O Sangue da Meia Noite – Capítulo 01

Escrito por Natasha Morgan

s

Gwen se mexeu inquieta na cama. Desde a partida de Heron as coisas não estavam fáceis, ela não conseguia dormir. Acordava várias vezes na madrugada sentindo a falta daquele que lhe prometeu amor eterno. De alguma maneira ela o culpava por tê-la deixado… Mesmo dizendo que a amava… Mesmo prometendo que voltaria.

Era um sentimento egoísta, ela sabia, mas não conseguia controlar seus pensamentos e emoções. A saudade era deveras sufocante embora, com o tempo, tivesse aprendido a conviver com ela.

Seus dias eram lentos e tediosos, o relacionamento com os pais era o mesmo. A escola era inconveniente como sempre: as mesmas pessoas chatas e implicantes. No entanto, seu relacionamento com Erika não era o mesmo… Não era como Alice no País das maravilhas, mas estavam se entendendo melhor. Falavam-se somente quando necessário e a outra garota insistia em ser insolente… Mas pelo menos não se provocavam mais.

É… O tempo passava mesmo… Mas os dias eram lentos demais para seu gosto.

O silêncio do quarto fez seus sentidos se apurarem e um formigamento muito familiar se espalhou por todo seu corpo. Lentamente, fazendo-a estremecer.

Alguma coisa estava errada.

Confusa, Gwen abriu os olhos.

– Sex Pistols? – A voz aveludada a atingiu em cheio, vinda da porta.

Gwen seguiu aquele som melodioso como se fosse seduzida, o coração martelando no peito. Quando seus olhos encontraram o visitante levemente encostado na parede ao lado da porta, o formigamento aumentou de proporção, fazendo-a queimar por dentro.

– Dimitri! – ela disse e não sabia ao certo se estava irritada, assustada ou surpresa.

– Honestamente – ele disse, aproximando-se com sensualidade. – Você não parece o tipo de garota que curte música Punk.

Gwen franziu o cenho e olhou para a camiseta que vestia, dando-se conta do que ele estava falando.

– O que você está fazendo aqui? – ela perguntou.

Dimitri deu um sorriso altamente malicioso.

– Não parece feliz em me ver.

– Não fico muito feliz quando pessoas estranhas entram sorrateiramente no meu quarto. – ela rebateu.

– Eu não sou um estranho. – ele deu um sorriso educado e seu olhar se tornou profundo. – Você me conhece muito bem… Mais do que imagina.

Gwen desviou o olhar daqueles olhos negros e absurdamente manipulativos.

– Você me entendeu. – ela disse e se levantou da cama. A presença dele era opressiva… E absurdamente perturbadora.

– Você tem medo de mim? – ele perguntou, atento a seus movimentos.

– O que você está fazendo aqui? – ela o ignorou.

Ele sorriu novamente, educado.

– Heron me mandou.

– Heron? – a voz dela saiu arrastada.

– Ele me mandou protegê-la.

Gwen franziu o cenho.

– Proteger de quê?

– Por que você não vai se trocar e me encontra lá em baixo? – ele sugeriu.

– Tudo bem. – ela assentiu confusa.

Dimitri deu um sorrisinho malicioso e saiu.

Gwen sacudiu a cabeça, voltando-se para as pilhas de roupas jogadas no chão ao lado do guarda-roupa, tentando encontrar algo decente para vestir. Desde que Heron foi embora ela não ligava muito para a organização de seu quarto.

Ela não ligava muito para nada.

Enquanto vestia a saia florida e uma blusa qualquer pensava em qual seria o motivo para aquela visita inesperada. E por que Heron estava envolvido.

Não via Dimitri desde que voltara de Brasov, tampouco ouvira falar de Heron. Imaginava o que ele estaria pensando ao enviar Dimitri para protegê-la do que quer que fosse uma vez que ele mesmo a advertiu para ficar longe daquele vampiro.

De repente seu corpo paralisou ao se dar conta do que poderia ser tão perigoso para Heron passar por cima de suas próprias opiniões sobre Dimitri e mandá-lo até ela. Só havia um perigo para ela naquele momento… Um perigo letal para todos que conheciam os Mistérios da Meia-Noite.

Os Filhos da Noite.

Arrepiada, Gwen calçou a primeira coisa que encontrou pela frente e correu escada a baixo, procurando por Dimitri.

Ela o encontrou na sala de estar, sentado confortavelmente em um dos sofás cor de creme ao lado de Dolan.

Mais preocupada do que irritada por ele estar em sua casa, ela se aproximou com os olhos firmes.

– O que está acontecendo? – perguntou.

Dolan se levantou e puxou-a para seu lado suavemente. Tinha a expressão controlada, embora estivesse bastante preocupado.

Eles vieram atrás de você. – disse ele, tentando soar calmo.

– Como é? – ela arfou. Sabia exatamente quem eram eles.

– Eu contei cinco ataques nos arredores até agora. – Dimitri disse – Santa Mônica, Torrance, Long Beach, San Clemente, e o último aqui em San Diego. Eles estão atrás de você.

– Por quê?

– Lembra-se do lobo que a sua querida amiga feriu no labirinto mês passado? Ele quis retaliação. Morris não permitiu porque a garota é uma bruxa. Então ele se uniu aos Exilados e , suponho, contou sobre você.

– E agora eles vêm atrás de mim para atingir Heron. – Gwen deduziu num sussurro petrificado.

– Esse é o plano de Amadeo. – Dimitri assentiu.

– Como você pode saber sobre isso? – ela o encarou com curiosidade.

– Em primeiro lugar porque eu sou um guarda. Fui treinado para rastrear e lutar contra esses exilados. Não é tão difícil deduzir o que eles planejam. E em segundo lugar porque Heron me contou. – seus olhos de obsidiana se demoraram no rosto jovem. – Heron me enviou para levá-la.

– Levar? – ela se sobressaltou.

– Eu vim para proteger você. – Dimitri disse com intensidade. – E no momento o lugar mais seguro para você é em Brasov.

– Não. Eu não posso simplesmente ir embora! – ela disse. – Eu tenho uma vida aqui… Pessoas que me importam. Não posso deixá-las.

– Eu vou cuidar da sua mãe. – Dolan prometeu.

– Eles são muitos! – argumentou ela. – Eu vi o que fizeram com Heron.

– Ele não estará sozinho. – Dimitri assegurou. – Haverá guardas em toda parte.

– Não tem que se preocupar com Elin ou comigo. – Dolan a fitou com carinho. – Preocupe-se apenas com você. Sua vida não é aqui, você vive nos dois mundos, então não tem problema ir à Brasov por uns tempos.

– Eu não quero deixar vocês… A minha mãe. Mesmo estando em segurança não é justo ela não saber de nada! Não saber do perigo que estamos correndo. Você sabe a minha opinião sobre isso. Precisa contar a ela!

– Gwen, nós já conversamos sobre isso. – Dolan suspirou, triste. – Não é tão simples assim. Cada escolha tem sua consequência. Não posso me arriscar a ter Elin em perigo.

– Nós estamos em perigo! – ela rebateu.

– É diferente e você sabe disso.

– Você contou para mim. – ela o lembrou.

– Sim. E agora você está fugindo.

– Não por sua culpa.

– Ele tem razão, Gwen. – Dimitri intercedeu. – Talvez esse não seja o momento adequado para sua mãe saber sobre nosso mundo.

– E desde quando você entende alguma coisa sobre família? – ela rebateu, ferina.

Dimitri a encarou por um longo tempo, os olhos escuros e indecifráveis.

– Você tem razão. – disse ele, frio como o gelo. – Só estou cumprindo as ordens que me foram dadas. O que acontece com a sua família pouco me interessa.

Gwen recuou com a repentina hostilidade, arrependendo-se de seu momento de fúria. Desviou o olhar para Dolan, voltando a ser a garota calma e focada de antes.

– O que devo dizer a ela? – perguntou, preocupada.

– Ainda não pensei nisso. – ele confessou.

– Então sugiro que pense em alguma coisa rápida. Quanto mais cedo partirmos melhor. – disse Dimitri, seco.

– Diremos que vou passar um tempo com Sam. – Gwen disse, ignorando-o.

– É uma boa ideia. – Dolan aprovou.

– Excelente! – Dimitri comemorou sem nenhum humor. – Nesse caso devemos ir agora mesmo. – seu olhar voltou-se para Gwen. – Talvez queira se despedir da sua mãe.

– Eu quero. – ela disse, tentando ignorar a estranha dor que sentiu no peito com a frieza dele.

– E sugiro que troque de roupa também. – disse ele fitando a saia florida e a blusa de renda. – Brasov não é quente como aqui em San Diego.

Gwen assentiu uma vez e sem esperar por mais hostilidades subiu em direção ao seu quarto. Aproveitou a pilha de roupas jogadas no chão para enfiar tudo dentro de uma mala grande, separando as mais quentes.

Apesar de extremamente assustada com a idéia de estar sendo caçada pelos Filhos da Noite, a possibilidade de ver Heron a agradou. Já havia se passado tempo demais sem nenhuma ligação ou notícias.

E agora ela estava indo encontrá-lo.

De repente seu coração encheu-se de alegria. Ela finalmente poderia matar as saudades que a estava minguando pouco a pouco. Mesmo longe, ele ainda mantinha a promessa que havia feito: protegê-la.

Gwen sorriu, com carinho e saudade e então terminou de aprontar suas coisas o mais rápido que pôde.

 *-* *-*

A despedida da mãe foi o mais complicado.

Gwen entrou no quarto silencioso com o coração apertado, nunca haviam se separado por um tempo indeterminado e a idéia de deixar sua mãe a mercê de feras selvagens tornava tudo ainda mais difícil. Mesmo sabendo que Dolan era forte o bastante para defendê-la.

Ela se aproximou da cama silenciosamente, fitando a mãe adormecida. Parecia tão frágil dormindo quanto era no dia a dia – o que a fez pensar que talvez Dolan tivesse razão. Elin não suportaria saber a verdade.

Gwen engoliu o choro que ameaçou irromper e deitou ao lado da mãe, beijando-a suavemente na testa.

Elin abriu os olhos lentamente, fitando o rosto jovem da filha com carinho.

– Bom dia, minha querida. – disse ela, espreguiçando-se. – Eu não queria ter dormido até muito tarde. Que bom que me acordou.

– Mãe… – Gwen começou, os olhos muito sérios. – Estou partindo.

Elin franziu o cenho, confusa com as palavras da filha.

– Partindo? – ela repetiu sem entender nada.

– Eu vou morar com o Sam por algum tempo. – disse ela odiando ter que mentir. – Preciso me distrair com alguma coisa, me desligar desse mundo chato. Estar aqui sozinha não me faz bem.

Elin sentou-se na cama. Os olhos eram sérios como os da filha, preocupados com o rumo daquela conversa.

– Ir embora? – ela disse indignada. – Deixar tudo para trás?

– É só por um tempo. – disse Gwen.

– Não pode simplesmente largar tudo, Gwen! A escola, sua família… Sua casa.

– Ambas sabemos que não me importo muito com a escola. Posso estudar em livros o que nenhum professor ensina durante as aulas, então…

– Mesmo assim! Os estudos são importantes. Você precisa de um diploma…

– Eu sei. – Gwen a interrompeu. – Sei que se preocupa com essa parte, Mãe. Mas nesse momento eu preciso mesmo de um tempo de tudo.

– Gwen… – Elin começou pronta para repreender a filha.

– Eu não posso ficar aqui! – Gwen gritou, desabando. – Não… Faz… Bem para mim.

Elin a fitou com espanto. Não era sempre que a filha perdia o controle daquele jeito. E quando isso acontecia era porque a situação estava fora dos limites.

– Minha nossa, Gwen! – ela se aproximou da filha, preocupada. – O que está acontecendo?

– Eu só quero ficar sozinha. – Gwen sussurrou. – Sair daqui.

Elin a fitou em silêncio por vários minutos.

– Eu sei o que está sentindo. – disse ela, calma. – Sei o quanto dói a solidão. Passei por isso quando me separei do seu pai e ainda o amava. Mas não dura para sempre. A dor. Ela some conforme o tempo passa. Não pode simplesmente deixar de viver só porque ele não está mais com você.

– Eu não deixei de viver.

– Está deixando. Eu vejo você sumindo diante dos meus olhos, Gwen. Vejo o modo como você se esforça para seguir em frente enquanto ele não volta… Mas também vejo quando você chora escondida de noite. Isso não é certo! O amor não faz isso. O amor liberta… E o amor dele a está sugando.

– Isso não é verdade! – Gwen rebateu. – Eu não estou me deixando desvanecer. Eu estou vivendo a minha vida normalmente, como eu vivia antes dele. Mesmo que doa, eu estou vivendo.

– Você tenta. Mas a verdade é que desde que ele partiu você vem minguando como a lua. Não é mais aquela garotinha alegre. Você quase não sorri mais, Gwen.

– E como é que você queria que eu estivesse, Mãe? – Gwen a fitou com seriedade. – Ele é a paixão da minha vida. O que faria se o amor da sua vida fosse embora sem data para voltar?

– Heron vai voltar assim que resolver o que ele precisa com a família em Brasov. – Elin disse, sensata. – Não é como se você o tivesse perdido.

– Eu sei, mãe. – ela disse. – Eu sei. Mas é como se ele fosse demorar anos para voltar. Tudo é tão triste por aqui, tão normal. Não me faz bem ficar aqui.

– E você acha que fugir de tudo, abandonar tudo vai resolver alguma coisa?

– Não. Mas vai me dar um tempo para pensar… Um tempo para pensar no que eu quero da minha vida.

Elin respirou fundo, fitando a filha.

– Se você fosse uma adolescente desnaturada… Eu seria obrigada a ficar aqui o dia todo explicando o quanto essa história parece absurda. O quanto você ainda não sabe da vida e do amor.

Ela fez uma pequena pausa.

– Mas a verdade é que você não é assim. Eu diria até que você nem se encaixa na categoria de uma adolescente. Então tudo o que eu posso lhe dizer é: A escolha é sua. Você tem suas responsabilidades e suas escolhas. Não sou eu que vou tomar as decisões por você, tampouco impedi-la de ir.

– Obrigada, mãe. – Gwen sorriu sem o humor necessário. – Eu sabia que você me entenderia.

– Talvez eu não seja uma mãe comum não é mesmo? – Elin retribuiu o sorriso triste.

– Você sempre será uma mãe comum. São as outras mães que não sabem agir como conselheiras e respeitarem a decisão dos filhos.

Elin abraçou a filha com força, grata pela união que tinham uma com a outra. Uma ligação inquebrável.

– Quanto tempo você vai ficar fora? – ela perguntou com a voz embargada.

– Eu não sei.

– Não demore muito, minha menina. A vida te espera aqui.

– Eu prometo não ficar muito tempo longe. Vou sentir a sua falta mais que tudo.

– Eu sei que vai. – Elin limpou as lágrimas da filha suavemente. – Apenas me prometa que vai se cuidar e que entrará sempre em contato comigo.

– Eu prometo. – Gwen assentiu.

– Ótimo.

– Dolan vai cuidar de você enquanto eu estiver fora.

– Ah, eu sei que ele vai. – Elin deu um sorriso apaixonado. – Ele sempre cuida, não é?

– Amo você, Mãe.

– Eu também, minha querida.

Gwen sorriu. Sempre esperava por essa resposta quando dizia que a amava. Inclinou-se para lhe dar um beijo de despedida e, finalmente, saiu.

 *-* *-*

Dimitri e Dolan a esperavam na sala, sentados no mesmo lugar. Dolan parecia triste, como se a partida dela de alguma forma o magoasse. E realmente magoava. Ele a via como uma filha. Quando ela se aproximou com a pequena mala nas mãos ele foi o primeiro a se levantar.

– Ela está lá em cima. – disse Gwen. – Devia ir ficar com ela.

Dolan assentiu, os olhos brilhando. Aproximou-se lentamente e tomou a enteada num abraço forte.

– Cuide-se, pequenina. – ele sussurrou em seu ouvido. – Fique sempre perto de Heron.

Gwen assentiu uma vez, incapaz de dizer alguma coisa. Sabia que se abrisse a boca começaria a chorar… E ultimamente havia feito isso demais.

– Cuide dela! – Dolan disse, olhando feio para Dimitri.

O vampiro acenou uma vez, a expressão muito séria.

Dolan voltou-se então para Gwen e deu-lhe um beijo doce na bochecha antes de subir a escada e retornar para sua Elin.

Gwen voltou seus olhos para a escada, avistando a bola de pelo preto que estava sentada discretamente em um dos degraus, olhando para ela com os olhos verdes e tristes.

Derramando uma única lágrima felina, Meia Noite despedia-se da dona a quem tanto amava.

Gwen disparou até a escada, fazendo um esforço danado para não chorar, e pegou a gata no colo. Ela a abraçou e beijou, prometendo que voltaria em breve. E então, a contragosto, deixou-a.

Gwen se virou para Dimitri, encarando aqueles olhos escuros que tanto lembravam uma obsidiana.

– Já podemos ir. – ela sussurrou com a voz fraca.

Sem dizer uma palavra, ele indicou a porta. Ela o seguiu em silêncio, imaginando como aquela viagem seria complicada uma vez que ele estava zangado. Por um momento sentiu vontade de inquiri-lo, perguntar o que estava acontecendo para ele estar bravo com ela.

Mas ela sabia o porquê. Seu comentário raivoso o havia chateado. E ela não tinha certeza se estava arrependida de ter dito aquilo. Com Dimitri era tudo mais complicado.

Um carro preto com vidro fumê os esperava, estacionado na entrada da casa. Dimitri abriu a porta educadamente para que ela entrasse e depois fez o mesmo, assumindo a direção.

Gwen se sentiu extremamente incomodada em ficar tão próxima a ele. O carro emanava um perfume diferente, sedutor. Como colônia masculina. Mas ela não tinha certeza. O problema era Dimitri… Mesmo zangado, ele emanava sensualidade. Era como se ele fosse feito para seduzir, como se essa fosse a natureza dele: a sedução. E mesmo sem ele ter dito ou feito nada, Gwen se sentiu extremamente atraída por ele.

O estranho formigamento que lhe tomava toda vez que o via aumentou momentaneamente quando entraram no corro, levando-a a sentir arrepios.

Era estranho, ela pensou, era como se ele provocasse isso toda vez que chegava perto. E ela não tinha a mínima idéia de por que isso acontecia.

E ela que pensava que Heron era o senhor da sedução… Depois que conheceu Dimitri mudou completamente de opinião.

– Precisamos ir a um lugar antes de partir. – disse, cortando o silêncio desagradável.

Dimitri virou-se para ela com um sorriso malicioso.

– E que lugar seria esse, Gwen? – ele perguntou.

– Minha escola. – ela respondeu, desconfortável com toda aquela onda insana de sensualidade. Ele estava fazendo de propósito, ela tinha certeza.

– Quer se despedir dos amigos? – ele perguntou com humor.

– Não. Eu quero buscar uma amiga. – ela o corrigiu.

Dimitri a fitou com curiosidade.

– Você se lembra da Erika?

– Oh, sim. – ele sorriu malicioso. – Lembro-me muito bem dela.

– Precisamos levá-la junto.

– Ela ficará bastante segura aqui em San Diego. Amadeo não está atrás de ninguém a não ser você.

– Ninguém está mais seguro por aqui. – Gwen resmungou. – De qualquer forma nós temos que ficar juntas.

– Eu tenho certeza de que Helve proporcionou proteção para ela. – Dimitri insistiu. – Ela não precisa vir.

Gwen soltou um suspiro irritado.

-Vamos para a escola, Dimitri.

– Você é teimosa. – ele disse.

– Você ainda não viu nada!

Dimitri sorriu e virou o carro na rua mais próxima, seguindo as orientações de Gwen.

Continua!

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