecer a beleza sombria – ele sorriu como se aprovasse. – Eu mesmo mandei construir.

Gwen assentiu, sem saber mais o que dizer. Não tinha muito sobre o quê conversar com aquele vampiro uma vez que ele a odiava, tampouco gostava de encarar aqueles olhos cinzentos e impiedosos. Então deixou que seus olhos vagassem pelo pátio, fixando-se naquilo que antes ele observava tão atentamente.

Escondida atrás de um dos pilares estava uma jovem loira, totalmente maltratada. Ela usava trapos sujos ao invés de roupas, o cabelo loiro estava bagunçado e cheio de poeira. Com espanto, Gwen percebeu que se tratava de Leah… Mas aquela era só uma sombra da mulher que ela havia sido. Agachada no piso rochoso, ela esfregava a pedra com uma esponja encardida.

Gwen desviou o olhar, perturbada.

– Ela está apenas pagando por seus crimes – Morris explicou, surpreendendo Gwen. Ele falava com naturalidade, a expressão vazia – Agora ela me serve.

Como se atraída pela voz dele, Leah levantou a cabeça e focou seus olhos diretamente em Gwen, cheia de um ódio frio.

Heron envolveu Gwen nos braços para confortá-la, beijando o pescoço macio com suavidade.

– Não acha apropriado, pequena Gwen? – Morris perguntou, fitando a jovem com certo divertimento.

– Eu não pedi por nada disso. – Gwen disse com a voz baixa.

– Ah, mas é claro que não. – ele sorriu, perverso. – Ela não está aí por sua causa, humana. Ela está aí pela traição que cometeu contra um de meus guardas. Ela me serve para compensar a afronta que fez ao Fitzroy.

Gwen estremeceu levemente.

– Não acha apropriado? – Morris repetiu – Afinal ela atentou contra a sua vida.

– É o bastante – Heron respondeu por ela.

– Deveria exigir mais como castigo para a mulher que quase matou a sua humana – Morris disse, mordaz.

– Como você mesmo disse, isso não se trata de Gwen –Heron o lembrou – Mas, se dependesse de mim ela já estaria morta há muito tempo. Só a respiração dela já me é um insulto!

Gwen estremeceu com o ódio nas palavras de Heron. Sua reação automática foi tocar o rosto sombrio suavemente com a ponta dos dedos, emanando um pouco de sua luz para dentro dele.

Heron sorriu, beijando os dedos macios que o tocavam.

– Reações humanas – Morris resmungou, visivelmente irritado. – Não se esqueça de seu dever esta noite, Morkoy – ele o lembrou e saiu pisando fundo.

Gwen se mexeu nos braços de Heron com um sorriso divertido.

– Parece que alguém ficou de mal- humor – ela disse, satisfeita, conforme eles se afastavam do pátio em direção aos corredores do castelo.

– Não ligue para ele – Heron sorriu – As reações humanas o irritam profundamente.

– Então ele não gosta de beijar? – Gwen perguntou com ar provocante e apoderou-se de sua boca.

Heron sorriu em seus lábios e beijou-a com vontade, sugando os lábios doces.

– Acho que é melhor você ir para o quarto – ele disse, a respiração difícil.

– Você vem junto? – ela sussurrou.

– Você já abusou do meu controle o suficiente por um dia. Passamos dos limites – Heron disse, sensato.

– A que limites você se refere? – Gwen disse e o beijou, gaiata. – Sabe que tem livre acesso à mim.

– Não deveria me provocar dessa maneira, mici – ele alertou, malicioso – Pode ser perigoso… Eu posso não resistir.

– Eu não quero que você resista – ela disse e mordeu-lhe o lábio inferior suavemente.

Heron grunhiu, tomando a boca dela mais uma vez. Suas mãos grudaram o corpo dela ao seu, apertando-a enquanto deslizavam sedutoramente até a cintura. Sua vontade de tê-la completamente se tornou insuportável quase a ponto de fazê-lo perder o controle. Quanto mais a beijava, mais a desejava. Os lábios dela eram como o mais saboroso vinho… Chamavam, seduziam…

– Eu quero você em mim – Gwen sussurrou, a boca colada na dele.

Heron sentiu seu corpo explodir diante daquela confissão audaciosa. Ele a beijou com mais intensidade, sentindo seu coração bater mais forte dentro do peito. Habilidoso, ele a ergueu pelo quadril e ela envolveu as pernas em sua cintura.

Seus lábios não ousavam se separar, as línguas compenetradas naquela dança sensual tornando o beijo ainda mais ardente. Quando os dedos dela enlaçaram-lhe os cabelos macios, ele gemeu.

– Onde? – Heron perguntou, rouco.

– Heron! – uma voz chamou a pouca distância.

Gwen enrijeceu em seus braços, envergonhada por ser flagrada em uma situação como aquela. Heron a colocou no chão habilmente, envolvendo-lhe a cintura com os braços para mantê-la por perto. Com um sorriso extremamente malicioso, ele fitou o guarda que se aproximava.

– Theodors – ele acenou num cumprimento.

– Morris disse que você nos ajudaria no muro leste – Theodors disse, fitando o casal com princípio de sorriso.

– Precisa ser agora? – Heron perguntou, um tanto aborrecido.

– Receio que sim.

Heron voltou seu olhar para Gwen.

– Terminamos isso mais tarde – ele disse numa promessa quente, fazendo-a corar.

– Não demore – ela sussurrou em seus lábios.

Heron lançou-lhe um sorriso malicioso e desapareceu junto com o guarda.

[1] Saudação suméria.

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