Vendetta Pt. 2 – Retorno

Charlotte MAensen

Por Lillithy Orleander

“Ela tocava  violino como ninguém, e tinha o sorriso mais enigmático e doce do que o de qualquer outra pessoa, que eu já tenha conhecido.

Charlie Maensen era popular. Pela beleza, pela inteligência e pela família. E era por isso que eu me mantinha afastado a maior parte das vezes, Charlie exalava poder e  não havia um modo de eu não ama – lá. Ela era minha melhor amiga, e não havia uma só coisa que ela não fizesse bem.”

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 – Hey? Orachi? – chamou o rapaz moreno e de cabelos lisos da cor do linóleo. – Vamos ter um treino  especial essa noite e o treinador pediu para passar o recado adiante. E aí você vai? Orachi? Orachi? Ben, você tá me escutando?

– Senhores Craydson e Orachi, gostariam de compartilhar a opinião de vocês sobre o estado em que se encontra nossa sociedade atual e o que deveria ser mantido dos séculos passados para que algumas leis fossem mantidas?

A senhora idosa, era baixinha e robusta, olhava os dois alunos por cima dos óculos tentando intimida – los de forma hipnótica.

– Não senhora Crossgrave. – responderam em uníssono escondendo uma risadinha de deboche.

– Então espero não ter que interromper minha aula novamente. – respondeu ela rispidamente.

Benjamin abaixou a cabeça, enquanto Daniel pegava o celular sorrateiro para lhe enviar uma mensagem.

“É a Maensen de novo? :/

– Fica quieto Dan. Eu e a Charlie somos apenas amigos, já te disse. :-p

– Sei. Amigo seu, sou eu man. Só ela te deixa desse jeito e só você não percebeu isso ainda.

– Na boa Dan, papo chato…”

A aula acabou e Charlie vinha pelo corredor mais corada e sorridente do que quando havia chegado. Encontrou Bem e pulou em suas costas como sempre fizera.

Charlie e Bem se conheciam a vida inteira, mas a mãe de Ben sempre mandou que ele se afastasse da garota por causa de seu nome.

– Maensen? Esse nome nunca mais deve entrar dentro dessa casa você compreende Benjamin. Seu pai foi morto por aquela gente e se algum dia você pensar em ter qualquer vinculo com aquela gente, que seja o da vingança. Arranque o coração de cada um deles e mostre á eles que o filho de Brian Host também sabe se vingar.

Benjamin cresceu ao lado de Charlie, espiando sua família, conhecendo os pontos fracos, mas não resistiu aos encantos de
Charlie, largando tudo para segui – lá como servo fiel.

– Almoça comigo hoje? – perguntou Charlotte ainda pendurada ao pescoço de Benjamin

Ele sorriu e a puxou das costas para coloca – lá diante de si. Ela parecia uma criança quando agia assim, mas ele conhecia a fera que ali estava adormecida.

– Tenho treino essa noite.

–  Droga Ben! – ela desferiu um soco no braço dele. – Você fica um mês sem quase me dar noticias e ainda vai durar comigo quando eu retorno? Você vai acabar comigo desse jeito.

Dan assistia a cena se divertindo ao ver como Charlie manipulava o amigo.

– Prometo que amanhã eu almoço com você. – disse Ben coçando a cabeça meio constrangido.

– Poxa você não pode nem dar atenção para sua melhor amiga, sua quase irmã desde… Desde sempre? – ela fez beicinho e os olhos dele brilharam.

– Amanhã Char, eu prometo.

– Ok, se você não almoçar comigo eu juro que te esfolo vivo, e empalho seu corpo pra por no meu quarto. – disse ela segurando o queixo de Ben com a ponta dos dedos

– Eu sei e acredito cegamente, Charlie.

Benjamin beijou o alto da cabeça de Charlie demoradamente enquanto sorvia o perfume de sua deusa particular.

Charlie partiu em direção á saída, acendeu a cigarrilha de canela enquanto girava a chave do Lamborghini prata.

– Srta. Maensen? – chamou um homem alto, vestido de preto, cabelos loiros e olhos verdes, aparentando ter por volta de  40 anos.

– Droga Sorento, já não te disse pra ficar em casa?

– Seu pai me deu ordens expressas para que eu jamais deixe de acompanha – lá. Eu vou segui – lá á distância em meu carro, não se preocupe menina Charlie.

Ele virou as costas e ela correu em sua direção para abraça – lo, o que o deixou sem reação.

Sorento era guarda – costas da família Maensen desde  que Charlie era criança, e sempre que ela precisava Sorento estava por perto. Charlie o tinha como um segundo pai.

– Ora vamos Srta. Charlie. – ele se desvencilhou do abraço e sorriu para a garota. – Hora de ir para casa.

Sorento entrou em seu carro e deu a partida, Charlie voltou para onde seu carro estava estacionado e também deu a partida, ligou o som do carro no último volume escutando Angel of Small Death and the Condeine Scene¹, colocou o óculos escuro e deu a ré no carro.

O impacto foi mínimo, mas o suficiente para o solavanco fizesse com que Charlie batesse a cabeça no volante, ela olhou no retrovisor e viu o Land Rover branco parar.

– Mas que Filho da p…

Charlie desceu do carro furiosa, vestindo as luvas de couro que usava para dirigir, ela com certeza iria socar alguém hoje.

Caminhou até a traseira do carro para ver o estrago, e caminhou na direção do outro veículo, bateu no vidro e o motorista abriu a janela.

–  Mas que merda, tinha que ser uma patricinha metida á besta que comprou a porcaria da habilitação. – disse ele mas para si do que para a moça que agora o encarava com raiva

O motorista do outro carro estava acompanhado por ninguém menos que Vyolette o que irritou ainda mais Charlotte.

– A vadiazinha arranhou o carro? – perguntou Vyolette fazendo beicinho e dando risada do que acabará de acontecer.

– Vyolette, te mandei ficar fora do meu caminho. – respondeu Charlotte entre dentes.

– Aí, sua briga é comigo, minha gatinha.

– Ok imbecil. Primeiro: Não sou sua gatinha. Segundo: Nunca mais encoste no meu bebezinho. Terceiro: Nunca mais na sua vida atravesse meu caminho, seu idiota.

– Ui a vadia rosna. – debochou Vyolette

–  Será que morde? – perguntou o rapaz que agora estava gostando da idéia de provocar a moça enfurecida.

Charlotte virou as costas e balançou a cabeça, mostrou o dedo para ambos e saiu em direção ao carro queria ir embora daquele lugar antes que seu sangue fervesse e fizesse besteira.

– Charlotte, a puta. Indo embora sem chamar o papaizinho?

Benjamin que se aproximava com os rapazes do time quis interferir, as coisas iam ficam feias. Mas Dan o impediu.

– Deixa elas se matarem, man. Não se envolve vai sobrar pra você. A propósito aposto 50 pratas na Maensen.

– Eu aposto 30 na Mont’ Blanc. – disse outro rapaz do time.

Todos então começaram a dar um valor para aposta era 250 para a Mon’t Blanc contra 100 na Maensen

– Aí Ben, como a Charlie luta? Eu apostei nela e não quero perder a grana.

Benjamin sorriu para o amigo e se sentou ao longe.

– Assiste.

Charlie de costas não gostou do xingamento e colocou as mãos na cintura, sem notar que alguns alunos começavam a se aproximar do atrito.

Tirou os óculos e estralou os dedos.

– Vy, você pegou pesado. – disse o rapaz.

Mas Charlie já fazia o retorno para acertar as contas, a música de fundo ganhou uma batida mais rápida, ela cantava junto o refrão de Rebellion².

Vyolette encostou-se ao carro e cruzou os braços, sorrindo perversa para esperar a outra.

Charlie não pensou muito e adiantou as passadas, encurralou a outra no carro e cuspiu na cara dela.

– Sabe Vyolette, eu adoraria que o primeiro dia de aula fosse diferente, mas você não poderia ter me dado presente melhor. Vou esfregar sua cara nesse asfalto e polir o arranhão da minha cara com essa sua bunda cheia de estrias.

Vyolette sorriu e deu uma cabeçada em Charlotte  que cambaleou mas não perdeu o equilíbrio. Ela sentiu o gosto de ferrugem sujar o canto da boca e sorriu.

– Isso é o melhor que você pode fazer? – perguntou Charlie debochando. – Sério?

Vyolette desferia socos precisos no ar, mas Charlie desviava de todos eles. Vyolette então passou para uma seqüência com chutes que acertaram o lado esquerdo da cintura de Charlotte.

Charlotte caiu e todos foram ao delírio, mas ela então começou a rir e todos param sem entender, ela era louca?

Charlotte se levantou com destreza, balançou a cabeça de um lado á outro e partiu para o ataque.

– Minha vez.

Charlotte deu um chute na altura do peito de Vyolette que bateu no carro arfando, em seguida deu socos repetidos nos rosto e na barriga de Vyolette deixando – a sem saída e sem defesa. Quando Vyolette caiu ela então enrolou os cabelos vermelhos na mão e saiu arrastando – a no estacionamento até onde estava seu carro.

– Eu disse que ia polir meu carro com a sua bunda, mas este seu cabelinho de palha vai ser melhor.

Charlie esfregava os  cabelos de Vyolette de um lado á outro da batida enquanto os joelhos de Vyolette eram feridos nos asfalto.

–  Hey minha gatinha, já chega né?

Charlotte soltou a rival e caminhou em direção ao cara, com os punhos em riste. Deu o primeiro soco nele, mas ele segurou.

– Eu não sou uma mulher, sou homem garota e acabo com você.

– Você tem idéia de com quem você está falando, seu cretino? – disse Charlie com os olhos ardendo em ódio. Ela precisava descarregar a adrenalina em alguém

– Com uma vadia louca que acha que é boa de briga.

Aleksander não teve tempo nem de ver o que o atingiu, Charlotte deu – lhe uma cabeça que acertou seu nariz e o sangue escorreu rapidamente manchando  a camisa branca que ele vestia.

Ele a soltou, com uma das mãos segurou o nariz e com a outra foi atrás de puxar a semi – automática que carregava nas costas, mas para sua surpresa ela já não estava mais lá.

Qual não foi seu espanto ao ver Charlotte segurando a arma apontada para ele.

– Semi – automática? Hum, é leve, boa e prática, pra quem sabe usar. Volta pra aquela porcaria de carro e some com essa piranha da minha frente ou eu mesmo vou experimentar sua arma.

Ele ainda tentou agarra – lá pelo ombro, mas Charlie torceu o braço dele e o jogou no chão.

– Vai pro Inferno, cretino.

Charlie passou por Vyolette e a chutou para longe antes de entrar no carro.

– Que fiquei bem claro que eu voltei Vyolette, fiquei no seu canto que eu fico no meu e não teremos que dar esse showzinho patético outra vez.

Charlotte entrou no carro, e saiu cantando pneu.

– Eu tenho que admitir, uma mulher dessas tem pulso. – disse Aleksander para si mesmo. – Droga ela quebrou meu nariz. – ele sorriu e se levantou voltando para o carro, pegou Vyolette, colocou no banco de trás do carro e saiu…

– Ben, o que foi aquilo?  – perguntou Dan assustado.

– Essa é a minha Charlie, Dan. – ele sorriu colocando as mãos no bolso, indo em direção á quadra, enquanto os outros jogadores comentavam o ocorrido e pegavam o dinheiro ganho na aposta.

MANSÃO SVALDEN

Aleksander chegará em casa sorrateiro para que sua mãe não o visse todo sujo de sangue e nos estado em que estava, ma não deu muito certo.

– Aleksander Svalden, onde diabos você se meteu moleque?

– Mãe, boa tarde pra você também.

– Esse cheiro de sangue e essa camisa e…

– É mãe, quebraram meu nariz. Não foi nada grave.

– Foi por causa dessas vadiazinhas que você dorme não é?

Nhara olhava o rosto do filho averiguando os danos, e tomando ciência do que ocorrerá.

– Foi um acidente de carro. Eu bati no carro o dono era meio esquentado e deu nisso.

– E quem foi o desgraçado, quero um nome alguém tem que saber!

– Não esquenta mãe eu tô ótimo, nunca me senti melhor.

Aleksander sorriu e começou a subir as escadas, queria fugir da mãe antes que ela fosse atrás de quem havia feito aquilo, e com certeza ela ia ficar muito surpresa.

– Aleksander, espere. Hoje  nós vamos á um jantar de negócios e preciso que você esteja apresentável. Tente deixar seu rosto, sua aparência o melhor que você puder.

– E esse jantar vai rolar o que?

–  É um jantar , sim. Agora suba e vá se arrumar.

– Detesto esse tipo de coisa… – sussurrou Aleksander subindo os degraus de dois em dois.

MANSÃO MAENSEN

– Sorento, já lhe disse para não deixar Charlie sozinha e…

– Cheguei papai, fui eu que mandei ele vir na frente, não sou mais criança e sei me defender, sem ofensas Sorento.

Sorento assentiu com a cabeça e sorriu. Ele havia ensinado muito bem a Charlie como se defender

– Sabe se defender? E a senhorita pode-me dizer como conseguiu esse ferimento no lábio, esse hematoma no braço e essa blusa rasgada?

Charlie sorriu para o pai e sentou na bancada da cozinha.

– Nora, traga – me gelo, por favor. Simples pai, briga de trânsito um babaca bateu no meu carro, mas já o deixei com o nariz quebrado, não se preocupe.

Nora era uma senhora que cuidava da casa durante muitos anos e se tornará a melhor amiga de Charlie na casa, e voltava trazendo a bolsa de gelo.

– O que para o almoço Nora?

– Hã, Charlie vamos almoçar fora hoje, quero que você compre um vestido novo e tente melhorar um pouco esses machucados agora, vamos ter um jantar de negócios.

Charlie pegou uma maçã e começou a mordisca – lá.

– E desde quando eu participo dessas reuniões chatas, papai? – perguntou Charlie desconfiada

– Simples, desde que você vai tocar violino para meus convidados essa noite.

– Droga!

Charlie não gostou da idéia, mas não ia bater de frente com o pai.

– Andrew! – chamou Olivier. – Chame seu irmão e me esperem no escritório, por favor.

Andrew adentrou a cozinha com as mãos cheias de sangue e foi direto para a pia.

– Drogas Andrew, têm uma pia lá embaixo pra isso. Lave a mão lá, na cozinha é lugar de comer garoto.

Todos caíram na gargalhada e quem olhasse de longe acharia ser uma família normal…

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Maldita Charlotte! Destruiu meu rosto e a chance de agarrar um Svalden. Cretina vai pagar  caro.

Vyolette  esbravejava diante do espelho do quarto, precisava achar um jeito de ferir Charlotte e tirar lucros da situação.

– Está brava priminha? – perguntou o rapaz ruivo de pele morena e olhos castanhos.

– Lucian? O que faz aqui?

– Vim passar as férias. – ele sorriu malicioso, olhando para a prima. – Quem sabe você não torne a minha estadia aqui mais prazerosa.

Ele parou atrás de Vyolette e desceu a alça do sutiã da prima, segurando o seio dela com a outra mão.

– Não estou com vontade, estou estressada e louca para destruir aquela Maensen maldita.

– Hum, uma vingança? – ele sorriu diabólico

– Sim, quero – a morta, humilhada. Quero ver o império do papaizinho assassino ruir. Vou destruir Charlotte Maensen custe o que custar.

– Se eu te ajudar o que ganho com isso?

– Mais do que minha gratidão primo, muito mais. Temos um trato?

Lucian sorriu e virou o rosto da prima para o seu, enquanto sua passeava pelo corpo de Vyolette.

– Me convença, priminha…

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