Galamadriel Pt. 14 – Pedido de Ajuda

g14

Por Lillithy Orleander

O tempo pareceu parar de imediato, nada se movia. Os pássaros pareciam congelados e as pessoas pareciam estatuas de cera, vestidas em alguma cidade cenográfica, a única coisa possível de se ouvir era o som da água corrente que vinha de algum lugar ao longe.

– Miguel? – a moça sorria.

Ela deu um passo a frente na direção do Arcanjo, que agora respirava de modo irregular fazendo com a brandura que a pouco se via dê-se lugar ao general frio e calculista que todos conheceram por eras. Miguel piscou os olhos algumas vezes e quando voltou a abri – los foi para mostrar o brilho da fúria ardendo dentro dos mesmos. Ele abriu as longas asas e sem pensar muito desembainhou a espada, que aos olhos de Sonya, havia surgido do nada.

– Você. Não. É. Megara. – ele dizia pausadamente com sua típica calma congelante, ele voltara a ser quem sempre fora.

Os instintos de Miguel falaram mais alto e ele preparou – se para atacar o ser diante de si e mata – lo sem pensar duas vezes.

“Não é Megara. Nem quente como ela, nem viva como ela. Essa coisa só emana maldade…” – pensou ele, e aquilo lhe doía, a lembrança de sua amada Megara ser usada daquela forma, contra ele. Megara poderia ser uma súcubo, mas jamais emanou tanta maldade.

Sonya correu na direção do Arcanjo lembrando – se do que Edmund havia dito sobre a criatura, se interpôs entre Miguel e tentou chama – lo a razão.

– Olha me escuta, tá. Ela é linda, tem as feições de alguém que você hã… Amou. Eu também desejaria vê- lá morta, mas nós dois sabemos como isso acabaria.

Miguel olhou – a com desprezo e Sonya tremeu diante daquele olhar.

– Saia da minha frente se ainda deseja continuar viva por mais alguns milênios.

Sonya teve medo do que pudesse acontecer, mas ainda sim fincou os pés diante de Miguel, olhou dentro dos olhos frios e deu – lhe uma tapa na face. Miguel piscou algumas vezes e se enfureceu ainda mais com a ousadia.  Pegou o pulso de Sonya e o levantou á altura de seu rosto, apertando – o com força brutal, o que fez com que Sonya se curva – se de dor.

– Nunca. Mas nunca mais em sua existência, ouse tocar – me novamente.

Miguel arremessou Sonya longe, e caminhou decidido na direção da nova Megara, enquanto Sonya batia em um poste.

– Irmão. – gritou Gabriel se interpondo entre Miguel e a criatura. – Não vê que é isso que ele quer?

Megara parou e o sorriso que antes inundava sua face, convidando Miguel, desapareceu e deu lugar a um esgar ferino, pronta para o ataque.

Foi então que o som de palmas ouviu – se atrás de Megara.

– Ora, ora até que eles não são tão burros. Pelo menos não você. Não é mesmo Gabriel? – ele sorriu irônico.

– Você vai nos matar! – gritou Gabriel furioso. – Enlouqueceu?

– Não, de forma alguma. Eu apenas queria dar a meu querido irmão a oportunidade de ser feliz novamente. – disse ele com ar inocente. – Mas vocês insistem em pensar o pior de mim, me sinto ofendido. Mas se assim preferir Miguel, mate – a, e desfaça – se de meu presente, caro irmão. – ele sorriu diabólico, mostrando Megara como se ela fosse uma mercadoria para vender, esperando que os anos de frieza de Miguel falassem mais alto e apertassem o botão do fim dos tempos.

Miguel pareceu recobrar o juízo, soltou a espada no chão, olhou na direção de Sonya e lhe dirigiu um olhar de desculpas, olhou na direção de Megara e a máscara de amargura estampou – se na sua face. Miguel alçou vôo e partiu.

Lúcifer olhou com raiva para Gabriel mostrando os dentes.

– Você pensa realmente que pode me vencer? Essa é minha obra-prima. Depois que eu destruir cada um de vocês eu vou repovoar cada pedacinho desse planeta inútil com obras minhas.  Eu serei DEUS e vocês serão NADA. Serão esquecidos e eu serei absoluto, ÚNICO.

Megara será meu bom soldado, ela era a kriptonita de Miguel, um presente de grego para meu querido irmãozinho. O seu virá em breve Gabriel, muito em breve.

O tempo pareceu correr novamente de forma tranqüila como se não tivesse parado. Lúcifer sumia por uma fenda imperceptível á olhos comuns.

Gabriel voltou – se para Sonya que ainda estava no chão segurando o próprio pulso.

– Eu sinto muito pelo o que Miguel…

– Não se preocupe. – disse ela interrompendo – o. – Eu estou bem. Eu vou ficar bem. Só me tira daqui.

Gabriel pegou Sonya nos braços e encontrou um beco vazio para poder alçar vôo, pois teve medo que o véu tivesse começado a se rasgar depois do que acabará de acontecer, e talvez os mais sensíveis percebessem o que ele estava fazendo. Ele agora estava preocupado. Com Dyell que ainda estava desaparecida e não atendia seus chamados. Com Lilith, que ainda estava no Inferno junto a Calíope e com Rafael que era manipulado por Lúcifer sem saber.

As coisas estavam ficando complicadas e todos poderiam colocar tudo a perder…

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Eu não sei se você percebeu, mas eu tenho presa. Posso saber por qual motivo demorou tanto? – perguntou Dyell impaciente, sentada na cama de veludo negro.

– Calma aí. – disse Paul. – Fui tomar um banho né. A noite foi meio cheia e se é pra fazer isso, vamos fazer direito, como manda o figurino.

– Para com a palhaçada, juá disse que estou com pressa e nem estaria aqui se fosse necessário.

– Ah, diz pra mim que nunca sentiu interesse desde que me conheceu e dar uma “saidinha” comigo vai.

Dyell pensou por alguns instantes e se lembrou que o tinha desejado um pouco, mas o desejo logo havia passado e ela tinha tudo àquilo no passado.

– Veja pelo lado positivo, se morrermos daqui alguns dias, vamos morrer felizes, vamos ter feito uma coisinha gostosa antes de partir dessa pra lugar nenhum.

– Você pensa que convence quem com essa sua lábia barata? – Dyell perguntava  cruzando os braços e olhando séria para o demônio.

– É só negócios mesmo? – perguntou ele com cara de preocupado.

– Em partes sim.

– A coisa está tão feia assim lá fora?

– Olha vamos acabar logo com isso te conto todos os pormenores, se eu contar antes é capaz que não saímos desse quarto enquanto seu “companheiro” aí não se der por satisfeito. – Disse ela olhando para baixo da cintura de Paul.

Ele caminhou até um quarto contiguo que  havia ali e voltou trazendo um hobby transparente, de renda branca.

– Veste. – ele disse autoritário

– Você só pode estar brincando…

– Mandei vestir. – ele disse como se fosse outra pessoa.

Dyell tomou a veste das mãos de Paul e saiu para se trocar.

“Droga de demônio idiota vai me atrasar mais do que já estou atrasada. O mundo acabando e ele pensando em transar. Imbecil.” – pensava ela

Ela adentrou o quarto novamente, vestida como Paul havia pedido e o viu acendendo velas marrons que liberavam o odor de canela adocicado pelo quarto enquanto flores multicoloridas descansavam no criado mudo ao lado da cama ao lado de morangos, uvas e nectarinas rosadas.

Enquanto ela passava a ou vir o som suave de um violino, uma harpa e um piano, aos quais ela não via de onde partiam.

– Ora, assim está melhor. Só faltam duas coisinhas.

Paul  jogou a trança avermelhada de Dyell para suas costa e começou a desfazê-lá lentamente como se apreciasse cada mínimo detalhe daquela situação.

– Agora, relaxe. – sussurrou ele no ouvido de Dyell e a vendou.

Paul deu a mão a Dyell a levou até a cama ajudando – a se deitar, deitou a seu lado e acariciou a pele sobre o tecido vagarosamente deleitando – se com cada pedacinho que tocava, pegou um morango e deu para que Dyell mordesse para em seguida morder a outra parte e dar um beijo suave.

O misto de emoções contraditórias deixavam Dyell desconfortável com a situação. Que droga de demônio era esse que a pouco se gabará da orgia com dois seres infernais ao mesmo tempo e agora agia com tanta sutileza e delicadeza?

As mãos dele passeavam em pontos estratégicos, deixando a pele de Dyell arrepiada, fazendo – a suspirar entre um toque e outro, Paul a beijava de forma urgente e desesperada, mas o beijo possuía um gosto extremamente doce.

Ele abriu o hobby gentilmente e Dyell sentiu quando algo morno escorreu entre seus seios, mas vendada como estava não saberia dizer o que era.

Ele começou a lamber, e a língua quente passeava sôfrega fazendo pequenos círculos em seus mamilos, outro novo beijo e ela podem identificar o que era. O gosto do chocolate amargo a fez querer mais e as barreiras caíram por terra, o mundo agora poderia explodir que nenhum dos dois se importaria de estar ali.

Dyell tentou levantar – se queria retribuir a caricia da mesma forma, mas foi impedida.

– Está mais relaxada? – a voz de Paul ficará mais rouca e grave, mas Dyell não notou e não respondeu a pergunta dando a Paul a chance de continuar.

Paul abriu a pernas de Dyell de forma cerimoniosa, tranqüilo, deleitando com a feminilidade que diante de si se apresentava, seu membro rijo procurou o caminho para os prazeres mais comuns entre os homens.

Dyell curva – se a vontade de Paul que a conduzia á uma dança harmoniosa e cheia de delírios. Suas mãos seguravam os seios de Dyell e fazia com que ela suspirasse e gemesse a cada nova investida, ele desejoso calava tais suplicas ardentes com os próprios lábios.

As horas parecia ter parado e Dyell pela primeira vez em décadas se sentia tão completa que havia esquecido que na realidade tudo era só negócios. Os movimentos ficaram mais rápidos e o clímax se aproximava, enquanto Paul a estreitava em seu abraço. Eles urraram em uníssono liberando cada partícula do êxtase que ali reinava.

Paul deitou – se a lado de Dyell e a puxou para deitar – se em seus braços. Dyell ainda respirava ofegante, presa entre a alegria e o dever que á obrigava a sair daquele lugar, arrastando Paul fosse lá como fosse. Ela cumprirá sua missão e ainda ganhará uma das melhores experiências de sua vida.

– Obrigado. – disse ela

Mas Paul não respondeu.

– Está tudo bem? – ela disse, lembrando que ainda não havia tirado a venda de seus olhos e puxando – a imediatamente.

– Estou ótimo.

Dyell saltou de cima da cama como se visse o pior de seus pesadelos se materializando, puxou o lençol negro, e correu a escrivaninha procurando a própria arma.

– Seu filho da puta! Desgraçado! O que você pensa que está fazendo? O que você pensa que fez?

Rafael sorria deitado na cama ainda nu e olhando para o teto de forma despreocupada.

– Fiz amor com você Dyell. Haja pelo menos com um pouco menos de revolta.

Ela atirou e acertou a cabeceira da cama, furiosa.

– Saia daqui imediatamente! – ela gritava

– Não. – ele respondeu calmo e levantando – se da cama. – Não finja que não gostou. Eu estou aqui tentando consertar algumas coisas e preciso de ajuda. Você veio atrás de Paul e não foi difícil colocar ele pra dormir e tomar o lugar dele, só fomos pra cama juntos por que você precisava achar que era ele, e por que ele precisava sentir como se houvesse feito algo com você.

– Você precisa de ajuda? Seu grande imbecil você começou tudo isso, é por sua causa que estamos quase sendo extintos dessa  droga de existência e você vem me dizer que precisa de ajuda? Se eu não te matei aquele dia te mato hoje seu cretino arrogante.

Dyell deixou o lençol cair e partiu para cima de Rafael desferindo socos em seu rosto e em seu estomago. Ele tentava se defender, mas ela era rápida. Dyell então deu – lhe um chute no meio das pernas que o deixou nocauteado no chão.

– Essa é por ter me enganado e me levar pra cama seu grande inútil.

Ainda sim ele sorriu.

– Eu mereço cada soco seu, cada ofensa, mas preciso de sua ajuda. Eu consegui me livrar das redes de Lúcifer por um tempo e não sei quanto tempo terei forças pra me manter longe das garras dele. Ele vai tentar usar uma cópia de sua mãe para destruir Miguel, e Lilith para atingir Gabriel, mas se tudo isso falhar assim com Paul e Qüerinemer falharam ele vai usar a mim, para matar Lilith e conseguir o que quer.

– O que? – ela parou boquiaberta e se afastando de Rafael jogado no chão.

– É isso mesmo ele tem meios pra sobreviver. Se Lilith morrer ele tem sua antiga companheira Námyra, para continuar sua raça. Todos acharam que o plano era um anjo e um demônio de livre – arbítrio absoluto e que pudessem caminhar em dois ou mais planos sem serem notados assim como os Mercadores e os Ceifeiros, se matarem. Mas Paul e Qüerinemer frustraram tudo isso assim que se encontraram, eles não viam a aura um do outro para poder sentir o ódio costumeiro ou a repulsa. Ele um conquistador barato e ela querendo viver por aqui numa boa, dei uma forcinha pra que eles se esbarrassem e se falassem pela primeira vez. Eu tive a idéia de importunar Qüerinemer e Paul enxergou aí a oportunidade de conseguir chegar até ela.  Foi então que descobri que o Livro Hiavenithy se referia não á um de nós assumirmos o pleno poder, mas sim destruir tudo.

Tentei consertar meu erro e tentei afasta – los, mas já era tarde Lúcifer  já havia entendido tudo muito antes de mim e terminou por aprisionar minha aura.

– E como você está aqui? – perguntou Dyell desconfiando da história.

– Eu achei um jeito de enganar Lúcifer, assim como você faz.

Rafael então se levantou foi até a sobrinha e acariciou seu rosto.

– Nunca vou esquecer esse dia, se sairmos vivos dessa, espero poder conversar com você sem trocar qualquer tipo de faísca. – disse ele passando a mão pela nuca de Dyell e beijando – a, ela não resistiu.

– Me salve Dyell. – foi a última palavra de Rafael.

Dyell vestiu – se apressada e adentrou o quarto de Paul que parecia acordar de um sono profundo de dias.

– Pronto pra  ir? – ela perguntou seca.

– Deixa pelo menos eu me trocar, saco. Na noite passada você não estava assim né? – e saiu da cama resmungando.

Paul sentiu que a dor de cabeça desapareceu, ele se lembrava de cada sensação da transa com Dyell. Alucinada, selvagem…

Ele sorriu par si mesmo, a filha de Miguel tinha o fogo do Inferno nas veias.

Dyell sozinha no quarto se perguntava qual seria a versão de Paul para tudo. Foi então que ela começou a ver um filme desfilar em sua mente.

Ela arrancará a roupa de Paul e cavalgará como louca sobre ele, arranhando-o no peito, enquanto ele estava amarrado à cabeceira da cama e urrava de tanta excitação. Ela mataria Rafael, com certeza. Mas depois do que eles haviam passado juntos, ela  iria dar uma boa dianteira á ele.

“Será que sou capaz de odia-lo um pouco  menos?” – perguntou a si mesma.

Dyell agora estava confusa, carregando a arma enquanto esperava Paul terminar de se arrumar. Era hora de voltar para casa…

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Gabriel cuidou do pulso de Sonya e dos pequenos cortes e arranhões que ela sofrerá na queda.

– Como você está?

– Achei que esse negócio de ser eterna implicava em não sentir dor.

Gabriel sorriu da ingenuidade da moça.

– Na verdade não, você ainda é humana, mas de uma forma mais durável, não vai envelhecer, não vai adoecer, vai ver todos os planos que cercam esta realidade á turnos diferentes e criatura inimagináveis, mas ainda pode se machucar, se ferir, essas coisas de humano. Você não é nem um ser místico, é mais uma pessoa sortuda que ganhou o grande prêmio. Um bônus, por assim dizer.

Sonya sorriu sem jeito para Gabriel, ele era sempre muito atencioso, Miguel sempre carrancudo e Lúcifer ela já pegara nojo.

– Vocês são uma família bem estranha, não acha? Não que nós, hã mortais, não sejamos é só que…

– Não precisa se explicar, nosso Pai no início tentou nos criar diferentes para que pudéssemos criar um raciocínio lógico e ter nosso próprio livre-arbítrio, mas parece que ele estava errado, acabamos bagunçando tudo. – ele sorriu sarcástico.

– Entendo.

– Entretanto isso faz parte do passado, e um passado bem longo e no momento precisamos nos focar no futuro. Sonya, me diga uma coisa quanto você entende de lutas e armas.

– Playstation conta?

– Não, mas eu vou te ensinar o que você precisa saber. Estamos em uma guerra e é necessário saber lutar.  – respondeu Miguel adentrando o recinto.

– Não vou aprender nada com você. Você é doente e vai me matar na primeira oportunidade. – disse ela convicta.

– Sonya, ele é a única forma para que você aprenda rápido.

– Droga Gabriel!

Sonya olhava para os dois irmãos tão parecidos e tão diferentes…

 CONTINUA…

3 comentários em “Galamadriel Pt. 14 – Pedido de Ajuda

  1. Uau. Surpresas em cima de surpresas. Chocada. Como Rafael foi capaz disso? Como todos foram capazes disso? O ritmo está maravilhoso, só fiquei um pouco confusa na hora em que Dyell estava pensando em Rafael e Paul ao mesmo tempo. Continuando assim, preciso marcar um cardiologista, não tenho coração pra isso não…

    Curtir

  2. porra, Sonya!!! Vai perder o bofe se ficar falando besteira!! ahauahauhauahauhaauhauahauahauhauha PREISTATION!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Muito Bom, Lillithy! Que venham mais!! E não esqueça de Vendetta kkkk pq eu gostei!!

    Curtir

  3. Peguei mais raiva do Rafael do que do Lucifer =/
    Coitado do Gabriel, só tem trabalho com essa família. Ainda é o personagem que mais gostei ❤

    Mal posso esperar pelo desenrolar dessa guerra! =)

    Curtir

Gostou? Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s