Paixão Obscura (Pt 4): Wilton, e (Pt 5): O Encontro

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Capítulo 4 – Wilton

Um Crossover de: Morgana Owl e Saul GuTerres.

 Wilton era um rapaz de aproximadamente 18 anos, muito bem apresentável, possuía um porte físico atlético e sua pele morena junto com seus olhos verdes lhe davam um ar exótico e encantador. Isso bastava para que ele arrancasse suspiros de todas as garotas de seu bairro e escola. Sua família possuía uma das maiores fazendas da região. Mas o que era a marca da família era o mercado de equinos. Uma tradição de família passada a anos pelos ancestrais de Wilton. Seu pai sempre lhe falava que um dia ele seria o dono de tudo aquilo, o que de fato não seria difícil para ele, pois ele tinha um dom natural para lidar com os cavalos. Seu avô dizia que ele se parecia muito com seu tataravô, pelo menos nessa questão. Pois no caráter eram muito diferentes.

Embora Wilton fosse um rapaz estudioso, ele gostava muito de usar sua beleza para conseguir tudo que queria, principalmente satisfazer seus desejos sexuais. Esses os quais lhe haviam colocado em várias encrencas, mas com o nome que carregava na família, tudo acabava sendo escondido. Seus pais sempre conversavam com ele sobre tais atitudes, mas ele nunca dava bola, sempre fazia aquilo que lhe desse vontade e prazer. E foi assim que em uma tarde, ele estava sentado na beira da calçada, quando avistou seus vizinhos do lado chegarem com algumas mudanças e logo foi ver do que se tratava.

– Bom dia dona Dalva!

– Bom dia Wilton!

– A senhora está de mudança? Desculpe minha curiosidade!

– Não menino, apenas minha sobrinha que virá morar comigo! Disse Dalva sem interesse.

– Que legal! Uma vizinha nova! Disse Wilton sorrindo.

– Mas é bom que não tente se engraçar com ela ouviu bem? Retrucou Carlos quando saía do carro.

Wilton deu um passo para trás, sabia que aquele homem não gostava muito de sua família. Nunca entendeu o porquê. Mas entendeu logo o recado.

– Sim senhor, eu só estava curioso e já vou indo, desculpe-me!

Carlos o seguiu com o olhar, sabia que aquela aproximação poderia libertar um mau muito grande, mas não deixou que Dalva percebesse. Para ela pareceu apenas uma implicância boba do marido com um jovem galã da rua. E por assim ficou.

Naquele mesmo dia, Wilton ficou de olho sobre a movimentação na casa de seu Carlos. Até que horas depois viu quando uma garota ruiva desceu do carro carregando alguns livros. E como um ímã logo se sentiu atraído por ela, mas não por amor, apenas sexualmente, esse era seu único interesse com aquela garota e com todas que um dia ele se aproximou.

Na manhã seguinte Wilton se arrumou como de costume, e isso ele sabia fazer como ninguém, pegou seus livros e foi para aula. Ele viu algum movimento na casa ao lado, e logo pensou se tratar da nova garota. Viu quando ela estava saindo de casa também com livros e deduziu que ela iria para escola. Com olhar de canto percebeu que ela de longe o fitava, fingiu não ver e seguiu seu trajeto. Como a única escola particular perto dali era a mesma em que ele estudava, ele torceu para que a garota estivesse matriculada na mesma.

Antes da batida do sinal, ele ficou entre algumas árvores para se ver se Alícia fosse passar por ali. Não esperou muito e logo viu quando o carro de sua tia a deixou na entrada do portão. Ficou quase em euforia, e em seguida também foi para a aula. Passada algumas horas, o recreio iniciou, todos os alunos estavam pelo pátio, e Wilton tratou logo de ver onde e com quem Alícia estaria. Ela estava sentada sozinha no banco do pátio, enquanto ele estava com seus amigos, por um segundo seus olhares se cruzaram, mas nenhum nem outro quis retribuir.

O sinal tocou e todos começaram a voltar para as salas. Wilton estava reparando em Alícia, quando avistou uma mulher acima do memorial da escola que parecia rir, olhou de novo e ela não estava mais lá! Pensou ser sua imaginação e voltou para sua sala.

 

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Capítulo 5 – O Encontro

Alícia chegou da escola um pouco cansada aquela tarde, mas já tinha se habituado a escola.

Já havia feito amizade com algumas meninas, mas nada muito relevante. Para Alícia elas eram muito “bobas” e se importavam muito com as aparências. Fora isso tudo estava indo da melhor maneira possível. Logo que chegou em casa, foi direto para cozinha almoçar, Como seus tios trabalhavam o dia todo, ela sempre almoçava sozinha.

Depois que almoçou, foi para o seu quarto descansar um pouco, mas foi acordada por alguns gritos e barulhos na rua. Olhou pela janela de seu quarto e viu quando Wilton e seus amigos jogavam bola em frente à sua casa. Sentiu um calafrio, aquele garoto mexia com suas emoções e ela não sabia o porquê. Estava distraída olhando para ele na janela, que não notou quando os outros garotos apontaram para ela e chamaram Wilton, mostrando que ela o estava fitando.

Quando se deu por conta, fechou a janela rápido, morrendo de vergonha e ainda ouvindo as risadas doa garotos lá embaixo.

Como não havia conseguido dormir Alícia foi dar uma volta no bairro. A tarde estava agradável, e ela adorava caminhar. Quando estava voltando para casa, viu que Wilton estava sentado sozinho em frente à casa dele. Ela então respirou fundo e rezava para que ele não a enxergasse, mas foi inútil. Estava quase entrando no portão ouviu um assovio.

– Ei moça! Você é a nova vizinha?

– Oi! Sim, na verdade já faz uns dois meses que moro aqui.

– Sim sim, eu vejo você na escola, está no terceiro ano também né?

– Sim estou.

– Meu nome é….

– Wilton!

Alícia o interrompeu já morrendo de vergonha e se sentindo uma tola.

– E o seu qual é? Perguntou ele com um sorriso debochado no rosto.

– Alícia!

– Bom, já que estudamos na mesma escola e somos vizinhos, nada melhor do que sermos amigos não acha? Disse Wilton com olhar irresistível.

– Sim podemos, mas agora preciso entrar, tenho afazeres lá dentro.

– Nos vemos amanhã então?

– Sim! Alícia entrou em casa eufórica.

Passou na cozinha bebeu um copo de água gelada e foi para o seu quarto, tentou estudar mas aquele encontro inesperado com Wilton não saía de sua cabeça. E ela pensou estar louca, mas na verdade era Eileen que em espírito imantava pensamentos para que ela se apaixonasse por ele. Ela sabia do caráter de Wilton e de seus antepassados, e que a única forma de despertar o poder maligno adormecido em Alícia era causando-lhe uma desilusão amorosa e ela estava ansiosa por isso. Pois só assim ela tomaria conta do corpo de Alícia e terminaria sua vingança.

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Continua

2 comentários em “Paixão Obscura (Pt 4): Wilton, e (Pt 5): O Encontro

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