Vendetta Pt.4 – Quebrando as Regras

car 5

Por Lillithy Orleander

Benjamin desligou o telefone e correu até o guarda roupa, pegando um moletom. Arrumou – se apressado e calçou um tênis de corrida surrado que estava jogado embaixo da cama, colocou o celular no bolso da calça e foi até o quarto de sua mãe avisar que estava saindo.

– Mãe? – disse ele batendo na porta suavemente

– Entre Ben.

Ellen já estava deitada, relendo o jornal da manhã passada, com os óculos caindo sobre o nariz, ela olhou para o filho e achou estranho vê-lo arrumado, ele não tinha dito que iria sair.

– Você vai sair Ben?

– É. Vou sim. Não vou chegar muito tarde, pelo menos eu acho que não. – ele disse mais para si. – E…

– Tudo bem, filho só não saia com as pessoas erradas.

– Eu vou ter cuidado mãe, não se preocupe.

– Vá com Deus.

Ben beijou a testa da mãe e Ellen acariciou seu rosto, olhando – o nos olhos por um curto espaço de tempo.

– Você lembra tanto seu pai. Não termine como ele, eu não iria suportar.

Ben sorriu e se levantou da cama, saindo por afora sem mencionar em momento algum que iria encontrar Charlotte. Sua mãe ainda guardava rancor e desejo de vingança pelo fim dos Maensen, que acreditava terem sido a ruína de seu marido, mas o que Ben podia fazer, Charlie exercia um domínio vicioso sobre ele, que nem ele próprio entendia. Ela era a heroína que o viciava há anos.

Charlie parou o carro atrás do ginásio, desceu e ficou encostada no capô, olhando impaciente para o relógio.

– Droga Ben cadê você?

A noite fria de Lua Cheia, unida a leve brisa que soprava, fazia com o que os cachos que Nefertithy havia feito começassem a desmanchar.  A névoa subia translucida do chão, mas nem mesmo Charlotte notara, foi então que o arrepio percorreu – lhe o corpo e ela sentiu como se alguém se sentasse ao seu lado.

A respiração quente parecia encostar-se a sua bochecha como se lhe dessem um beijo, suas pernas bambearam e o corpo todo entrou em estado de alerta. Ela sentiu faltar – lhe o ar e achou que fosse desmaiar.

– É só uma questão de tempo até você aceitar que também sou parte de você…

A voz feminina idêntica a sua a deixou apavorada, Charlotte arregalou os olhos e pensou estar tendo alucinações.

– Charlie? – era a voz de Benjamin que chegará, mas se quer fora notado pela amiga, que parecia estar presa em um transe macabro. – Está tudo bem?

Charlotte fechou os olhos e massageou a têmpora e procurou disfarçar o ocorrido, não ia contar isso para Ben não dessa vez.

– Estou sim. Só tive um dia cheio e preciso extravasar. Sumir do circuito um pouco dessa minha vidinha. E aí você topa fugir comigo essa noite? – disse ela com um sorriso maroto, batendo no capô do carro.

– Você sabe que vou pra onde você quiser, não é? – disse Ben abrindo os braços.

Charlotte não pensou duas vezes em correr para os braços do amigo, de uma forma engraçada e pouco convencional ali estava seu porto seguro.

– Eu sempre vou estar aqui quando você precisar. Sempre. – disse Ben beijando Charlotte na testa.

Ela sabia que no fundo não precisava fingir e nem mentir para Ben, afinal se para ela, ele era o refugio. Para ele, ela era a única mulher em sua vida que valia a pena.

– Então Srta. Maensen para onde vamos essa noite?

– Pensei em correr. O que você acha? – afastando de sua mente o que acabará de acontecer.

Benjamin fez cara de assustado e depois caiu na gargalhada.

– O dia que seu pai descobrir que sua doce filhinha faz esse tipo de coisa e ele descobrir que fui que á levei pela primeira vez, ele manda me matar.

– Hey, eu acho que já sou bem grandinha e posso tomar minhas decisões sozinhas, você não acha? Afinal, vivemos num país livre onde toda mulher tem os mesmos direitos de um homem, mesmo que seja para um racha.

– Eu sei, mas você nunca vai deixar de ser a filhinha do papai. – disse Ben passando o braço por cima do ombro de Charlie.

– É impressão minha ou esse lugar está mais frio do que o de costume?

– Nós vamos correr ou falar do tempo? – perguntou Charlotte tentando disfarçar a tensão e afugentando os pensamentos de sua cabeça.

– Ok. Você que manda.

– Você dirige hoje.

Charlotte jogou as chaves do Lamborgini nas mãos de Ben e entrou no carro.

– Sim, senhora!- disse Benjamin batendo continência.

O som ensurdecedor de All my Life¹ invadiu as estruturas do ginásio, enquanto o cantar dos pneus alegrava seu condutor com um cavalo de pau…

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Agora me diga Vy, o que você pensa em fazer com a sua amiguinha?- perguntou Lucian, saindo da cama da prima e vestindo suas roupas.

– Mata – lá seria muito pouco e praticamente sem dor, portanto quero vê – lá sofrer. Quero tortura-lá.

– A sua crueldade e falta de escrúpulos me excita. Conte – me seu plano.

– Ainda não tenho um plano estrategicamente formado, mas quero humilha – lá onde mais lhe doa, quero ferir seu orgulho. Quero ver Charlotte Maensen chorar lágrimas de sangue. – dizia Vyolette com ódio ardendo dentro de seus olhos.

– O que ela mais ama Vy?

– Acredito que seja a família, por quê?

– Então comece por aí. Ataque a família, os amigos e quem mais ela quiser proteger. Nisso eu posso te ajudar.

– Ela é uma Maensen. São todos assassinos. Todos com exceção de Charlotte. A vadia pensa que pode ser diferente da família.

– Ainda sim ela não deixa de ser humana e ter fraquezas como todas as outras pessoas do mundo, você não acha?

Vyolette sorriu para o primo diabólica, enquanto ele se servia de um copo com água, respondendo o sorriso da mesma forma.

Lucian era tão ruim ou mais do que a prima, aprenderá desde criança que se tivesse que conseguir algo passaria por  cima de qualquer um para ter aquilo que achava merecedor.

Era frio, calculista e um perfeito estrategista, além de manipulador. Tinha o rosto fino e os lábios cheios. De olhos castanhos claros, ele fingia ser o anjo do sonho de qualquer mulher, mas isso se provava o contrário depois que conseguia o que queria e descartava as mulheres como se fossem um trapo velho. Ele era o lobo na pele do cordeiro.

Lucian tinha tudo o que Vyolette tinha só que em dobro. Amavam o poder, a ambição e a luxuria. Eram sádicos e só se importavam consigo mesmos, sempre foram unidos desde pequenos e ninguém nunca entendeu qual era o laço que unia os dois, já que ambos eram interesseiros e derrubavam qualquer pessoa que atravessasse seus caminhos, fosse com palavras, fosse com a morte.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Aleksander esmurrava o volante do carro querendo matar a garota que o fizera comer poeira, quando o celular tocou.

– Aleksander, vocês ainda estão vivos? – perguntou Nhara divertida.

– Vivos nós estamos, mas não é por causa daquela louca. Estou parado no meio do nada, sem uma viva alma por perto, por que aquela desgraçada atirou no meu pneu dianteiro.

– Ela tem uma vivacidade, não é mesmo filho? – disse Nhara provocando o filho

– Mãe que merda você bebeu nessa casa pra ficar do lado daquela mulher?

– Você me respeite que eu mesmo te mato. – disse Nhara voltando ao tom de voz frio de sempre. – Charlotte Maensen é de um valor inestimável para nós ultimamente, portanto trate de acertar os ponteiros com ela. Use pelo menos esse seu rabo preguiçoso e esse charme barato para beneficiar os negócios. Vou mandar alguém te buscar.

Nhara desligou o telefone e Aleksander ficou olhando para o aparelho se perguntando que tipo de coisas a mãe desejava salvar com os Maensen.

– Quando eu digo que nunca vou entender as mulheres, é a única hora que sei que estou certo.

O celular de Aleksander voltou a tocar e ele estranhou o numero desconhecido no visor.

– Pronto, aqui é o Svalden.

– E aí Alek, quanto tempo hein, garoto?

– Leo…

– E aí o que você anda fazendo da sua vida? Sumiu de Atlanta, esqueceu os amigos…

– Você sabe que ainda me deve aquela grana não Leopold?

– Ah cara eu, sei que ainda estou te devendo, mas ainda estou com alguns problemas nos negócios.

– Rachas não são negócios Leo.

– Pode não ser pra você, mas a garotada aposta alto nisso Alek e eu ganho sempre minha porcentagem.

– E aí o que me conta de novo? Passeando por Boston?

– Sabe como é né, eu vou aonde o trabalho vai.

– Então você está fazendo “corridas” por aqui.

– A grana é um pouco mais alta e os clientes são de um grupo mais seleto, por as sim dizer.

– Tá lidando com a elite agora?

– Só os grandões. Stradivus, O’ Connor, Mac Dowell, Maensen, Thyrsus…

– Peraí, você disse Maensen?

– É.

– Qual dos dois Maensen?

Leopold dava gargalhadas ao telefone, enquanto Aleksander esperava a resposta. Talvez fazendo amizade com um dos irmãos de Charlotte as coisas ficassem melhores. Ele faria amizade com ela e ia dar um jeito de ferrar ela assim como ela havia feito, mas sua mãe lhe arrancaria o pescoço.

“Que droga de garota!” – pensou ele.

Aleksander só não entendia por que Leopold ria tanto. Quem sabe não era por que um deles era péssimo motorista. Ele sorriu para si mesmo.

– Não são os garotos que correm. Quem vem aqui é a garota. Aquele pedacinho de anjo misturado com o demônio.

– Charlotte?- perguntou ele incrédulo

– É esse o nome. A galera odeia quando ela aparece por aqui. Ela só corre pra ganhar, não leva desaforo pra casa e se é cantada e não gosta os cães de guarda dela dão um jeito, quando ela não quer sujar as luvas.

– Cães de Guarda?

– Pra chegar a Charlotte Maensen, ou você passa pela muralha que é o tal de Sorento, ou pelo bichinho de estimação dela. Benjamin Orachi.

– Você parece conhecê – lá muito bem. – disse Aleksander

– E você parece interessado demais na garota Maensen. Na boa Alek, ela não é do tipo que você leva pra cama. Quando chamo ela de pedacinho de anjo misturada a demônio é por que tenho um ótimo motivo. Alias que todos aqui têm um ótimo motivo.

Aleksander se calou enquanto Leopold conversava com algum concorrente que pagava a próxima corrida, quando a ajuda chegou. Mike, o mordomo trazia um Boxster preto e atrás dele o guincho.

– Senhor, seu carro. – e entregou a chave para Aleksander.

“- Falando no Diabo, segura aí na linha Alek. – disse Leopold. – Srta. Maensen que prazer, veio correr ou só admirar?

– Corta essa, Leo. Vou assistir um pouco e talvez eu corra mais tarde. Isso é claro seu achar alguém que ainda não correu de mim ou comigo.

Leopold riu do sarcasmo da garota e cumprimentou Benjamin, que apenas fez sinal com a cabeça.

– Vamos apostar? – perguntou Leopold sorrindo divertido

– Estamos aqui pra isso não é? Quero a Meleena e o Juan, 1000 em cada um.

– E você Orachi, vai apostar em quem?

– Eu…

– Ele não vai apostar vai correr no meu carro…

– Mas Charlie…

– Você vai e pronto. – disse ela determinada e encerrando a conversa – 1500 no Orachi, Leo.

– Ok, prontinho Charlotte, está feito. É sempre bom fazer negócios com você, mademoiselle.”

– Alek você ainda esta aí?

Aleksander que ouvia a tudo calado agradeceu a Mike por levar o carro e o mandou avisar Nhara que ele chegaria tarde.

– Leo, me passa o endereço de onde vocês vão correr hoje.

– Vai correr gatão? – disse Leopold rindo dele.

– Vou, avisa a Maensen que ela tem um concorrente, só me faz um favor, não  diga quem é…

Leopold passou o endereço e as coordenadas para se chegar ao lugar mais rápido, enquanto Aleksander sentia a adrenalina correr em suas veias, ele nunca desejara tanto vencer alguém quanto desejou derrotar Charlotte, mas por que ele pensava tanto na garota? Aleksander se pegou pensando em tudo que tinha passado em um só dia com ela em seu caminho e ainda sim uma parte sua não deixava de admira – lá, sua fibra e sua força emanavam um fascínio que o fazia não sentir o mínimo de ódio da garota.

Leopold aproximou – se de Charlotte que agora estava sentada sobre uma Ferrari verde, chupando pirulito e dando risada do que um cara extremamente bombado lhe dizia.

– Charlie.

– Diga Leo, o que tem de novo pra mim?

– Tenho um corredor, ele já deve estar chegando. Então depois do Orachi eu vou te pedir, por favor, pra assumir o volante. – disse ele coçando a cabeça e dando risada, Leo sabia que ela adorava ser desafiada. – Sabe como é né suas corridas são sempre as mais lucrativas. – e esfregou as mãos

Charlotte deu uma risada estridente.

– Leo, não se preocupe se querem correr comigo, eu corro. E aí é ele ou ela?

– Ele, mas pediu sigilo quanto a identidade.

– Huumm, temos um homem misterioso… – ela sorriu debochada. – Ok vamos esperar essa acabar e pode anunciar que eu vou correr, sei que você esta louco pra fazer isso, Leo.

Charlotte cruzou os braços e ficou entre pensar em seu adversário e á espera de Benjamin que estava agora no segundo lugar perdendo apenas para Meleena.

– Vamos Ben, ganha essa droga de corrida. – ela dizia.

Benjamin conseguiu ultrapassar Meleena quando um Boxster preto passou zunindo por ele, surgindo do nada vê deixando todos surpresos com a maestria com a qual o motorista dançava  na pista. Aquilo enfureceu Benjamin e este quis correr o mais depressa possível, mas ficou surpreso quando o carro reduziu a marcha e o deixou passar.

– E o vencedor é Orachi! – gritou Leopold, confuso com a aparição do carro.

– Mas que droga foi aquela e quem é o imbecil que está atrapalhando meus negócios? Motorista de bosta, querendo se mostrar no meu território, na minha corrida sem querer pagar? Ah não, isso não pode. Vou ensinar boas maneiras á este palerma.

Leopold caminhava em direção ao carro que agora estacionava próximo ao carro de Charlotte, que agora abraçava o amigo e lhe desejava os “Parabéns” por ter vencido, e xingava o motorista que agora terminava de estacionar  ao seu lado.

O homem desceu do carro e ajeitou o terno antes de se virar, Charlotte sentiu o frio subir sua espinha, ela reconhecia a roupa, mas não reconheceu o carro. Benjamin ainda segurava a moça pela cintura quando ela puxou a arma e mirou.

– Svalden!

Ele arrumou a rosa branca na lapela, para em seguida puxar sua arma também e sorrir na direção de Charlotte.

– Maensen.

– Hei, hei vamos abaixar essas coisas por aqui crianças.

– Manda esse cara sumir Leo. – disse Charlotte encarando Aleksander furiosa

– Acho bom você ouvir o Leo. Eu sou seu oponente esta noite, cara mía.

– Leo! Explique – se! – ela gritou fazendo com que todos parassem para olhar, a atmosfera que estava ao redor deles era palpável, Benjamin segurava Charlotte, para que ela não voasse em Aleksander, ele sabia que se ela tivesse a oportunidade o socaria.

– Eu não sabia que vocês tinham uma rixa, ele pediu pra correr com você e  eu nem sabia que você tinha trocado de carro Alek…

– Cortesia da donzela aí, ela atirou no meu carro e sumiu. Meio que me deixou impossibilitado de usar meu carro favorito.

– Então você quer correr? – perguntou Charlotte. –  Tudo bem, o que eu ganho se você perder?

– Você é alto confiante demais, mas eu sumo da sua frente e você não vai ter que me ver nunca mais. Mas se eu ganhar, nós vamos conversar e acertar os ponteiros. Ou eu viro seu amiguinho, ou minha mãe me mata. Entre morrer na sua mão e na mão dela, prefiro que seja a sua, pelo menos vai ser bem mais prazeroso.

– Você podem pelo menos abaixar as armas? – perguntou Leopold. – vocês estão assustando os outros.

– E aí Maensen, o que me diz?

– Negócio Fechado, Svalden?

– então façam suas apostas, por que a festa vai começar pessoal! – gritou Leopold com os olhos brilhando e batendo palmas á caminho da multidão.

– Ben, se alguma coisa sair errado ligue para o Sorento e diga onde estou ele vai saber o que fazer.

– Posso falar com a minha linda adversária? – disse Aleksander para Charlotte, enquanto Benjamin o fuzilava com os olhos.

– Tudo bem Ben, pode ir.

Benjamin saiu e foi falar com Meleena, mas sem desviar o olha de Aleksander, se ele tentasse qualquer coisa contra Charlie ele mesmo o mataria.

– Seja rápido.

– Você tem um ótimo guarda costas.

– Ben é um amigo, um irmão de longa data, mas suponho que não estamos aqui para falar do meu circulo de amizades.

– Não. Vamos começar de novo. Me chamo Aleksander Svalden, sinto muito por ter batido no seu carro, e pelo o que aquela garota que estava comigo disse. Minha mãe tem negócios com o seu pai e não quero estragar tudo, afinal família vem sempre em primeiro lugar. Peço desculpas por ter chegado aqui dessa forma, mas eu tentei falar com você e você atirou no meu carro.

– É enrolação demais pra um cara só.

– Olha só estou tentando concertar as coisas, e fazer isso pra mim é um sacrifício do cacete. Estou tentando te propor uma trégua.

– Uma trégua?

– Sim, mas se eu vencer conversamos os termos, fechado?

– E se eu ganhar?

– Ainda vou tentar te propor uma trégua, mesmo que eu leve um tiro de Taurus, acredito que minha mãe vá achar graça por que adorou você, mas você escolhe os termos. Então, temos um acordo?

–  Pode ser. – Charlotte guardou a arma e apertou a mão de Aleksander, encarando – o por alguns segundos.

Aleksander se perdeu dentro dos olhos dela e esqueceu o porquê de estar ali.

“ Mas que droga está acontecendo comigo?’’ ele tirou a rosa branca da lapela e sorriu entregando – a á Charlotte.

– Trégua?

– Te vejo no fim da pista Svalden, vamos ver se você sabe correr..

Charlotte pegou a rosa e prendeu – a no cabelo, entrando em seu carro e acelerando  o Lamborghini prata, acompanhado pelo Boxster preto…

CONTINUA…

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